5. ANÁLISE ESTATÍSTICA MUNICIPAL SOBRE CONSÓRCIOS
5.2. Resultados da etapa quantitativa da pesquisa
V.I. 01 Receita Total Receita total municipal per capita.
Cálculo da receita total média anual municipal per capita durante cada ano do período analisado.
FINBRA de 2007 a 2018.
V.I. 02
Receita Corrente Líquida
Receita corrente líquida municipal per capita.
Cálculo da receita corrente líquida média anual municipal per capita durante cada ano do período analisado.
FINBRA de 2007 a 2018.
V.I. 03 Receita Específica
Receita específica municipal per capita para consórcios públicos.
Cálculo da receita exclusiva para consórcios públicos média anual municipal per capita durante cada ano do período analisado.
FINBRA de 2007 a 2018.
V.I. 04
Despesas com Políticas Públicas
Despesas municipais per capita com políticas públicas.
Cálculo da despesa total média anual municipal per capita durante cada ano do período analisado.
FINBRA de 2007 a 2018.
V.I. 05 Estado Estados que cada município pertence.
Adoção no modelo de formulação de clusters e subclusters, visando a verificar se pertencer a estados diferentes implica maior ou menor desempenho relativo às despesas municipais com consórcios durante cada ano do período analisado.
FINBRA de 2007 a 2018 e IBGE.
FONTE: elaboração própria (2020)
Gráfico 4 - Proporção de municípios financiadores de consórcios por estado, de 2007 e 2008
FONTE: elaboração própria (2020)
No Gráfico 4 é possível ver que pouquíssimos municípios transferiam recursos financeiros para algum consórcio em 2007, sendo o único estado em que mais da metade dos municípios transferiam recursos para algum consórcio o Paraná (59%). Em 2008, o Paraná permaneceu como estado com mais municípios financiando consórcios (65%), sendo que ainda havia poucos estados com municípios financiando seus consórcios públicos. Também é possível constatar níveis muito inferiores de despesas com consórcios nas regiões Norte e Nordeste.
Gráfico 5 - Proporção de municípios financiadores de consórcios por região e estado, de 2009 e 2010
FONTE: elaboração própria (2020)
Entre 2009 e 2010 é possível observar que a proporção de municípios que começavam a financiar seus consórcios se amplia em mais estados. O Paraná segurou a liderança até 2009, com Santa Catarina assumindo em 2010 com 71% de seus municípios financiando consórcios.
Também se destacaram em 2010, Paraná (67%), Mato Grosso (56%), Rio Grande do Sul (47%), Espírito Santo (41%) e Minas Gerais (33%). Por sua vez, ainda que tivessem um aumento no número de municípios transferindo recursos para os consórcios, Norte e Nordeste continuaram com desempenho muito baixo.
Gráfico 6 - Proporção de municípios financiadores de consórcios por região e estado, de 2011 e 2012
FONTE: elaboração própria (2020)
Gráfico 7 - Proporção de municípios financiadores de consórcios por região e estado, de 2013 e 2014
FONTE: elaboração própria (2020)
Nos anos seguintes a proporção de municípios transferindo recursos para consórcios aumentou em muitos estados e mesmo estados que ainda não tinham municípios transferindo recursos passaram a tê-lo. Santa Catarina (91%), Espírito Santo (86%), Paraná (85%), Mato Grosso (73%), Minas Gerais (71%) e Rio Grande do Sul (70%) se destacam como estados com mais da metade de seus municípios financiando seus consórcios em 2014, sendo que desde 2010 Santa Catarina manteve a maior proporção.
Gráfico 8 - Proporção de municípios financiadores de consórcios por região e estado, de 2015 e 2016
FONTE: elaboração própria (2020)
Gráfico 9 - Proporção de municípios financiadores de consórcios por região e estado, de 2017 e 2018
FONTE: elaboração própria (2020)
Em se tratando da proporção de municípios que financiam consórcios por estado, em 2015 e 2016 o Espírito Santo assume a liderança (91% e 89%), devolvendo a partir de 2017 a Santa Catarina (94% e 97%). Fechando o período analisado, tem-se a consolidação do financiamento municipal dos consórcios em Alagoas, Bahia, Ceará e Sergipe pelo Nordeste;
Rondônia pelo Norte; Mato Grosso pelo Centro-Oeste; Espírito Santo e Minas Gerais pelo Sudeste; e todos estados da Região Sul.
