2.5.6 Outras dimensões de Sustentabilidade
A sustentabilidade tecnológica segundo Lage e Barbieri (2001), precisa investir no desenvolvimento de recursos humanos locais, a cooperação técnica e intercâmbio.
A sustentabilidade política ou institucional diz respeito à implantação de políticas que concretizem o desenvolvimento sustentável com o passar do tempo. (BARDDAL, 2008).
É preciso mensurar a sustentabilidade de uma organização, mesmo que ainda haja muitas divergências em relação às definições.
Esta retroalimentação é comum, inevitável e útil, mas também cheia de armadilhas, ainda segundo esta autora.
Na concepção de Micthell (1997 apud BARDDAL, 2008, p. 42), “[...] um indicador é, uma ferramenta que permite a obtenção de informações sobre uma dada realidade”. Para Van Bellen (2002), o principal objetivo dos indicadores é acrescentar e quantificar informações de modo que seu valor fique mais visível. Os indicadores deixam mais fáceis as informações referentes aos fenômenos complexos, buscando aprimorar os processos de comunicação.
Esses indicadores podem ser quantitativos ou qualitativos. Existem autores que acreditam que os indicadores mais apropriados para avaliação de experiências de desenvolvimento sustentável precisavam ser mais qualitativos, por causa das barreiras que existem com relação aos indicadores numéricos. Os indicadores qualitativos, segundo Gallopin (1996, apud VAN BELLEN, 2002, p. 30), têm preferência com relação aos quantitativos por causa de três fatores: “[...] quando não forem disponíveis informações quantitativas; quando o atributo de interesse é inerentemente não quantificável; quando determinações de custo assim o obrigarem”.
Ainda para Gallopin (apud VAN BELLEN, 2002), os sistemas de indicadores devem considerar os requisitos abaixo:
a) Devem ser mensuráveis ou observáveis;
b) É preciso que haja disponibilidade dos dados;
c) Os métodos de coleta de dados, e construção de indicadores devem ser limpa, padronizada e transparente;
d) Devem estar disponível os meios para monitorar e estabelecer indicadores;
e) Devem ser viáveis financeiramente os indicadores ou grupos de indicadores;
f) Deve ser aceito politicamente os indicadores, para poder ter influência sobre as decisões.
Para poder fazer a avaliação dos dados, um sistema de indicadores deve ser capaz de gerar índices após agregação dos dados que apresentem a realidade do método (BARDDAL, 2008).
Na visão de Armani (2001), existem nove parâmetros sobre a análise do grau de desenvolvimento organizacional e desenvolvimento sustentável.
1) Base social, legitimidade e relevância da missão;
2) Autonomia e credibilidade;
3) Sustentabilidade;
4) Organização do trabalho e gestão democrática e eficiente;
5) Quadro de recursos humanos adequados;
6) Sistema de Planejamento, Monitoramento e Avaliação (PMA) participativo e eficiente;
7) Capacidade de produção e sistematização de informações e conhecimentos;
8) Poder para influenciar processos sociais e políticas públicas;
9) Capacidade para estabelecer parcerias e ações conjuntas;
Quando se discute sustentabilidade segundo Van Bellen (2002, p.34), “[...] deve-se ter em vista que julgamentos de valor estão sempre presentes nos sistemas de avaliação, nos diferentes níveis e dimensões existentes”. Para medir o desempenho de uma organização, os indicadores de sustentabilidade são importantes, pois podem capacitar a organização a estabelecer objetivos, trazendo melhorias a organização.
3 METODOLOGIA DA PESQUISA
Neste capítulo, apresenta-se a abordagem metodológica do trabalho, principalmente no que se refere ao delineamento e tipo de pesquisa, métodos utilizados, bem como as estratégias para definição da população e amostra da pesquisa.
Método deriva de metodologia e aborda um conjunto de técnicas onde há possibilidade de avaliar um fato específico, produzir determinado elemento ou desenvolver certa conduta. É mediante um método, que se consegue atingir o objetivo desejado. (OLIVEIRA, 1999).
3.1 Caracterização da pesquisa
O principal objetivo de uma pesquisa científica é buscar uma resposta aos problemas e fenômenos, mediante o uso de métodos científicos. Uma pesquisa deve ser realizada com precisão e cuidado. (OLIVEIRA, 1991). Segundo Gil (1999) o objetivo de uma pesquisa é resolver determinados problemas, criar teorias ou analisar as existentes. Na concepção de Oliveira (1991, p. 117),
a pesquisa tem por objetivo estabelecer uma série de compreensões no sentido de descobrir respostas para as indagações e questões que existem em todos os ramos do conhecimento humano, envolvendo o mundo social, vegetal, animal, mineral, além do espaço e do mundo marinho.
Segundo Richardson (1999, p. 15), “[...] não existe uma fórmula mágica e única para realizar uma pesquisa ideal; talvez não exista nem existirá uma pesquisa perfeita. A investigação é um produto humano, e seus produtores falíveis”.
Uma pesquisa científica pode discorrer entre quantitativa e qualitativa. O método qualitativo segundo Richardson (1999, p.90), “[...] caracteriza-se pela tentativa de uma compreensão detalhada dos significados e características situacionais apresentadas pelos entrevistados, em lugar da produção de medidas quantitativas de características ou comportamentos”. Já para Barbetta (2002, p. 28), “[...] quando os possíveis resultados de uma variável são números de uma certa escala, dizemos que esta variável é quantitativa.
Quando os possíveis resultados são atributos ou qualidades, a variável é dita qualitativa”.
Nesse sentido, a presente pesquisa é predominantemente quantitativa, pois a partir dos dados coletados foi realizado o cálculo da média e desvio padrão para quantificar as informações e realizar a análise dos dados. Para Oliveira (1999, p. 115),
o quantitativo, conforme o próprio termo indica, significa quantificar opiniões, dados, nas formas de coleta de informações, assim como também com o emprego de recursos e técnicas estatísticas desde as mais simples, como percentagem, média, moda, mediana e desvio padrão, até as de uso mais complexo, como coeficiente de correlação, análise de regressão etc, normalmente utilizados em defesas de teses.
Ainda segundo o autor supracitado o método quantitativo é muito utilizado em pesquisas de cunho social, econômico, de comunicação, mercadológicas, de opinião, de apresentação, pois garante precisão nos resultados evitando análises e interpretações distorcidas.
Quanto aos fins trata-se de uma pesquisa descritiva. Segundo Cervo; Bervian (1996), o objetivo da pesquisa descritiva é gravar, observar, avaliar e correlacionar acontecimentos ou dados sem manipulá-los. Busca desvendar a freqüência com que ocorre um fenômeno, sua relação com outros e conhecer o que acontece na vida social, política, econômica e outros aspectos relacionados à conduta humana. Esse tipo de pesquisa é desenvolvida, sobretudo, nas áreas como Ciências Humanas e Sociais, discutindo determinados dados e problemas que precisam ser estudados e que o registro não consta em documentos.
Quanto aos meios é considerada uma pesquisa bibliográfica. Para Cervo; Bervian (1996), o objetivo da pesquisa bibliográfica é esclarecer um problema, mediante referências teóricas publicadas em documentos. Procura analisar as contribuições culturais ou científicas de um assunto, tema ou problema.