• Nenhum resultado encontrado

Encaminhamentos X Participantes

6.1 Pandemia

significação do mundo dos indivíduos tarefa que acontece por meio de um núcleo de significados específico - o cego e sua bengala conhecem um mundo e o significam de forma singular, diferente do cego sem a bengala (Merleau-Ponty, 2006b).

Esquema corporal, para Saretta Verissimo (2012), caminha na direção de um diálogo entre sujeito e objeto, que não se separam na experiência do mundo, sendo esse diálogo fundado numa unidade corporal que já antecipa a experiencia e a unidade com o mundo. Para Garcia (2014), o esquema corporal de Merleau-Ponty traz a noção de que o corpo, como algo que está além do biológico, traz a possibilidade da abertura da tecnologia como uma amplificadora de sentidos, sendo uma nova forma de ser no mundo.

Vê-se então que os psicólogos estão passando pela adaptação que toca não só sua prática, mas também a forma de simbolizar e significar o mundo a sua volta e a própria identidade, ou seja, impacta de forma substanciosa o esquema corporal no qual esses profissionais simbolizam sua prática e produzem significado em suas clínicas.

Ainda sobre a temática da tecnologia, na obra de Merleau-Ponty (2006b) é possível encontrar a reflexão sobre a representação por meio da tela de uma televisão. Aqui há uma crítica à impossibilidade de acesso ao horizonte, quando o filme foca um copo, uma pessoa, um cinzeiro ou qualquer objeto, que perde-se o todo, basicamente não há horizonte na tela.

Com a perda do horizonte, da relação do corpo com o mundo que o cerca e o toca, aquilo que nos assegura como identidade é perdido, é dissolvido na medida que não se acessa o todo do objeto que se está focando, sendo que o próprio objeto não está presente como fisicalidade, tornando mais frágil a própria identidade (Merleau-Ponty, 2006b). Então, ao mesmo tempo que a tecnologia coloca em xeque a própria identidade do sujeito, pela falta de horizonte que a tela do computador proporciona, tornando-a frágil, a tecnologia é ferramenta de significação que torna-se, principalmente dentro da pandemia, extensão do corpo do psicólogo, como novo esquema corporal deste.

Voltando às mudanças que a crise pandêmica produziu, pode-se observar alterações na forma como pacientes lidam com o processo terapêutico, ganhando mais poder e controle, uma vez que conseguem esconder-se atrás da tecnologia, alteram o setting terapêutico (S1, S4 e S6), são atendidos em horários fora do horário comercial (S1), ganham mais acesso à vida privada dos psicólogos e tem mais acesso direto à esse profissional (S4), testando os limites da relação com mais constância.

Uma vez que os pacientes estão mais acostumados com esse esquema corporal, uma vez que a tecnologia já era a extensão da própria comunicação, esses têm mais facilidade de experimentar e de testar os limites que do enquadre profissional, como pode ser visto nos trechos

“então me mandam muito mais mensagens, embora nós tenhamos alguns acordos né?” (S1) e “os pacientes assim… vendo uns três livros na mesa e o paciente falar: "caramba você tá lendo tudo isso?"” (S4). Os segmentos expostos mostram que os profissionais estão tendo que repensar sua prática e transformar seu trabalho clínico em uma nova forma de fazer psicoterapia.

A tecnologia pode trazer vantagens para o processo psicoterapêutico, como é o caso do custo e do transporte (S5). Com a falta do setting terapêutico montado pelo psicólogo, os pacientes agora terão que se preocupar mais com o próprio setting terapêutico de maneira geral e, por consequência, terão maior responsabilidade pelo próprio processo. Se antes havia alguma possibilidade do paciente esperar que o psicólogo assume-se às demandas do paciente por ele, como um remédio que resolve os problemas e sintomas quando o doente não está sabendo lidar com dores e desconfortos diversos, agora fica ainda mais difícil de esperar que o psicólogo assuma esse lugar de remédio, devolvendo para o paciente de forma mais contundente, pela estrutura da psicoterapia online, a necessidade de cuidar do processo terapêutico. A cargo de exemplo tem-se a fala do S1 que, para poder atuar com a arteterapia, precisa que seu paciente assuma a responsabilidade por garantir os materiais necessários. Outro exemplo possível está em todas as menções ao setting terapêutico que mostra que os pacientes devem cuidar do próprio espaço silencioso e reservado de terapia.