A conclusão é que no decorrer dos anos a quantidade de municípios transferindo recursos financeiros aos consórcios aumentou significativamente, seguindo o comportamento esperado, tendo em vista que com o tempo novos consórcios foram criados e os existentes foram se consolidando ou se transformando em multifinalitários, fazendo com que, mais municípios passassem a transferir volume maior de recursos financeiros para eles. Mas tal aumento esteve longe de ser homogêneo entre as regiões ou entre todos estados de uma região, à exceção da Região Sul, de modo que alguns estados se destacaram pela grande proporção de municípios financiadores de consórcios. Santa Catarina e Paraná, juntamente com o Espírito Santo em 2015 e 2016, foram os estados com maior proporção de seus municípios transferindo recursos a consórcios, e aumentando ainda mais os valores ao longo do período.
Partindo do ponto que os municípios podem disponibilizar quantias diferentes para consórcios públicos, as informações dos gráficos abaixo permitem distinguir os estados que possuem os municípios com melhor desempenho quanto aos recursos financeiros municipais transferidos aos consórcios. Os gráficos das variáveis financeiras municipais que se seguem apresentam as informações sobre as médias dos valores municipais anuais per capita por estado para o período analisado de 2007 a 2018.
Gráfico 10 – Médias anuais per capita das despesas municipais com consórcios, de 2007 e 2018, por região e estado (em R$)
FONTE: elaboração própria (2020)
- 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00 60,00 70,00 80,00 GO
MS MT AL BA CE MA PB PE PI RN SE AC AM AP PA RO RR TO ES MG RJ SP PR RS SC
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2018 2017 2016 2015 2014 2013 2012 2011 2010 2009 2008 2007
No Gráfico 10 – Médias anuais per capita das despesas municipais com consórcios, de 2007 e 2018, por região e estado, referente ao período entre 2007 e 2018, entre os estados, no Sul, região com maior média de despesas municipais com consórcio no período, destacam-se o Paraná, destaque nacional inclusive, e Santa Catarina, que ultrapassa Rio Grande do Sul a partir de 2011 em diante. No Sudeste, Minas Gerais e Espírito Santo se destacam, com Espírito Santo tomando a ponta em 2009 (R$3,60) e mostrando uma tendência de aumento da despesa municipal com consórcios, o que faz o estado assumir nível elevado típico dos estados do Sul, chegando ao valor anual médio de R$39,34 em 2018, abaixo apenas de Paraná (R$71,43) e Santa Catarina (R$49,36). No Centro-Oeste, o Mato Grosso segue como destaque com crescimento consistente no período, atingindo o valor de despesa média de R$26,16 em 2018.
Na Região Nordeste, chama a atenção os valores baixos e com destaque para o Ceará, que de 2009 a 2018 tem a despesa média com consórcio de seus municípios variando de R$0,08 a R$16,53. E no Norte, região com valores mais baixos, apenas Rondônia aparenta uma tendência de crescimento, com despesas variando de R$0,02 em 2007 a R$5,49 em 2018.
Em suma, sobre a evolução das médias das despesas municipais com consórcios públicos de 2007 a 2018, pode-se dizer que o comportamento geral dos estados dentro das respectivas regiões se manteve estabilizado, embora em alguns casos tendências se intensificassem. No Sul, o Paraná se consolida com médias municipais de despesas com consórcios mais elevadas do país e mantém tendência de crescimento. No Sudeste, Espírito Santo seguido de Minas Gerais se consolidam na região em termos de despesas municipais médias per capita com consórcios. No Centro-Oeste, o Mato Grosso continuou se destacando, com tendência de crescimento. E as regiões Norte e Nordeste foram duas regiões com grande instabilidade em relação à evolução da despesa municipal com consórcios e continuaram apresentando valores menores que as demais regiões, porém em níveis crescentes, com destaque para o Ceará no Nordeste e Rondônia e Roraima no Norte.
