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OBRA DE ELECTRICISTA 60

No documento €7. O (páginas 37-48)

mêamou.

R E S U M O

CADERNO DE ENCARGOS PARA A CONSTRUÇÃO DE UM HOTEL EM C H A V E S

3APITULO I - CONDIÇÕES GERAIS.

FACULDADE DE ARQUITECTURA ART*. 12. - OBJECTO DA EMPREITADA.

WTRQ DE DOCUMENTAÇÃO , . . * .

A presente empreitada compreende todos os trabalhos necessários à construção de um Hotel» em Chaves, de acordo com o projecto, cálculos de estabilidade e as presentes condições, gerais e es- peciais, que deverão ser cumpridas escrupulosamente, para o que o empreiteiro devera 1er, com a maxima atenção, as condições que se seguem.

ART2. 22. - PROPOSTAS.

Deverão ser apresentadas em carta fechada e convenientemente descritas, para que se depreenda perfeitamente a boa compreensão, por parte do empreiteiro, do presente projecto e caderno de en- cargos. Qualquer dúvida que porventura surja na interpretação

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dos elementos sujeitos à sua apreciação deverá ser apresentada antes de entregue a proposta,

Quaisquer modificações às presentes condições que se apresentem vantajosas ao empreiteiro, deverão ser incluídas nas propostas

e descritas pelas diferentes obras*de pedreiro, carpinteiro, etc., com referência do artigo que sofrer modificação, sendo obrigatório que conste a respectiva diferença de preço em rela- ção ao artigo modificado.

ART2. 32. - ADJUDICAÇÃO.

A execução destas obras, por adjudicação, será feita a uma sôv pessoa ou firma, que se considerará, por tal motivo, o único responsável tanto pelo rigoroso cumprimento do contrato como pe- la execuçSo de todas as artes da obra, mesmo que estas sejam

\ FACULDADE DE ARQUITECTURA

subdivididas em empreitadas a realizar por outrem.

.- rklTRO DE DOCUMENTAÇÃO

0 Proporietârio fica com o direito de preferir a proposta que julgue mais conveniente, independentemente do preço e ainda com o direito de não adjudicar a empreitada a qualquer dos concor- rentes.

ART2. 4^. - CONTRATO.

0 empreiteiro obriga-se a entrar num ajuste em papel selado para oficialização do contrato e a pagar metade das despesas do mesmo ajuste.

ART2. 52. - RESCISÏ0 DO CONTRATO.

0 Proprietário poderá desistir da empreitada começada, desde que liquide ao empreiteiro todos os trabalhos realizados,

incluindo todos os materiais existentes no estaleiro da obra no momento da desistência»

0 Proprietário poderá ainda rescindir o contrato, desde que o empreiteiro se recuse a cumprir as condições do mesmo, nomeada- mente os prazos estabelecidos, cabendo a ele, empreiteiro, nes-

te caso, os encargos das despesas que porventura advirão da entrega da obra a novo empreiteiro.

0 empreiteiro não poderá transmitir ou passar a empreitada ou tarefa parcial sem autorização do Proprietário. Porém, mesmo na hipótese de concedida a autorização, subsiste a responsabi- lidade do empreiteiro solidária com aquele a quem fizer a trans- missão ou passagem.

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0 falecimento do empreiteiro poderá ser motivo também de resci- são, devendo, no entanto, o proprietário indeminizar os herdei-

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ros pelos trabalhos e despesas feitas, tomando por base os pre-

r ' DOCUMENTAÇÃO

ços correntes por unidade.

Se a rescisão for do interesse do proprietário, além do já re- ferido^ este será obrigado a pagar lofo (dez por cento) do valor do obra realizada no momento da rescisão, como indeminização ao empreiteiro.

ART**. 62. - ALTERAÇÕES.

0 empreiteiro obriga-se a realizar quaisquer alterações ao pro- jecto inicial, durante a execução da empreitada, devendo o res- pectivo custo para mais ou para menos, ser anteriormente estipu- lado de acordo com o proprietário e o autor do projecto. Se se não chegar a acordo com uma simples proposta-orçamento, deverá

recorrer-se aos preços correntes unitários na cidade de Chaves.

0 empreiteiro devera, apôs o acordo sobre a modificação, enviar a sua proposta, tanto ao proprietário como ao autor do projecto, dos aumentos ou descontos motivados pelas alterações. A refe- rida proposta, que deverá ser feita em triplicado, deverá ser assinada pelo proprietário e autorvdo projecto como prova da concordância do seu conteúdo. A falta de tais assinaturas poderá constituir motivo para recusa do pagamento, por parte do proprietário, dos trabalhos realizados.

ART2. 72. - PAGAMENTOS.

Salvo outro modo de pagamento a combinar posteriormente, o pro- prietário obriga-se a pagar mensalmente ao empreiteiro, median- te recibo com o visto da direcção técnica, o importe aproxima-

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do dos trabalhos realizados, de harmonia com o preço do con-

N í RO DE DOCUMENTAÇÃO

trato, descontando em cada um destes pagamentos parciais lo^

do seu valor, que ficarão a constituir depósito de garantia pelo integral cumprimento do contrato.

