P 2762
Efeito hepatoprotetor da glutamina em ratos submetidos a um modelo experimental de insuficiência hepática aguda grave
Elizângela Gonçalves Schemitt, Josieli Raskopf Colares, Renata Minuzzo Hartmann, Mariana do Couto Soares, Cláudio Augusto Marroni, Norma Possa Marroni
Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA)
Introdução: A Insuficiência Hepática Aguda Grave é uma síndrome que leva ao comprometimento funcional do fígado. A tioacetamida (TAA) é um xenobiótico que causa dano hepático. A Glutamina (G) é um aminoácido envolvido na síntese de glutationa. Objetivo: avaliar o efeito hepatotóxico da tioacetamida e a utilização de glutamina como um antioxidante. Metodologia:
foram utilizados 28 ratos wistar (±250g) divididos em grupos: CO, G, TAA, TAA+G. Foram administradas duas doses de 400 mg/kg de TAA (ip) com intervalo de oito horas. A glutamina foi administrada na dose de 25 mg/kg (ip) 30 minutos após a última dose de TAA, 24h e 36h após o início do experimento. Após 48 horas, os animais foram anestesiados, o fígado foi removido para análise de lipoperoxidação (TBARS), atividade das enzimas antioxidantes GST, SOD, CAT, GPx e histologia (HE). A análise estatística foi ANOVA+Student-Newman-Keuls (média±SE) sendo significante P<0,05. Resultados: Houve um aumento nos níveis de TBARS no grupo TAA (0,74±0,04 nmol/mgProt) em relação aos grupos CO (0,33±0,07 nmol/mgProt) e G (0,34±0,06 nmol/mgProt) e uma diminuição no grupo TAA+G (0,43±0,08 nmol/mgProt) (P<0,001). A GST aumentou no grupo TAA (805,63±13,56 nmol/min/mgProt) em relação aos grupos CO (321,48±4,25 nmol/min/mgProt) e G (298,31±5,21 nmol/min/mgProt) e diminuiu no grupo TAA+G (412,68±11,35 nmol/min/mgProt) (P<0,001). A SOD aumentou no grupo TAA (135,80±9,65 USOD/mgProt) em relação aos grupos CO (29,46±6,95 USOD/mgProt) e G (22,36±5,63 USOD/mgProt) e diminuiu no grupo TAA+G (45,99±2,56 USOD/mgProt ) (P<0,01). Uma diminuição de CAT foi observada no grupo TAA (0,13±0,01 pmol/mgProt) em relação ao grupo CO (0,46±0,02 pmol/mgProt) e G (0,43±0,02 pmol/mgProt) e um aumento no grupo TAA+G (0,40±0,01 pmol/mgProt) (P<0,01). A GPx aumentou no grupo TAA (1,52± 0,05 nmol/mgProt) em relação aos grupos CO (0,59±0,03 nmol/mgProt) e G (0,54±0,04 nmol/mgProt) e diminuiu no grupo TAA+G (0,65±0,03 nmol/mgProt) (P<0,001). A análise histológica do grupo TAA mostrou um desarranjo na arquitetura hepática, necrose e infiltrado inflamatório em relação aos grupos CO e G e redução nestes parâmetros no grupo tratado com glutamina. Conclusão: A glutamina demonstrou ter efeitos protetores contra danos no fígado em modelo de IHAG induzida por TAA em ratos. Projeto CEUA/HCPA: 12-0116. Palavras-chaves:
Hepatotoxicidade, antioxidante, estresse oxidativo. Projeto 12-0116
P 3102
Avaliação do antioxidante melatonina sobre a cirrose biliar secundaria induzida por ligadura de ducto biliar
Josieli Raskopf Colares, Elizângela Gonçalves Schemitt, Adriane Dal Bosco, Renata Minuzzo Hartmann, Francielli Licks, Mariana do Couto Soares, Norma Possa Marroni
Universidade Luterana do Brasil (ULBRA)
INTRODUÇÃO: A cirrose biliar secundária é uma complicação tardia da obstrução prolongada das vias biliares extra-hepáticas que leva a alterações estruturais e funcionais do fígado. Estresse oxidativo (EO) é definido como desequilíbrio entre as substâncias oxidantes e antioxidantes, a favor dos oxidantes. A melatonina (Mel) é o principal produto da síntese da glândula pineal. OBJETIVO: O presente estudo avaliou os efeitos da Mel sobre os marcadores de EO utilizando o modelo experimental de ligadura de ducto biliar (LDB). MÉTODOS: Foram utilizados 36 ratos machos Wistar (±300g cada), divididos em 4 grupos experimentais: CO (simulação da LDB e administrado veículo NaCl), LDB (LDB e administrado NaCl), CO+Mel (simulação da LDB e administrada Mel) e LDB+Mel (LDB e administrada Mel). A Mel foi administrada durante duas semanas (20mg/Kg, via i.p.).
