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Planejamento e tomada de decisões

CAPÍTULO 2. DISCIPLINAS DA GIRH

4. Planejamento e tomada de decisões

O processo de planejamento e tomada de decisões é parte de um paradigma mais amplo conhecido como desenvolvimento de políticas públicas. Para planejar e tomar decisões com sabedoria, os formuladores de políticas começam pela compreensão da extensão do dano ambiental atual ou potencial. Em seguida, eles devem estabelecer objetivos de qualidade ambiental antes que possam começar a considerar várias opções políticas capazes de atingir esses objetivos. A adoção formal e a implementação de políticas são, então, atribuídas a diferentes atores. Finalmente, a política é monitorada e avaliada. Na prática, muitos fatores influenciam esse processo, que vão desde condições econômicas nacionais, políticas e implicações comerciais até a opinião pública. Muitos atores também influenciam o processo - indústria privada, cientistas, ativistas ambientais, economistas e agências governamentais. Propor e implementar novas políticas envolve muitos atores principais porque as ações realizadas podem ter implicações significativas na qualidade de vida para a sociedade e para as gerações futuras.

Planejamento da Gestão Integrada dos Recursos Hídricos

Segurança hídrica

Processo participativo

A GIRH envolve planejamento complexo e tomada de decisões em diferentes setores, a fim de alcançar a segurança hídrica. A GIRH conta com os principais atores dos diferentes setores que usam recursos hídricos para colaborar nas questões de gestão. É um processo contínuo que resulta no desenvolvimento de planos abrangentes de gestão dos recursos hídricos, tais como os Planos Nacionais de GIRH, Planos de Gestão de Bacias, Planos de Gestão da Águas Subterrâneas, Planos de Gestão da Zona Costeira, Planos Integrados de Gestão de Água Urbana, Planos Integrados de Gestão de Riscos de Desastre e Planos Nacionais de Adaptação.

O planejamento da GIRH considera alternativas de planejamento de gestão da oferta e demanda.

Inclui análises de custos e considerações acerca da engenharia, economia, sociedade e meio ambiente, ao mesmo tempo que equilibra as necessidades de usuários concorrentes e múltiplos objetivos para o uso do recurso. É um processo aberto e participativo, envolvendo todas as partes interessadas e buscando o consenso, ao mesmo tempo em que abrange análises de custo mínimo das opções de planejamento de curto e longo prazo, e metas para utilização satisfatória e política de regulação. Finalmente, o planejamento da GIRH procura, explicitamente, identificar e gerenciar riscos/incertezas e prevê a coordenação do planejamento entre a água e serviços de utilidade pública de águas residuais em uma região/bacia específica.

O planejamento da GIRH enfatiza opções e alternativas que incorporem e levem em consideração a qualidade de vida de uma comunidade e as questões ambientais. O planejamento da GIRH busca considerar todos os custos e benefícios diretos e indiretos da gestão da demanda, gestão de fornecimento e o aumento da oferta utilizando cenários de planejamento alternativo, análises de disciplinas, envolvimento da comunidade nos processos de planejamento, tomada de decisão e implementação, e consideração de outros benefícios sociais e ambientais.

Recursos Úteis

Publicações

GWP (2000) Integrated Water Resources Management, Background Paper No. 4

GWP (2004) IWRM and Water Efficiency Plans by 2005: Why, What and How? Background Paper No. 10

GWP (2004) Catalyzing Change: Handbook for Developing IWRM and Water Efficiency Strategies

CAPÍTULO 2

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UNEP/MAP, PAP/RAC, GWP Med and UNESCO-IHP (2015) An Integrative Methodological Framework (IMF) for coastal, river basin and aquifer management. PAP/RAC, Split, Croatia GWP (2009) Lessons from IWRM in Practice, Policy Brief No. 9

Cap-Net, UNDP and GWP (2005) IWRM Plans: Training Manual and Operational Guide GWP (2013) The Role of Decision Support Systems and Models in Integrated River Basin Management, Technical Focus Paper No. 2

Ferramentas

Implementação e Cumprimento (A2.02) Integração de Marcos Legais para a GIRH (A2.04)

