3.5 Estado do Design
3.5.1 Pesquisa do Mercado Concorrente
Vestuário
Analisar detalhadamente e identificar as inovações dos concorrentes é uma maneira excelente para se manter no mesmo nível de desenvolvimento do concorrente (Bax- ter, 2003).
O mercado tem sido cada vez mais receptivo ao profissional de Design de Superfície Têxtil, às inúmeras possibilidades de criação e a resposta da execução tecnológica.
Treptow (2003) afirma que na concorrência as empresas visam o mesmo mercado para satisfazer as mesmas necessidades.
As grandes marcas dos Criadores de Moda, tanto do Prêt-à-Porter quanto da Alta Costura, gradativamente experimentaram e deram continuidade à experiência de levar o conceito de Moda para Interiores. Neste começo de milênio, a estampa se apropriou das superfícies que comungaram conceitos estreitos em Moda e em Inte- riores.
As pesquisas são direcionadas para as empresas de vestuário feminino, a fim de conhecer o produto que está sendo oferecido e que é disponibilizado para o merca- do. E enfoca também, a moda para interiores, com ênfase para as peças que vestem a casa, ou seja, colchas, cortinas e tapetes. Será pesquisado também o mercado de acessórios bolsas, com destaque para as bolsas confeccionadas em tecido.
Outro tema que será detalhado diz respeito ao mercado de vestuário ecologicamen- te correto.
Lino Villaventura
A marca Lino Villaventura foi registrada em 1982 quando o estilista abriu sua primei- ra loja em Fortaleza. Sua carreira, no entanto iniciou no final da década de 70 com pequenas produções de tiragem pequena.
O trabalho de Lino segundo o site Lino Villaventura (2008) é reconhecido internacio- nalmente e também pelos profissionais das áreas de design e artes-plásticas. Na década de 90, a marca passou a confeccionar roupas sob medida. Diversificou sua linha de ação ao desenvolver figurinos para cinema e teatro.
As coleções do estilista Lino Vila Ventura se apropriam de referencias artísticas nu- ma alusão ao design têxtil na arquitetura da roupa de suas coleções, uma mistura quase sempre interferida ao modo hand-made.
Com características marcantes percebe-se uma aparente transformação dos trata- mentos na superfície da matéria-prima têxtil apresentando soluções estéticas e fun- cionais.
Com modelagem precisa, visa à funcionalidade e beleza estéticas das peças. Usa elementos desenvolvidos no processo como pregas desencontradas, nervuras, bor- dados feitos à mão ou a máquina com interferências pedrarias, cristais e aplicação de fitilhos coloridos que formam texturas inovadoras.
Figura 86: Vestuário
Fonte: Érika Palomino, 2008
MELK Z-da
Melk Zda estilista recifense iniciou sua carreira com participações no desfile coletivo de Novos estilistas. Foi considerado de acordo com o site Melk Z-da revelação do Recife Fashion em 2004, e de lá pra cá não parou mais. Hoje desfila no Fashion Rio como novo designer e acaba de inaugurar seu ateliê em Recife.
Formado em Artes Plásticas pela Universidade Federal de Pernambuco, sabe usar manufaturas sem parecer folclórico.
Criador de moda jovem brinca com texturas, tingimentos e bordados, para construir peças cheias de recortes e aplicações. Faz interferências criativas e inteligentes so- bre a superfície têxtil que valorizam os tons da cartela de cores, as formas e volu- mes.
Figura 87 Vestuário Fonte: Érika Palomino, 2008
Gloria Coelho
Glória Coelho construiu um nome bem sucedido na linha de frente do prêt-à-porter.
Mineira, radicada em São Paulo, cuja história vitoriosa começou nos anos 70. Ligada à arte desde a infância, sempre gostou de pintar quadros, escrever poemas e fazer roupas para as amigas. Foi estudar em um instituto de arte e decoração em seguida partiu para Paris onde estudou no Studio Berçot
Em 1974 voltou ao Brasil e lançou a primeira coleção da G, antigo nome de sua gri- fe. Já no início, influenciada pelo gosto pela arte e história, seguiu o conceito que a acompanharia ao longo da carreira. Suas roupas sempre foram feitas para vestir um mulheres sofisticadas e antenadas com o que acontece no mundo.
