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O Mapa Temático de Vulnerabilidade Natural foi obtido a partir dos cruzamentos entre os mapas temáticos de: Declividade, Geologia e Solos, respectivamente. Esses mapas foram submetidos ao Sistema de Informação Geográfica ARCMAP do pacote de software ARCGIS 9.2® para manipulação dos dados. Para o cruzamento, primeiramente, foi atribuído valores para cada classe de cada tema, utilizando a proposta de CREPANI et al. (1996).

3.8.1 Declividade

A Carta de Declividade foi criada com auxílio da imagem de radar SRTM no software ARCMAP e seguindo os valores de vulnerabilidade, como pode ser observado no Quadro 3.

Quadro 3 - Classes de declividade e os respectivos valores da escala de vulnerabilidade.

Fonte: CREPANI et al., 1996.

Utilizando a função Con (conditional) na calculadora Raster do ArcGis foi possível com a utilização do RASTER de declividade (slope) retirar cada uma das classes e inserir valores de vulnerabilidade. Esta função testa se uma condição fornecida pelo usuário é verdadeira ou falsa e baseado nisto executa diferentes tarefas, por exemplo a classe morfométrica baixa, que vai de 2 até 6, uso-se a função na calculadora de Raster do ARCGIS:

[baixa]=con([slope]>=2&[slope]<6). Com esse exemplo foi possivel obter um novo GRID chamado baixa contendo as declividade entre 2 e 6 %.

Após o procedimento de identificação de cada GRID, foi necessário converter cada um em SHAPEFILE de polígono utilizando a extensão SPATIAL ANALYST, para poder manipular suas tabelas e inserir valores de vulnerabilidade, colocando então a tabela em modo de edição. Posteriormente uniram-se os arquivos e transformou-os em GRID.

3.8.2 Geologia

Para identificar as principais unidades geológicas do município foi feito consultas ao sítio da CPRM – Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais, mais precisamente ao denominado Projeto GEOBANK que contém, em formato digital, o mapa geológico estadual de Minas Gerais, em escala 1:1.000.000.

Identificaram-se as seguintes classes:

a) Aglomerado, Laterita, Depósitos de areia, Depósitos de argila;

b) Granito;

c) Granitóide;

d) Metadiamictito, Quartzito ferruginoso, Grafita xisto, Rocha metapelítica;

e) Metadiamictito, Quartzito ferruginoso, Rocha metapsamítica;

f) Xisto, Formação ferrífera bandada (BIF'S), Rocha calcissilicática, Rocha metaultramafito, Rocha metamáfica, Metarcóseo;

g) Xisto, Metaconglomerado, Metagrauvaca.

Quadro 4 - Escala de vulnerabilidade à denudação das rochas mais comuns.

Fonte: CREPANI et al., 1996.

Seguindo a Quadro 4 é possível classificar as rochas identificadas no município de Salinas, segundo sua vulnerabilidade, sendo: Aglomerado, Laterita, Depósitos de areia, Depósitos de argila (2,7); Granito (1,1); Granitóide (1,1); Metadiamictito, Quartzito ferruginoso, Grafita xisto, Rocha metapelítica (1,0); Metadiamictito, Quartzito ferruginoso, Rocha metapsamítica (1,0); Xisto, Formação ferrífera bandada (BIF'S), Rocha calcissilicática, Rocha metaultramafito, Rocha metamáfica, Metarcóseo (2,5); Xisto, Metaconglomerado, Metagrauvaca (2,6).

Para inserir os valores de vulnerabilidade de cada classe de rocha foi necessário adicionar um novo Field na tabela e colocá-la em modo de edição, para então inserir os respectivos valores. Posteriormente o arquivo foi transformado em GRID.

3.8.3 Solo

Para identificação dos principais tipos de solo do município foi consultado a base de dados do GEOMINAS onde foi possível encontrar as seguintes classes de solos:

a) Cambissolo;

b) Latossolo Vermelho Amarelo;

c) Latossolo Vermelho Escuro;

d) Solo Litólico;

e) Solo Podzólico.

