DIREITO
LEI 13.146/15: O ESTATUTO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
Jonathan Gomes*
Alessandra Costa**
Este trabalho visa trazer para discussão a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) que, após a vacatio legis de 180 dias entrou em vigor, no dia 6 de julho de 2015. Esta lei busca dar isonomia as pessoas com algum tipo de deficiência na sociedade. No momento em que essa lei foi publicada os portadores de deficiência passaram a ter condições de igualdade, visando assim a inclusão social. Em seu texto existem mudanças que afetaram diretamente, os artigos 3º e 4º do CC/02, agora cabe aos juristas, se debruçarem sobre o tema. A causa problema desse artigo reporta-se às questões que a Lei 13.146/15 representa para o ordenamento jurídico brasileiro. Construímos nossa pesquisa através de questionamentos, sendo argumentos: para que serve essa lei? Essa lei realmente alcança seu público alvo?
As mudanças geradas por essa lei, realmente trarão uma melhoria, para os portadores de algum tipo de deficiência? O que nos interessou em realizar esse tipo de pesquisa, foram os recentes acontecimentos deste presente século, por exemplo: a sanção da Lei 13.146/2015 que ratifica o Estatuto da Pessoa com Deficiência, as mudanças que mechem com o Código Civil de 2002. Porém vale ressaltar que esta pesquisa não visa discutir o assunto de forma exaustiva. Neste contexto, o objetivo primordial deste estudo é, estudar os fatos históricos que estão ligados a LBI.
Palavras-chave: LEI. INCLUSÃO. PESSOAS. DEFICIÊNCIA
*Discente(s) do Curso de Direito do IESP
**Professor(a) Orientador(a)
ABANDONO AFETIVO
Maike Paiva*
Henrique Montenegro*
Joana Cavalcanti**
O abandono paterno-filial gera danos morais ao filho, pois representa afronta a sua dignidade e prejuízos à completa formação da sua personalidade. Tendo como referência o artigo ―Algumas considerações sobre o Direito da Personalidade‖ da professora e Mestre em Direito, Daniela Vasconcellos Gomes, o tema foi escolhido devido a observação de que o abandono afetivo não é um dos problemas que tem consequências de tamanha amplitude para sociedade. Não se pode mais ignorar essa realidade, tanto que se passou a falar em paternidade responsável. Assim,‖ a convivência dos filhos com os pais não é um direito, é um dever‖. Não há direito de visitá-lo, há obrigação de conviver com ele. O distanciamento entre pais e filhos produz seqüelas de ordem emocional e pode comprometer o seu sadio desenvolvimento. O sentimento de dor e de abandono pode deixar reflexos permanentes em sua vida.O Abandono Afetivo tem por conceito o abandono aos filhos por parte do pai, da mãe ou até mesmo de ambos. As novas visões do direito civil são de que a família tem por base a afetividade, e não somente os laços biológico-sanguíneos. Na maioria dos casos muitas são as ―desculpas‖ dadas quando ocorre o abandono, falta de tempo, distância geográfica, falta de condições financeira, entre muitas outras. Porém, nada justifica um pai ou uma mãe deixar de criar o laço afetivo com seu filho. Hoje sabemos que o carinho tem relação direta com o funcionamento cerebral. Crianças marginalizadas, carentes e sem muito afeto tendem a apresentar problemas importantes na idade adulta... frequentemente com dificuldades escolares, problemas de relacionamento e mesmo, dificuldades de se realizar profissionalmente. Essa atenção, esse colo nos primeiros meses e pelo menos até os dois anos, são fundamentais para dar segurança e estabilidade emocional. Como regra geral, a lei exerce função complementar, orientando os pais, seja quando lhes falte discernimento. A falta com esse dever pode trazer sérios problemas futuros, principalmente na formação da personalidade; inclusive pode chegar a aumentar a criminalidade, ou seja, não é apenas abandono, pode ser um apoio à criminalidade Duas hipóteses quanto à esse tema: obrigação de amar: O responsável tem a obrigação de cuidar e amar, mas o amor nem sempre está presente. Obrigação de cuidar: O responsável tem obrigação de cuidar e dar o que for necessário para o desenvolvimento da criança ou adolescente, sendo o amor pura consequência, sem obrigatoriedade, pois o amor faz total diferença, pois da um sentimento bom e de aconchego, onde passa confiança, e reciprocidade.
Palavras- chave: Abandono afetivo; Paterno-filial; Danos morais.
*Discente(s) do Curso de Direito do IESP
**Professor(a) Orientador(a)
O DESAFIO DO PLANEJAMENTO URBANO EM SANTA RITA – PB:
O caso de Augustolândia
Sildeny Fernandes de Morais*
Joana Cavancati**
O presente trabalho, tem por objetivo desenvolver uma reflexão sobre a expansão do modelo de política urbana, implementada no município de Santa Rita – PB, os reflexos dos resultados na execução da referida política, e os instrumentos de orientação da gestão, para a política de desenvolvimento urbano do município. Como contraponto apresentaremos o Plano Diretor do município de Santa Rita, como ferramenta de planejamento da gestão urbana, e que direciona o poder público para gerir o espaço urbano com objetivo de garantir dignidade de moradia aos cidadãos da cidade. Assim como o Plano Diretor há outras leis que direcionam o poder público sobre o uso e a ocupação do solo, Por fim, realizamos um estudo sobre a atuação do poder político local, focando a metodologia usada ou aplicada no caso de uma comunidade específica do município, denominada por Augustolândia. Na qual constatamos uma contradição entre o processo de criação da comunidade Augustolândia e as diretrizes do Plano Diretor, uma vez que, no mesmo ano em que o Plano Diretor é apresentado como o instrumento que trará ordenamento urbano para o município, é criado uma comunidade que se opõe a tudo que o Plano orienta como garantia de moradia digna considerando o que é previsto no art. 54 do Plano Diretor, que trata do uso e ocupação do solo urbano, na qual nenhum dos itens citados nos incisos deste artigo estabelecido como normas para ações de assentamentos urbanas foram respeitados. Todavia, a inaplicabilidade do Plano Diretor da cidade de Santa Rita provocou um problema de infraestrutura e moradia na comunidade e consequentemente, a segregação espacial entre as demais áreas do município, devido ao fato de que os agentes políticos locais não adotaram o Plano como ferramenta de expansão, assim desrespeitando os princípios norteadores do plano, resultando em vários problemas estruturantes aos habitantes da comunidade.
Palavras-Chave: Plano Diretor. Município de Santa Rita. Augustolândia.
*Discente(s) do Curso de Direito do IESP
**Professor(a) Orientador(a)