O Rádio e os Jovens: um mapeamento dos estudos sobre as relações entre
4. A produção de teses e dissertações sobre jovens e rádio em Portugal 1 Repositório da Universidade Nova de Lisboa
4.5 Repositório da universidade da Beira Interior
A pesquisa desenvolvida no repositório da Universidade da Beira Interior (UBI) foi, entre as instituições portuguesas, a que mais gerou resultados. Pela primeira vez, a pesquisa com a palavra “rádio” teve ocorrências, tanto no título quanto no assunto. Com o filtro para o título, foram encontrados 13 trabalhos, todos dissertações de Mestrado em Ciências da Comunicação, da Faculdade de Artes e Letras. Em seguida, com o filtro para o assunto, houve mais três ocorrências, das quais uma dissertação de mestrado foi apresentada na área em foco.
4. Disponível em: https://repositorium.sdum.uminho.pt/
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No caso da pesquisa com o termo “jovens”, não foram registradas publicações com o filtro para o título. Já com o filtro para o assunto, foram gerados três resulatdos, dos quais dois pertencem às Ciências da Comunicação.
É interessante ressaltar que duas dissertações – entre as 16 listadas abaixo (ver Tabela 4) – abordam, ainda que indiretamente, a relação entre jovens e rádio. O estudo de Joana Oliveira acerca das emissoras Cidade FM e M80 e seus públicos-alvo acaba por tratar de jovens, uma vez que a audiência da Cidade é marcadamente juvenil. A dissertação de Maria das Dores Marques dos Santos trata dos usos e consumos mediáticos de jovens imigrantes brasileiros, incluindo- se aí o rádio.
Percebe-se ainda que essas publicações estão concentradas entre 2008 e 2013, com destaque para os anos de 2008, 2011 e 2012, com quatro, quatro e cinco trabalhos concluídos respectivamente. O que se nota, portanto, é que a produção no programa de pós-graduação da UBI, seja sobre rádio ou sobre jovens, não teve registros mais recentes de dissertações ou teses. Além disso, surpreende o fato de todos os estudos sobre rádio ou jovens terem sido desenvolvidos no âmbito do Mestrado, mesmo que o programa de pós-graduação também ofereça curso de Doutorado.
Ano Título Autor Grau
2008 Os fóruns de discussão em rádio:
jornalismo participativo ou opinião? PEREIRA, Filipa Mestrado 2008 As notícias na rádio: rotinas de produção
e papel do jornalista AMORIM, Isabel Maria
Machado Mestrado
2008 Programação nas rádios locais FERREIRA, César Duarte Pontes Brenha
Capela
Mestrado
2008 As rádios locais: o que mudou desde 1989? SILVA, Daniela
Baltazar da Mestrado
2009 Dizer o jornalismo radiofónico:
o papel da voz e da locução em rádio
FARIA, Sílvia João
Marques de Mestrado
2010
A programação infantil nas rádios portu- guesas: dos primeiros ensaios ao desafio
online
SILVA, Ângela Daniela
Jesus Mestrado
2011
Sistemas com rádios cognitivos para a partilha eficiente dos espaços vazios
da TV com LTE
ALVES, Helder Roberto
Rodrigues Mestrado Tabela 4 – Teses e dissertações sobre jovens e/ou rádio na Universidade da Beira Interior
continuação...
2011 A teoria clássica do Gatekeeper e do Newmaking na rádio: o caso da RDP
FERNANDES, Bruno
Rafael Duarte Mestrado 2011 A rádio Alfa e a comunidade portuguesa
em França
LAUREANO, Carla
Sofia Baptista Mestrado 2011 Discos pedidos: as motivações da audiência HONORATO, Inês Mestrado
2012 Rádios locais e as ligações com o público: o caso da Rádio Cova da Beira
JESUS, Diogo Manuel
Domingues de Mestrado
2012 Rádios e público-alvo: estudo de caso na
Cidade FM e na M80 OLIVEIRA, Joana Mestrado
2012 O humor na rádio em Portugal: modos e finalidades do humor radiofónico
DUARTE, André
Manuel Monteiro Mestrado
2012 Consumos culturais dos alunos de ciências da comunicação e engenharia
eletromecânica
GARCIA, Eulália
Teixeira Mestrado
2012
Educação para os media: as notícias das escolas do ensino básico na imprensa
regional
BARATA, Lídia Maria
Filipe dos Santos Mestrado
2013 Usos e consumos da mídia por jovens imigrantes brasileiros em Portugal
Santos, Maria das
Dores Marques dos Mestrado Fonte: Repositório da Universidade da Beira Interior.
