partir de 30 de outubro de 2009, já que prevê o prazo de 30 dias para entrar em vigor166.
Art. 153, §1º, do Código Penal: Divulgação, sem justa causa, de informações sigilosas ou reservadas, assim definidas em lei, contidas ou não nos sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública;
Art. 325, §1º, inc. I, do Código Penal: Fornecimento e empréstimo de senha a pessoas não autorizadas, a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública;
Art. 325, §1º, inc. II, do Código Penal: Utilização indevida do acesso restrito.
Levando-se em conta que a internet no Brasil, como visto no primeiro capítulo, se popularizou a partir do ano de 1994, tem-se um período de 15 (quinze) anos que esta prática deplorável permaneceu impune.
Existem alguns projetos de lei para regular as práticas criminosas na informática. O principal deles é o projeto de lei 76/2000. Porém, tal projeto vem sofrendo fortes críticas, em decorrência, talvez, de envolver medidas para intensificar as ações conta a pirataria na internet, o que acabou irritando a grande parcela da população brasileira que faz downloads ilegais. Sobre o projeto de lei 76/2000, Fabrízio Rosa167 cita os principais comportamentos quer poderão vir a ser punidos caso seja aprovado:
O acesso não autorizado a computadores e sistemas eletrônicos;
A destruição ou alteração de informações;
A sabotagem por computadores;
A intercessão de correio eletrônico;
Fraude eletrônica, e;
A transferência ilícita de fundos
Outro projeto de lei importante é o Projeto de Lei da Câmara dos Deputados nº 84, de 1999 que tipifica uma grande diversidade de condutas
167 ROSA, Fabrízio. Crimes de Informática. 2. ed. Campinas: BookSeller, 2006. p. 92.
praticadas por meio eletrônico, tais como clonagem de celular, difusão de vírus, acesso indevido etc.168
168 ROSA, Fabrízio. Crimes de Informática. 2. ed. Campinas: BookSeller, 2006. p. 91.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente trabalho teve como objetivo investigar, os crimes de informática, considerando tanto os crimes que efetivamente estão tipificados no ordenamento jurídico penal brasileiro, quanto aquelas condutas que, mesmo não tendo tipificação, causam graves danos à sociedade.
Os crimes de informática têm ganhado destaque na mídia em razão dos enormes prejuízos que causam. Porém, mesmo causando graves danos, não há uma lei que regule a informática no âmbito penal, assim como as autoridades não estão preparadas para o combate a este tipo de criminalidade.
Para seu desenvolvimento lógico o trabalho foi dividido em três capítulos.
No primeiro capítulo tratou-se dos princípios aplicados aos crimes de informática, assim como a parte histórica, apresentando sucintamente como se deu o surgimento do computador e da Internet, ferramentas principais na informática, e, ainda, quais foram as primeiras condutas maliciosas utilizando essas tecnologias.
O segundo capítulo refere-se aos sujeitos ativos e passivos dos crimes de informática, fazendo, no caso dos sujeitos ativos, a sua classificação conforme a área de atuação. Apresentaram-se, também, algumas condutas que tem trazido danos e riscos aos usuários da informática.
E, no terceiro e último capítulo, analisou-se como se tem legislado a respeito dos crimes de informática em diversos países. Também se apresentou alguns dos crimes de informática que já possuem previsão no direito penal brasileiro e alguns projetos de lei que tratam acerca do tema.
A pesquisa foi embasada nos seguintes problemas:
1º) O Brasil possui leis para punir as condutas abusivas
praticadas através da informática? Não. São raros os casos em que se pode aplicar a legislação vigente para os crimes de informática, faltando uma legislação penal para punir os abusos na informática. Hipótese confirmada.
2º) Ainda que tenha uma legislação interna aplicável, isto basta para um combate eficaz à criminalidade informática? Não, para um combate efetivo é necessária a cooperação entre os Países, tendo em vista que, o principal meio para a prática dos crimes de informática é a Internet, sendo que esta tem abrangência caráter global. Hipótese confirmada.
Por fim, ressalte-se que o presente trabalho não tem a finalidade de exaurir a matéria, o estudo dos crimes de informática é relativamente novo, sendo que o trabalho visa apenas apresentar a gravidade de não ter ainda leis que punam e reprimam os abusos causados na informática.
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