cursos e pela perspectiva de valorizar o saber pensar do estudante, focando sua formação por meio da integração de diversos saberes constituintes da realidade. Deve-se evitar adotar currículos que carreguem a pretensão e ilusão de abarcar todo o conhecimento necessário aos estudantes. Isso não é possível em função do volume e velocidade da produção do conhecimento.
O currículo que tudo deseja abarcar carrega, também, um equívoco em sua perspectiva pedagógica concentrando a autoria do processo no professor que tudo deve ensinar, anunciar e explicar para os estudantes. A Universidade Católica de Brasília entende que o currículo, para dar conta da complexidade do conhecimento e da centralidade da aprendizagem para a comunidade educativa, deve abrir mão de sua perspectiva extensiva e concentrar-se no essencial que passa por oportunizar a pesquisa e elaboração própria dos estudantes e professores. É fundamental incluir o professor nessa perspectiva, pois não se ensina de uma forma diferente do que se aprende, ou seja, a Universidade deve ser para seus professores e professoras o que deseja que eles sejam para seus estudantes.
Em oposição ao modelo de currículo extensivo, propõe-se a construção de um currículo intensivo, que se caracteriza pelo comprometimento com o desempenho construtivo, qualitativo do professor e do estudante, sinalizando principalmente pela atividade da pesquisa como atitude básica e cotidiana. Ao invés da cobertura quantitativa extensa, realizada através de inúmeras matérias para dar conta de facetas de uma área, opta-se pela habilitação metodológica para produzir com autonomia, um contexto didático fundado na pesquisa e na elaboração própria. O Currículo intensivo tem a pesquisa como atividade cotidiana, exigências didáticas baseadas e inspiradas no aprender a aprender, no saber pensar e contrapõe-se às tendências reprodutivas, ao ensinar a copiar.
Ressalta-se que o currículo deve contemplar as prescrições das Diretrizes Curriculares Nacionais, que buscam garantir elementos constitutivos à formação de profissionais nas diferentes regiões brasileiras e ao mesmo tempo, estar atento contemplar uma visão ampla do estado da arte da área.
O eixo epistemológico do Curso de Filosofia foi definido como ético- político. O objetivo deste eixo é estabelecer um campo bem definido de estudos em Filosofia, aprimorando a capacidade do aluno para pensar
problemas de ordem política e ética que permeiam a obra de praticamente todos os filósofos.
Em termos de habilidades o curso espera gerar: “Competência no exercício integrado das funções de educador, de pesquisador e de cidadão, sendo capaz de refletir com autonomia e de maneira crítica as questões levantadas no seu universo de trabalho e nas demais realidades que o envolvem, estando sempre apto a identificar nelas o essencial do projeto humano, sem, entretanto, se apoiar em respostas prévias e dogmáticas”.
8.1 - Fluxo das disciplinas e estrutura da matriz
Em sua origem a Filosofia colocou para si mesma a tarefa de pensar o processo educativo, desde Sócrates e Platão que as questões de “como” e o
“que” se pode ensinar, fazem parte do repertório das indagações filosóficas.
Neste sentido um curso de Filosofia, para ser fiel à sua origem, jamais poderá deixar de se colocar tais questões, diante das quais, qualquer abordagem
“tradicional” será sempre objeto de crítica. Assim, embora de certa forma preso às estruturas acadêmicas e mercadológicas, o Curso de Filosofia vem desenvolvendo internamente instâncias para a discussão dos problemas ligados à educação. Os professores do Curso estão criando uma prática de questionamento que, aos poucos, vem se refletindo nas práticas acadêmicas, na exigência de atividades como a orientação e produção de monografias para a conclusão do curso.
A distribuição das disciplinas no Curso de Filosofia obedece a uma lógica rigorosa de aprofundamento progressivo de questões afins ao perfil ético-político do Curso. Trata-se, pois, de articular a teoria geral do homem tanto à práxis (vida social, política, cultural, religiosa) quanto aos fundamentos epistemológicos da Filosofia.