Avaliou-se EO e lipoperoxidação (LPO) por meio de substâncias que reagem ao ácido tiobarbitúrico (TBARS), atividade de enzima superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT) e glutationa peroxidase (GPx) em homogeneizado de fígado e analise histológica hepática por HE. Análise estatística foi ANOVA seguida de Student-Newman-Keuls (significativo P<0,05). Na avaliação da LPO
observamos um aumento significativo no grupo LDB (3,49±0,20) em relação aos grupos CO e CO+Mel (0,27±0,03 e 0,31±0,07), e uma diminuição significativa no grupo LDB+Mel (0,60±0,13) quando comparado ao grupo LDB. A SOD apresentou uma diminuição significativa no grupo LDB (0,88±0,21) em relação aos grupos CO e CO+Mel (2,43±0,17 e 2,31±0,25), e um aumento significativo no grupo LDB+Mel (2,47±0,22) quando comparado ao grupo LDB. Na avaliação da CAT observamos uma diminuição significativa no grupo LDB (1,09±0,01) em relação aos grupos CO e CO+Mel (2,19±0,21 e 2,21±0,28), e um aumento significativo no grupo LDB+Mel (2,46±0,04) quando comparado ao grupo LDB. Na avaliação da GPx observamos um aumento significativo no grupo LDB (37,78±2,39) em relação aos grupos CO e CO+Mel (6,93±0,76 e 7,15±1,05), e uma diminuição significativa no grupo LDB+Mel (9,61±1,20) quando comparado ao grupo LDB. Na análise histológica foi observado uma destruição do parênquima hepático no grupo LDB e uma reestruturação quando administrada Mel. Os resultados sugerem um efeito protetor da Mel quando administrada em ratos com cirrose biliar secundária induzida por LDB. Projeto aprovado pela ULBRA CEUA 2012-43P. Palavras- chaves: Estresse oxidativo, cirrose, melatonina.
P 3473
Efeito da intervenção com acupuntura e eletroacupuntura na modulação da hiperalgesia em modelo dor neuropática Vercelino, R1,3,5, Lauren Naomi Spezia Adachi1,2, Carla de Oliveira1,2,, Tizye Lima Rizzo1,Vanessa Leal Scarabelot1,3 Liciane Fernandes Medeiros1,4,5, Cioato, Stefani Giotti1,4, Wolnei Caumo2, Iraci Lucena da Silva Torres1,2,3,4,5
1Laboratório de Farmacologia da Dor e Neuromodulação: Investigações Pré-Clínicas- Departamento de Farmacologia – UFRGS.
2 Programa de Pós – Graduação em Medicina: Ciências Médicas – UFRGS. 3 Programa de Pós – Graduação em Ciências Biológicas: Fisiologia – ICBS/UFRGS. 4 Programa de Pós – Graduação em Farmacologia e Terapêutica – ICBS/UFRGS.
5 Departamento de Farmacologia – ICBS/UFRGS. Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA)
Introdução: A presença de lesão ou doença do sistema nervoso central ou periférico pode desencadear estímulos espontâneos dolorosos, que caracterizam a dor do tipo neuropática (DN). Os mecanismos analgésicos da acupuntura, associada ou não à corrente elétrica, não é completamente entendida. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da Acupuntura (AC) e da Eletroacupuntura (EA) durante 8 dias sobre a hiperalgesia térmica e mecânica induzida pela compressão do nervo isquiático.