Obviamente, assumir uma responsabilidade como essa, de dar conta do setting terapêutico, produzirá efeitos positivos em uma parcela de clientes, efeitos esses que foram observados como bons resultados e pela vontade dos pacientes de manter a psicoterapia online, mesmo com a possibilidade de retorno à psicoterapia presencial. Conforme evidenciado nas seguintes falas dos participantes “Eles não queiram voltar ao presencial, com exceção de dois aí

(S1) e “Nos pacientes que eu já tinha eu não tive nenhum problema, todo mundo adaptou bem e alguns até bem demais de não querer voltar né?” (S4).

O autor Etchegoyen (1987), que estudou o setting terapêutico, apresenta que a constituição do setting inicia-se da combinação da proposta do trabalho com o paciente, é um movimento duplo entre o que o psicólogo propõe e o que o paciente se dispõe a partir daí. Para o autor, na psicoterapia presencial, tanto paciente como psicólogo assumem o compromisso de

realizar a proposta e os papéis pré definidos - paciente buscando cuidado e psicólogo se esforça para que o paciente conheça sua própria mente. Considerando tal conceito de setting, há psicoterapia online satisfaz a questão.

Já o autor França (2009), apresenta o setting terapeutico como um questão espacial, com uma temática centralizada no indivíduo - quando psicoterapia individual - que perpassa por questões de sigilo e pela redução da estimulação audio visual, buscando assim menores graus de interferência no discurso do paciente atendido, controlando ao máximo o ambiente. Na psicoterapia online, apesar de haver um esforço e o convite para que o paciente participe do processo clínico de forma mais ativas, essas variáveis não são controláveis. Logo, o setting terapêutico online pode ser algo estático, caso a estrutura e nível de engajamento do paciente sejam compatíveis, quanto também pode ter que adaptar-se à um conceito flúido de setting, como é o caso desse conceito aplicado ao acompanhante terapeutico (França, 2009), que trabalha o cuidado com seu cliente incluindo as mudanças e a estimulação que o social apresenta.

Retomando a questão da responsabilização do paciente sobre o próprio processo, tal questão poderá produzir efeitos indesejados como é visto nas falas que mostram uma invasão do paciente para com a vida privada do profissional, ou da invasão de mensagens e demandas em momentos inoportunos, como é evidenciado nas falas seguintes “...que eu passo pouco mas eu vejo outras pessoas passando do limite também né? Então tipo… eu acabei de atender você às sete horas da noite e às nove se você está mal você me manda um WhatsApp… ” (S4) “e os pacientes eles acabam é… se sentindo muito mais...é... possíveis de se comunicar fora da sessão é… então me mandam muito mais mensagens, embora nós tenhamos alguns acordos né?” (S1).

Como aponta Suler (2005), a internet é considerada um lugar seguro para se tentar diferentes papéis, vozes e identidades, podendo trazer essa identidade para o real depois de experimentada. Segundo o autor, a experimentação é estimulada pela sensação de anonimato da Internet, sendo que essa reduz a inibição tanto para comportamentos positivos - como a facilidade de abrir-se em uma psicoterapia -, quanto comportamentos negativos – comportamentos agressivos, e perversões sexuais. Uma vez que a internet produz esse efeito, da sensação do anonimato, pode-se compreender o fato dos pacientes sentirem-se mais à vontade de buscar seus psicólogos sem haver a sensação de impactos ou de responsabilização pelo respeito ao outro.