8.2 - Ementas e bibliografias
Primeiro semestre
INTRODUÇÃO À FILOSOFIA
Ementa
Do mito ao logos. Especificidade do conhecimento filosófico.
Determinação do objeto da Filosofia. Filosofia especulativa ocidental e o legado grego. O pensar filosófico aplicado as diversas áreas do conhecimento humano. A Filosofia e os paradigmas. A Filosofia e sua dimensão crítica.
Justificativa da Disciplina
A disciplina em questão constitui-se como a primeira experiência dos estudantes na elaboração do pensamento crítico, em contraposição ao pensamento ingênuo. É, assim, uma iniciação ao Curso que se desenrolará nos próximos semestres, dando ênfase a uma abordagem humanística da Filosofia.
Bibliografia Básica
CHATELET, François. História da Filosofia - São Paulo: Zahar, 1980. 8 volumes.
DELEUZE, Gilles e GUATTARI, Félix. O que á a filosofia? Trad. Bento Prado Júnior. Rio de Janeiro: 34, 1992.
VERNANT, Jean-Pierre. As origens do pensamento grego. Trad. Ísis Lana Borges. São Paulo: DIFEL, 1972.
Bibliografia complementar
ABBAGNANO, N. Dicionário de filosofia. Trad. Alfredo Bosi - São Paulo:
Mestre Jou, 1962.
BORHEIM, G. Introdução ao filosofar: o Pensamento filosófico em bases existenciais. Porto Alegre: Globo, 1978.
HÜHNE, Leda M.(org.) Fazer filosofia. Rio de Janeiro: UAPÊ, 1994. ISBN 85- 85666-01-3
HUISMAN. Denis. Dicionário dos filósofos. Trad. Cláudia Berliner – São Paulo: Martins Fontes, 2001.
JAEGER, Werner. Paidéia. A formação do homem grego. Trad. João B.
Mendes. 3ª Ed. – São Paulo: Martins Fontes, 1995.
MORA, José Ferrater. Dicionário de Filosofia. Trad. Maria Stela Gonçalves – São Paulo: Loyola, 2001, 4 volumes.
FILOSOFIA ANTIGA
Ementa
Contextualização histórica do Mundo Antigo, com ênfase na história grega. O cosmocentrismo na filosofia da Grécia Antiga. Tematização do ser no pensamento pré-socrático. A preocupação antropológica nos sofistas e seu contraponto em Sócrates. Os pensamentos metafísicos: platônico e aristotélico.
A decadência da Academia e do Liceu após a morte de seus fundadores.
Consequências das conquistas de Alexandre o Grande para a cultura e filosofia gregas. As Escolas Filosóficas da Época Helenística. O Renascimento das Escolas Pagãs nos primeiros séculos da Era Cristã. A metafísica neoplatônica.
Justificativa d disciplina
A disciplina justifica-se pela necessidade de introduzir o estudante no âmbito da Filosofia a partir da origem da própria Filosofia, ou seja, da Grécia Clássica, período em que o homem concedeu pela primeira vez ao lógos o lugar privilegiado para interpretar a realidade. É neste período, então, que se constitui uma forma específica de pensamento que se tornou a base da Cultura Ocidental até o presente: até hoje, no Ocidente, os temas fundamentais dos pensadores gregos continuam a alimentar o pensamento dos filósofos.
Bibliografia Básica
ARISTÓTELES.Tópicos. Dos argumentos sofísticos. Metafísica (Livros I e II ). Ética a Nicômaco. Poética. Col. Os Pensadores. Tradução de Leonel Vallandro e Gerd Bornheim. São Paulo: Abril Cultural, 1973.
DUMONT, Jean-Paul. Elementos de História de Filosofia Antiga. Tradutora:
Rodrigues. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2004. 814p.
EPICURO. Antologia de textos. TITO LUCRÉCIO CARO. Da natureza.
MARCO TULIO CÍCERO. Da república. LÚCIO ANEU SÊNECA.