Metodologia: Foram utilizados ratos machos, Wistar com 60 dias de vida, divididos em sete grupos: controle (C), sham dor (SH), sham dor+AC (SH+AC), sham dor+EA (Sh+EA), Dor (D), Dor+AC (D+AC) e Dor+EA (D+EA). A DN foi induzida por meio da constrição cirúrgica do nervo isquiático conforme descrito por Bennett & Xie (1988). Os animais dos grupos sham foram submetidos a simulação da cirurgia. O tratamento foir ealizado por 8 dias/ 20 min/dia, utilizando agulhas de aço inoxidável (0,25 x 30 mm). As agulhas foram inseridas bilateralmente no ponto de acupuntura xiaochangshu [correspondência alfa-numérica B27], nos músculos paravertebrais lombares.A EA foi realizada por meio de um eletroestimulador (NKL 605), com frequência alternada 2/100Hz na intensidade de 1mA. O procedimento foi conduzido com os animais anestesiados com isoflurano em fluxo de O2 (2%
para indução e 0,5% para manutenção). A hiperalgesia mecânica foi avaliada utilizando o teste de Randall Selitto, e hiperalgesia térmica por meio do teste de Placa Quente nos momentos basal, 14 dias após a cirurgia, imediatamente, 24hs e 48hs após a última sessão de tratamento. Os dados foram analisados por média±EPM. A análise estatística utilizada foi a Generalized Estimation Equation (GEE/Bonferroni) (P≤ 0.05). Resultados: foi observada interação tempo x tratamento (Wald χ 2 = 35,785; 21), P<0,023 no teste do Randall Sellito e também no teste da Placa Quente (Wald χ 2 = 146,241; 24), P<0,000. Conclusão: O tratamento com AC e EA foi capaz de reverter parcialmente a hiperalgesia gerada pelo modelo de dor, e o efeito perdurou por 24hs. Palavras-chaves: Acupuntura, hiperalgesia, dor neuropática. Projeto CEUA/HCPA 13-0298. Apoio Financeiro: FIPE- HCPA, CAPES, CNPq, FAPERGS (DOCFIX 09/2012).
P 3477
Hyperalgesia is prevented by transcranial direct current stimulation (tDCS) in rats subjected to model chronic stress Carla de Oliveira1,2,4, Isabel Cristina de Macedo1,3,4, Lauren Naomi Spezia Adachi1,2,4, Vanessa Leal Scarabelot1,3,4, Andressa de Souza1,4, Rafael Vercelino1,3,4, Éllen Almeida Nunes1,3,4, Felipe Fregni6, Wolnei Caumo2,5, Iraci Lucena da Silva Torres1,2,3,4,5
1Laboratório de Farmacologia da Dor e Neuromodulação: Investigações Pré-Clínicas- Departamento de Farmacologia – UFRGS.
2 Programa de Pós-Graduaçăo em Medicina: Ciências Médicas – UFRGS. 3 Programa de Pós –Graduação em Ciências Biológicas: Fisiologia – ICBS/UFRGS. 4 Unidade de Experimentação Animal - GPPG - Hospital de Clínicas de Porto Alegre – UFRGS. 5 Departamento de Farmacologia – ICBS/UFRGS. 6Associate Professor of Physical Medicine and Rehabilitation, Associate Professor of Neurology Harvard Medical School. Berenson-Allen Center for Noninvasive Brain Stimulation, Department of Neurology, Beth Israel Deaconess Medical Center, Harvard Medical School, Boston, Massachusetts, United States of America.
Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA)
Objective: Chronic stress has been related with decreased pain thresholds and hyperalgesia. Additionally, transcranial direct current stimulation (tDCS) induces cortical excitability and has been suggested as a treatment for pain. This study aimed test whether tDCS can reverse the specific behavioral effects of chronic stress in the pain system. We evaluated also BDNF and IL10 levels. Methods: 24 male Wistar rats were divided in 4 groups: control-TC; chronic stress-S; chronic stress + sham tDCS-SSham and chronic stress + tDCS- StDCS. The animals were exposed to 20-min sessions of 500 μA anodal tDCS, and 30-sec of sham procedure for 8 days before exposure to chronic stress. Chronic stress consisted of 1h per day/5 days on week /11 weeks. After 11 weeks the Hot Plate-HP and Tail-Flick-TF test were done to assess hyperalgesia, and were evaluated the serum levels of BDNF and IL-10. Statistical analysis was performed by One-Way (ANOVA/SNK, p<0.05). Project was approved by Ethics Committee of CEUA/HCPA: 11-0544. Results: The HP final test showed differences (p<0.001), and the tDCS group increased the latency in relation S and Sham groups suggesting reversal of hyperalgesia. TF latency showed decreased in groups that received chronic stress when compared to control (p<0.001). Both, BDNF and IL-10 serum levels not showed significant differences between groups (p>0.05). Conclusion: The chronic stress led to decreased of nociception threshold shown by HP test, suggesting hyperalgesia and this parameter was prevented by tDCS on TF test. Nonetheless, the chronic stress not affected the BDNF or IL-10 serum levels. Keywords: tDCS; hyperalgesia; chronic stress. Projeto 11-0455. Financial Support: FIPE/GPPG-HCPA, CNPq, CAPES.
