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ampliações de até 20 vezes. Outra grande mudança na Linha foi a instalação de novo monocromador de Si (111), possibilitando o uso de feixe monocromático na faixa entre 5 e 14 keV.
A Linha IR1 passa agora pela metade do projeto de implantação e teve toda sua ótica instalada no primeiro semestre. O conjunto é formado por uma câmara com três espelhos; o primeiro permite a passagem apenas do infravermelho por uma janela, o segundo e o terceiro conformam o feixe para formar uma fonte virtual a cerca de sete metros da fonte principal. As atividades atuais consistem no alinhamento e foco do feixe fora da blindagem, usando ainda uma corrente muito baixa para evitar danos aos espelhos. Está planejada a instalação da segunda câmera e do microscópio de varredura de campo próximo.
As duas Linhas são de áreas bastante promissoras dentro da comunidade mundial de pesquisadores em Luz Síncrotron.
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outra vertente, foram sintetizadas nanopartículas carreadoras de fármacos e DNA, com o fim de obter sistemas que capazes de liberar fármacos ou genes em células específicas, de forma a minimizar efeitos secundários oriundos dos tratamentos quimioterápicos.
Grupo FAX – Fluorescência e Absorção de Raios-X (XAFS1, XAFS2, XRF e DXAS): As principais linhas de pesquisa desenvolvidas neste Grupo são: catálise, condições extremas e magnetismo, mapeamento 2D e 3D de materiais. Com esses objetivos, várias instrumentações são desenvolvidas e disponibilizadas para usuários externos, e após comissionamento. Na área de catálise, tenta-se otimizar as propriedades de catalisadores para diversas reações, como por exemplo o uso de paládio nanoestruturados para a combustão de metano [Muñoz et al., App. Cat. B 136, 351, 2013].
Na área de magnetismo é utilizada a técnica de dicroísmo magnético circular de raios-X para sondar o magnetismo de forma seletiva ao elemento e orbital, como por exemplo, o estudo de ferromagnetismo e distorção Jahn-Teller em manganitas [Ramos et al., Phys. Rev. B 87, 220404(R) 2013]. Realizando trabalhos tanto em magnetismo como em condições extremas, há dois alunos de doutorado estudando como o magnetismo e supercondutividade se comportam sob condições de altas pressões. Vale mencionar os recentes experimentos bem sucedidos em Urânio na Linha DXAS. Na área de mapeamento bi e tridimensional de materiais, a recente implementação do espelho KB na linha XRF deverá possibilitar importantes avanços em estudos de diversos materiais, como, por exemplo, a distribuição elementar em amostras de próstata vista pela técnica de microXRF [Leitão et al., IEEE Trans. Nuc.
Sci, 60, 722 (2013)].
Grupo EUV – Espectroscopia de Ultravioleta (TGM, SGM, PGM e SXS):
Entre os experimentos realizados no Grupo EUV (Espectroscopia de Ultra Violeta e Raios-X Moles) no semestre, destaca-se um conduzido pelo Prof. Mário Giroldo Valério, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), que buscou determinar a estrutura de banda próxima ao gap óptico no composto BaYF, na sua forma pura ou dopada com íons de terras raras. Esse estudo foi possível graças às recentes melhorias na Linha TGM, que permitiram estender o seu limite de energia inferior, para alcance da região de ultra violeta próximo, abrindo dessa maneira novas
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possibilidades para o estudo de materiais com potencial de uso nas áreas de compostos luminescentes e fluorescentes.
As melhorias na Linha TGM levaram o limite inferior de energia até 7,3 eV.
Novos esforços estão sendo feitos, incluindo a compra de uma nova grade de difração, que deverá permitir que esse limite atinja 3 eV até o final de 2014. Por outro lado, materiais fortemente correlacionados continuam a atrair a atenção da comunidade de Física com suas intrigantes propriedades. Por exemplo, o estudo feito pelo grupo do Prof. Rodrigo Mossanek, da Universidade Federal do Paraná (UFPr), investigou a estrutura eletrônica de molibdatos da família KxMoO2-δ (0.00 < x
< 0.25, δ < 0.20). Conforme a concentração de potássio e oxigênio, tais materiais podem apresentar a coexistência de ordem magnética e supercondutividade. A equipe do prof. Mossanek utilizou a técnica de espectroscopia de fotoemissão nas linhas SXS e PGM para medir tanto os níveis profundos do espectro de fotoemissão como a estrutura fina próxima ao nível de Fermi a baixas temperaturas.
Projeto Sirius: Além dos trabalhos de projeto e construção relacionados aos melhoramentos na Fonte de Luz Síncrotron, o corpo de engenharia do LNLS deu andamento ao Projeto Sirius em várias áreas: acelerador linear (LINAC), anel injetor (booster), Anel de Armazenamento de elétrons, obras civis e infraestrutura técnica.
Foi concluído o novo prédio, com área de 1500 m², para abrigar os Grupos de Ímãs, Eletrônica e Radiofrequência. Uma área de 880 m² é destinada a montagens e testes, servida por uma ponte rolante com capacidade para manipular cargas de até 10 toneladas. Em sequência foram iniciadas as obras de reforma do Prédio Imãs 1, que completará o conjunto de grandes obras de infraestrutura demandadas pelo Projeto Sirius.
Vários melhoramentos foram feitos nas áreas dos Grupos de Vácuo e Materiais para possibilitar os trabalhos de desenvolvimento e fabricação de componentes para a nova Fonte de Luz Síncrotron. Destaca-se a construção de um equipamento de grande porte para a deposição de filmes metálicos de três componentes no interior das câmaras de vácuo do Anel de Armazenamento de elétrons, segundo tecnologia desenvolvida pelo CERN e assimilada pelo LNLS. O Grupo de Materiais instalou três novos fornos a alto-vácuo para a fabricação de vários componentes de vácuo que exigem brasagens especiais destinadas a atender demandas do Projeto Sirius.
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Um equipamento para medidas tridimensionais automatizadas com curso de até três metros, instalado no semestre também se encontra em operação e está sendo utilizado na medida dos primeiros magnetos do booster da nova Fonte de Luz.
Grande parte do trabalho da equipe de obras e instalações do LNLS e de vários Grupos de engenharia foi dedicada ao acompanhamento do projeto executivo do edifício que abrigará a Fonte de Luz Síncrotron, as Linhas de Luz e os laboratórios de apoio. Em particular, foram realizados vários estudos para definir a melhor solução técnica para o piso sobre o qual serão instalados os aceleradores e as Linhas de Luz, extremamente sensíveis a vibrações geradas externa e internamente ao edifício. Entre essas atividades destacam-se execução e testes dinâmicos de protótipos de dois tipos de soluções, bem como ensaios de estacas para a determinação de parâmetros do solo.
Após a definição do local de implantação da nova Fonte de Luz Síncrotron em terreno desapropriado pelo Governo do Estado de São Paulo, foram iniciados os trabalhos de terraplanagem da área.