Consolação a minha mãe Hélvia. Da Tranqüilidade da alma.
Medéia. Apocoloquintose do divino Cláudio. MARCO AURÉLIO.
Meditações. São Paulo: Abril Cultural, 1980. 322p.
PLATÃO. Diálogos: O Banquete - Fédon – Sofista - Político. São Paulo: Abril Cultural, 1972.
REALE, Giovanni. História da Filosofia Antiga. Vols. I, II, III, IV e V. São Paulo: Paulus, 2003.
Bibliografia complementar
ARISTÓTELES. A Política .Brasília: Ed.UnB, 1992.
BORNHEIM, Gerd. Os pré-socráticos: fragmentos, doxografias e comentários.
São Paulo: Nova Cultura, 1999.
FRAILE , G. Historia de la Filosofia . Vol. I: Grecia y Roma. Madrid: BAC, 1990.
MONDLFO. O pensamento antigo. São Paulo: Mestre Jou, 1967.
REALE, Giovanni. História da Filosofia: filosofia pagã antiga. Vol. 1. São Paulo: Paulus, 2003. 385p.
ANTROPOLOGIA DA RELIGIÃO
Ementa
Antropologia enquanto ciência. Categorias básicas de análise do fenômeno religioso. Cultura religiosa brasileira. Cidadania e a construção do outro: etnocentrismo, a diversidade e o relativismo cultural.
Justificativa da disciplina
A religião é um tema fundamental para qualquer tipo de conhecimento acerca do homem. Deste ponto de vista a compreensão do significado das diversas religiosidades desenvolvidas pelo homem são conteúdo importante para o curso.
Bibliografia Básica
LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006.
RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia de Letras, 1995.
MARCONI, Marina de Andrade; PRESOTTO, Zélia Maria Neves.
Antropologia: uma introdução. São Paulo: Atlas, 2009, 7ª edição.
Bibliografia complementar
BERGER, Peter L. O dossel sagrado. São Paulo: Paulus, 1985, 2ª edição.
DA MATA, Roberto. Relativizando: uma introdução à antropologia social.
Rio de Janeiro: Rocco, 2000, 6ª edição.
LAGO, Lorenzo; REIMER, Haroldo; SILVA, Valmor da (Organizadores). O sagrado e as construções de mundo. Roteiro para as aulas de introdução à teologia na Universidade. Goiânia – Taguatinga: UCG – Universa, 2004.
LAPLANTINE, François. Aprender antropologia. São Paulo: Brasiliense, 1988.
ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano: a essência das religiões. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
INTRODUÇÃO A EDUCAÇÃO SUPERIOR
Ementa
O estudante e seu contexto sócio-histórico. Linguagem e Ciência: uma construção histórica. O texto acadêmico-científico e suas condições de produção e de recepção: a construção de sentido e procedimentos técnicos e metodológicos. A autoria e seus efeitos: a construção de espaços de autonomia e criatividade. Cultura digital: novas práticas de leitura, de escrita e de construção do conhecimento.
Justificativa da Disciplina
A disciplina está focada no conteúdo do sujeito. Os conteúdos da matéria (metodologia científica e Leitura e Produção de Texto) são referencias para que ecloda o sujeito produtor de conhecimento autônomo. A disciplina de Introdução a Educação Superior é uma matéria fundamental a todos os cursos da UCB. Contribui com os objetivos dos mesmos na medida em que possibilita
aos/às estudantes a construção de um processo de ensino/aprendizagem resgatando os conteúdos do sujeito educando e seu contexto sócio-histórico, oportunizando-lhe fundamentos e ferramentas adequadas para uma nova relação com o conhecimento científico, com a leitura crítica de textos/contextos e a produção autônoma do conhecimento, elementos fundamentais para o bom desempenho ao longo do um curso de graduação e de sua vida profissional.
Bibliografia básica
DUARTE JÚNIOR, J. F. . O que é realidade. São Paulo, SP: Brasiliense, 1984.( há edições mais atualizadas)
FOUREZ, G. A construção das ciências: introdução à filosofia e à ética das ciências. São Paulo: UNESP, 1995.
