4.3 Mapeamento da Rede de Relacionamento do Grupo Gestor Sob a ótica da Gestão do
4.3.1 Os Pilares do Conhecimento
4.3.1.2 Pilar Empresa
Corroborando com a idéia do desenvolvimento do GG Manaus a partir de treinamentos e suporte de um moderador nas reuniões, os entrevistados citaram o fluxo de conhecimentos existentes, trabalhados a partir da convivência entre eles e utilizados desde a identificação das competências e conhecimentos de cada um, confirmando a colaboração entre os membros como um dos pontos principais para aprendizagem, transferência e mobilização do conhecimento. Além de suas redes de relacionamentos que permitiram a busca e extração de informações e conhecimentos extras e externos ao grupo, visto como fortificador do conhecimento e desenvolvimento do grupo.
Buscando ir além das transferências espontâneas e internas de conhecimento, aumentar a rede de relacionamento, proporcionar um visão holística para grupo sobre a aérea do turismo, o grupo utilizava como estratégias: visitas a secretárias, participar de reuniões do Fórum Estadual de Turismo e reuniões locais e nacionais dos grupos gestores, encontros dos interlocutores e seminários.
Além disso, os membros que compõem o grupo buscavam disseminar informações sobre o grupo, apresentando-o como uma instância de governança, mesmo que estivessem representando suas instituições de origem.
Portanto, no grupo existia a prática e uso do conhecimento, esta prática surgia a partir de sua convivência e bom relacionamento interpessoal, pautando-se nas competências e conhecimentos evidenciados por cada indivíduo e multiplicados por meio das suas redes de relacionamento e ambiente externo, sendo estes utilizados como mola propulsora para enfrentar os obstáculos e ajudar no desenvolvimento pessoal de cada membro do GG Manaus.
eficácia como os colaboradores aprendem. Tendo como o elemento mais importante, aquele que reforça e molda a cultura organizacional, a postura positiva e exemplar dos gerentes, líderes e executivos.
No quadro 19 busca se analisar por meio da fala dos entrevistados a relação de confiança entre os mesmos e o orgulho em fazer parte do grupo, os entrevistados foram unânimes em relatar a união do grupo e seu orgulho em pertencer ao mesmo.
Quadro 19: Relação de confiança entre o grupo e os seus membros e orgulho de fazer parte do grupo.
Fonte: Elaborado pela própria autora, (2012).
Constata-se uma resposta positiva unânime, justificada com base no excelente clima organizacional, orgulho pela conquista da indicação como Grupo destaque no Salão do Turismo, bom relacionamento entre eles e trabalho em equipe.
Para que haja um completo funcionamento da cadeia do fluxo informacional Vanpoucke, et al (2009) enumeram algumas características imprescindíveis: o compartilhamento da informação de maneira clara e objetiva para seja confiável e que esta chegue com qualidade no seu destino ou destinatário final, sendo determinante a confiança e interdependência entre as partes. Johnson et al (2007) afirmam que o fator confiança é oriundo da confiabilidade entre as organizações ou seus membros quando estes estão buscando que ambos tenham resultados positivos.
Para tanto o quadro 20 confirma positivamente que as informações externas obtidas pelo grupo eram utilizadas para aprimoramento de suas ações, destacando a união entre os membros, relação de parceria entre as instituições e sua influencia no trading.
A1) Ah, sim... eu creio... eu vou falar pelos... meia dúzia de que eu conheço, sim.
A2) Quando o grupo teve essa nova formação, todo mundo tava muito ávido pelo que isso ia gerar ... um ponto alto foi a nossa indicação, né, como grupo destaque, onde nós fomos defender essa prática no Salão de Turismo.
A3) Sim, sem dúvida nenhuma, o grupo era bem coeso, o grupo era bem unido.
A4) Sim, como eu te falei, o grupo, ele ficou bem seleto... no momento que eu sentia uma fraqueza, eu não sabia desenvolver a competência que a mim foi estabelecida, eu já tinha um outro colega que me ajudava.
Quadro 20: Informações adquiridas externas ao grupo eram utilizadas para aprimoramento das suas ações e processos.
Fonte: Elaborado pela própria autora, (2012).
A capacidade de gerar novos conhecimentos provenientes de informações adquiridas externas ao grupo e sua utilização para aprimoramento das ações e processos do grupo foram confirmadas pelos entrevistados. A atitude proveniente da fala dos entrevistados demonstra o quanto o grupo se esmera no desenvolvimento de suas atividades, a partir da busca por informações que gerassem conhecimentos e divisão de tarefas que contemplem a todos, sem que estes ficassem sobrecarregados.
A visão de Figueiredo (2005) sobre gestão do conhecimento pode ser relatada como um conjunto de atitudes que se esmera tanto na melhoria da gestão de ativos tangíveis quanto dos intangíveis (ativos intelectuais) da empresa. Trazendo a gestão do conhecimento como uma nova forma de ver e tratar a empresa que valoriza e alavanca os conhecimentos, considerando todos os stakeholders e a maneira como se faz negócios ou se atingem objetivos a partir do saber.
Figueiredo (2005) afirma que para o resultado supracitado, é necessário ver a gestão do conhecimento não como um projeto e sim como um comportamento generalizado. Sendo assim, vários cargos e funções estão surgindo nas empresas, revelando uma tendência, reconhecimento e importância contemporânea dada ao conhecimento, enfatizando a gestão do conhecimento como uma postura e prática generalizada.
A1) Sim, sim... Cada um ficava responsável por uma parte... A gente colocava assuntos novos em questão... Então aí sempre era bem dinâmico esse assunto, o grupo funcionava bem, bem... era bem redondinho, né?
A2) Com certeza. E principalmente, inclusive avaliando o grupo anterior... A participação no Salão de Turismo foi muito interessante pra conhecimento do que outros faziam e a melhoria da nossa prática.
A3) Na elaboração dos projetos de cada instituição... Quando você vai desenvolver um projeto que você vai trabalhar ações, pegava o nosso material, a nossa matriz, viam ações que seriam pertinentes a cada instituição, e desenvolvia.
A4) Sim, todas essas informações constavam no SG65... e constou também dentro do nosso relatório...
Alguns colegas pegavam informações dentro das próprias instituições, dentro das próprias faculdades, qualquer material que servisse pra gente a gente ligava pra qualquer outro órgão que não fazia parte do grupo... Sempre tinha um colega dentro do grupo que tinha alguma influência dentro de um órgão desses, algum conhecido... Então a gente conseguiu reunir tudo isso num só documento que foi o nosso relatório do estudo de competitividade do Estado do Amazonas, de Manaus.
Constatou-se junto aos membros entrevistados do GG Manaus, o vínculo de confiança e sentimento de orgulho, confirmando o entrosamento entre o grupo e cumplicidade na troca de experiências e conhecimentos, baseando-se nos tópicos discorridos anteriormente, confirmados a atitude positiva dos membros em relação à cultura organizacional. É pertinente afirmar sua relevância em relação ao desenvolvimento do grupo, pois de certo modo influencia a maneira como os problemas são resolvidos e na eficácia como os membros do grupo aprendem e disseminam o conhecimento.
Complementado a atitude dos membros entrevistados em relação ao GG Manaus podemos afirmar que o grupo possui um comportamento generalizado de identificar a necessidade e importância de adquirir conhecimentos e trabalhar os mesmos para o desenvolvimento do GG Manaus. Portanto, existe uma atitude positiva dos membros em relação à cultura organizacional do GG Manaus, presentes na confiança entre seus membros e orgulho em fazer parte do grupo.