Segundo a autora Cardim (2021), que estudou Impactos da tecnologia nas relações laborais, o trabalho à distância favorece a invasão de privacidade do trabalhador, sendo assim a

autora compreende que é necessário a regulamentação da relação empregador/empregado com normas claras e um conjunto de regras que visem respeitar os poderes de organização, bem como a privacidade do trabalhador. Aqui pode-se pensar que a relação psicólogo e paciente também necessita de um conjunto de regras que visem proteger a privacidade do psicólogo, tanto pelo bom andamento da Psicoterapia, quanto pela própria privacidade do indivíduo.

Para dar conta dessa nova forma de psicoterapia, é importante dar contorno ao que é psicoterapia para Merleau-Ponty, dando mais subsídio para pensar a prática que está sendo estudada, e para tal retornar-se-á a questão do corpo. Para o autor, já nascemos consagrados sendo um corpo, então não podemos nos destacar de nós mesmos, sendo que somos o próprio sentido que toca o mundo e o mundo que toca o corpo (Merleau-Ponty, 2006b).

O corpo, sendo o alicerce fundamental da existência, esse ente que simboliza no ato de viver, é o caminho pelo qual se representa o mundo e se tem acesso à própria experiência do viver. Nessa noção de corpo há um outro eu, destituído da minha posição central, que não está diante de mim se não por um objeto, como aquilo que está jogado à frente e se interpõe entre o Eu que sou centro e o Eu do outro que não está ali e que nunca se apresenta de frente. Em outras palavras, o outro, que é um todo como eu, é inacessível a mim, sendo que o outro é uma réplica de mim mesmo, que torna-se extensão de mim, ao mesmo tempo que é outro (Merleau-Ponty, 2002). Desta forma, a relação terapêutica não se destitui desses termos, ou seja, nunca apreender-se-á o outro na sua completude, não pela falta de engajamento do Eu central, mas pela estrutura pela qual somos dados no mundo.

Para Merleau-Ponty (2006b) tudo aquilo que é percebido pela consciência como uma figura sobre um fundo, faz parte de um do conceito de campo. Ao observar uma paisagem a consciência não tem percepções pontuais, o todo se faz visão e forma um quadro diante do espectador. Então tem-se diante de si um horizonte de sentido.

Na relação psicoterapêutica há o campo do psicólogo que toma o paciente como aquilo que deve ser pensado, sendo extensão do próprio profissional, assim como o campo do paciente que toma o profissional como extensão de si mesmo. Nesse encontro há um campo multiplicado, que dá espaço para que o paciente, na relação com o terapeuta que está em seu campo, mantendo-se como mistério, trazendo nessa relação a possibilidade de uma significação inédita que nem o terapeuta nem o paciente anteviram (Freitas, 2009). Logo, a psicoterapia é um encontro de psicoterapeuta e cliente com a própria corporeidade.

O diálogo humano, compreendido como o diálogo terapêutico, acontecerá em dois níveis, o primeiro o da corporeidade, como fundo que emerge nossa subjetividade e o segundo, o da fala, como possibilidade de tocar a linguagem, que fala a partir de si e não como conceito estático (Merleau-Ponty, 2006b). Logo, tem-se um problema estrutural na psicoterapia online, uma vez que se perde o corpo, e todo o horizonte que o cerca por conta da tela, reduzindo o ato de interação entre psicólogo e paciente apenas ao nível da linguagem.

Considerando que há a perda da comunicação pelo caminho da corporeidade, haverão públicos que não irão adaptar-se a essa forma de fazer psicoterapia, inclusive demandas que não se encaixam nela. Mas, como exposto previamente, alguns pacientes ficam mais à vontade frente à câmera, provavelmente porque o profissional tem menos acesso a esse paciente, sendo assim o paciente sente-se mais no controle do processo. Além disso o paciente terá acesso ao horizonte que está atrás da tela do celular/computador, que muitas vezes é o horizonte que está dando base para a fala que esse paciente expõe por meio da linguagem, podendo tornar o processo até mais eficiente para o paciente, mas cada vez mais inacessível para o psicólogo.