GARCEZ, L. H. Técnica de redação: o que é preciso saber para bem escrever. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
MEDEIROS, J. B. Redação científica: a prática de fichamento, resumos, resenhas. 8 ed. São Paulo: Atlas, 2009.
Bibliografia complementar
BARBOSA, S. A. M. & AMARAL, E. Redação: escrever é desvendar o mundo. 19. ed. Campinas: Papirus, 2008. v. 1. 180 p.
CARVALHO, M.C.R [et al.]. Manual para apresentação de trabalhos acadêmicos.3a. ed. Brasília: [s.n.], 2010. ( disponível gratuitamente em PDF no sítio da UCB - Biblioteca)
KOCH, I. V. Ler e compreender os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2006.
KOCHE, J. C. Fundamentos de Metodologia Científica. Petrópolis: Vozes, 2006 – ISBN 85-326-180-49.
KUHN, T.S. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Perspectiva, 2007.
SANTOS, B. S.. Um discurso sobre as ciências. Porto, Afrontamento: 2002.
SEGUNDO SEMESTRE
LÓGICA
Ementa
Estudo da lógica clássica e da lógica simbólica em seus aspectos filosóficos e instrumentais. Argumentos e estrutura de argumentos; A lógica aristotélica. Inferências indutivas e dedutivas. A lógica informal. A lógica
simbólica: Cálculo proposicional. Tabelas de verdade. Cálculos dos predicados.
Justificativa da Disciplina
A relevância dessa disciplina está na reflexão sobre a estrutura cognitiva, ou seja, sobre a maneira como acontece o raciocinar, a fim de analisar os processos ou as leis do pensamento. Aprende-se, assim, que o ato de raciocinar é conduzido pelas próprias leis formais do pensamento, o que o torna apto a se pronunciar sobre a conveniência ou desconveniência das idéias.
Bibliografia Básica
COPI, Irving M. Introdução à lógica. Tradução de Álvaro Cabral. São Paulo:
Ed. Mestre Jou, 1981.
FREGE, G. Lógica e Filosofia da Linguagem. (Trad. de Paulo Alcoforado).
São Paulo: Cultrix e EDUSP. 1994.
TUGENDHAT. E. Propedêutica Lógico-semântica. Petrópolis: Vozes, 1996.
Bibliografia complementar
HAACK, Susan. Filosofia das lógicas. Tradução de Cezar Mortari e Luiz Henrique Dutra. São Paulo: Editora Unesp, 2002.
KNEALE, W; KNEALE, M. O desenvolvimento da lógica. Tradução de . Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1980.
QUINE, W.V. Filosofia da Lógica. Trad. de Therezinha Cannabrava).Rio de Janeiro: Zahar, 1972,
NOLT, John; ROHATYN, Dennis. Lógica. Tradução de Leila Zardo Puga e Mineko Yamashita. São Paulo: Mcgraw-Hill, 1991.
HISTÓRIA DA FILOSOFIA MEDIEVAL
Ementa
Contextualização histórica da Idade Média. O confronto da Filosofia grega com a fé cristã. O pensamento dos Padres da Igreja. A filosofia fora do universo latino: Filosofia cristã oriental, Filosofia árabe oriental e ocidental e
Filosofia judaica. A Filosofia medieval latina: A criação das primeiras escolas no Ocidente cristão, o desenvolvimento do pensamento dessas escolas. Os pensadores dos séculos VIII, X e XI. As traduções de livros de Aristóteles e de pensadores árabes e judeus no século XII. As características e os grandes temas da Idade Média. Os grandes pensadores do século XIII e XIV.
Passagem da visão teocêntrica para a antropocêntrica no Renascimento.