Também confirmam essa tendência de fortalecimento das despesas municipais com consórcios a relação entre despesa com consórcios e despesa total, que, no período analisado, o percentual médio variou entre 0,124% em 2007 e 0,558% em 2018. Outrossim, para a relação entre despesa com consórcios e receita corrente líquida, verificou-se a variação entre 0,117%
em 2007 e 0,571% em 2017. Em que pese serem em média valores representativamente bem pequenos nas finanças municipais, a cada ano têm ganhado mais espaço. O gráfico abaixo auxilia na compreensão do comportamento no período e tendências:
Gráfico 11 – Evolução das médias anuais per capita das despesas municipais com seus consórcios, de 2007 e 2018, por região e estado (em R$)
FONTE: elaboração própria (2020)
A conclusão é que, similar ao ocorrido com o número de municípios, verificou-se aumento das despesas municipais médias per capita com consórcios em todas as regiões, ao se comparar 2007 com 2018. Considerando as flutuações ao longo dos anos, observa-se, em geral, além da hegemonia da Região Sul, com destaque para Paraná e Santa Catarina, médias mais elevadas de despesas com consórcios no Espírito Santo e Minas Gerais no Sudeste, e em menor nível em Mato Grosso no Centro-Oeste e Ceará no Nordeste. Ademais, nota-se um padrão mais estável de crescimento no período de 2015 a 2018, o que pode evidenciar um fortalecimento financeiro da figura do consórcio público.
Além de observar as despesas municipais com consórcios, julgou-se oportuno compreender as receitas dos municípios, para posteriormente analisar os resultados das correlações entre essa e outras variáveis independentes com a variável dependente dessa etapa da pesquisa, a despesa municipal com consórcios acima analisada.
Assim, apresenta-se abaixo a análise relacionada às receitas municipais médias anuais per capita, por estado e para o período compreendido entre 2007 e 2018:
- 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00 60,00 70,00 80,00
CENTRO-OESTE GO
CENTRO-OESTE MS CENTRO-OESTE MT
NORDESTE AL NORDESTE BA
NORDESTE CE NORDESTE MA NORDESTE PB NORDESTE PE NORDESTE PI NORDESTE RN NORDESTE SE NORTE AC
NORTE AM NORTE AP
NORTE PA NORTE RO NORTE RR NORTE TO SUDESTE ES SUDESTE MG SUDESTE RJ
SUDESTE SP SUL PR
SUL RSSUL SC
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018
Gráfico 12 – Receitas municipais anuais médias per capita, de 2007 a 2018, por região e estado (em R$)
FONTE: elaboração própria (2020)
De acordo com o Gráfico 12, pode-se observar que nos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, as receitas municipais médias per capita em 2007 ficam em torno de R$
- 1.000,00 2.000,00 3.000,00 4.000,00 5.000,00 6.000,00 7.000,00 8.000,00 9.000,00 10.000,00 GO
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1.500,00, enquanto nos municípios dos estados das regiões Norte e Nordeste, a média das receitas per capita ficam concentradas em torno de R$ 1.000,00. Em 2008 e 2009 a receita média anual per capita dos municípios dos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, ficaram por volta de R$ 1.500,00 a R$2.000,00, sendo que nos municípios dos estados do Norte e Nordeste tiveram esta receita por volta de R$1.000,00 a R$1.500,00.
Já em 2010, a receita municipal média anual de todas as regiões cresceu em relação ao ano anterior. Para os municípios dos estados do Sul, Sudeste e do Centro-Oeste, essa variável subiu para aproximadamente R$ 3.000,00 e os do Norte e Nordeste, subiu para perto de R$1.500,00.
Em 2011, os municípios dos estados do Sul, Sudeste e do Centro-Oeste mantiveram sua receita municipal média anual por volta de R$ 3.000,00. Na Região Norte, o Acre apresentou uma média da receita municipal anual per capita de aproximadamente R$ 10.000,00, valor muito acima da média dos outros estados em todo período, enquanto nos demais estados da região e no Nordeste, em geral, as receitas municipais médias anuais seguem o comportamento do ano anterior. No ano seguinte, os estados mantiveram suas receitas municipais médias anuais per capita, parecidas com a de 2011, tendo receita por volta de R$ 3.000,00 nos estados do Sul, Sudeste e Nordeste e por volta de R$ 2.000,00 no Norte e no Nordeste.
