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58 Sistemas semidinâmicos impulsivos gerados por EDOs generalizadas

para quaisquer x ∈ O e t, h ⩾ 0. Dessa forma, V(x(t), Fh) = V(x(t), F) = U(x(t), f) para todo h⩾0. Portanto,

V˙(x(t), F) = lim sup

h→0+

V(x(h, x(t), F), Fh)−V(x(t), F) h

= lim sup

h→0+

U(x(h, x(t), f), f)−U(x(t), f) h

= ˙U(x(t), f). Por outro lado, temos

V(I(u1), F) = V(u+1, F) =V(x(φ(u, F), u, F), F)

= V(x(φ(u, F), u, F), Fφ(u,F))

= V(π(φ(u, F), u, F)), para todo (u, F)∈ O × F0(Ω, h).

Agora, seja

E ={(v, H)∈ O × F0(Ω, h): ˙V(v, H) = 0}

e seja WE o maior subconjunto positivamente πe invariante de E. Sabendo que ω(x0, f)∩M = ∅, podemos inferir que Ω+(x0, F)∩(M× F0(Ω, h)) = ∅. Então, pelo Teorema 4.13, temos Ω+(x0, F)⊂W. Para completar a prova, vamos provar a seguinte asserção.

Afirmação: ω(x0, f)⊂ N.

Com efeito, dado xω(x0, f), existe uma sequência de números reais positivos (λn)nN, tal que λnn→∞−→ ∞ e

x(λn) = x(λn, x0, f)n→∞−→ x.

Note que V(x(λn), Fλn) = U(x(λn), f). Como o conjunto F0(Ω, h) é compacto, a menos de uma subsequência de (Fλn)n ∈ N, existe F ∈ F0(Ω, h) tal que Fλn

n→∞−→ F.

Daí, lim sup

n→∞ V(x(λn), Fλn) = lim sup

n→∞ U(x(λn), f), de onde segue que

U˙(x, f) = ˙V(x, F).

Como (x, F) ∈ Ω+(x0, F), pelo Teorema 4.13 extraímos que ˙V(x, F) = 0. Sendo assim,

U˙(x, f) = ˙V(x, F) = 0 e xHf. Por conseguinte, ω(y0, f)⊂Hf.

Como ω(y0, f) é positivamente invariante e N é o maior subconjunto positivamente invariante de Hf, concluímos que ω(y0, f) ⊂ N, provando a afirmação e finalizando a prova.

Propriedades recursivas 59 No conjunto O × F0(Ω, h), vamos considerar a seguinte métrica

ϱ((x, F1),(y, F2)) =∥xy∥+ρ(F1, F2),

para quaisquer (x, F1),(y, F2)∈ O × F0(Ω, h), ondeρ foi definida em (2.18).

Adicionalmente, vamos considerar a seguinte condição (T):

(T) Se (u, F) ∈ M× F0(Ω, h), (v, H) ∈ O × F0(Ω, h) e (tn)nN é uma sequência tal que πe(tn, v, H) n→∞−→ (u, F), então existe uma sequência (αn)nN ⊂ R+, αn n→∞−→ 0, tal que π(αne(tn, v, H)) ∈ M× F0(Ω, h) para n suficientemente grande, ou seja, πe(tn+αn, v, H)n→∞−→ (I(u), F).

A seguir, temos os conceitos de minimalidade e recorrência. Para sistemas semidinâ- micos impulsivos gerais, esses conceitos podem ser encontrados em [13].

Definição 4.19. Diremos que um subconjunto Σ ⊂ O × F0(Ω, h) é minimal quando Σ\(M× F0(Ω, h))̸=∅, Σ é fechado, Σ\(M× F0(Ω, h)) é positivamente invariante e Σ não contém nenhum subconjunto próprio satisfazendo todas essas condições.

Definição 4.20. Diremos que um ponto (u, F)∈ O × F0(Ω, h) érecorrentese, para todo ϵ >0, existe um T =T(ϵ)>0 tal que, para quaisquer t, s ⩾0, o intervalo [0, T] contém um número τ >0 tal que

ϱ(πe(t, u, F)e(s+τ, u, F))< ϵ.

Diremos que um subconjunto Σ⊂ O × F0(Ω, h) érecorrente se cada ponto (u, F)∈Σ é recorrente.

Os próximos resultados apresentam caracterizações dos conjuntos minimais de O × F0(Ω, h).

Teorema 4.21 ( [12], Teorema 14.28). Um subconjunto Σ⊂ O × F0(Ω, h) é minimal se, e somente se,Σ = πe+(u, F), para todo (u, F)∈Σ\(M× F0(Ω, h)).

Demonstração.Prova de (⇒): Suponha que Σ seja minimal e tome (u, F)∈Σ\(M× F0(Ω, h)) arbitrariamente.

Como Σ\(M× F0(Ω, h)) é positivamente invariante e Σ é fechado, temos πe+(u, F)⊂Σ = Σ.

Sabendo que πe+(u, F)\(M× F0(Ω, h)) ̸= ∅, πe+(u, F) é fechado e πe+(u, F)\(M× F0(Ω, h)) é positivamente invariante (pelo Lema 4.7), a minimalidade de Σ implica Σ =πe+(u, F).

