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Gráfico 5 – Valor Presente Líquido (VPL) e Taxa Interna de Retorno (TIR) – Modelo Van

Fonte: Elaborado pelos autores.

Outros aspectos financeiros, precisam ser levados em consideração, levando como premissa que estes veículos serão adquiridos por meio de financiamentos junto às instituições financeiras. A compra de veículos elétricos novos pode gerar uma economia de até 22% na taxa de juros de financiamento, se comparado a aquisição de veículos novos a combustão, e pode-se conseguir, também, uma extensão no prazo de pagamento das parcelas para até 120 meses, sendo os ônibus convencionais, a diesel, financiados em um prazo máximo de 60 meses. Essas são vantagens trazidas pelo mercado para atrair o investimento em fontes renováveis, de forma a indicar preocupações com o meio ambiente e a sustentabilidade. Ocorre, também, o fato de que os veículos são mais caros, o que envolve, portanto, um valor maior de investimento, se comparado ao modelo tradicional de veículos a combustão.

Figura 6 - Plano de Implementação

Fonte: elaborado pelos autores

Figura 7 - Cronograma de Implementação

Fonte: Elaborado pelos autores

Mês - 01 Mês - 02 Mês - 03 Mês - 04 Mês - 05 Mês - 06 Mês - 07 Mês - 08 Mês - 09 Mês - 10 Mês - 11 Mês - 12

Elaboração de orçamento para cliente Definição dos tipos e quantidade de veículos Definição da infraestrutura de carregamento

Envio do orçamento Aceite do cliente

Cotação dos veículos e infraestrutura de carregamento Compra dos veículos e infraestrutura de carregamento Adequação das instalações da garagem

Recebimento dos veículos Contratação de motoristas Treinamento dos motoristas Inicio da operação

Avaliação de desempenho dos veículos Avaliação de desempenho dos motoristas Analise das oportunidades

Feedback dos clientes Estruturação

Execução Avaliação

Ano 01 CALENDARIZAÇÃO DAS ETAPAS

Planejamento

Negociação comercial

6 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES

O transporte de fretamento, por sua finalidade, proporciona ao usuário um atendimento mais eficiente, ágil, flexível, confortável, seguro e confiável. Dessa forma, oferece a quem contrata este tipo de serviço, tranquilidade e maior produtividade dos funcionários em suas atividades, tendo, como comparação, a irregularidade de horários, superlotação, falta de conforto e baixa capilaridade viária no atendimento ao transporte público municipal.

A proposta de valor e atratividade das empresas de fretamento vai além da simples prestação do serviço de transporte do passageiro. Ela está na inclusão social de gêneros e de etnias, na capacitação de sua mão de obra, na transparência ou ética. Além disso, ela tem a necessidade de se envolver com a redução da emissão de poluentes, na realização do tratamento dos recursos hídricos utilizados, no reaproveitamento de resíduos e na utilização de novas fontes energéticas com menor impacto ambiental.

Nos últimos 30 anos, o transporte de fretamento evoluiu significativamente: em torno de 80 a 90 % na redução de poluentes, como hidrocarbonetos, óxido de nitrogênio, monóxido de carbono e materiais particulados, todos diretamente ligados às ações nocivas ao efeito estufa e ao clima.

As diferentes fontes energéticas utilizadas no transporte no Brasil, independentemente do tipo de transporte, deverão coexistir, pois todas divergem em autonomia, disponibilidade, preço e possibilidade de implementação. Dentre as fontes energéticas de menor impacto ambiental hoje desenvolvidas para uso no transporte de fretamento, a elétrica é a de menor impacto ambiental, zero, com alto potencial de utilização imediata, mas que requer um alto capital de investimento.

No estudo apresentado a utilização de Vans elétricas se mostra viável más ainda é necessário um aumento de aproximadamente 15% na receita do veículo, esse tipo de veículo é muito importante para o transporte de pessoas em grandes centros, pois torna mais ágil o deslocamento frente a utilização de ônibus. Na utilização de ônibus elétricos, a bateria para transporte de fretamento se mostra viável operacionalmente, mas inviável financeiramente nas bases hoje praticadas, afugentando os empresários operadores do

transporte a investir nesta opção. Existe a necessidade de uma melhor remuneração ou subsídios, contratos mais longos, divisão dos riscos, de melhorias ou mudança de formas de financiamento dos ônibus, pois o empresário não consegue crédito para financiar pelos meios tradicionais uma frota de ônibus para atendimento a um ou a dois clientes, por exemplo. Para o transporte realizado por ônibus elétricos a bateria, existe a necessidade de um aumento de receita entre 40 a 50%, podendo afugentar os clientes, porem o plano para implementação desses veículos pode ocorrer de forma simultânea onde dois ou mais clientes se propõem a utilizarem esses veículos de forma proporcional e compartilhada, ocorrendo desta forma a diluição do aumento da receita entre os clientes, viabilizando a inserção do ônibus elétrico e tendo como benefício da utilização de um veículo não poluente e todos os benefícios já descritos no projeto.

Para tal, a mobilidade urbana deve ser repensada pela sociedade como um todo — usuários, clientes, operadores e governos. O transporte coletivo deve ser reconhecido e tratado com a devida importância, devendo ser priorizado e incentivado frente ao transporte individual e ao coletivo público, para que não haja sobrecarga do sistema. O poder público deve trazer medidas e incentivos para o transporte coletivo, pois o transporte também é uma responsabilidade do governo, assim como a saúde e a educação.

É preciso, também, interromper a demagogia existente entre todos os stakeholders, pois o aquecimento global, a degradação do meio ambiente e a escassez dos recursos naturais não irão deixar de existir — por simples assinaturas e transcrições de palavras ou ideais feitos em uma folha de papel, acordos, tratados ou convenções, nada disso tem valor, se realmente não for colocado em prática.

Uma vez todos os agentes entendendo a real preocupação com o meio ambiente e com a existência humana, podemos, sim, ter a possibilidade de existência por alguns milênios.

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