P 3837
Ação do sulforafano sobre o remodelamento cardíaco pós-infarto agudo do miocárdio
Vanessa Duarte Ortiz, Rafael Oliveira Fernandes, Alexandre Luz de Castro, Jéssica Hellen Poletto Bonetto, Dalvana Daneliza Müller, Paulo Cavalheiro Schenkel, Alex Sander da Rosa Araujo, Adriane Belló-Klein
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Introdução: O estresse oxidativo está envolvido na patogênese das doenças cardiovasculares, modulando processos envolvidos no remodelamento cardíaco, como morte celular e fibrose. Tais alterações na estrutura e na função cardíaca podem favorecer o desenvolvimento da insuficiência cardíaca. Sulforafano é um composto natural que estimula as defesas antioxidantes endógenas no coração, podendo ser uma estratégia para atenuar a disfunção cardíaca pós-infarto. Objetivo: Investigar a ação do sulforafano sobre parâmetros de estresse oxidativo e sua influência sobre o remodelamento cardíaco patológico pós-infarto do miocárdio.
Métodos: Ratos Wistar machos (347±18g) foram divididos em quatro grupos: 1- cirurgia de simulação da artéria coronária (SHAM);
2- cirurgia de infarto agudo do miocárdio pela oclusão da coronária descendente anterior (IM); 3- SHAM tratados com sulforafano 5mg/kg/dia (SHAM+SFN); 4- IM+SFN. O tratamento com sulforafano foi iniciado no 3º dia pós-cirúrgico, perdurando por mais 25 dias. Foi realizada ecocardiografia no 3º (pré-tratamento) e 28º dia pós-cirúrgico (pós-tratamento). O coração foi coletado para análises morfométricas, histológicas e moleculares. Os dados foram analisados por ANOVA de 2 vias, seguido por SNK.
Resultados: Os grupos IM e IM+SFN apresentaram dilatação cardíaca, perda de função contrátil e aumento no conteúdo de colágeno (pericicatricial) quando comparados aos controles. No entanto, o sulforafano atenuou a progressão da dilatação e da disfunção cardíaca ao longo do período dos 28 dias pós-infarto e reduziu a fibrose quando comparado ao grupo IM. Foi observado aumento na atividade da enzima glutationa peroxidase e na lipoperoxidação no grupo IM, quando comparado ao grupo SHAM. Todavia, não houve diferença significativa na atividade enzimática da superóxido dismutase e da catalase entre os grupos. IM+SFN não apresentou elevação nas enzimas antioxidantes, porém demonstrou aumento da expressão da proteína heme oxigenase-1 (HO-1) e redução dos níveis totais de espécies reativas de oxigênio (ERO) quando comparado ao grupo IM.
Conclusão: Estes dados sugerem que o sulforafano foi capaz de atenuar a progressão da disfunção cardíaca e reduzir a fibrose no miocárdio remanescente 28 dias pós-infarto. Estes efeitos benéficos foram associados à capacidade do sulforafano em mitigar o estresse oxidativo, indicado pela redução dos níveis de ERO e pelo aumento da expressão proteica da HO-1. Projeto aprovado pelo CEUA – UFRGS (21239). Palavras-chaves: Sulforafano, infarto agudo do miocárdio, remodelamento cardíaco.
P 4003
Efeito do óleo de copaíba na forma livre e nanoencapsulada no cor pulmonale induzido por monocrotalina
Cristina Campos Carraro, Angela Maria Vicente Tavares, Rafael Oliveira Fernandes, Alexandre Luz de Castro, Vanessa Duarte Ortiz, Giana Blume Corsac, Rafaela Siqueira, Claudio Pereira, Susana Llesuy, Adriane Belló-Klein
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Este estudo foi realizado com o objetivo de determinar o efeito cardioprotetor do óleo de copaíba e de nanocápsulas contendo este óleo no Cor pulmonale induzido por monocrotalina. Ratos Wistar machos (170g, n = 5/grupo) foram divididos em seis grupos:
controle, monocrotalina (MCT), óleo de copaíba, óleo de copaíba + MCT, nanocápsulas com óleo de copaíba e nanocápsulas com óleo + MCT. Os animais receberam óleo, nanocápsulas ou veículo (por gavagem), durante 7 dias. Em seguida, foi induzido o Cor pulmonale pela MCT. Vinte e um dias após a injeção de MCT, foram realizadas as medidas ecocardiográficas e, em seguida, os ratos foram mortos. O ventrículo direito (VD) foi retirado para avaliar a morfometria e realizar avaliações de estresse oxidativo.