Prova de (⇐): Agora, suponha que Σ = πe+(u, F) para todo (u, F) ∈ Σ\(M× F0(Ω, h)). Seja Θ⊂Σ tal que Θ\(M×F0(Ω, h))̸=∅, Θ seja fechado e Θ\(M×F0(Ω, h)) seja positivamente invariante. Tome (v, G) ∈ Θ\(M× F0(Ω, h)). Então (v, G) ∈ Σ\ (M× F0(Ω, h)), o que implica Σ = πe+(v, G). Finalmente, como Θ\(M× F0(Ω, h)) é positivamente invariante e Θ é fechado, obtemos

Θ⊂Σ =πe+(v, G)⊂Θ = Θ, ou seja, Σ = Θ. Isso prova que Σ é minimal.

60 Sistemas semidinâmicos impulsivos gerados por EDOs generalizadas

Teorema 4.22 ( [12], Teorema 14.29). Seja Σ⊂ O × F0(Ω, h) e suponha que, para todo (u, F) ∈ Σ,+(u, F) \(M× F0(Ω, h)) ̸= ∅. Então, Σ é minimal se, e somente se, Σ = Ω+(u, F) para todo (u, F)∈Σ\(M× F0(Ω, h)).

Demonstração.Prova de (⇒): Assuma que Σ seja minimal e tome (u, F) ∈ Σ\(M× F0(Ω, h)) arbitrariamente.

Sabendo que Σ\(M× F0(Ω, h)) é positivamente invariante, Ω+(u, F)⊂πe+(u, F) e Σ é fechado, temos

+(u, F)⊂πe+(u, F)⊂Σ = Σ.

Como Ω+(u, F)\(M× F0(Ω, h))̸=∅, Ω+(u, F) é fechado e Ω+(u, F)\(M× F0(Ω, h)) é positivamente invariante (pelo Lema 4.9), a minimalidade de Σ implica Σ = Ω+(u, F).

Prova de (⇐): Agora, suponha que Σ = Ω+(u, F) para todo (u, F) ∈ Σ\(M× F0(Ω, h)). Seja Θ⊂Σ tal que Θ\(M×F0(Ω, h))̸=∅, Θ seja fechado e Θ\(M×F0(Ω, h)) seja positivamente invariante. Tome (v, G) ∈ Θ\(M× F0(Ω, h)). Então (v, G) ∈ Σ\ (M× F0(Ω, h)), o que implica Σ = Ω+(v, G). Finalmente, como Θ\(M× F0(Ω, h)) é positivamente invariante e fechado, obtemos

Θ⊂Σ = Ω+(v, G)⊂πe+(v, G)⊂Θ = Θ, de onde segue que Σ = Θ, concluindo que Σ é minimal.

O próximo teorema atesta que conjuntos minimais e compactos são recorrentes. Sua prova foi inspirada na prova do [13, Teorema 4.17].

Teorema 4.23 ( [12], Teorema 14.30). Se o conjunto Σ⊂ O × F0(Ω, h) for minimal e compacto, então o conjunto Σ\(M× F0(Ω, h)) será recorrente.

Demonstração. Seja Σ um conjunto compacto e minimal. Suponha, por absurdo, que (u, F) ∈ Σ \(M × F0(Ω, h)) não seja um ponto recorrente. Então, existem ϵ > 0 e sequências (λn)nN, (sn)nN, (tn)nN ⊂R+ tais que λn n→∞−→ ∞ e

ϱ(πe(tn, u, F)e(sn+τ, u, F))⩾ϵ, para quaisquer τ ∈[0, λn] e n∈N. (4.13) Note que πe(tn, u, F)esn+λ2n, u, F ∈ Σ para todo n ∈ N, uma vez que Σ\(M× F0(Ω, h)) é positivamente invariante. Como Σ é compacto, podemos assumir que existem (u1, F1), (u2, F2)∈Σ tais que

ϱ(πe(tn, u, F),(u1, F1))n→∞−→ 0 e ϱ πe sn+ λn 2 , u, F

!

,(u2, F2)

!

n→∞−→ 0.

Para continuar, vamos considerar dois casos, a saber, quandou2/ M e quandou2 ∈M.

Caso 1. u2/ M.

Seja t ⩾ 0 tal que t ̸= Pkj=0φ((u2)+j , F) para todo k ∈ N0, ou seja, t não é um momento de impulso. Usando a continuidade de π e I, obtemos δ > 0 de forma que, se ϱ((w, I),(u2, F2))< δ, então

ϱ(πe(t, w, I)e(t, u2, F2))< ϵ

3. (4.14)

Agora, seja n0 ∈Ntal que λn20 > t, ϱ(πe(tn0, u, F),(u1, F1))< ϵ

3 e ϱ πe sn0 + λn0

2 , u, F

!

,(u2, F2)

!

< δ. (4.15)

Propriedades recursivas 61 Por (4.13), (4.14) e (4.15), obtemos

ϱ(πe(t, u2, F2),(u1, F1))⩾ϱ πe(tn0, u, F), π sn0 +λn0

2 +t, u, F

!!