Disponível em: https://ubibliorum.ubi.pt/
5 A produção de teses e dissertações sobre jovens e rádio no Brasil
A pesquisa realizada na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações revelou resultados até certo ponto surpreendentes. Quando utilizado o termo
“rádio” com o filtro para o título, foram encontradas 383 ocorrências, das quais apenas 18 pertenciam às Ciências da Comunicação, parte da Ciências Sociais Aplicadas I, conforme classificação da Capes. Ou seja, o rádio tem sido objeto de estudo em outros diversos campos. Os estudos em que o meio é de tal forma central a ponto de estar presente no título e que foram desenvolvidos em programas de pós-graduação em Comunicação representam apenas cerca de 5%
frente ao total gerado pela pesquisa. Com o filtro para assunto, foram geradas 466 ocorrências, das quais 20 estão na área em foco. Entre esses trabalhos, 17 já
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haviam sido registrados na pesquisa por título, restando três publicações a serem somadas ao escopo da pesquisa (ver Tabela 5).
A relação entre dissertações e teses sobre rádio é bastante equilibrada: são 11 pesquisas de Mestrado e nove de Doutorado. Quanto ao ano de conclusão, nota-se novamente um equilíbrio na produção de estudos radiofônicos, com uma média de duas defesas por ano na área.
Percebe-se, ainda, que há muitos estudos de caso, pesquisas que se propõem a analisar emissoras locais ou programas específicos. Embora sejam pesquisas interessantes, essa tendência denota pouca preocupação em gerar teorias radiofônicas mais gerais. Por outro lado, também se destacam os estudos que relacionam rádio e novas tecnologias, em especial a influência da internet sobre o meio.
Ano Título Autor Grau IES
2006 As estratégias de produção e transmissão de um programa de
rádio de auditório itinerante
Kroth, Maicon
Elias Mestrado PUCRS
2006
Comunicação para o desenvolvimento: o papel das rádioscomunitárias na educação para
o desenvolvimento local em Moçambique
Jane, Tomás José Doutorado Metodista
2006 A publicidade radiofônica em busca
de uma nova configuração Soares, Rodolfo
Dantas Mestrado Metodista
2007 O rádio FM e a propaganda em seu
espaço on line Baldo, Roberta Doutorado Metodista
2007
Mídia e comunidade: estudo sobre produção e recepção da rádio
Heliópolis FM
Afonso, Maria
Rita Teixeira Mestrado Metodista
2008 Rádio, tecnologia e sociedade: o desenvolvimento da radiodifusão
digital no brasil
Archangelo, Flávio Aurélio
Braggion
Doutorado Metodista
2008 A metamorfose da síntese noticiosa no rádio: estudo de caso em
emissoras de Porto Alegre
Santos, Leandro
Olegário dos Mestrado PUCRS
2008
Uma voz a serviço do rio grande:
fragmentos identitários do gaúcho
na programação da rádio Guaíba AM Mércio, Cláudio
Costa Doutorado PUCRS Tabela 5 – Teses e dissertações sobre rádio na Biblioteca Digital Brasileira
de Teses e Dissertações
Continuação...
