Samuel P. L. Oliveira
1(IC), Tárik S. Cordeiro
1(IC), Hendiel A. de Abreu
1, (IC), Daiane F. de Alvarenga
1(IC), Guilherme H. R. de Assis
1(IC), Juni Cordeiro
1(PQ)
1Fundação Comunitária de Ensino Superior de Itabira - FUNCESI
Palavras-chave: Eras geológicas. Evolução dos seres vivos. Preservação ambiental.
Introdução
As histórias ecológica e geológica da Terra estão diretamente vinculadas, assim, compreender os principais processos que constituíram e modificaram a Terra, além de permitir desvendar uma parte do passado do planeta, pode auxiliar a entender o tempo atual e ainda vislumbrar o futuro. O projeto de extensão Geobiologia, desenvolvido na FUNCESI por alunos e professores desta instituição, visa a divulgação das ciências naturais, buscando a compreensão da formação, evolução e futuro da vida na Terra.
Este trabalho objetiva analisar a percepção de 181 alunos que visitaram o projeto Geobiologia entre os meses de fevereiro e junho de 2018. Para tal, foi aplicado um mesmo questionário contendo 12 questões de múltiplas escolhas, relacionadas à origem do universo e da Terra, tempo geológico, teoria da tectônica de placas, rochas e fósseis, antes e após o desenvolvimento das atividades vinculadas ao projeto, representadas por explanações, exibição de vídeos de curta duração e manipulação de minerais, rochas e réplicas de fósseis.
Resultados e discussão
A partir da análise das respostas fornecidas nos questionários, notou-se a assimilação dos conceitos associados à idade do Universo (aumento da resposta correta após as atividades de 47,5% para 79,9%), idade da Terra (aumento de 40,3% para 84,6%) e fósseis (aumento de 55,8% para 76,9%), semelhantemente ao verificado por Cordeiro et al. (2018). Entretanto, a utilização de explanações, imagens e vídeos não se mostrou suficiente para a compreensão satisfatória do conceito de “tectônica de placas” (redução da resposta correta de 92,3% para 86,4%).
Com relação aos temas que despertavam interesse, os alunos visitantes ressaltaram o “universo” (74,0%), a
“Terra” (67,4%) e “vulcanismo” (54,7%), sendo que “terremotos” (37,6%) e “impactos ambientais” (38,1%) foram os assuntos como menor porcentagem de indicações. Pesquisando a percepção de alunos do ensino médio e fundamental, Firmino et al. (2013) e Vieira et al. (2016) verificaram a curiosidade destes em temas como “universo” e “planeta Terra”, destacando que o baixo interesse em algumas áreas pode estar relacionado à ausência de diversificação de recursos didáticos.
Conclusões
Notou-se a assimilação pelos alunos visitantes de conceitos associados às origens do Universo e da Terra, apresentados por meio de explanações, imagens e vídeos de curta duração. Por outro lado, esses mesmos recursos não foram suficientes para a compreensão adequada dos conceitos da tectônica de placas. Espera-se que este projeto proporcione aos estudantes uma melhor compreensão da correlação entre as várias ciências da natureza e suas aplicações no cotidiano, despertando a importância da preservação ambiental.
Referências
CORDEIRO, J.; ALVARENGA, C. A.; TORRES, R. K. L.; CORDEIRO, T. S.; ABREU, H. A.; ASSIS, G. H. R.;
ALVARENGA, D. F.; SÁ, A. D. Geobiologia: o ensino da evolução da vida na Terra. Research, Society and Development, v. 7, n. 7, p. 01-23, 2018.
FIRMINO, A. R. A.; BEZERRA, H. P. A.; SANTOS, M. C. P.; RODRIGUES, A. P. C.; RANGEL, J. A Importância de aulas experimentais nos conteúdos de Geociências abordados na disciplina de Biologia do Ensino Básico. Revista Eletrônica Novo Enfoque, v. 17, n. 17, p. 100 –105, 2013.
VIEIRA, T. C.; VELLOSO, A.; RODRIGUES, A. P. C. Estudo de caso sobre ensino de Geociências em uma turma de ensino fundamental da rede privada de Duque de Caxias, RJ. Terræ Didatica, v. 12, n. 3, p. 153-162, 2016.
