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O mundo socialista

No documento Fundo Correio da manhã / Arquivo Nacional (páginas 92-101)

Responsável, em grande parte, por essas mudanças qualitativas do imperialismo, é o surgimento do campo socialista. Nascido com a Revolução de Outubro de 1917 na Rússia, abrange hoje regiões tão distantes como as democracias populares européia, a China e Cuba.

Apesar das diferenças de condições existentes nos diversos países socialistas, todos eles têm em comum a abolição da velha sociedade exploradora e o seu desenvolvimento em direção a uma sociedade socialista. Essa sociedade socialista integral, ou comunista, só pode vencer em escala mundial. Isto supõe a derrota e a eliminação definitiva, não só do imperialismo, mas também de qualquer sociedade baseada na exploração do homem pelo homem.

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O papel hoje dos marxistas-leninistas nos debates internos é o de travá-los na perspectiva da unificação do campo socialista em termos dos princípios revolucionários.

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Coexistência pacífica e luta de classes

A divisão do mundo em campos hostis e antagônicos empenhados numa luta decisiva que determinará o destino da humanidade é o elemento primordial das relações internacionais.

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A “coexistência pacífica”, porém, não pode ser aplicada nas relações entre países dominados e dominadores, nem nas relações entre classes de um mesmo país.

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O socialismo e a era atômica [...]

Será a sociedade socialista que se beneficiará com as conquistas da automação, da energia nuclear e da eletrônica. Serão estas descobertas científicas e técnicas que fornecerão as bases para o desenvolvimento rápido de um mundo em grande parte subdesenvolvido, quando estiver eliminada a exploração do homem pelo homem.

Para a velha sociedade capitalista, o aproveitamento da energia nuclear para fins destrutivos ainda é o traço mais marcante. O domínio das novas descobertas técnicas e científicas para a eliminação do atraso, da miséria e do subdesenvolvimento do seu meio será obra das gerações socialistas.

A revolução cubana e a América Latina

A história da América Latina, hoje, divide-se em duas fases: antes e depois da revolução cubana.

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A revolução cubana quebrou o monopólio do domínio estadunidense mas não se limitou a isso. Libertou, pela primeira vez na história, um país latino-americano de todo e qualquer domínio imperialista. Finalmente, mostrou às massas exploradas que a única forma de libertação absoluta do jugo imperialista consiste na derrubada da própria classe dominante, na revolução socialista.

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AS LUTAS DE CLASSES NO BRASIL O desenvolvimento capitalista

O Brasil é hoje um país capitalista industrial, cujo desenvolvimento encontra-se bloqueado.

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A questão agrária

A exploração latifundiária, como a herdamos da economia colonial, constitui um dos grandes obstáculos à expansão capitalista. De acordo com o recenseamento de 1960, 2,2 % dos estabelecimentos agrícolas abarcavam 59,02% das terras ocupadas no país. E tais números ainda não dão a verdadeira proporção de monopólio da terra, já que muitos estabelecimentos pertencem ao mesmo proprietário.

Tal concentração da propriedade da terra pressiona a grande massa rural a oferecer seus braços por baixíssimas remunerações, as vezes por um prato de comida.

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A integração imperialista no Brasil

Ao contrário do latifúndio, a dominação imperialista não representa simplesmente um traço da herança colonial. [...] O imperialismo é, assim, “estágio superior” do capitalismo. Ele representa um momento em que a concentração dos capitais sobrepassa as fronteiras nacionais.

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Integrando a burguesia brasileira na economia imperialista, o desenvolvimento capitalista nacional criou as condições para que a luta antiimperialista hoje no Brasil só possa ser também uma luta anticapitalista. E criou também o proletário concentrado e numeroso a quem cabe comandar esta luta.

O caráter da revolução

A crise política que explodiu no país a partir de 1961 refletiu a estagnação a que chegou a economia brasileira.

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O processo revolucionário que subverterá as estruturas do país, organizando-as de acordo com as necessidades históricas, é o de uma revolução socialista.

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A burguesia já é uma classe no poder. Assim, também pelas suas forças motrizes – os trabalhadores da cidade e do campo – a revolução brasileira só poderá ser socialista.

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POR UM BRASIL SOCIALISTA O socialismo no Brasil

A superação definitiva do estado de miséria e opressão a que está relegada a gritante maioria do povo brasileiro só pode conduzir à construção do socialismo no Brasil.