ART2. 82. - PRAZO.

Será de 18 meses (desoito meses), a contar da assinatura do contrato. Estão incluídos neste prazo os domingos e feriados}

porém, são tidas em conta suspensões de trabalhos devidas a condições anormais de tempo, devendo, neste caso, o empreitei- ro apresentar a justificação por escrito para tal eventualida- de logo no dia imediato ao da suspensão dos trabalhos; ao

mesmo tempo ; o empreiteiro deverá enviar uma cópia da justifi- cação referidai.ao técnico da obra.

Qualquer embargo resultante dô negligência ou imprevidência do empreiteiro ou seu pessoal, nao será tido em conta para o cumprimento do prazo previsto,

ART2. 92. - MULTAS.

Por cada dia que exceda o prazo indicado^ ao empreiteiro será descontada, nos pagamentos a fazer, a quantia correspondente a (um por mil) 1 /00 do valor da empreitada, salvo caso de força

maior, comprovado e declarado por escrito.

0 empreiteiro obriga-se ao pagamento das multas que porventura venham a ser aplicadas por motivo de transgressões de posturas ou regulamentos em vigor, ou pelo não cumprimento das condi-

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coes estipuladas nas licenças de quaisquer entidades oficiais.

ART2. 102« - LICENÇAS.

Constituem encargos do proprietário o pagamento das licenças municipais referentes ao projecto e possíveis aditamentos, as

licenças e despesas de ligação da energia eléctrica, águas e saneamento e os respectivos depósitos de garantia (o referente à reposição de pavimentos será reembolsável no final da obra) e ainda as despesas relativas à vistoria. No entanto, se a obra não se concluir dentro do prazo estipulado na licença, pelo não cumprimento do contrato por parte do empreiteiro, será obrigação deste o pagamento na necessária prorrogação.

ART2. lie. _ APROVAÇÃO CAMARÁRIA.

O empreiteiro não poderá dar início aos trabalhos sem possuir o projecto devidamente aprovado pelos Serviços Técnicos da Câ- mara. Esse projecto deverá estar sempre presente no estaleiro da obra, sem, no entanto^ ser utilizado; o empreiteiro deverá utilizar-se de cSpias fornecidas pelo técnico.

No final da obra, o projecto aprovado deverá ser entregue em bom estado de conservação ao proprietário da obra, sob pena da indeminização da quantia de 3 ooo$oo (três mil escudos), para o que o empreiteiro deverá pedir, no acto da devolução, um re- cibo fta entrega e sem o qual não poderá provar tê-lo feito.

ARTô. 122. - INICIO DOS TRABALHOS

«TO

Ao adiudicatârio, que devra dar início aos trabalhos atê 8 dias ACULDADE DE ARQUITECTURA

(oito dias) ap6s a sua adjudicação, não ê de admitir qualquer

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atrazo devido a imposições camarárias respeitantes ao emprei- teiro.

0 empreiteiro obriga-se a construir os tapumes ou vedações pre- cisos para completo isolamento do recinto dos trabalhos.

ARTS. 13e, - SEGUROS DO PESSOAL.

0 empreiteiro assumirá para todos os efeitos a responsabilidade pela segurança dos operários, nos termos das leis em vigor. 0 proprietário e a direcção técnica declinam a responsabilidade

em qualquer caso de acidente material ou físico ocorrido na obra.

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Todos os trabalhos serão dirigidos e executados de forma a atender­se à segurança dos operários e serventuários neles empregados, devendo especificar­se os de demolição de paredes e montagem de andaimes e cofragens, recorrendo aos estronca­

mentos, escoramentos e entivações sempre que a natureza dos trabalhos, as circunstâncias ou a importância do risco o exi­

jam. 0 seguro do risco de incêndio será da conta do proprietá­

rio.

ARTS. 142# _ DISCIPLINA.

Todo o operário que faltar ao respeito ou desacatar as observa­

ções do proprietário ou da direcção técnica, será imediatamente despedido pelo empreiteiro. Também o encarregado ou delegado do empreiteiro poderá ser substituído por simples sugestão da­

ACOLDADE DE ARQUITECTURA quelas entidade^l[

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Para boa organização dos serviços, o empreiteiro obriga­se a com­

parecer no local da obra ou no escritório da direcção técnica, em dias e horas previamente fixados, conforme as necessidades da boa marcha dos trabalhos.

Obriga­se também a instalar o telheiro para abrigo dos operá­

rios e a construir as instalações sanitárias para o seu uso durante os trabalhos.

0 empreiteiro será responsável pelas fraudes e faltas pratica­

das pelo seu pessoal.

ART2. 152. ­ MATERIAIS E FERRAMENTAS.

E da obrigação do empreiteiro o fornecimento de todas as

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ferramentas» utensílios e materiais indispensáveis para a boa execução dos seus trabalhos, devendo tomar todas as precauções que as circunstâncias aconselhem afim de que o andamento das obras não seja afectado por qualquer carência ou dificuldades na entrega daqueles materiais.