Na década de 90 criou uma segunda marca a Carlota Joakina, que integra com a marca Gloria Coelho o circuito Morumbi Fashion e São Paulo Fashion Week.
Figura 88 Vestuário Fonte: Érika Palomino, 2008
Isabela Capeto
Isabela Capeto desenvolve uma moda feminina artesanal e ao mesmo tempo urba- na, a carioca conquistou um espaço entre a juventude dita descolada e alternativa do eixo Rio-São Paulo.
Em 1990, a estilista estudou moda em Florença, na Itália, e, de volta ao Brasil, traba- lhou por uma década nas grifes Maria Bonita, Maria Bonita Extra e Leny.
Em 2002 criou e lançou a marca Ateliê Ibô, uma referência ao apelido que tinha na infância. Suas criações são peças únicas, com aplicações de flores bordadas e apli- cações, grafismos, babados em jaquetas, calças e saias.
A estréia de sua marca nas passarelas aconteceu na edição de lançamento das co- leções de inverno do Fashion Rio de 2004. O delicado desfile, ao som de harpas e com um cenário de fachadas de casinhas tipicamente brasileiras, agradou público e crítica. Logo em seguida Isabela estreou no São Paulo Fashion Week, lançando a coleção de verão 2004-2005.
Figura 89: Vestuário
Fonte: Érika Palomino, 2008
Fábia Berczek
Fábia Bercsek, de 26 anos, é um dos talentos da nova geração de estilistas brasilei- ros. Ótima ilustradora passou a criar roupas quando seus traços passaram a ter uma estética de moda. Em 1999 se formou no curso de moda da Faculdade Santa Marce- lina.Estagiou com Alexandre Herchcovitch durante os últimos três anos em que es- teve na faculdade. Em 2000 sem estrutura comercial, circulou pelos bazares, até abrir loja própria no bairro dos jardins, em São Paulo, em 2004. Também integrou o circuito Amni Hot Spot e participou do Projeto Ellus Second Floor. Em janeiro de 2005, fez sua estréia no São Paulo Fashion Week.
Desenvolve um conceito de roupas femininas para mulheres jovens e de personali- dade forte e privilegia o uso de estamparias. Dentro dessa moda, cabem desde ca- misetas simples até vestidos caros e conceituais.
Figura 90 Vestuário
Fonte: Érika Palomino, 2008
Samuel Cirnascki
Autodidata, Samuel Cirnanscki entrou na moda em 1998, como assistente de figuri- no do produtor Pazzeto, atuando em teatro e ópera. Vem daí certa ascendência cê- nica que marcou sobretudo seus primeiros desfiles, cuja preocupação com o concei- to era mais acentuada que o caráter comercial das coleções.
Desfilou por dois anos consecutivos no projeto Lab. E mostrou uma coleção conside- rada forte. As roupas foram pintadas por ele uma a uma, com inspiração na arte ex- pressionista alemã. Eram imagens de madonas, anjos e cemitérios, em clima gótico.
No início de 2004, Cirnanscki lançou no Amni Hot Spot a primeira coleção masculi- na, inspirada no tema motociclismo. As roupas misturavam técnicas de alfaiataria a uma linha esportiva. Abriu seu ateliê em São Paulo, além das coleções prêt-à-porter, Cirnascki confecciona roupas sob medida para noivas, debutantes e madrinhas.
Julina Jabour
Iniciou sua carreira passando pelas equipes de estilo de grandes marcas nacionais.
Em 2003, lançou uma mini-coleção e no ano seguinte passou a desfilar por duas temporadas, na Casa de Criadores.
Com criações que fazem referências às décadas de 70 e 80, tem a malharia como sua marca registrada, porém, como está sempre atrás de novos desafios e experi- ências, em suas últimas coleções tem se dedicado a explorar matérias-primas dife- rentes, como tafetá de seda, gaze de viscose, tricoline e linho, entre outras.
Há quatro anos no mercado, Juliana Jabour conquistou rapidamente um lugar de destaque na moda brasileira. E em apenas três temporadas no Fashion Rio, seu desfile já é um dos pontos altos do evento.
Figura 91 Vestuário
Fonte: Érika Palomino, 2008
Figura 92: Vestuário
Fonte: Érika Palomino, 2008