Já nos anos seguintes, 2013 e 2014, as receitas municipais médias anuais per capita dos Sul e Sudeste, com exceção de Minas Gerais, começam a se aproximar de R$ 4.000,00, enquanto o Centro-Oeste permanece por volta de R$ 3.000,00. Os municípios dos estados do Norte e Nordeste se aproximaram da faixa de R$ 2.000,000.
Em 2015, nos estados do Sul, Sudeste e do Centro-Oeste, com exceção de Minas Gerais, os municípios tiveram receita média anual per capita próxima de R$ 4.000,00, enquanto os municípios dos estados do Norte e Nordeste ficaram com esta receita municipal média anual per capita entre R$ 2.000,00 e 3.000,00.
Em 2016, as receitas municipais anuais médias per capita do Sudeste e do Centro-Oeste permanecem por volta de R$ 4.000,00 e os municípios do Sul começam a apresentar receita média anual em torno de R$ 5.000,00.
Também é possível observar que em 2017 e 2018 a receita municipal média per capita do Centro-Oeste subiu, chegando em 2018 próximo de R$ 5.000,00, enquanto no Sul ela se manteve por volta deste valor e no Sudeste variou de cerca de R$ 4.000,00 a R$ 5.000,00. No Nordeste, a receita municipal média per capita esteve próxima de R$ 3.000,00, enquanto para os municípios do Norte este valor ficou em torno de R$ 2.500,00.
A conclusão para todo o período é de que o padrão de crescimento das receitas municipais entre 2007 e 2018 apresenta congruência com a evolução das despesas municipais com consórcios públicos no mesmo período.
Outra variável que é importante observar é a receita corrente líquida, que permite aferir quanto, da receita municipal anual, está de fato disponível para ser gasta em relação aos consórcios públicos no ano.
A seguir são apresentados descritivos da receita corrente líquida municipal anual média per capita por região e estado, de 2007 a 2018:
Gráfico 13 - Receitas correntes líquidas anuais médias per capita, de 2007 a 2018, por regiões e estados (em R$)
FONTE: elaboração própria (2020)
- 2.000,00 4.000,00 6.000,00 8.000,00 10.000,00 GO
MS MT AL BA CE MA PB PE PI RN SE AC AM AP PA RO RR TO ES MG RJ SP PR RS SC
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Como é de se esperar, os valores da receita corrente líquida possuem comportamento semelhante aos da receita total. Observa-se que no Sudeste, Sul e Centro-Oeste a média esteve em torno de R$ 1.500,00. No Norte e no Nordeste o valor médio caiu para aproximadamente R$ 1.000,00. No Sudeste, Sul e Centro-Oeste essa média foi para algo em torno de R$ 2.000,00.
No Norte e no Nordeste o valor médio, que estava em torno de R$ 1.000,00 em 2007, aproximou-se de R$ 1.500,00 em 2008. Esses valores praticamente se mantiveram no ano de 2009 e 2010.
Em 2011, semelhantemente ao ocorrido em relação às receitas totais, percebeu-se um comportamento atípico dos municípios do Estado do Acre, na região Norte, visto que nos anos anteriores os estados de uma mesma região apresentaram valores semelhantes e a média do Norte estava em torno de R$ 1.500,00. Nota-se que o Acre apresenta uma média da receita corrente líquida municipal anual per capita acima de R$ 7.500,00, bem destoante da sua região.
Todavia, pode-se observar, em 2012, que o comportamento do Acre voltou a se normalizar comparando-o com os demais estados da região Norte. Tem-se então uma média da receita corrente líquida municipal anual per capita de aproximadamente R$ 3.000,00 para Sul e Sudeste, R$ 2.500,00 para Centro-Oeste e R$ 2.000,00 para Norte e Nordeste.
Durante os anos de 2013 a 2014, os valores mantêm comportamento similar. E comparando-o com o ano de 2012, tem-se de diferente que a média da região Centro-Oeste subiu de R$ 2.500,00 para R$ 3.000,00.