2009 Gêneros radiojornalísticos: análise da rádio Eldorado de São Paulo
Lucht, Janine
Marques Passini Doutorado Metodista
2009
Os processos comunicacionais nas rádios comunitárias legalizadas do
sertão do Piauí
Berti, Orlando Maurício de
Carvalho Mestrado Metodista
2009 Os jingles eleitorais nas campanhas presidenciais brasileiras
Manhanelli, Carlos Augusto
Bonacorso
Mestrado Metodista
2010 A construção histórica da programação de rádios públicas
brasileiras
Zuculoto, Valci Regina
Mousquer
Doutorado PUCRS
2010
A midiatização dos processos radiofônicos na rádio Sulamérica
Trânsito
Senise, Ricardo
Penna Silveira Mestrado Anhembi
2011
Rádios comunitárias do interior gaúcho: um estudo de caso da
microrregião de Sananduva Dalcim, Fabiano Mestrado PUCRS
2012 Rádio e cotidiano: a construção de socialidades dos deficientes visuais da associação do cego do Piauí
Barroso, Lívia
Moreira Mestrado UFPB
2012 Mutações da cultura midiática radiofônica: a nova práxis na produção de conteúdos digitais
Pinheiro, Elton
Bruno Barbosa Mestrado UFPB
2013
A mudança nas rotinas de produção do radiojornalismo a partir do uso do
twitter: o caso da rádio Gaúcha
Santos, Geórgia
Pelissaro dos Mestrado PUCRS
2014
Interação no rádio:
a participação do ouvinte no programa debates do povo
Andrade, Mônica
Araújo Mestrado UFRN
2014
O uso político do rádio pelos ditado- res Getúlio Vargas (Brasil) e António de Oliveira Salazar (Portugal) no
período de 1930 - 1945
Mustafá, Izani Doutorado PUCRS
2014
A programação informativa de rádio sob as lógicas da cultura da velocidade, da noção de fluxo e da
múltipla temporalidade
Mello, Veridiana
Pivetta de Doutorado PUCRS
2015 O rádio além das ondas hertzianas Brito, Wanderlei
de Doutorado PUCRS
Fonte: Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (IBICT).
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Com relação ao termo “jovens” presente no título, a pesquisa apontou 119 trabalhos, dos quais apenas dois foram realizados nas Ciências da Comunicação.
Nota-se, portanto, que a atenção à juventude é maior em outras áreas do conhecimento. Quanto à presença do termo no assunto de teses e dissertações, o banco de dados apresentou 229 trabalhos, dos quais dois são provenientes de programas de pós-graduação em Comunicação (ver Tabela 6). Esses resultados reforçam a necessidade de desenvolver estudos em nossa área com foco nesse público específico.
Ainda, chama a atenção o fato de terem sido encontradas apenas dissertações de Mestrado sobre jovens nas Ciências da Comunicação. Além disso, são trabalhos já defendidos há algum tempo, todos entre 2005 e 2009. Ou seja, são produções com pelo menos sete anos, que já poderiam ter servido de base para projetos de doutorado de seus autores e para gerar mais conhecimento sobre a juventude em relação à mídia.
Cabe frisar que foi encontrada uma pesquisa da Comunicação que trabalhou a relação entre jovens e rádio – a única encontrada no âmbito brasileiro.
Renato Tavares Júnior apresentou em 2007, na Escola de Comunicação e Artes (USP), a dissertação de Mestrado “Educomunicação e expressão comunicativa:
a produção radiofônica de crianças e jovens no projeto Educom.Rádio”, em que aborda o meio como ferramenta para a educação. Embora ele não trabalhe apenas com jovens, a sua pesquisa é uma exceção no cenário brasileiro da Comunicação, em que a tendência é de pouca atenção a esse público e menos ainda à relação entre jovens e rádio.
Além disso, ao realizar a pesquisa na Biblioteca Digital, é possível perceber que outras disciplinas têm a juventude como objeto mais frequente de estudo, como Psicologia, Administração, Serviço Social e Sociologia, por exemplo.
Tabela 6 – Teses e dissertações sobre jovens na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações
Ano Título Autor Grau IES
2005 O tema sexo na revista Todateen: Um
estudo freudiano Escovar, Maira
Regina Garcia Mestrado Unesp
2007
Educomunicação e expressão comunicativa: A produção radiofônica de crianças e jovens no
projeto Educom.Rádio
Tavares Júnior,
Renato Mestrado ECA/USP
considerações finais
De maneira geral, o contexto delineado a partir da pesquisa realizada nos bancos de dados portugueses e brasileiro corrobora o que os autores articulados nas primeiras seções deste artigo também já haviam apontado: 1) é baixa a produção de teses e dissertações sobre rádio, principalmente se comparada à produção de estudos sobre outros meios, como televisão e internet nomeadamente; 2) os estudos sobre rádio e mídia sonora atualmente tendem a explorar a digitalização do meio, a convergência com novas tecnologias, em especial com a internet; 3) existe uma lacuna nas Ciências da Comunicação, com algumas raras exceções, quanto à abordagem dos jovens como um público estratégico para a área e como um objeto de estudo de alta relevância.