Fontes Reembolsáveis de Financiamento para a Água (A3.04) Conselhos Nacionais (B3.02)

Organizações de Bacia (B3.04)

Compreendendo o Valor agregado da Água (C1) Análise dos atores sociais (C3.02)

Planejamento para a GIRH (C4) Estudos de Caso

Paquistão: um modelo bem sucedido de parceria de água urbana em Karachi (#440) Índia: Conservação e Gestão das zonas úmidas de Bhoj (#329)

Eritrea: aspectos vitais do processo de planejamento de GIRH de Eritrea (#366) Zâmbia: Gestão Integrada dos Recursos Hídricos e planejamento de processos de eficiência hídrica (#332)

Malawi: garantndo a sustentabilidade nos processos de GIRH (#374)

Cazaquistão: reforma institucional no setor hídrico para implementar o plano de GIRH (#342)

Vídeo

Water Cooperation for a Water Secure World (2013) GWP

Processo Participativo e a GIRH

O que diferencia a GIRH das abordagens tradicionais de gestão da água é o envolvimento significativo das partes interessadas no processo de tomada de decisão e implementação. A análise, seleção e facilitação das partes interessadas são todas consideradas processos participativos dentro da GIRH. Seguir uma abordagem participativa estratégica é a forma mais eficiente de proporcionar acesso equitativo a todos, porque não só reconhece as minorias, mas encoraja sua participação e contribuição em projetos de recursos hídricos. A participação não é apenas mais um passo no processo de planejamento da GIRH. É altamente improvável que qualquer plano possa ser implementado com sucesso se não conquistar a ampla aceitação do público e se não for apoiado pelos principais grupos das partes interessadas.

O primeiro passo para facilitar os processos participativos é identificar todas as potenciais partes interessadas dentro de um projeto ou processo de tomada de decisão. Isso não significa que todas as partes interessadas devem estar envolvidas em tudo o tempo todo. Os métodos sugerem a identificação das partes interessadas primárias e secundárias. Os principais interessados têm uma influência significativa dentro de um projeto e, sem o apoio deles, o projeto pode não acontecer. Os principais interessados são afetados positivamente ou negativamente pelo projeto/decisão. As partes interessadas secundárias geralmente são instituições governamentais, não governamentais e do setor privado; no entanto, isso pode variar dependendo do que está sendo consultado. É importante indicar quais as partes interessadas serão as beneficiárias e quais serão impactadas negativamente. Isso ajuda a avaliar quais partes apoiarão o projeto como defensores e aqueles que podem impedir o projeto, atuando como opositores. A identificação inteligente de grupos de interesse

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também pode ajudar a reduzir o perigo da "fadiga de consulta". Pelo contrário, deve haver benefícios tangíveis para os participantes envolvidos. O último passo é determinar se existem questões de igualdade de gênero que precisam ser consideradas e avaliadas e garantir que todos os grupos vulneráveis estejam representados dentro do projeto.

Plane- jamento compar-

tilhado da visão

Mode-

lagem colabora-

tiva

interessadas, é importante favorecer fortes canais de comunicação e nomear moderadores confiáveis. Através destes canais, os moderadores podem encorajar a construção de consenso para resolver uma diferença de opinião, e a gestão de conflitos, quando apropriado, para alcançar um compromisso entre as partes interessadas. Uma ferramenta de comunicação para evitar disputas sobre recursos hídricos é o planejamento de visão compartilhada, que facilita a comunicação ao longo de um projeto ou processo de tomada de decisão. O planejamento de visão compartilhada, que evoluiu recentemente para a modelagem colaborativa, combina as abordagens tradicionais de planejamento de recursos hídricos com participação pública e modelagem computacional colaborativa para identificar problemas, determinar objetivos e critérios de avaliação e analisar trade-offs entre opções alternativas.

Deve-se notar que existe uma diferença entre a participação das partes interessadas e a gestão de conflitos. A participação é impulsionada pela articulação de interesses e acessos, mas isso pode aumentar ou reduzir o nível de conflito. A gestão de conflitos é impulsionada pela agregação de interesses e refere-se ao conjunto de ferramentas disponíveis para lidar com conflitos sobre interesses e valores. Ambos os conceitos podem, no entanto, utilizar técnicas similares em diferentes momentos.