Justificativa da disciplina
Por dar seqüência ao estudo da História da Filosofia, a história do pensamento construído no Período Medieval é importante à medida que este se volta para as questões teológicas e a posição do homem nesse contexto. É nesse período que se acirra a discussão em torno da oposição entre fé e razão, organiza-se a estrutura do tratado de lógica, e onde a querela dos universais toma corpo, dando origem ao nominalismo. Apesar de os modernos em geral desvalorizarem o pensamento medieval, é impossível compreender a Filosofia Moderna sem o pensamento da Idade Média.
Bibliografia Básica
REALE, Giovanni. História da Filosofia: Patrística e Escolástica. Vol. 2. São Paulo: Paulus, 2003. 335p.
SANTO AGOSTINHO. Confissões. Tradução de J. Oliveira Santos e A.
Ambrósio de Pena, S.J: De magistro. (Do mestre). Tradução de Ângelo Ricci. São Paulo: Victor Civita, 1973. Coleção: Os Pensadores.
SANTO. TOMÁS DE AQUINO, DANTE ALIGHIERI, JOHN DUNS SCOT E WILLIAM de OCKHAM. Seleção de Textos. São Paulo: Victor Civita, 1973. Coleção: Os pensadores.
Bibliografia complementar
BOEHNER, Philotheus e GILSON, Etienne. A filosofia Cristã. Petrópolis:
Vozes,1988.582p.
BRÉHIER, Émile. Historia de la filosofía. Tomo Primero: La Antigüedad, La Edad Media y La Filosofía en Oriente. Buenos Aires: Editorial Sudamericana, 1944. 867p.
FRAILE , Guillermo. Historia de la Filosofia II (1º ) :El cristianismo y la filosofía patrística Primeira Escolástica e II (2º): Filosofia judia e musulmana. Alta Escolástica: desarollo y decadência. Madrid: BAC, 1986.1179p.
LIBERA, Alain de. Pensar na Idade Média. Tradução de Paulo Neves. São Paulo: editora 34, 1999.356p.
SANTO ANSELMO. Proslogion – seguido do livro “Em favor de um insensato“
de Gaunilônio, e do livro “Apologético”. Porto: Porto Editora, 1996.
ÉTICA
Ementa
Fundamentação etimológica e conceitual da Ética. Caracterização e desenvolvimento histórico da Ética. Problemas éticos contemporâneos.
Justificativa da disciplina
Apresentar a ética como um processo reflexivo, que fundamenta a vivência na direção do bom, do belo e na edificação da equidade/justiça.
Bibliografia básica
BOFF, Leonardo. Ethos Mundial. Um consenso mínimo entre os humanos.
Rio de Janeiro: Sextante, 2003.
BUARQUE, C. A revolução das prioridades: da modernidade técnica à modernidade ética. 2ª ed., São Paulo: Paz e Terra, 2000.
VÁSQUEZ, Adolfo Sánchez. Ética. 20ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.
Bibliografia complementar
BOFF, Leonardo. Saber Cuidar. Petrópolis: Vozes, 1999.
KÜNG, Hans. Uma ética global para a política e a economia mundiais.
Petrópolis: Vozes, 1999.
MIRANDA, Danilo Santos de (org.). Ética e cultura. São Paulo: Perspectiva, 2004.
NALINI, José Renato. Ética Geral e Profissional. 5ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2006.
VALLS, Álvaro L. M. O que é ética. São Paulo: Brasiliense, 2006.
APRENDIZAGEM EM CONTEXTOS EDUCACIONAIS.
Ementa:
Teorias da Aprendizagem: contribuições da Filosofia, Biologia e Psicologia. Relações entre inteligência e aprendizagem. Fundamentos de neurociência da aprendizagem. Aprendizagem com foco no desenvolvimento de competências e habilidades. Enfoques didáticos.
Bibliografia Básica
LEFRANÇÓIS, G. R. Teorias da Aprendizagem. São Paulo: Cengage Learning, 2008
NUNES, A. I. B. L.; SILVEIRA, R. N. Psicologia da Aprendizagem:
processos, teorias e contextos. Brasília: Líber Livro, 2009.