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Por Brasil socialista entendemos uma ordem social reinante no país na qual os meios de produção pertençam à coletividade inteira; na qual a produção se oriente pelas necessidades dos trabalhadores e não pela ganância e caça ao lucro; na qual as máquinas e terras estejam a serviço do homem, e não vice-versa. Entendemos um Brasil no qual não haja exploradores e, portanto, explorados; no qual todos os homens desfrutem igual e livremente do progresso e das riquezas comuns; no qual seja garantida a sua existência, quando não estiverem em condições de preencher esse papel.

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Socialismo e revolução são inseparáveis

O socialismo não é um mero desejo, nem tampouco uma elaboração artificial pela qual se pretende reformar o mundo. O socialismo é resultado da evolução histórica da humanidade, colocado na ordem do dia, quando a velha sociedade exploradora se torna um empecilho ao progresso geral – quando os homens tomam consciência desse fenômeno. Isto quer dizer que o socialismo é o resultado de lutas de classes e de revoluções, que representam os momentos críticos dessas lutas. Esse fenômeno universal se dá também, evidentemente, no Brasil.

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O caminho passa pela ditadura do proletariado

O proletariado no poder significa, pois, concretamente, tomar o Estado das mãos da burguesia. Mas poderá simplesmente o proletariado contentar-se em tomar conta dos ministérios, do Exército, da polícia, de todo esse aparelho estatal burguês podre e corrupto, formado com o fim de garantir o poder das classes exploradoras? Não poderá. O proletário vitorioso terá, antes de tudo, de quebrar e destruir esse aparelho estatal burguês-latifundiário que serviu à ditadura dessas classes.

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Na medida em que estiver assegurando o caminho socialista, na medida em que desaparecer o perigo da reação interna e externa, a revolução socialista renunciará ao seu Estado. Na medida em que desapareceram as contradições de classe com a construção socialista interna e mundial, a ditadura do proletariado será superada e o Estado dos trabalhadores brasileiros definhará. A República Socialista do Brasil integrar-se-á numa sociedade comunista universal.

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POR UM GOVERNO REVOLUCIONÁRIO DOS TRABALHADORES A revolução dos trabalhadores

O proletariado chega à consciência socialista a partir das lutas econômicas e políticas

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que trava contra o poder burguês, na medida em que a vanguarda aponta os objetivos que elevam o nível de luta e formam uma consciência de classe.

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Ao conhecer a ditadura de um ponto de vista de classe – combatendo os sustentáculos econômicos de poder e opressão – amadurecemos as condições sociais para a revolução dos trabalhadores.

O golpe militar que, em abril de 1964, se abateu sobre quase todas as conquistas até então obtidas não foi um acidente na política brasileira. Foi a decorrência necessária da crise do regime burguês-latifundiário no país.

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O governo revolucionário dos trabalhadores

Tendo por missão demolir os pilares da reação, o governo dos trabalhadores deverá tomar as seguintes medidas básicas:

- destruição final das atuais Forças Armadas organizadas para a repressão contra as classes populares; organização de milícias dos trabalhadores;

- encampação dos monopólios imperialistas e nacionais; planificação dos setores básicos da economia;

- nacionalização da terra e liquidação do latifúndio; organização de cooperativas, fazendas coletivas e entrega da terra aos camponeses, de acordo com as condições locais;

- completa liberdade de organização e manifestação para as classes trabalhadoras;

- política externa anti-imperialista e de solidariedade ativa aos movimentos revolucionários, principalmente da América Latina;

- retirar dos grandes capitalistas o controle da grande imprensa;

- convocação de um congresso eleito pelos trabalhadores da cidade e do campo, como base politica do novo regime;

- medidas drásticas de combate à carestia e de elevação do nível de vida do povo, como confisco dos estoques dos especuladores, controle operário dos preços, elevação geral dos salários e congelamento dos preços.

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AS TAREFAS DA VANGUARDA

A formação do partido revolucionário da classe operária

A constituição de um partido revolucionário que lidere a classe operária, ideológica e organizatoriamente, independentemente de toda influência burguesa, permanece a grande tarefa da vanguarda revolucionária do país, a premissa da revolução socialista.

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Partido e classes

A formação de um partido revolucionário que lidere a classe operária será resultado do enraizamento do programa e das concepções de luta defendidas atualmente pela Política Operária nos setores mais combativos do proletariado brasileiro.

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A frente de esquerda revolucionária

É o partido revolucionário, baseado na experiência internacional do marxismo- leninismo, que saiba unir teoria e prática e aplica-las às condições concretas do país, se preenche essas funções. Mas o partido não nasce pronto; ele se forma na luta e pela luta, e é durante essa luta que devemos estabelecer a unidade das forças que levantaram a bandeira do marxismo-leninismo.