A teoria se encaixa perfeitamente na indagação da S3, quando a mesma questiona “Como é que nós psicólogos vamos dar conta dessa apreensão mais integral do sujeito tendo restrição audiovisual?''. Então, isso é um problema do psicólogo e não do paciente, né? Então nós precisamos desenvolver técnicas ou procedimentos para dar conta dessa dificuldade, né?”.

Sobre o problema da técnica, vale trazer a reflexão dos autores Pompeia e Sapienza (2011), que apresenta a questão da psicoterapia e a era da técnica. Para os mesmos, a técnica pode ser compreendida como uma das características da contemporaneidade, que visa a produção de algo, de forma a alcançar cada vez maiores graus de qualidade do produto proposto e de eficiência do projeto. Para alcançar o produto proposto, ou objetivo escalado previamente, o homem usa da natureza, incluso usa do próprio homem, como meio para poder controlar e alcançar sua expectativa prévia sobre a realidade.

A questão do avanço científico, proporcionado pela técnica, está diretamente relacionada à ideia de controle. Por essa ideia consegue-se manter no pensamento que calcula, sendo esse o pensamento que modifica o mundo e que se coloca como ferramenta para a alteração da realidade, em contraposição ao pensamento que medita, sendo aquele que compreende ou outro, a si e o mundo e não contribui com a prática cotidiana e exige esforço (Heidegger, 2001).

O pensamento que medita atrapalha o pensamento que calcula e isso impede que a humanidade vivencie maiores graus de controle da sua própria produção. Questionar sobre o processo, sobre o produto, sobre o próprio ato de fazer o produto, são práticas que não são bem vindas pelo pensamento que calcula (Pompeia & Sapienza, 2011).

Os autores Pompeia e Sapienza (2011), trazem que o pensamento que calcula questiona sobre funcionalidade e eficiência da terapia, essa forma de pensar questionará sobre a prática psicoterapêutica segundo sua medição e predição. Todavia a proposta psicoterapêutica não necessariamente estará alinhada com a perspectiva da produção de um resultado e sim, a depender da linha teórica, a prática terapêutica buscará o pensamento que medita.

Para os autores Pompeia e Sapienza (2011), a prática psicoterapêutica estar dentro do mundo técnico, ela mas não conflitua com o pensamento que calcula, uma vez que a psicoterapia não está na mesma referência da técnica, ou seja, ela não consegue ser técnica. Todavia os psicólogos e a literatura, como previamente apontado, parecem apontar e questionar a prática psicoterapêutica online segundo o pensamento que calcula, buscando novas técnicas para conseguir atuar de forma mais adequada e eficiente. Tal questão parece afetar mais o psicólogo do que o paciente, que no final das contas afetará o paciente, uma vez que psicoterapia é esse espaço de campos que se inter relacionam.

Uma explicação para a busca pelo pensamento que calcula, em contraponto ao pensamento que medita, pode ser encontrada no próprio texto dos autores Pompeia e Sapienza (2011), que mostram que a sociedade está organizada frente ao pensamento que calcula e, frente a um momento de crise que é o COVID-19, aumentou-se o sofrimento, seja pelos impactos diretos da própria doença, seja pelos impactos econômicos e sociais que ela proporcionou. Antes da pandemia era comum um paciente buscar a psicoterapia como tentativa de extirpar seu sofrimento de forma técnica, com o aumento desse sofrimento, é de se esperar que pacientes e sociedade questionem sobre a prática psicoterapêutica.

Além do sofrimento como motor para questionar a eficiência da prática psicoterapêutica, tem-se o elemento dela estar sendo praticada em formato novo sem a corporeidade do outro de forma acessível, bem como com a perda do Setting terapêutico, perdendo assim o controle sobre variáveis antes controladas pelo psicólogo e ao perder o controle, característica fundamental do pensamento que calcula, os psicólogos buscam novos espaços de controle.