PINKER, S. Como a mente funciona. São Paulo: Companhia das Letras, SP, 2007.
Bibliografia complementar
DAMÁSIO, A. O erro de Descartes. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
GARDNER, H.; VERONESE, M. A. V. Inteligências múltiplas: a teoria na prática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
MIZUKAMI, M G. N. Ensino: as abordagens do processo. São Paulo: E.P.U, 1996.
PERRENOUD, P. 10 Novas Competências para Ensinar. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.
SALVADOR, C. C. (org). O construtivismo na sala de aula. São Paulo: Ática, 1998.
FILOSOFIA DA CIÊNCIA
Ementa
Problemas da Filosofia da Ciência. A filosofia da ciência na primeira metade do séc. XX: Círculo de Viena e Karl Popper. As filosofias de Kuhn, Lakatos e Feyerabend. Estruturalismo realista. Filosofia e história da ciência.
Realismo e anti-realismos científicos. A filosofia das Ciências Humanas.
Justificativa da disciplina
A relevância dessa disciplina está em promover a discussão sobre a natureza e o valor da Ciência pura e aplicada, promovendo a reconstrução axiomática das teorias científicas e desvelando nesse ato seus pressupostos filosóficos. Contribui, assim, para a formação do estudante de Filosofia, tornando-o apto a ver a Ciência com olhos críticos e devolvendo a ela a sua função básica que é a de estar a serviço da comunidade humana e não o contrário.
Bibliografia Básica:
CHALMERS, Alan. O que é ciência afinal? São Paulo: Brasiliense, 1993.
DUTRA, Luiz Henrique de Araújo. Introdução à teoria da ciência. 2ª ed.
Florianópolis: Ed. UFSC, 2003.
LOSEE, John. Introdução histórica à filosofia da ciência. Belo Horizonte:
Itatiaia, 2000.
Bibliografia Complementar:
FRAASSEN, Bas C. van. A imagem científica. São Paulo: Ed.
UNESP/Discurso, 2007.
GRANGER, Gilles-Gaston. A ciência e as ciências. São Paulo: Ed. UNESP, 1994.
OLIVA, Alberto. Filosofia da ciência. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.
OMNÈS, Roland. Filosofia da ciência contemporânea. São Paulo: Ed.
UNESP, 1996.
WATKINS, John. Ciência e cepticismo. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1990.
LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS FILOSÓFICOS
Ementa
As especificidades da leitura, análise e interpretação de textos filosóficos.
o texto filosófico como campo conceitual e exercício da crítica. a pesquisa filosófica: condições e sentidos de sua produção.
Justificativa da disciplina
Esta disciplina justifica-se em função de ser uma tentativa de responder às exigências da reflexão sobre a formação do professor/pesquisador de Filosofia. Ela se propõe a ser um espaço de reflexão da prática de pesquisa como contribuição para a docência em razão de seu conteúdo específico, propicia uma reflexão sistemática e aprofundada de problemáticas filosóficas.
Bibliografia Básica
COSSUTTA, Frédéric. Elementos para leitura de textos filosóficos. Trad.
Ângela de Noronha Begnami. 2ª ed. – São Paulo : Martins Fontes, 2001. ISBN 85-336-1387-3.
FOLSCHELD, Dominique e WUNENBURGER, Jean-Jacques. Metodologia filosófica. Trad. Paulo Neves – São Paulo : Martins Fontes, 1997.
ISBN 85-336-0596-X.
MARTINICH, A. P. Ensaio filosófico. O que é, como se faz. Trad. Adail U.
Sobral. – São Paulo: Loyola, 2002. INCLUIR.
Bibliografia Complementar
CARRILHO, M. M. Razão e transmissão da filosofia. – Lisboa : Casa da Moeda, 1987.
DELEUZE, Gilles e GUATTARI, Felix. O que é a filosofia? Trad. Bento Prado Júnior. – Rio de Janeiro: 34, 1992.
