CONTABILIDADE NA CIDADE DE CERES, GO
2.2 GESTÃO DE PESSOAS
Pensar sobre a Gestão de Pessoas é colocar o colaborador como parceiro da empresa e não como propriedade dela. Conforme afirma Chiavenato (2014, p. 11) “o grande diferencial e a principal vantagem competitiva da empresa decorre das pessoas
que trabalham nela”. São as pessoas que fazem acontecer, por isso, o capital humano é o maior bem de uma organização. O autor também defende que a Gestão de Pessoas vem para contribuir com o desenvolvimento organizacional, permitindo a colaboração eficaz das pessoas para o atingimento de metas organizacionais e individuais e que os objetivos são variados:
Ajudar a organização a alcançar seus objetivos e realizar sua missão;
Proporcionar competitividade à organização: significa saber criar, desenvolver e aplicar as habilidades e as competências da força de trabalho.
Proporcionar à organização pessoas bem treinadas e bem motivadas:
construir o mais valioso patrimônio da empresa – as pessoas – significa preparar e capacitar continuamente as pessoas.
Aumentar a autoatualização e a satisfação das pessoas no trabalho: antes, a ênfase era colocada nas necessidades da organização.
Desenvolver e elevar a qualidade de vida no trabalho (QVT): a QVT é um conceito que se refere aos aspectos da experiência vivida no trabalho.
Administrar e impulsionar a mudança.
Manter políticas éticas e comportamento socialmente responsável: toda atividade de GP deve ser aberta, transparente, justa, confiável e ética.
Construir a melhor equipe e a melhor empresa: não basta cuidar somente das pessoas (CHIAVENATO, 2014, p. 11).
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Fazendo a ligação de liderança com gestão de pessoas, o líder tem papel fundamental, pois, é possível levar a organização à excelência. Então, quanto mais os conhecimentos forem amadurecidos e atualizados pelas pessoas, mais a organização irá se diferenciar no mercado. As preocupações para o futuro devem ser: globalização, pessoas, cliente, produtos/serviços, conhecimento, resultados, tecnologia e são as pessoas que vão apoiar as organizações nessas mudanças (CHIAVENATO, 2014).
A Gestão de Pessoas está ligada a tudo dentro de uma organização. É bom tanto para a empresa, como para o colaborador e fazer o gerenciamento dela levará a empresa à um patamar bastante elevado. O ser humano tem um potencial incrível e são as organizações que fazem as engrenagens do mundo girar. Cabe aos gestores de pessoas, pensar sobre isso e aproveitar ao máximo todos os recursos disponíveis.
2.2.1 Habilidades, Competências, Características e Qualidades:
O olhar da organização para um líder envolve a capacidade que ele tem para tomar decisões, gerenciar conflitos, comandar um projeto, difundir uma ideia, ou seja, a forma
que ele conduz suas relações dentro da profissão. Para Maximiano, conforme citação de Souza, et al., as habilidades e competências são:
As qualificações que uma pessoa deve ter para ocupar um cargo e desempenhá- lo eficazmente. As competências específicas que são necessárias para ocupar um cargo de gerente dependem do nível hierárquico, das tarefas do gerente, do tipo de organização e de outros fatores. De forma geral, as competências gerenciais são classificadas em três categorias: Conhecimentos, Habilidades e Atitudes (MAXIMIANO, 2000, apud SOUZA, et al., 2011, p. 5).
Isso significa que não adianta ter conhecimento e habilidades se não tivermos atitude para desempenhar uma tarefa. Por isso, é importante que todos estejam engajados e o líder é o que dá a direção. Deve-se trabalhar para ser um líder com maior potencial e para isso existem alguns traços e características que permitem a comparação de líderes potenciais que, de acordo com Caravantes, et al., são compartilhados pela maioria dos líderes bem-sucedidos:
Inteligência: apresentam um nível de inteligência geralmente superior ao dos subordinados;
Maturidade: normalmente apresentam um grau de maturidade mais elevado quando comparado ao de seus liderados;
Amplitude de interesses: operam com uma variedade de interesses e áreas do conhecimento;
Alta motivação e necessidade de realização: são altamente voltados para a obtenção de resultados. Quando completam um projeto, já estão se preparando para o próximo. Não dependem de seus subordinados para se motivarem para o alcance de objetivos;
Honestidade: tendem a ser pessoas íntegras, mostrando coerência entre os valores que incorporam e defendem, e suas práticas organizacionais.
Quando isto não ocorre, tal fato é rapidamente detectado pelos subordinados, com consequências danosas tais como stress, indecisão e desconfiança, já em curto espaço de tempo (CARAVANTES, et al., 2009, p.
141 e 142).
Essas são características extremamente nobres, que demonstram o quão competente o líder pode ser. Demonstrando, por exemplo, honestidade e disposição, o líder ganha a admiração da equipe que sabe que pode contar com ele para todas as dificuldades. Não é fácil ficar motivado a todo momento, existem dificuldades, processos que demandam trabalho árduo, porém, para quem tem o dever de liderança isso não é um fardo, pois, manter a equipe unida e acreditando no seu propósito é a maior recompensa a ser recebida. Olhar os projetos com entusiasmo, visualizando o resultado final traz possibilidades de traçar melhores maneiras de desenvolvê-los. Um ponto muito importante é o conhecimento, treinar a equipe é fundamental e a busca pelo
conhecimento tem que ser incessante, pois, quanto mais especialista você se torna em um assunto, mais fácil será de resolver possíveis obstáculos.
O líder necessita ter um bom relacionamento com os outros, ter carisma, ser bom ouvinte, saber desenvolver sua equipe, ter uma visão do todo e do futuro, manter ao seu redor pessoas alinhadas e para complementar, o modelo de líder ideal é o que consegue ter o máximo de qualidades, algumas delas são: entusiasmo, integridade, imparcialidade, firmeza, humildade, determinação criatividade, flexibilidade, dinamismo (JORDÃO, 2015).
É interessante ressaltar como as características do líder são cruciais para o desenvolvimento e crescimento de todos. O líder é o que incentiva, é o que coloca todos para cima, que dá bronca na hora certa, que elogia na frente de todos, que desenvolve as ações que a empresa propõe, é o que faz as coisas acontecerem. Por isso, podemos falar um pouco também, sobre a importância de se disseminar os conhecimentos, de se ensinar como liderar, de estudar junto com os colaboradores, para que assim, a organização consiga descobrir cada vez mais líderes motivados e que estejam alinhados com a cultura e os valores da organização. Isso é o verdadeiro segredo da relação organizacional.
3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Este artigo tem por objetivo identificar o papel do líder na gestão de pessoas dentro de uma organização, especificadamente dentro de um escritório de contabilidade. Para isso, buscou-se entender através da literatura explicações e o que os autores dizem sobre liderança, habilidades, competências, características e qualidades de um líder, conceito e aplicação de gestão de pessoas. Na fundamentação teórica foram utilizados artigos científicos, livros e publicações em sites na área de estudo. A abordagem foi de forma qualitativa, pois, não foi necessário utilizar métodos estatísticos na construção do trabalho. A coleta de dados foi através de questionários sobre as experiências vividas na organização. Para analisar os dados o método escolhido foi o estudo de caso, através de pesquisa exploratória, na tentativa de aprofundar as experiências vividas pelos membros da organização e descobrir os tipos de liderança adotados e suas consequências.
Concluídas as análises, foi possível identificar qual o tipo de liderança adotado nessa empresa: autocrático, liberal ou democrático, quais as características, habilidades e competências foram encontradas nos líderes e como isso influencia no desenvolvimento dos indivíduos e da empresa como um todo.