HORTA ECOLÓGICA E COMPOSTAGEM COMO EDUCAÇÃO AMBIENTAL DESENVOLVIDA NA FUNDAÇÃO CRÊ-SER EM JOÃO MONLEVADE/MG Gilciara Rocha Eloy1 (IC), Ana Cláudia M. R. Santos1 (IC), Gerusa Leite Caetano1 (IC), Hebert
Medeiros Gontijo (PQ)1
1Universidade do Estado de Minas Gerais
Palavras-chave: Educação ambiental, Saúde alimentar, Sustentabilidade.
Introdução
Pensando nas gerações futuras, a sociedade busca meios alternativos para conciliar desenvolvimento e proteção ambiental. O ambiente escolar propicia a inserção de práticas ambientais sustentáveis, principalmente quando as crianças são expostas a experiências sensoriais que reforçam o processo de aprendizado, estando mais receptíveis às influências ambientais (CAPRA, 2008). Neste sentido, torna-se necessário desenvolver ações sustentáveis a fim de despertar a comunidade escolar para que esta desempenhe seu papel na promoção da saúde e preservação do meio ambiente.
Perante o exposto, o projeto tem por objetivo promover a educação ambiental na Fundação Crê-Ser (João Monlevade). Por meio da construção de um sistema de compostagem de resíduos orgânicos provindos da merenda escolar, utilizando-os em uma horta ecológica desenvolvida com as crianças, sensibilizando-as em prol da preservação e conservação do meio ambiente através de oficinas educativas e observação do processo, compreendendo que suas atitudes locais podem ter reflexos globais. O projeto está sendo realizado pelos Engenheiros sem Fronteiras (ESF) de João Monlevade.
Resultados e discussão
Durante os meses de julho e agosto, ocorreram reuniões e visitas à Fundação para avaliar a instalação do projeto no local, alinhar a metodologia aplicada e levantar os insumos necessários. Os universitários, integrantes do ESF, envolvidos no projeto buscaram parcerias e doações, uma delas foi a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (EMATER), que ofereceu auxílio técnico e aproximou a equipe dos produtores locais, que doaram as mudas. Ocorreram oficinas de educação ambiental, aproximadamente 30 pessoas entre crianças e funcionários aprenderam sobre as sementes e o processo de germinação através de experimento com feijão, confeccionaram regadores com embalagens de amaciante, escolheram as hortaliças para cultivo. O preparo da terra foi feito em mutirão pelos universitários, que dimensionaram os canteiros para receber mudas de agrião, alface, almeirão, beterraba, cebolinha, cenoura, couve, espinafre, mostarda e salsa. Os universitários forneceram orientações para aproveitamento de restos orgânicos no sistema de compostagem e seu uso na adubação e sobre os tratos culturais que deverão ter com a horta. As crianças fizeram o plantio das mudas, com supervisão dos universitários, funcionários e alguns pais. Durante as etapas mencionadas, todos se mostraram bastante envolvidos, o que presume um interesse geral pela mudança nos hábitos alimentares e preservação do meio ambiente, além disso, os educadores já perceberam que poderão observar a horta como recurso didático palpável para aplicação e compreensão dos conteúdos disciplinares.
Conclusões
O projeto sensibilizou a comunidade escolar sobre seu papel na preservação ambiental. Os universitários oportunamente aproveitam este cenário para aplicar seus conhecimentos acadêmicos, oferecendo soluções sustentáveis pontuais em um processo de ensino/aprendizagem, onde todos os participantes, principalmente as crianças envolvidas, têm a oportunidade de transformar o ambiente ao qual estão inseridos e melhorar a qualidade de vida, adquirindo conhecimento e mudança de valores.
Agradecimentos
Fundação Crê-Ser, que permitiu a execução do projeto em suas dependências e EMATER pela parceria.
Referências
CAPRA, F. Alfabetização Ecológica: O desafio para a educação do século 21. 5ª ed. Campinas: Armazém do Ipê (Autores Associados), 2004.
ENGENHEIROS Sem Fronteiras: Quem somos. Disponível em: <http://esf-brasil.org>. Acesso em: 20/08/2018.