DEWEY, John. Como pensamos. Como se relaciona o pensamento reflexivo com o processo educativo. Uma reexposição. Trad. Haydée de Camargo Campos. 3ª ed. – São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1959.
HUISMAN, Denis. Dicionário dos filósofos. Trad. Cláudia Berliner. – São Paulo:
Vozes, 2001.
SCHOPENHAUER, A . Sobre a filosofia universitária. Trad. Márcio Suzuki 2ª ed. – São Paulo : Martins Fontes, 2001.
TERCEIRO SEMESTRE
HISTÓRIA DA FILOSOFIA MODERNA I
Ementa
Contextualização histórica da Idade Moderna. Transição do pensamento escolástico para o moderno. As principais contribuições filosóficas, especialmente as do campo da Teoria do Conhecimento, produzidas ao longo da Idade Moderna, notadamente o racionalismo, o empirismo e o idealismo crítico.
Justificativa da Disciplina
A disciplina dá prosseguimento ao percurso histórico do pensamento associado ao contexto existencial dos pensadores. O estudo desse período é relevante por ser um período de ruptura que, embora curto em termos
historiográficos, instaura uma nova posição do homem perante a realidade. O período é marcado pela emergência do sujeito que se desdobra na cisão entre o racionalismo e o empirismo e as tentativas de conciliação entre essas posições.
Bibliografia Básica
DESCARTES René. Discurso do Método. Tradução de J. Guinsburg e Bento Prado Júnior. São Paulo: Nova Cultural, 1996 (Os Pensadores).
HOBBES, Thomas. Leviatã: ou matéria, forma e poder de um estado eclesiástico e civil. Tradução de João Paulo Monteiro. Coleção ‘Os Pensadores’. São Paulo: Nova Cultural, 1988.
LOCKE, John. Ensaio acerca do entendimento humano. Trad. Anoar Aiex.
São Paulo: Nova Cultural, 1999. 319 p. (Os pensadores ).
Bibliografia complementar
ROUSSEAU, Jean-Jaques. O Contrato Social: princípios do direito político.
Tradução de Antônio de Pádua Danesi. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
LOCKE, John. Carta sobre a tolerância.Trad. João da Silva Gama. Lisboa:
Edições 70, 2002.
FILOSOFIA NA AMÉRICA LATINA
Ementa
Autores e pensadores da América Latina. Influência e releitura de correntes filosóficas européias no pensamento Latino-americano. Relevância dos problemas filosóficos da América Latina. A instauração/construção de um pensamento autêntico e autônomo originário da Latinoamérica. As Filosofias Nacionais. A Filosofia no Brasil. Perspectivas atuais da Filosofia Latino- americana.
Justificativa da disciplina
A disciplina tem por objetivo estudar a filosofia produzida na América Latina, enfatizando sua matriz original e sua centralidade para entender e transformar a realidade de dominação, marca do continente.
Bibliografia básica
DUSSEL, Enrique; Para uma Ètica de La liberación latinoamericana, 3 Tomos, Ed. Século XXI.
DUSSEL, Enrique (Editor); MENDIETA, Eduardo (Editor); BOHÓRQUEZ, Carmen (Editor).El pensamiento filosófico latinoamericano, del Caribe y latino [1300-200]. Siglo XXI Editores
ZEA, Leopoldo; Filosofía Latinoamericana (1987).
Bibliografia complementar
GALEANO, Eduardo; As veias abertas da América Latina. São Paulo, Editora Paz e Terra, 1971
BORÓN, Atilio.; Estado, Capitalismo e Democracia na América latina. 2ª Edição. Rio de Janeiro, Paz e Terra.
--- Atilio (Organizador); Filosofia Política Contemporânea, Controvérsias sobre Civilização, Império e Cidadania. Clacso,2006.
CERITTI, Guldberg, Horacio; Filosofia de La Liberación Latinoamericana, Ed. Tierra Firme.
QUIJANO, Aníbal; O Movimento indígena e as questões pendentes na América Latinana. In.: Política Externa, vol. 12, nº 04, mar-abr-mai