Já de 2015 para 2018 houve um aumento da média para todas as regiões, apresentando um valor aproximado de R$ 4.500,00 para o Sul; R$ 4.000,00 para Sudeste e Centro-Oeste; e para aproximadamente R$ 2.500,00 no Norte e no Nordeste. De forma geral, com o decorrer dos anos, é possível constatar um aumento considerável da média da receita corrente líquida municipal anual média per capita.
Os gráficos a seguir analisam outro ponto importante, relacionado ao fato de que dentro da receita de um município, uma parte pode ser prevista especificamente para consórcios, em que pese o fato de os municípios não estejam presos a este valor específico, é de grande interesse observar quanto é reservado exclusivamente para utilização com consórcios.
Gráfico 14 - Receitas específicas para consórcios anuais médias per capita, de 2007 a 2018, por regiões e estados (em R$)
FONTE: elaboração própria (2020)
No tocante às médias de receita específica municipal anual para consórcios per capita, dentre os outros estados da região Norte, apenas o Pará e o Tocantins têm média diferente de zero. Há uma oscilação de valores nas demais regiões, embora os estados com médias altas não ultrapassem o valor de R$ 0,20. No Sudeste, Sul e Centro-Oeste, todos os estados têm receita específica municipal anual média para consórcios per capita maior que zero.
Em 2008, alguns estados do Norte, que estavam com a receita específica municipal anual média para consórcios per capita igual a zero, passaram a ter média positiva. O Estado
- 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00
GO MS MT AL BA CE MA PB PE PI RN SE AC AM AP PA RO RR TO ES MG RJ SP PR RS SC
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do Rio Grande do Sul se destacou com média próxima de R$ 0,60 enquanto os seguintes estados com maiores médias variam em torno de R$ 0,30 a R$ 0,40. Em 2009 o Rio Grande do Sul se manteve com valor bem próximo ao do ano anterior e as médias de diversos estados caíram em relação a 2008. Somente no Nordeste ficou claro um aumento na receita específica municipal anual média para consórcios per capita.
Em 2010, Sergipe e Acre tiveram uma quantidade de receita específica municipal anual média para consórcios per capita bem mais alta que as dos demais estados, ficando este valor por volta de R$ 6,00 e R$ 4,00, respectivamente. No caso do Sergipe, essa alta de deu pelo orçamento 2010 do Município de Carmópolis ter estimado transferências estaduais para consórcio na monta de R$5.688.220,09, sendo que nenhum valor foi gasto com consórcio pelo município nesse ano. Já no Acre, a elevação foi provocada pelo Município de Feijó, que orçou R$1.645.988,86 a título de transferência de capital do governo estadual, sendo que efetivamente gastou com consórcio no ano apenas 2% desse valor.
No exercício de 2011, Rondônia esteve no topo dos estados com maior média de receita específica municipal anual para consórcios per capita, apresentando valor de aproximadamente R$ 2,00. Além disso, é possível observar que muitos estados mantiveram a receita específica municipal anual média para consórcios per capita em patamar baixo, por volta de R$ 0,50. Em 2012 é possível constatar que muitos estados permaneciam com a receita específica municipal anual média para consórcios per capita, por volta de R$ 0,50. Em alguns estados do Nordeste houve, mesmo, um decaimento deste valor em relação a 2011.
Em 2013 e 2014 o comportamento das receitas específicas municipais anuais para consórcios per capita em cada estado não mudaram muito na região Sudeste. Na região Sul é possível observar um decaimento em Santa Catarina, mas nos demais estados da região o valor médio permanecer próximo dos anos anteriores. No Norte e Nordeste também não foi possível observar mudanças bruscas.
No ano de 2015, é possível observar que mais estados do Nordeste passaram a ter alguma receita específica municipal anual média para consórcios per capita, enquanto os valores, em geral, diminuíram em relação a 2014.
Para 2016, tem-se que os municípios do Espírito Santo apresentavam a maior média de receita específica municipal anual média para consórcios per capita do Brasil, aproximadamente R$ 4,00, e, com exceção do Mato Grosso, todos os demais estados tinham valores abaixo de R$ 1,00. Em 2017, Minas Gerais e o Mato Grosso apresentaram os maiores valores (aproximadamente R$ 0,60).