INSTRUMENTAÇÃO PARA O ENSINO DE QUÍMICA UTILIZANDO MATERIAIS DE BAIXO CUSTO
Pamela C. Bernini1 (IC), Bárbara R. Paula1 (IC), Diego P. Martino1 (IC), Diego C.Souza1 (IC), Cecília S. Monnerat (PQ)2, Sávio F. Correa (PQ)1, Karla M. Vieira (PQ)1
1Universidade Federal de Ouro Preto_Campus João Monlevade. 2Universidade do Estado de Minas Gerais_Campus João Monlevade
Palavras-chave: Ensino de Química. kits didáticos. material baixo custo.
Introdução
Um dos desafios do ensino da química nas escolas de ensino fundamental é construir uma relação entre o conhecimento ensinado teoricamente em sala de aula com o dia-a-dia dos alunos. A falta dessa relação gera desinteresse entre os alunos e insatisfação dos professores. Uma vez que, tornando a abordagem completamente formal e teórica, eles acabam não englobando as inúmeras possibilidades para tornar o ensino da química mais real, tornando o conteúdo não atraente, dificultando o desenvolvimento desses alunos em associar os avanços científicos e tecnológicos que influenciam a sociedade, com as disciplinas.
(VALADARES,2001). Dessa forma, a busca por artifícios que incentivem o ensino tem grande relevância, já que permite a participação dos alunos em algo desafiador. Aprender química requer um processo de aprendizagem que está relacionado com investigação, problematização, formulação, resolução de problemas concretos, entre outros aspectos. (LAUTHARTTE, 2011).
Resultados e discussão
Para a realização deste projeto de extensão, visitou-se uma escola particular da cidade de João Monlevade, que conta com uma boa estrutura para aprendizado dos alunos. As apresentações foram feitas para alunos do 1º ao 9º ano do ensino fundamental, utilizando-se abordagens diferentes de acordo com a faixa etária dos alunos para os quais os experimentos foram demonstrados. Ao elaborar e realizar a apresentação dos experimentos nas escolas, visou-se a necessidade de mostrar aos alunos a relação da química com o cotidiano, relacionando a teoria com a prática. Apresentou-se 5 kits experimentais para as crianças. Os experimentos realizados foram: Kit didático de difusão de gás amônia; Kit de eletroquímica – pilha de batata; Kit indicadores ácido-base naturais; Kit amoeba caseira e; Kit didático identificação do CO2. Todos os experimentos foram realizados numa área grande para propiciar uma melhor exibição para os alunos.
Durante a execução dos experimentos foi possível perceber a satisfação dos alunos e o entusiasmo dos mesmos com os resultados de cada um dos experimentos. Os alunos menores demonstraram maior interesse com os experimentos, visto que, como eles ainda não têm conhecimentos específicos sobre a química, qualquer fato curioso ou resultado inusitado que ocorresse, gerava entusiasmo nos mesmos. Já os alunos mais velhos não demonstraram tanto interesse quanto os novos, porém a grande maioria fez perguntas sobre os experimentos e quiseram saber os fenômenos que acontecem nos mesmos.
Conclusões
Através desta experiência os professores adquiriram conhecimentos importantes para tornar suas aulas ainda mais interessantes e os alunos obtiveram ainda mais conhecimento e de forma divertida. O grande envolvimento dos estudantes pode ser explicado pelo fato de se estar abordando assuntos novos relacionados aos assuntos que eles aprendem em sala de aula. Quanto ao interesse dos professores foi possível perceber que a maior preocupação dos mesmos é melhorar a didática de si mesmos, porém um dos impedimentos para isso, observando o contexto atual da educação brasileira como um todo é a falta de treinamento de pessoas para manter um bom laboratório em funcionamento.
Agradecimentos
Agradecemos ao Colégio Kennedy/ João Monlevade pela parceria de sucesso.
Referências
LAUTHARTTE, Leidiane Caroline; JUNIOR, Wilmo Ernesto Francisco. Bulas de medicamentos, vídeo educativo e biopirataria: uma experiência didática em uma escola pública de Porto Velho–RO. Química Nova na Escola, v.
33, n. 3, p. 178-184, 2011.
VALADARES, Eduardo de Campos. Propostas de experimentos de baixo custo centradas no aluno e na comunidade. Química nova na escola, v. 7, n. 13, p. 38-40, 2001.