Quadro 5 - Valores de vulnerabilidade/estabilidade dos solos.

Fonte: CREPANI et al., 1996.

Seguindo a Quadro 5, podemos então identificar a vulnerabilidade de cada classe de solo do município de Salinas, sendo: Cambissolo (2,5); Latossolo Vermelho Amarelo (1,0);

Latossolo Vermelho Escuro (1,0); Solo Litólico (3,0); Solo Podzólico (2,0).

Para inserir os valores de vulnerabilidade de cada classe de solo foi necessário adicionar um novo Field na tabela e colocá-la em modo de edição, para então inserir os respectivos valores. Posteriormente o arquivo foi transformado em GRID.

3.8.4 Elaboração do Mapa de Vulnerabilidade Natural

Para elaboração do mapa de vulnerabilidade natural foi necessário aplicar individualmente aos temas, declividade, Solos e Geologia valores de risco para que fossem analisados em conjunto com os mapas temáticos gerados da área de estudo de cada tema através do Software ARGIS 9.2 com a função RASTER CALCULATOR, permitindo o tratamento dos dados e as análises da vulnerabilidade natural.

Para medir a vulnerabilidade natural foi necessário calcular a eq. (1).

[VN] = (0,5*[DECLI])+(0,3*[GEO])+(0,2*[SOLO]) (1)

Onde: VN = mapa de vulnerabilidade natural

DECLIVIDADE = vulnerabilidade para o tema declividade GEO = vulnerabilidade para o tema geologia

SOLO = vulnerabilidade para o tema solo

Na eq. (1) é possível notar que em cada tema foi estipulado um peso de grau de importância na questão de vulnerabilidade natural, ao invés de simplesmente calcular a média aritmética entre os valores (Figura 17).

Figura 16 - Mapa de vulnerabilidade natural.

3.8.5 Mapa de vulnerabilidade Ambiental

Para confecção do Mapa de Vulnerabilidade Potencial ou ambiental é feito o cruzamento do mapa de vulnerabilidade natural e Mapa de uso e ocupação do solo. Para isso ser possível foi necessário dar valor de vulnerabilidade para cada classe do mapa de uso do solo, sendo elas: caatinga, cerrado, antropizado, água e cultura.

Quadro 6 - Valor de Vulnerabilidade para cada classe de uso de solo.

Fonte: Ribeiro, F. L. & Campos, S., 1996.

Seguindo a Quadro 6 podem-se dar valores para as classes, sendo caatinga (3,0), cerrado (1,0), antropizado (3,0), água (1,5) e cultura (3,0).

Figura 17 - Mapa de uso e ocupação com valores de vulnerabilidade.

No mapa de uso de solo após cada uma das classes receberem valor de vulnerabilidade, observa-se que grande parte da área total está ocupada pelo valor 3,0 pelo fato que três das cinco classes receberam este valor (Figura 18). A classe cultura recebeu 3,0 por que grande parte das culturas cultivadas na região serem de ciclo anual, antropizado por

ser uma classe que identifica áreas que sofreram alguma ação do homem e a classe caatinga por ser uma vegetação que possui a característica de não oferecer uma cobertura satisfatória ao solo. As classes água e cerrado receberam valores entre 1,5 e 1,0, respectivamente por serem classes que não interferem com a morfologia do solo.

Para a elaboração do mapa de vulnerabilidade ambiental foi necessário o cruzamento do mapa de vulnerabilidade natural com o mapa de uso e ocupação do solo, usando a calculadora de RASTER do ARCMAP e a eq. (2).

[VA] = ([VN]+[MU])/2 (2)

Onde: VA = mapa de vulnerabilidade ambiental VN = vulnerabilidade natural

MU = Mapa de uso e ocupação do solo

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