O maior número de teses e dissertações no Brasil em relação a Portugal já era esperado, devido à diferença em termo de tamanho e, por consequência, em número de instituições. Mesmo assim, é possível analisar que o Brasil apresenta uma proporção maior de estudos radiofônicos, enquanto Portugal destaca-se por ter mais pesquisas nas Ciências da Comunicação com foco no público jovem – proporcionalmente. É grave constatar que algumas universidades não apresentam sequer uma tese ou dissertação sobre o meio ; por outro lado, contudo, isso pode ter influência das linhas de pesquisa de cada programa de pós-graduação bem como dos seus professores e suas áreas de atuação.
Com efeito, o levantamento corroborou a parca atenção à relação entre jovens e os meios de comunicação em geral, especialmente o rádio. No que tange à relação entre jovens e o rádio, o resultado é ainda mais expressivo, revelando a existência de apenas três pesquisas sobre o tema: duas dissertações de mestrado portuguesas – ambas desenvolvidas na UBI – que tratam de forma mais indireta a relação entre jovens e rádio, e uma dissertação de mestrado brasileira
Fonte: Repositório Aberto da Universidade do Porto.
Disponível em: https://repositorio-aberto.up.pt/
2008
Violência, Mídia e Juventude:
análise sobre o discurso adotado pelo jornalismo impresso sobre a realidade violenta de jovens da
periferia da cidade deNatal
Pedrosa, Jasson
Matias Mestrado UFRN
2009
A realidade da vida é que o bagulho é doido: Percepções de jovens moradores da Maré sobre favela, juventude e violência em diálogo
com Falcão
Andreia Cesar
dos Santos Mestrado UERJ por: Diego Weigelt e Brenda Parmeggiani O Rádio e os Jovens: um mapeamento dos estudos ...
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– apresentada na ECA/USP – que aborda diretamente o tema no âmbito da Educomunicação.
Se as pesquisas sobre rádio e sobre jovens em Portugal e no Brasil apresentam tal cenário, acredita-se que haja algumas dificuldades para que os pesquisadores se dediquem a esses temas – sejam de ordem epistemológica, metodológica ou mesmo prática. Alguns autores dão pistas de possíveis obstáculos para uma maior exploração dessa relação. Conforme Kischinhevsky (2010, p.199), os pesquisadores que se dedicam às análises dos impactos dos meios criticam a postura juvenil, atribuindo-lhe características como apatia, alienação, submissão, que tornariam, assim, a juventude um público desinteressante. No entanto, essa é uma visão limitada que nos leva a outro grave problema: a falta de diálogo entre as disciplinas, pois uma desconhece os conceitos que a outra trabalha. Se os pesquisadores da Comunicação buscassem mais textos da Sociologia e da Antropologia, perceberiam que classificar os jovens como um grupo alienado e apático é fazer uso de um conceito ultrapassado de juventude. É o que também ressalta Baumworcel (2010, p.8): “A fragmentação e a dispersão da investigação contribuem para a falta de acumulação no processo de conhecimento, pois os trabalhos não dialogam entre si, apesar da abundância de referências bibliográficas”.
Outro ponto limitador, argumenta Knewitz (2014, p.114), “diz respeito ao fato de um meio de comunicação portátil como a rádio ter essa característica desprezada justamente no momento em que a sociedade mergulha nos atributos da mobilidade”. A comunicação móvel, uma das marcas da cultura contemporânea, aparece fortemente relacionada aos novos dispositivos digitais, porém se incorre no erro de não perceber que o rádio é móvel e portátil desde a sua miniaturização, há mais de 50 anos. Tanto que a autora destaca a inexistência de estudos sobre recepção tendo como objeto o rádio instalado no carro (KNEWITZ, 2014, p.114).