Ambos óleo de copaíba e nanocápsulas reduziram significativamente (P <0,05) a hipertrofia do VD e atenuaram o aumento da resistência pulmonar (diminuição da razão AT/ET) nos animais que receberam MCT. Além disso, nos grupos óleo de copaíba+
MCT e nanocápsulas de copaíba +MCT, houve um aumento da concentração de sulfidrilas totais e nas expressões de heme oxigenase-1 e do fator de transcrição NRF2, em relação ao grupo MCT, não havendo diferença entre estes grupos nos parâmetros testados. Em conclusão, tanto as nanocápsulas como o óleo de copaíba foram capazes de reduzir a hipertrofia ventricular direita, a resistência pulmonar e o estresse oxidativo neste modelo de Cor pulmonale. Os mecanismos envolvidos nesta cardioproteção necessitam ser investigados. Comissão de Pesquisa e ética da UFRGS. Palavra-chaves: Óleo de copaíba, nanocapsulas, cor pulmonale.
P 4429
Obesity trigger insulin and glucose tolerance and alters IL6 levels
Isabel Cristina de Macedo, Ana Luiza Hoefel, Claudia Vieira Marques, Joice Soares de Freitas, Andressa de Souza, Liciane Fernandes, Luiz Carlos Kucharski, Iraci Lucena da Silva Torres
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Introduction: Obesity is major risk factor for the onset of metabolic disorders as diabetes mellitus and insulin resistance. On other hand obesity is considered an inflammatory factor that can contribute with disease development. The aim of this study was investigate the effects of obesity upon the glucose and insulin metabolism and IL6 levels on liver. Methods: Thirty rats were divided into 2 groups: Control - standard chow (CT) that and Cafeteria diet (CD). This study was performed by 6 weeks. Were evaluated the delta weight and Lee index, glucose and insulin tolerance test and IL6 levels on liver. Data analysis were evaluated using Student’s t-test, one way ANOVA/SNK or Mann Whitney test. Differences were considered significant at P<0.05 and the results were expressed as mean±SEM or median (min-max). This study was approved by Ethics Committee of CEUA/HCPA: 11-0544.
Results: Delta weight (CT: 64.2±5.49 and CD: 94.86±8.82, P=0.006); Lee Index (CT: 2.90±0.14 and CD: 3.47±0.17, P=0.008); GTT (CT - 0min: 325.50±26.5; 30min: 84.50±8.44; 60min: 56.30±16.32; 90min: 37.11±19.73; 120min: 21.50±4.11 and CD- 0min:
391.20±41.76; 30min: 84.50±8.44; 60min: 56.30±16.32; 90min: 37.11±19.73; 120min: 21.50±4.11;P<0.05; n=10); ITT (CT - immediately: 325.50±26.5; 15min: 96.90±10.21; 30min: 198.30±32.62; 45min: 134.80±25.67; 60min: 106.90±14.39 and CD- immediately: 391.20±41.76; 15min: 103.40±9.87; 30min: 55.90±4.09; 45min: 42.40±24.61; 60min: 41.90±20.07; P<0.05, n=10) and IL6 levels showed significant differences between groups (CT: median: 0.67 (minimum: 0.54 and maximum: 0.86) CD: median:
0.82(min: 0.65 and max: 0.98, P=0.04, n=8). Conclusion: Exposure to cafeteria diet for 6 weeks induces obesity on animal models.
In previous study with the same model was not demonstrated differences in fasting glucose, but the challenge with glucose and insulin clearly demonstrates that obese animals showed changes on glucose and insulin tolerance curve. These results suggest that fasting glucose per se may not be sufficient to detect early changes in glucose and insulin metabolism. In addition the IL6
levels were increased on CD group in hepatic tissue suggesting a pro-inflammatory state in this tissue that may be contributing to changes in hepatic metabolism of insulin and glucose. Apoio financeiro: FIFE / HCPA, PIBIC CNPq / HCPA, FAPERGS BIC / UFRGS, CNPq, CAPES. Keywords: IL6, obesity, TTG, TTI. Projeto 11.0455