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A GUERRA REVOLUCIONÁRIA

A revolução no Brasil será proletária ou deixará de ser revolução, e isso implica na necessidade da insurreição operária como ato de tomada do poder.

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A guerrilha como forma de combate à ditadura burguesa-latifundiária, mina e desgasta todo o aparelho de repressão, tanto do ponto de vista militar, quanto econômico e político. A guerrilha preenche este papel quando desencadeia em uma fase e em condições em que sua ação acelera o surgimento de uma situação revolucionária, isto é, uma situação em que a luta de classes atinge seu auge, colocando na ordem do dia a tomada do poder pelas classes oprimidas,

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Da instalação do foco até a insurreição do proletariado da cidade, haverá um caminho prolongado, mas será um caminho só, com um objetivo traçado: a revolução dos trabalhadores brasileiros no caminho do socialismo. Será essa a nossa contribuição decisiva para a construção de uma nova sociedade no mundo, liberta para sempre da exploração do homem pelo homem. Ao mobilizar os operários sob a bandeira da luta de classes ouvir-se-á, também, dos rincões deste país, o brado de guerra: PROLETÁRIOS DE TODOS OS PAÍSES, UNI- VOS!,

ANEXO D - ATO INSTITUCIONAL Nº 5, DE 13 DE DEZEMBRO DE 1968

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O PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, ouvido o Conselho de Segurança Nacional, e

CONSIDERANDO que a Revolução Brasileira de 31 de março de 1964 teve, conforme decorre dos Atos com os quais se institucionalizou, fundamentos e propósitos que visavam a dar ao País um regime que, atendendo às exigências de um sistema jurídico e político, assegurasse autêntica ordem democrática, baseada na liberdade, no respeito à dignidade da pessoa humana, no combate à subversão e às ideologias contrárias às tradições de nosso povo, na luta contra a corrupção, buscando, deste modo, "os. meios indispensáveis à obra de reconstrução econômica, financeira, política e moral do Brasil, de maneira a poder enfrentar, de modo direito e imediato, os graves e urgentes problemas de que depende a restauração da ordem interna e do prestígio internacional da nossa pátria" (Preâmbulo do Ato Institucional nº 1, de 9 de abril de 1964);

CONSIDERANDO que o Governo da República, responsável pela execução daqueles objetivos e pela ordem e segurança internas, não só não pode permitir que pessoas ou grupos anti-revolucionários contra ela trabalhem, tramem ou ajam, sob pena de estar faltando a compromissos que assumiu com o povo brasileiro, bem como porque o Poder Revolucionário, ao editar o Ato Institucional nº 2, afirmou, categoricamente, que "não se disse que a Revolução foi, mas que é e continuará" e, portanto, o processo revolucionário em desenvolvimento não pode ser detido;

CONSIDERANDO que esse mesmo Poder Revolucionário, exercido pelo Presidente da República, ao convocar o Congresso Nacional para discutir, votar e promulgar a nova Constituição, estabeleceu que esta, além de representar "a institucionalização dos ideais e princípios da Revolução", deveria "assegurar a continuidade da obra revolucionária" (Ato Institucional nº 4, de 7 de dezembro de 1966);

CONSIDERANDO, no entanto, que atos nitidamente subversivos, oriundos dos mais distintos setores políticos e culturais, comprovam que os instrumentos jurídicos, que a Revolução vitoriosa outorgou à Nação para sua defesa, desenvolvimento e bem-estar de seu povo, estão servindo de meios para combatê-la e destruí-la;

CONSIDERANDO que, assim, se torna imperiosa a adoção de medidas que impeçam sejam frustrados os ideais superiores da Revolução, preservando a ordem, a segurança, a

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tranqüilidade, o desenvolvimento econômico e cultural e a harmonia política e social do País comprometidos por processos subversivos e de guerra revolucionária;

CONSIDERANDO que todos esses fatos perturbadores da ordem são contrários aos ideais e à consolidação do Movimento de março de 1964, obrigando os que por ele se responsabilizaram e juraram defendê-lo, a adotarem as providências necessárias, que evitem sua destruição,

Resolve editar o seguinte

ATO INSTITUCIONAL

Art. 1º - São mantidas a Constituição de 24 de janeiro de 1967 e as Constituições estaduais, com as modificações constantes deste Ato Institucional.

Art. 2º - O Presidente da República poderá decretar o recesso do Congresso Nacional, das Assembléias Legislativas e das Câmaras de Vereadores, por Ato Complementar, em estado de sitio ou fora dele, só voltando os mesmos a funcionar quando convocados pelo Presidente da República.

