• Nenhum resultado encontrado

Os alunos participantes desta pesquisa também foram classificados segundo dois indicadores: o desempenho no pós-teste e a média final (MF) nas disciplinas de programação introdutória. Em cada uma das turmas os alunos foram divididos em 3 classes: alunos ótimos, medianos ou com dificuldades.

Os alunos foram classificados segundo as suas pontuações do pós-teste pelo fato de que no momento do pré-teste os alunos sequer haviam aprendido os tópicos de programação que interessavam para esta pesquisa, de maneira que as pontuações do pré-teste não representariam o

nível de conhecimento dos alunos. Já a classificação pela pelas médias finais dos alunos nas disciplinas (MF) foi utilizada por se entender que qualquer melhoria na aprendizagem produzida pela utilização do jogo deveria se traduzir em médias finais mais altas, ao invés de apenas pontuações de pós-teste mais altas.

5.5.1 Classificação dos Alunos em Função do Pós-Teste

Na Tabela 7 são apresentados os fatores de aprendizagem (F.A.) para cada uma das classes de alunos mencionados anteriormente. Os alunos com pontuação do pós-teste entre 8 e 10 foram classificados como Ótimos; aqueles com pontuação do pós-teste maior ou igual a 6 e menor que 8 foram classificados como Medianos; e aqueles com pontuação do pós-teste menor que 6 foram classificados como alunos Com Dificuldades.

Tabela 7. Fatores de aprendizagem das classes de alunos (classificação pelo pós-teste)

Turma Classe N Média

Pré-teste

Média

Pós-teste F.A. Médio

Com dificuldades 3 2,67 4,33 1,67

Medianos 5 4,20 6,80 2,60

Grupo de Controle

Ótimos 3 6,67 8,33 1,67

Medianos 4 5,25 7,00 1,75

Grupo Experimental 1

(utilizaram o jogo) Ótimos 5 4,40 8,40 4,00

Com dificuldades 7 2,14 3,43 1,29

Medianos 3 7,67 6,33 -1,33

Grupo

Experimental 2

Ótimos 10 5,60 8,70 3,10

A turma de alunos que utilizou o jogo (Grupo Experimental 1) não possui integrantes com pontuação de pós-teste inferior a 7, e por este motivo nenhum dos alunos da turma foi classificado como Com dificuldades. Cabe ressaltar que neste caso o termo “todos os alunos” significa na verdade “todos os que participaram de todas as etapas dos experimentos”.

Os fatores de aprendizagem (valores da Tabela 6) de cada uma das classes de alunos foram comparados entre si com o teste de Kruskal-Wallis. O teste retornou um valor sig = 0.289 para os alunos ótimos, um valor de 0.163 para os alunos medianos e 0.729 para os alunos com dificuldades.

Como nenhum destes valores é menor do que o nível de significância adotado para os testes (0.05) não se pode rejeitar a hipótese nula sobre a igualdade das amostras. Sendo assim, não se pode afirmar que houve diferença significativa no progresso das turmas em qualquer uma das classes.

Apesar de não se ter encontrado nenhuma diferença significativa entre o progresso dos alunos, aqueles classificados como Ótimos nos dois grupos experimentais apresentaram um fator de aprendizagem médio maior do que os alunos Ótimos no grupo de controle (ver Figura 19). Os alunos Medianos do Grupo experimental 2 regrediram, apresentando um fator de aprendizagem negativo. No caso dos alunos Medianos, o grupo de controle apresentou um progresso maior do que os dois grupos experimentais.

Figura 19. Fatores de aprendizagem das classes de alunos (classificação pelo pós-teste)

5.5.2 Classificação dos Alunos em Função das Médias Finais

Os alunos também foram reclassificados em função das suas médias finais na disciplina de programação introdutória. Fez-se a mesma classificação apresentada anteriormente, mas neste caso ao invés das pontuações de pós-teste os alunos foram classificados pelas suas médias finais (MF).