ϱ πe(t, u2, F2)e t, π sn0 + λn0 2 , u, F

!!!

ϱ(πe(tn0, u, F),(u1, F1))

> ϵϵ 3 − ϵ

3 = ϵ 3.

Como t foi escolhido de modo arbitrário, podemos inferir que ϱ(πe(t, u2, F2),(u1, F1))> ϵ

3, para todot⩾0, com t̸=Pkj=0φ((u2)+j , F),k ∈N0.

Por outro lado, se existirk ∈Ntal quet =Pkj=0φ((u2)+j , F), então poderemos escolher uma sequência (βn)nN ⊂R+ tal que

βn n→∞−→

k

X

j=0

ϕ((u2)+j, F) e Xk

j=0

φ((u2)+j , F)< βn<

k+1

X

j=0

φ((u2)+j , F). Pelo que foi constatado anteriormente, podemos afirmar que

ϱ(πe(βn, u2, F2),(u1, F1))> ϵ

3, para n ∈N. Fazendon → ∞, obtemos

ϱ πe

k

X

j=0

ϕ((u2)+j , F), u2, F2

!

,(u1, F1)

!

ϵ 3, posto que πe é contínua à direita. Dessa forma,

ϱ(πe(t, u2, F2),(u1, F1))⩾ ϵ

3, para todo t⩾0,

de onde podemos afirmar que (u1, F1) ∈/ πe+(u2, F2). Mas, como Σ é minimal, temos Σ =πe+(u2, F2) pelo Teorema 4.21. Então, (u1, F1)∈/ Σ, o que é uma contradição.

Caso 2. u2 ∈M.

Pela condição (T), existe uma sequência (αn)nN ⊂R+, tal que αn

n→∞−→ 0 e ϱ πe αn+sn+λn

2 , u, F

!

,(I(u2), F2)

!

n→∞−→ 0.

Como Σ\(M× F0(Ω, h)) é positivamente invariante e (u, F) ∈ Σ\(M× F0(Ω, h)), temos (I(u2), F2)∈Σ = Σ. Vamos, portanto, considerar o movimento πe(t,I(u2), F2) para todo t ⩾ 0. Sabendo que I(M)∩M = ∅, podemos atestar que I(u2) ∈/ M. Seguindo as ideias do Caso 1, obtemos

ϱ(πe(t, I(u2), F2),(u1, F1))⩾ ϵ

3, para todot ⩾0,

implicando (u1, F1)∈/ πe+(I(u2), F2), o que também é uma contradição, já que Σ é minimal.

Pelo que provamos nos Casos 1 e 2 concluímos que (u, F) ∈Σ\(M× F0(Ω, h)) deve ser um ponto recorrente. Sendo (u, F) arbitrário, deduzimos que Σ\(M× F0(Ω, h)) é um conjunto recorrente.

62 Sistemas semidinâmicos impulsivos gerados por EDOs generalizadas

Como consequência imediata do Teorema 4.23, temos o seguinte resultado, com o qual finalizamos este capítulo e este trabalho.

Corolário 4.24. Seja (u, F)∈ O × F0(Ω, h). Se+(u, F) é compacto e minimal, então+(u, F)\(M× F0(Ω, h)) é recorrente.

Índice Remissivo

BV([α, β], X) denota o espaço vetorial das funções de variação limitada x: [α, β]→X, 24

G([c, d], X) denota o espaço vetorial das funções regradas definidas em [c, d] tomando valores em X, 26

R+={x∈R: x⩾0} , 38 N0 =N∪ {0}, 46

K([a, b], X) denota o conjunto de todas as funções U: [a, b] ×[a, b] 7→ X que são integráveis no intervalo [a, b], no sentido de Kurzweil, 20

varβαx denota a variação de uma função x: [α, β]→X, 24

Axioma de Kamke, 38 calibre,18

classe

F(Ω, h),23 F0(Ω, h),23 F0(Ω, h),39 condição

(CM), 45 (CSM), 46 (Cφ),45 (CeM), 52 (T), 57 conjunto

ω-limite, 54 limite positivo, 50 minimal, 57

positivamente invariante, 49, 54 recorrente, 57

funcional de Lyapunov

associado ao sistema semidinâmico im- pulsivo, 51

função de Lyapunov

associada a uma EDO impulsiva, 54

integral de Kurzweil, 18,19 intervalo

marcado, 18 Lemade Cousin, 19

de Saks-Henstock, 20 marca, 18

movimento de (u, G), 47 normalização de G, 39 operador de impulso, 52 partição, 18

δ-fina,18 ponto

recorrente, 57 Princípio

da Escolha de Helly, 40

de Invariância de LaSalle, 51, 55 propriedade

semigrupo,39 sistema, 18

δ-fino,18

sistema semidinâmico global, 38, 47 impulsivo, 47 local, 38, 40 solução

de um problema de valor inicial, 23 de uma EDO generalizada, 22 Teorema

de Ascoli, 34

mudança de variável, 21 transladada Gt of G,38 órbita

positiva de (u, G), 47

positiva impulsiva de (u, G), 47 63

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