Em 2018, os municípios com receita específica municipal anual média para consórcios per capita apresentaram, em geral, médias mais altas do que nos anos iniciais, sendo importante ressaltar a alta variação ao longo dos anos e que os estados com municípios apresentando maiores receitas disponíveis em 2018 não eram, necessariamente, os mesmos com maiores médias nos outros anos.
Outro aspecto necessário para se entender o comportamento de consórcios é a despesa municipal anual média per capita com políticas públicas, considerando que os consórcios públicos são criados para auxiliar os municípios na condução de políticas públicas, presumindo- se que parcela da despesa municipal com políticas públicas seja destinada para consórcios.
Dessa sorte, a seguir, são apresentados gráficos da despesa municipal anual média per capita com políticas públicas por regiões e estados, de 2007 a 2018.
Gráfico 15 - Despesas municipais anuais médias per capita com políticas públicas, de 2007 a 2018, por regiões e estados (em R$)
FONTE: elaboração própria (2020)
No ano de 2007, de forma geral, os estados apresentam uma variabilidade muito grande quando se refere à despesa municipal anual média per capita com políticas públicas. Dentre todos os estados, os municípios de São Paulo se destacaram com valor médio acima de R$
5.000,00. Já os municípios de Ceará e do Maranhão apresentam o menor valor,
- 1.000,00 2.000,00 3.000,00 4.000,00 5.000,00 6.000,00 7.000,00 8.000,00 9.000,00 GO
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aproximadamente R$ 700,00. No Sul, os municípios do Paraná se sobressaem com valor da despesa municipal anual per capita com políticas públicas em torno de R$ 4.000,00. Também se sobressaem por região, os municípios do Mato Grosso no Centro-Oeste, com valor em torno R$ 2.000,00, os do Amapá no Norte, com valor em torno de R$ 3.000,00 e os do Pernambuco no Nordeste, com aproximadamente R$ 2.000,00 de despesa municipal anual média per capita com políticas públicas.
O comportamento descrito em 2007 continua sendo apresentado até o ano de 2009.
Porém é possível perceber que em 2008 e 2009 houve um aumento de aproximadamente R$
1.000,00 na média de São Paulo, Paraná e Mato Grosso, que continuaram se sobressaindo nas suas respectivas regiões. O Norte acompanha o crescimento da média em 2008, porém esse valor cai novamente em 2009.
No ano de 2010, observa-se que os municípios de todos os estados apresentam uma despesa municipal anual média per capita com políticas públicas entre R$1.000,00 e R$2.000,00, reduzindo drasticamente a variabilidade apresentada no ano de 2007. Nota-se que, enquanto todas as regiões apresentam uma média de aproximadamente R$ 1.500,00, o Nordeste se destoa dos demais com um média por volta de R$ 1000,00.
Em 2011, percebe-se novamente um comportamento atípico do Acre na região Norte, semelhante ao ocorrido com os valores para a receita corrente líquida municipal anual média per capita. Nos anos anteriores os municípios dos estados de uma mesma região apresentaram valores semelhantes e a média do Norte estava em torno de R$ 1.500,00. Nesse ano, nota-se os demais estados do Norte na faixa esperada, porém o Acre apresentou uma despesa municipal anual média per capita com políticas públicas acima de R$ 7.000,00. Os demais estados apresentaram um comportamento esperado, mas nota-se um aumento da média em cada região.
No ano de 2012, percebe-se que o comportamento do Estado do Acre volta a se normalizar. É possível perceber que todos os estados apresentaram uma variabilidade baixa em relação à despesa municipal anual média per capita com políticas públicas, sendo que as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste apresentaram uma média de cerca de R$ 2.000,00 enquanto nas regiões Norte e Nordeste foi de R$ 1.500,00.
Entre os anos de 2013 e 2016, o panorama geral da despesa municipal anual média per capita com políticas públicas permaneceu semelhante ao descrito no ano de 2012, alterando-se em 2017, quando se constata que o intervalo de variação da despesa municipal com políticas públicas foi drasticamente modificado. Nos anos anteriores a média estava variando de R$1.500,00 a R$3.000,00, sendo que em 2017 esse valor passa a ser entre R$4.000,00 e