§ 1º - Decretado o recesso parlamentar, o Poder Executivo correspondente fica autorizado a legislar em todas as matérias e exercer as atribuições previstas nas Constituições ou na Lei Orgânica dos Municípios.

§ 2º - Durante o período de recesso, os Senadores, os Deputados federais, estaduais e os Vereadores só perceberão a parte fixa de seus subsídios.

§ 3º - Em caso de recesso da Câmara Municipal, a fiscalização financeira e orçamentária dos Municípios que não possuam Tribunal de Contas, será exercida pelo do respectivo Estado, estendendo sua ação às funções de auditoria, julgamento das contas dos administradores e demais responsáveis por bens e valores públicos.

Art. 3º - O Presidente da República, no interesse nacional, poderá decretar a intervenção nos Estados e Municípios, sem as limitações previstas na Constituição.

Parágrafo único - Os interventores nos Estados e Municípios serão nomeados pelo Presidente da República e exercerão todas as funções e atribuições que caibam, respectivamente, aos Governadores ou Prefeitos, e gozarão das prerrogativas, vencimentos e vantagens fixados em lei.

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Art. 4º - No interesse de preservar a Revolução, o Presidente da República, ouvido o Conselho de Segurança Nacional, e sem as limitações previstas na Constituição, poderá suspender os direitos políticos de quaisquer cidadãos pelo prazo de 10 anos e cassar mandatos eletivos federais, estaduais e municipais.

Parágrafo único - Aos membros dos Legislativos federal, estaduais e municipais, que tiverem seus mandatos cassados, não serão dados substitutos, determinando-se o quorum parlamentar em função dos lugares efetivamente preenchidos.

Art. 5º - A suspensão dos direitos políticos, com base neste Ato, importa, simultaneamente, em:

I - cessação de privilégio de foro por prerrogativa de função;

II - suspensão do direito de votar e de ser votado nas eleições sindicais;

III - proibição de atividades ou manifestação sobre assunto de natureza política;

IV - aplicação, quando necessária, das seguintes medidas de segurança:

a) liberdade vigiada;

b) proibição de freqüentar determinados lugares;

c) domicílio determinado,

§ 1º - O ato que decretar a suspensão dos direitos políticos poderá fixar restrições ou proibições relativamente ao exercício de quaisquer outros direitos públicos ou privados.

§ 2º - As medidas de segurança de que trata o item IV deste artigo serão aplicadas pelo Ministro de Estado da Justiça, defesa a apreciação de seu ato pelo Poder Judiciário.

Art. 6º - Ficam suspensas as garantias constitucionais ou legais de: vitaliciedade, mamovibilidade e estabilidade, bem como a de exercício em funções por prazo certo.

§ 1º - O Presidente da República poderá mediante decreto, demitir, remover, aposentar ou pôr em disponibilidade quaisquer titulares das garantias referidas neste artigo, assim como empregado de autarquias, empresas públicas ou sociedades de economia mista, e demitir, transferir para a reserva ou reformar militares ou membros das polícias militares, assegurados, quando for o caso, os vencimentos e vantagens proporcionais ao tempo de serviço.

§ 2º - O disposto neste artigo e seu § 1º aplica-se, também, nos Estados, Municípios, Distrito Federal e Territórios.

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Art. 7º - O Presidente da República, em qualquer dos casos previstos na Constituição, poderá decretar o estado de sítio e prorrogá-lo, fixando o respectivo prazo.

Art. 8º - O Presidente da República poderá, após investigação, decretar o confisco de bens de todos quantos tenham enriquecido, ilicitamente, no exercício de cargo ou função pública, inclusive de autarquias, empresas públicas e sociedades de economia mista, sem prejuízo das sanções penais cabíveis.

Parágrafo único - Provada a legitimidade da aquisição dos bens, far-se-á sua restituição.

Art. 9º - O Presidente da República poderá baixar Atos Complementares para a execução deste Ato Institucional, bem como adotar, se necessário à defesa da Revolução, as medidas previstas nas alíneas d e e do § 2º do art. 152 da Constituição.

Art. 10 - Fica suspensa a garantia de habeas corpus, nos casos de crimes políticos, contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular.

Art. 11 - Excluem-se de qualquer apreciação judicial todos os atos praticados de acordo com este Ato institucional e seus Atos Complementares, bem como os respectivos efeitos.

Art. 12 - O presente Ato Institucional entra em vigor nesta data, revogadas as disposições em contrário.

Brasília, 13 de dezembro de 1968; 147º da Independência e 80º da República.

No documento Fundo Correio da manhã / Arquivo Nacional (páginas 92-101)

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