Com a inclusão da convergência mediática e das novas tecnologias aos problemas de pesquisa da área, somam-se mais alguns possíveis obstáculos.
No que concerne ao acesso a dados quantitativos, “são escassas as ferramentas confiáveis para atestar a audiência das webradios, de podcasts e até das emissoras AM/FM via celular”, portanto encontram-se “dificuldades evidentes para se aferir novos hábitos de consumo, novos usos da rádio em plataformas digitais”
(KISCHINHEVSKY, 2010, p.191).
Por outro lado, Meneses (2011, p.55) defende que o debate acerca da digitalização e da convergência também serviu para reacender o interesse pelo rádio: “até ao aparecimento da internet, o rádio estava de tal maneira adormecido no seu próprio sucesso que apenas a investigação histórica despertava algum
interesse”. Assim, “hoje não é mais possível ficar indiferente à necessidade de pesquisar as audiências do rádio” (MENESES, 2011, p.55), incluem-se aí os jovens.
Com um futuro levantamento da produção em artigos, esse cenário ficará ainda mais completo e o diagnóstico mais preciso; no entanto, hoje, é possível afirmar que é necessário um incentivo aos pesquisadores iniciantes que dediquem-se ao estudo do rádio, bem como aos pesquisadores de referência que continuem servindo de orientação e base teórica aos demais. Nesse sentido, o trabalho empreendido pelo Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom é fundamental.
Referências
BAUMWORCEL, A. Breve Balanço do Campo de Estudos de Juventude e Mídia Sonora no Brasil. In: Congresso Nacional de Ciências da Comunicação, da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, 33, 2010. Anais... Caxias do Sul, São Paulo: UCS, INTERCOM, 2010. Disponível em: www.intercom.org.br/
papers/nacionais/2010/resumos/R5-1774-1.pdf . Acesso em: 18 mar. 2015.
_____. Reflexões sobre a relação entre a juventude e a rádio. In: Congresso Nacional de Ciências da Comunicação, da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, 31, 2008. Anais... Natal, São Paulo: UFRN, Intercom, 2008. Disponível em: www.intercom.org.br/papers/nacionais/2008/
resumos/R3-1245-2.pdf . Acesso em: 18 mar. 2015.
_____. os jovens e a mídia. salto para o futuro: Debate – Juventudes em Rede:
Jovens Produzindo educação, trabalho e cultura. Ministério da Educação do Brasil: Brasília, 2007, pp. 21-33.
CHRISTENSON, P. G.; DEBENEDITTIS, P.; LINDLOF, T. R. Children’s use of audio media. Communication Research. Sage Publications: Londres, 1985, Vol.12, n.3.
CUNHA, M. R. os jovens e o consumo de mídias surge um novo ouvinte. In:
FERRARETO, Luiz Artur; KLÖECKNER, Luciano (orgs.). E o rádio? Novos horizontes midiáticos. Porto Alegre: Edipucrs, 2010. Disponível em: <http://www.pucrs.br/
orgaos/edipucrs/>Acesso em: 15 fev. 2015.
FERRARETTO, L. A. Possibilidades de convergência tecnológica: Pistas para a compreensão da rádio e das formas do seu uso no século 21. In: Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, da Sociedade Brasileira de Estudos
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Este artigo é fruto da pré-conferência “Prospects of radio research and sound studies in Iberoamerica”, proferida na Radio Conference da seção de rádio da European Communication Research and Education Association (ECREA), evento realizado em Madrid, em 28 de outubro de 2015, na Universidad Carlos III. O texto foi ampliado e, em um primeiro momento, analisamos o estágio das pesquisas sobre o meio e tratamos dos principais congressos, produções, interesses dos pesquisadores, tendências atuais e quantos trabalhos de pesquisadores tiveram apoio das agências oficiais de fomento, seja para desenvolvimento de pesquisa, apresentação em congresso no Brasil e no exterior, intercâmbio ou como pesquisa de pós-doc etc., particularmente na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), pois esta, entre outras importantes agências, serve como parâmetro. Num segundo momento fazemos uma análise sobre as carências de pesquisa sobre o rádio na “era dos millennials”, ou seja, o rádio na era rápida da tecnologia atual, o rádio na geração do Bios-Virtual, segundo Sodré (2002). Num terceiro momento, fechando o artigo, tratamos das pesquisas sobre o mercado de rádio no Brasil, com dados do governo brasileiro sobre radiodifusão. Nos pareceu que os pesquisadores deixaram de lado, nos últimos anos, discutir sobre este tema, tão importante para a sobrevivência do meio, ou seja, o fazer radiofônico. Tratamos então das emissoras, dos valores publicitários, da porcentagem que o rádio possui entre os demais meios e da quantidade de emissoras no território brasileiro.