O avanço da tecnologia poderá sanar essa questão, com o advento da realidade virtual, onde poder-se-á criar campos onde o paciente estará imerso em um mundo à parte, produzindo um horizonte que se assemelhará à clínica presencial, produzindo assim um ambiente muito similar ao setting terapêutico presencial. Todavia essa realidade ainda é apenas uma possibilidade ainda longínqua (Kirner & Siscoutto, 2007).

Outra hipótese de como tentar sanar essa falta para o psicólogo é realização do que será chamado de visita terapêutica, onde o profissional fará uma visita física com o intuito de acessar o espaço físico, o campo, onde o paciente fará suas sessões (como por exemplo o quarto, o carro ou a casa que o paciente usa para estar em meio a terapia), para aumentar o acesso do psicólogo sobre esse campo conhecido. Ou até o paciente ir uma vez ao consultório do psicólogo, dando maior acesso ao paciente para o campo do terapeuta, bem como um acesso mais amplo à corporeidade do seu paciente na relação terapêutica.

Infelizmente essa hipótese, mesmo que ainda não estudada, já traz na sua proposta certo impedimento, uma vez que uma das vantagens categóricas da psicoterapia online é a superação de distâncias geográficas singulares, que tornariam o movimento de acessar o outro fisicamente praticamente impraticável - quando profissional e paciente moram em países distintos, ou até em cidades distintas.

Na Seção vindoura - 5.4 Corpo - há uma segunda proposta que tentará mitigar essa falta, mas essa é ainda uma questão crucial que precisará ser resolvida por meio de novas pesquisas e da releitura da vasta teoria. O acesso ao corpo que o outro é, é tarefa que marca grande parte da prática psicoterapêutica.

Sobre o aumento de demandas para o processo psicoterapêutico online, quando na pandemia, pode ser explicado tanto pela crise nos mais diversos âmbitos que produz sofrimento psíquico, bem como por ser a única forma de atendimento durante a pandemia.

Com a sociedade em crise, com a falta de estudos que produzam base para a atuação, alguns profissionais se viram na necessidade de experimentar formas diferentes de atuação e essa novidade produziu certa euforia, certa excitação. Associada à ideia de aprendizado pelo empirismo, alguns psicólogos se viram fortemente investidos na prática online, todavia essa energia foi embora com o tempo porque não havia outro fazer na prática profissional, e em certa parte e todas as outras relações sociais, que não corressem por meio da tela de um computador ou celular. Os profissionais perdem parte da possibilidade de movimento do significado, uma vez

que as queixas dentro do consultório partem de um lugar comum para todos, que é a pandemia, sendo que essa torna-se tema central ou agravante de outros temas de parte das sessões como pode-se observar no trecho a seguir onde o psicólogo fala sobre as demandas que encontra na clínica “a situação é piorada por conta da pandemia” (S2) ou na fala da S5 sobre as demandas que atende “...no caso Anorgasmia, impotência sexual e que está sendo potencializada por pandemia porque…” (S5).

A prática psicoterapêutica online não foi uma escolha, mas um convite que carrega o peso da crise econômica, social e estrutural da sociedade. A prática presencial carregou e carrega, durante a pandemia, o peso da possibilidade de colocar vidas em risco, seja do psicólogo, seja do paciente, bem como dos parentes de ambos, tornando a prática do psicólogo, quando presencial, deletéria.

Esse convite, tem em sua gênese a lembrança da fragilidade humana, bem como da fragilidade da própria profissão, que frente a um vírus é colocada em risco. Sendo assim, o profissional que recebeu esse convite poderia apresentar expectativas pouco positivas frente ao início dessa prática, uma vez que a psicoterapia online tem incluso no seu horizonte de sentido o conceito de crise, como explorado na introdução desta dissertação. A tecnologia da informação absorveu o conceito de crise uma vez que deve reinventar-se constantemente, em um movimento incessante de auto regulação, tornando a possibilidade de estabilidade algo impraticável, nesse cenário de constante movimento que os profissionais vão ter que aprender a fazer moradia da profissão.

Documentos relacionados