Na Tabela 8 são apresentados as pontuações dos alunos e também as suas médias finais na disciplina de programação introdutória. Cabe ressaltar que os alunos com média final menor que 6 foram reprovados. Utilizou-se o seguinte critério de classificação:

Alunos ótimos (MF entre 8 e 10);

1. Alunos medianos (MF maior ou igual a 6 e menor que 8); e 2. Alunos com dificuldades (MF menor que 6).

Tabela 8. Acertos no pré e pós-teste e média final (MF) na disciplina Grupo de

Controle

Grupo Exp. 1

(utilizou o jogo) Grupo Exp. 2 Aluno

Pré teste Pós teste MF Pré teste Pós teste MF Pré teste Pós teste MF

1 7 9 9,5 7 7 9,5 6 9 10

2 5 7 9,5 7 8 8,5 7 9 9,5

3 4 7 9 4 7 8,5 8 8 9,5

4 6 7 9 2 8 7,5 7 8 9,5

5 6 8 8,5 7 7 7,5 7 9 8,5

6 6 6 8,5 5 10 7 4 8 8,5

7 3 4 8 3 7 7 3 8 8,5

8 4 5 7,5 6 8 6,5 9 6 8,5

9 0 7 7 2 8 5 6 7 8

10 7 8 6,5 - - - 5 9 7,5

11 1 4 4,5 - - - 4 10 7

12 - - - - - - 5 9 7

13 - - - - - - 2 4 7

14 - - - - - - 0 4 7

15 - - - - - - 8 6 6

16 - - - - - - 3 2 6

17 - - - - - - 0 5 5,5

18 - - - - - - 4 5 4,5

19 - - - - - - 3 3 4

20 - - - - - - 3 1 3,5

Média 4,45 6,55 7,95 4,78 7,78 7,44 4,70 6,50 7,28 Desvio padrão 2,34 1,63 1,51 2,11 0,97 1,31 2,56 2,65 1,90

Mediana 5 7 8,50 5 8 7,50 4,5 7,5 7,25

Na Tabela 9 são apresentados os fatores de aprendizagem para as classes de alunos em cada uma das turmas, sendo esta classificação feita em função da média final (MF).

Tabela 9. Fatores de aprendizagem das classes de alunos (classificação pela MF)

Turma Classe N Média Pré-teste Média Pós-teste F.A. Médio

Ótimos 7 5,29 6,86 1,57

Medianos 3 3,67 6,67 3,00

Grupo de Controle

Com dificuldades 1 1,00 4,00 3,00

Ótimos 3 6,00 7,33 1,33

Medianos 5 4,60 8,00 3,40

Grupo Exp. 1 (utilizaram o jogo)

Com dificuldades 1 2,00 8,00 6,00

Ótimos 9 6,33 8,00 1,67

Medianos 7 3,86 6,29 2,43

Grupo Exp. 2

Com dificuldades 4 2,50 3,50 1,00

Os fatores de aprendizagem das classes de alunos foram novamente comparados entre si com o teste de Kruskal-Wallis. O teste retornou um valor sig = 0.873 para os alunos ótimos, um valor de 0.837 para os alunos medianos e 0.287 para os alunos com dificuldades. Novamente, nenhum destes valores foi menor do que o nível de significância adotado para os testes (0.05), e por este motivo não foi possível afirmar que houve diferença significativa no progresso das turmas em qualquer uma das classes de alunos.

Na Figura 20 os fatores de aprendizagem das classes de alunos são apresentados graficamente. É possível observar que os fatores variam pouco de uma turma para a outra, exceto no caso dos alunos com dificuldades. O grupo experimental 1 (que utilizou o jogo) teve apenas um aluno classificado como com dificuldades, e este aluno obteve um fator de aprendizagem igual a seis, o que explica a discrepância observada no gráfico. É interessante observar que mesmo com um bom progresso do pré para o pós-teste este aluno terminou o semestre como reprovado (MF < 6).

Figura 20. Fatores de aprendizagem das classes de alunos (classificação pela MF)