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Oximetria de pulso e gasometria arterial

No documento 0-revista-pulmao-rj-vol27-1-2018.pdf (páginas 114-118)

Em estudo prospectivo e multicêntrico de quase 2.500 pacientes, a medida da SpO2 pré-operatório (so- bretudo quando SpO2 <90%), respirando em ar ambiente e em posição supina, foi o mais forte fator de risco para PPC relacionado ao paciente identificado24. A análise de gasometria arterial raramente é necessária como parte da avaliação pré-operatória, sobretudo pelo caráter mais in- vasivo do procedimento. Artigo retrospectivo de 1987 que avaliou preditores de mortalidade e insuficiência respira- tória em pacientes em pós-operatório de esofagectomia identificou PaO2 <75mmHg, assim como idade >65 anos e hipoalbuminemia como fatores de risco independentes para desfechos desfavoráveis25.

A partir da evidência atual disponível, podemos considerar como abordagem razoável utilizar a prova de função pulmonar para pacientes com doença pulmonar obstrutiva e suspeita clínica de estarem aquém de seu melhor padrão respiratório, objetivando uma otimização da terapia específica para a doença obstrutiva ainda no período pré-operatório. Outra consideração seria para o esclarecimento de dispneia ou intolerância ao exercício, com objetivo de diferenciar possíveis patologias pulmona- res de alterações cardiológicas, também com impacto no manejo pré-operatório desses pacientes. O uso de mé- todos simples e pouco invasivos como a medida da SpO2 em ar ambiente e o TC6M podem fornecer informações relevantes sobre o risco de CPP, podendo ser alternati- vas para pacientes com fatores de riscos identificados na avaliação pré-operatória. O uso de testes mais complexos como o CPET e invasivos como a gasometria arterial de- vem ser reservados para situações excepcionais.

Agradecimento: À Dra. Karen Sodré Azevedo.

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