Estes dados, atualizados, são importantes para que se possa ter a dimensão do rádio, principalmente em uma época de mudanças no parque midiático, com o advento das mídias sociais e a convivência com novas formas e plataformas de produção de conteúdos sonoros. Também uma nova era da recepção dos diferentes meios, particularmente o rádio, que vive um momento, principalmente no radiojornalismo, definido como “o rádio em que o ouvinte faz a pauta”, dadas as mudanças na lógica de produção em tempos de grande interatividade, nunca visto antes dessa forma. Ressaltamos que o artigo foi construído assim, focando três aspectos das pesquisas, com um caráter bem didático, para possibilitar maior conhecimento sobre a realidade do meio a pesquisadores estrangeiros, como dissemos acima.
As pesquisas sobre o rádio no Brasil
As informações contidas são resultado da análise de dados de pesquisa, dos últimos três anos, da área de comunicação, tendo como fontes a Fapesp, o CNPq e trabalhos publicados em congressos.
No Brasil há grupos de pesquisadores bem organizados em Congressos e Encontros, por exemplo, na Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da
Interdisciplinares de Comunicação, 30, 2007. Anais... Santos, São Paulo: Intercom, 2007. Disponível em: http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2007/
resumos/R0046-1.pdf
FERRARETTO, L. A.; KISCHINHEVSKY, M; LOPEZ, D. C.; BUFARAH JÚNIOR, A.;
KLÖCKNER, L.; FREIRE, M.; PRATA, N. Rádio, juventude e convergência midiática:
um estudo com alunos do ensino médio em Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. In: Congresso Nacional de Ciências da Comunicação, da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, 33, 2010.
Anais... Caxias do Sul, São Paulo: UCS, INTERCOM, 2010.
JACKS, N; e FRANKE, F. S. Recepção radiofônica: análise da produção acadêmica na década de 90. Revista Brasileira de Ciências da Comunicação, 2006, vol.29, n.1.
JORGE, A. o que é que os famosos têm de especial? – A cultura das celebridades e os Jovens. Alfragide: Texto Editores, 2014.
KASEKER, M. P. modos de ouvir: aescuta do radio ao longo de três gerações.
Curitiba: Champagnat, 2012.
KISCHINHEVSKY, M. Rádio social: mapeando novas práticas interacionais sonoras.
Revista FAMECOS – mídia, cultura e tecnologia. Porto Alegre: PUCRS, 2012 v. 19, n. 2, pp. 410-437.
KISCHINHEVSKY, M. Como jovens jornalistas ouvem rádio.In: FERRARETO, Luiz Artur; e KLÖECKNER, Luciano (orgs.). E o rádio? Novos horizontes midiáticos.
Porto Alegre: Edipucrs, 2010. Disponível em: <http://www.pucrs.br/orgaos/
edipucrs/>Acesso em: 15 fev. 2015.
KISCHINHEVSKY, M. cultura da portabilidade – novos usos da rádio e sociabilidades em mídia sonora. Observatorio (OBS*), 2009, Journal 8, pp. 223-238. Disponível em: www.obs.obercom.pt/index.php/obs/article/viewFile/271/241
KNEWITZ, A. P. estudos de Recepção Radiofônica: As culturas locais em foco. In:
JACKS, Nilda (org.). Meios e Audiências II: a consolidação dos estudos de recepção no Brasil. Porto Alegre: Sulina, 2014, pp.95-118.
MENESES, J. P. estudos sobre a rádio: passado, presente e futuro. Porto: Editora Mais Leituras, 2012.
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