Recursos Úteis

Publicações

GWP (2000) Integrated Water Resources Management, Background Paper No. 4

GWP (2004) IWRM and Water Efficiency Plans by 2005: Why, What and How? Background Paper No. 10

GWP (2004) Catalyzing Change: Handbook for Developing IWRM and Water Efficiency Strategies

GWP (2017) Collaborative Modelling, Perspectives Paper Ferramentas

Regulação e Conformidade (B1)

Serviços de Abastecimento de Água e Saneamento (B2) Coordenação e Facilitação (B3)

Desenvolvendo capacidades (B4) Análise das partes interessadas (C3.02) Comunicação (C5)

Fomentando a conscientização pública (C8.02) Estudos de Caso

Além das Fronteiras: união da degradação da terra, perda de biodiversidade e manejo de recursos hídricos em bacias hidrográficas do Kagera e Nyando da Bacia do Lago Victoria (#384)

Benelux: participação dos agricultores na conservação da água (#29) Tailândia: política de parceria no lago Songkhla (#269)

Estônia: Testando métodos inovadores de participação pública - júri e grupos focais de cidadãos (#272)

Tanzânia: Bacia do rio Pangani: fortalecimento do consenso sobre alocação de água e adaptação às mudanças climáticas (#453)

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Aula-Exemplos

Role Play Game – Situação hipotética para um rio compartilhado

Vídeo

Integrando Água e Energia (2014) GWP

Instrumentos de avaliação para a tomada de decisões

Avaliação de risco social, ambiental

e econô- mico

A fim de alcançar a segurança hídrica para uma área, os tomadores de decisão precisam não apenas compreender o próprio recurso físico, mas também os possíveis impactos que suas decisões gerenciais têm sobre esses recursos e as áreas circundantes. Por esse motivo, um bom processo de planejamento da GIRH deve incluir avaliações sociais, ambientais, econômicas e de risco. Para fazer isso, o processo de planejamento deve levar em conta não apenas as opções de desenvolvimento dentro do próprio setor hídrico, mas também cenários de desenvolvimento e relações entre outros setores que podem ter impacto nos recursos hídricos (por exemplo, demanda de água ou qualidade da água). Do mesmo modo, as consequências das decisões de gestão da água em outros setores econômicos (por exemplo, turismo, agricultura, saúde) devem ser parte integrante das análises feitas durante o processo de planejamento.

Muitos métodos estão disponíveis para realizar avaliações: os sistemas de informação geográfica são utilizados para visualizar grandes quantidades de dados variáveis, espacialmente e temporariamente, de diversos setores diferentes; os sistemas de suporte à decisão ajudam na aquisição e gestão de tais dados e são usados principalmente na resolução de problemas de decisão não estruturados ou semi-estruturados. Uma vez recolhida a informação, a gama de métodos de avaliação inclui:

▪ Avaliação de risco (e gestão de riscos);

▪ Avaliação de vulnerabilidade;

▪ Avaliação social;

▪ Avaliação econômica;

▪ Avaliação de impacto ambiental.

Recursos Úteis

Publicações

WMO and GWP (2007) Applying Environmental Assessment for Flood Management GWP (2002) Risk and Integrated Water Management, Background Paper No. 6

GWP (2002) Risk and Integrated Water Management, Background Paper No. 6

GWP (2013) The Role of Decision Support Systems and Models in Integrated River Basin Management, Technical Focus Paper No. 2

Ferramentas

Instrumentos de Avaliação (C2)

Sistema de Informações Geográficas (C3.01) Planejamento da Visão Compartilhada (C3.03) Sistema de apoio à decisão(C3.04)

Planejamento para a GIRH (C4) Pegada Hídrica (C8.03)

Água Virtual (C8.04)

Estudos de Caso

Tanzânia: Bacia do rio Pangani: fortalecimento do consenso sobre a alocação de água e adaptação às mudanças climáticas (#453)

Brasil: avaliação ambiental integrada dos sistemas de produção agrícola na bacia hidrográfica de Toledo

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Aula-Exemplo

Role Play Game – Situação hipotética para um rio compartilhado

Documentos relacionados