ART2. 162. - OUTROS ENCARGOS.

Além do seguro do pessoal, pertencem ao empreiteiro todos os outros encargos relativos a impostos, multas, suplementos, au- mentos de salários, horas extraordinárias, adicionais, ou

quaisquer taxas relativas às obras e ao pessoal nelas empre- gado. U . U .

ART2. 1 7 2 . - REMOÇÃO DE ENTULHOS.

à FACULDADE DE ARQUITECTURA

0 e m p r e i t e i r o ê o b r i g a d o a r e t i r a r p a r a f o r a do r e c i n t o da

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obra todos os entulhos dela provenientes, deixando limpos o edifício e o terreno circundante.

ART2. 182. - DESENHOS.

Será fornecido ao empreiteiro um exemplar do projecto, para cada arte, e de cada um dos pormenores considerados indispen-

sáveis para a integral e perfeita execução dos trabalhos»

0 empreiteiro será responsável pela conservação desses desenhos, obrigando-se a pagar os exemplares que for necessário substi-?

tuir durante ou no final dos trabalhos de cada arte.

Um exemplar será conservado sempre na obra, em local bem pro- tegido e colado sobre folhas de madeira prensada, por conta do

empreiteiro.

ART2. 1 9 ^ . - PO MENORES EVENTUAIS.

O empreiteiro não poderá dar início a qualquer trabalho sem que tenha em seu poder os respectivos detalhes constritivos. 0 for- necimento de quaisquer eventuais pormenores far-se-á até dez dias apôs o pedido formulado pelo empreiteiro, para o que ele deverá prever com a necessária antecedência a sua necessidade5 para evitar prejuízos no andamento dos trabalhos. Este pedido, se ele o entender, poderá ser feito por escrito.

ARTS. 202. _ LAPSOS OU OMISSÕES.

Todos os desenhos e demais detalhes do projecto são fornecidos sob reserva de quaisquer lapsos ou omissões, que nao poderão servir de base para o empreiteiro se recusar à perfeita e com—

\ UNIVERSIDADE DO PORTO pleta execução dos trabalhos.

0 empreiteiro obriga-se a realizar, além dos trabalhos referi- dos neste caderno de encargos, quaisquer outros necessários para o perfeito acabamento da obra s nao citados por simples omissão, mas que vêm descritos nas peças desenhadas. Igual- mente o empreiteiro se obriga a executar qualquer trabalho in- dicado neste caderno mas que se não encontre expresso nas pe- ças desenhadas.

ART2. 212. - RIGOR E PERFEIÇÃO DOS TRABALHOS.

0 proprietário tem o direito de fiscalizar por intermédio dos seus delegados, não sô a execução dos trabalhos mas também a

qualidade dos materiais, devendo o empreiteiro cumprir as or- dens que lhe forem transmitidas.

A obra ou parte da obra que for considerada defeituosa ou fora das condições do contrato, será inutilizada, desfeita e re- construída. Os materiais reputados de má qualidade serão tam- bém rejeitados e substituídos por outros que satisfaçam plena- mente ao fim a que são destinados. Estes materiais serão reti- rados logo que se verifique a necessidade da rejeição.

ART2. 222. _. AMOSTRAS.

0 empreiteiro obriga-se a apresentar, com a devida antecedên- cia, as amostras dos materiais a empregar, desde que a direcção técnica julgue conveniente, inclusivamente para estudar qualquer alteração vantajosa.

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§ único - A aplicação dos materiais e artigos com marcas especificadas

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nas diversas obras especiais, deverá ser rigorosamente respei- tada, sob pena de oportunamente se obrigar o empreiteiro à su- bstituição tios materiais ou artigos que tiverem sido alterados, não tendo direito o empreiteiro a qualquer indeminização.

Se porventura o proprietário mostrar desejo de qualquer substi- tuição, esta nao se poderá fazer sem a concordância, por estri- to, do técnico da obra; estes documentos de concordância deverão ser arquivados pelo empreiteiro.

ARTS. 232. - ESTRAGOS.

Até à entrega da obra ao proprietário, o que terá lugar somente depois de concluídos os trabalhos, o empreiteiro ê responsável

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por qualquer prejuízo ou dano ocorrido na sua obra ou verifi­

cado nos prédios vizinhos.

ARTS. 242. _ IMPLANTAÇÃO DA CONSTRUÇÃO.

0 empreiteiro deverá definir com a direcção da obra e com os delegados dos Serviços Camarários respectivos, a implantação da construção, de soleiras, localização do quadro eléctrico, locais de derivação e ramais de alimentação da água, condutores res­

pectivos, saneamento, etc., etc.

ARTS. 2 5 % ­ VISTORIAS CAMARÁRIAS.

0 empreiteiro obriga­se, com os respectivos encargos, a proce­

der às alterações resultantes das exigências da Câmara Munici­

pal e motivadas por deficiências na execução dos trabalhos, exe—

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