A Licença de Operação autoriza o funcionamento do empreendimento, Istoé o início das atividades. Essa deve ser requerida quando a empresa estiver edificada e após a verificação da eficácia das medidas de controle ambiental estabelecidas nas condicionantes das licenças anteriores.
Nas restrições da LO, estão determinados os métodos de controle e as condições de operação. Para empreendimentos de maior impacto sobre o meio ambiente são exigidos: EIA (Estudo de Impacto Ambiental) e RIMA (Relatório de Impacto Ambiental).
É válido ressaltar que houve uma mudança no sistema de licenciamento, passando da esfera estadual para municipal. As empresas que já deram entrada nos pedidos na FEEMA continuaram sendo atendidas pela mesma. As outras deverão dar entrada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente
Até meados da década de 40, o quadro apresentado era a falta de iniciativa do empresariado nacional, por considerar os custos altíssimos de investimento no setor e uma forte intervenção estatal por parte dos militares e técnicos do governo do Estado Novo que se incumbiam de uma missão modernizadora. A Constituinte de 1946 aprova o “Estatuto do Petróleo” que designa o subsolo brasileiro à União e sua exploração dependeria de autorização. Por outro lado, as empresas de capital internacional poderiam explorar o território nacional desde que se estabelecessem como “sociedades organizadas no país”
Nader (2007).
No contexto da Guerra Fria, logo após a 2º Guerra Mundial, eclodiu a campanha “O Petróleo é nosso” que possuía o objetivo de confrontar-se à participação do capital internacional no setor. Muito desta ânsia de contraposição vinha da história da indústria no mundo mover-se por interesse de grandes empresas tradicionais e de seus respectivos países- sede. Nesse período,
“no caso de ‘O petróleo é nosso’, a idéia em jogo, embora imbricada na questão econômica, tinha profundas raízes políticas e se revelava na noção de que era preciso ‘defender’ o país de uma ingerência externa – ou seja, tratava-se de definir quem éramos, a partir do que possuíamos, e também no mesmo movimento, quem eram ‘eles’”. (FARIAS,2006) apud NADER (2007)
Segundo Farias (2003), a possibilidade do país se tornar auto-suficiente num produto que já havia se consolidado como a principal fonte energética das principais economias capitalistas era uma necessidade não somente econômica, “mas também uma afirmação de sua nacionalidade”.
Em poucas décadas, o setor do petróleo e gás vai assumir lugar de destaque na matriz energética americana e no início do século XX na matriz energética mundial. Segundo BP (2005), o petróleo representa 37% da energia primária consumida no mundo e o gás natural 24%, perfazendo, esses dois tipos de energia, 61% do consumo mundial. O carvão mineral vem em terceiro lugar, com 27%. A energia hidroelétrica e a nuclear vêm empatados em quarto lugar, com 6% do consumo mundial.
O rápido crescimento das empresas petrolíferas e o aumento da importância do petróleo como fonte de energia para os países desenvolvidos tem transformado este setor em um dos mais importantes em todo o mundo.
No Brasil a indústria do petróleo, que já vinha assumindo importância, ganha destaque a partir da nacionalização em 1953, com a criação da PETROBRAS. Inicialmente a indústria nacional do petróleo foi planejada para atuar no refino de óleos importados.
Nas décadas seguintes, como efeito da nacionalização da produção do petróleo pelos países produtores, as grandes empresas privadas perdem o domínio das reservas mundiais e o preço do petróleo eleva-se paulatinamente no mercado internacional.
Na década de 1970 ocorrem dois grandes saltos no preço do barril de petróleo. Os preços de 2004 o barril chega, em 1974, a US$44,55 e em 1979 atinge US$78,46. Essa nova situação e o desenvolvimento da exploração em águas profundas viabilizaram uma mudança na estratégia inicial da indústria brasileira do petróleo que, a partir da década de 70, passa a concentrar investimentos nas atividades de Exploração & Produção de Petróleo (NADER, 2007).
2.3.2. Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás da Bacia de Campos
A flexibilização de exploração e produção de Petróleo no Brasil, em 1997, atraiu mais de 30 companhias petrolíferas estrangeiras e privadas nacionais. Essas empresas e a pela Petrobras Brasileira S/A – investiram até 2005, aproximadamente, US$ 50 bilhões no país (Batista Neto,2006).
A cadeia produtiva do Petróleo e Gás é abrangente e heterogênea. Diversos setores industriais e de serviços compõe a sua rede de valor, configurando uma cadeia de suprimentos verticalizada e multi-setorial.
A expansão de investimentos realizados pelas empresas operadoras de petróleo estimulou fornecedores de diversas partes do Brasil e também do exterior a ampliarem suas operações na região da Bacia de Campos. Esse movimento e por um grupo de empresários locais, foi o caminho encontrado para concentrar aumentou a competitividade com as empresas locais, que precisaram unir esforços como uma alternativa para a garantia de sobrevivência no mercado. Em 2003, houve a estruturação da Rede Petro da Bacia de Campos.
A Rede Petro da Bacia de Campos, em outubro de 2003, conduzida pela Prefeitura de Macaé, pelo Serviço de Apoio as micro e pequenas empresas do Rio de Janeiro esforços na promoção de negócios e acesso às modernas capacitações em níveis gerenciais e operacionais.
A Rede Petro-BC passou por modificações no seu modelo de gestão para se consolidar como uma rede empresarial, atendendo ao anseio de seus participantes. Um dos objetivos principais deste movimento é a busca da auto-gestão da Rede Petro-BC, do ponto de vista administrativo e financeiro. Dessa forma, partir de 2005 as empresas integrantes da Rede
Petro-BC passaram a participar financeiramente, isto é, mensalmente cada empresa paga um valor, que varia de acordo com o nº de funcionários.
A estrutura administrativa da rede é composta pela Coordenadoria Executiva e o Comitê Gestor. Até meado de 2008 a Rede já atraiu 102 empresas, realizou vários eventos e atividades que resultaram geração de negócios para as empresas associadas.