Gráfico 1 - Métodos e Sistemas de Custeio
Fonte: Dados da pesquisa
O gráfico demonstrou que os métodos de custeio mais utilizados pelas empresas são o custeio por absorção e custeio por atividade com 29% de uso dentre as empresas, seguido do custeio-meta com 21%, o que demonstra que esses artefatos são considerados pelas empresas, como os que trazem melhores resultados.
Em contra partida nenhuma empresa utiliza o custeio RKW, não podemos concluir se é menos utilizado devido à falta de conhecimento das empresas ou por não gerar resultados que são satisfatórios.
Na segunda parte desse mesmo bloco da pesquisa, foram observados quais são os métodos de avaliação e medidas de desempenho são utilizados pelas empresas, conforme gráfico demonstrado a seguir:
Custeio por Absorção 29%
Custeio Variável 7%
Custeio Padrão 14%
Custeio por Atividade (ABC)
29%
Custeio-Meta 21%
Custo RKW 0%
MÉTODOS E SISTEMAS DE CUSTEIO
Gráfico 2 – Métodos de avaliação e medidas de desempenho
Fonte: Dados da pesquisa
Conforme demonstrado no gráfico, todos os métodos de avaliação são utilizados por pelo menos uma empresa, dentre eles se destacam o valor presente com 26% de uso dentre as empresas. Depois o Benchmarking e a análise do ponto de equilíbrio com 21%.
O método menos utilizado é a moeda corrente, com apenas 5%, conclui-se então que não é considerado de grande importância para as empresas.
Na terceira parte desse bloco da pesquisa, foram analisados o uso das filosofias e modelos de gestão, conforme gráfico abaixo:
Benchmarking 21%
Valor Presente 26%
Moeda Constante 5%
Análise do Ponto de Equilíbrio 21%
Preço de Transferência
11%
EVA 16%
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO E MEDIDAS DE DESEMPENHO
Gráfico 3 - Filosofias e modelos de gestão
Fonte: Dados da pesquisa
Conforme demonstrado no gráfico, os métodos mais usados é o de orçamento e simulação com 21% das empresas. Sendo as ferramentas que mais auxiliam a gestão das empresas estudadas. Por outro lado alguns métodos são pouco utilizados como o Just in Time e a teoria das restrições com 8% e o GECON com apenas 4%. Sendo o Kaisen o único que não é utilizado por nenhuma empresa.
O terceiro bloco da pesquisa trouxe perguntas específicas, onde os representantes respondiam e justaficavam sua resposta, com o objetivo de encontrar a motivação das empresas em utilizar os artefatos, no quadro abaixo podemos observar as respostas:
Questão 1 – A divulgação ou menção dos artefatos dentro e fora da empresa através dos relatórios de administração ocorre pelo nome comercial do artefato? Por exemplo, quando fala sobre o BSC, a empresa usa o termo BSC?
Orçamento 21%
Simulação 21%
Descentralização 13%
Teória das Restrições 8%
Balanced Scorecard (BSC)
13%
GECON 4%
Junst in Time (JIT) 8%
Kaisen 0%
Gestão Baseada em Valor (VBM)
13%
FILOSOFIAS E MODELOS DE GESTÃO
Gráfico 4 – Resultados apresentados questão 1 (um)
Fonte: Dados da pesquisa
Os representantes demonstram que pouco mais da metade não utilizam o nome comercial dos artefatos na hora de divulgar os resultados, o que pode resultar em falta de conhecimento e entendimento deles, para aqueles que utilizam os relatórios na tomada de decisão.
Questão 2 – Os artefatos foram introduzidos por alguma empresa de consultoria? Por quê?
Gráfico 5 – Resultados apresentados questão 2 (dois)
Fonte: Dados da pesquisa
Demonstram também que pouco mais da metade começou a utilizar os artefatos através de empresas de consultoria, o que ressalta a importância da divulgação dos vários artefatos existentes e suas aplicações.
Questão 3 – Qual a influência do governo ou de legislações específicas na adoção dos artefatos?
40,00%
60,00%
Sim Não
60,00%
40,00%
Sim Não
Gráfico 6 – Resultados apresentados questão 3 (três)
Fonte: Dados da pesquisa
Os representantes em sua grande maioria dizem que não tiveram influência do governo nem nenhuma legislação para a adoção dos artefatos gerenciais.
Questão 4 - Qual a sua participação na adoção dos artefatos gerenciais?
Gráfico 7 - Resultados apresentados questão 4 (quatro)
Fonte: Dados da pesquisa
A grande maioria dos representantes, mais especificamente 80%, afirmam que exerce algum tipo de influência e participação direta na adoção desses artefatos.
Questão 5 – A empresa utiliza alguma organização como referência na adoção ou substituição dos artefatos gerenciais? Por quê?
20,00%
80,00%
Sim Não
80,00%
20,00%
Sim Não
Gráfico 8 – Resultados apresentados questão 5 (cinco)
Fonte: Dados da pesquisa
De acordo com os dados obtidos em todas as empresas entrevistadas, nenhuma delas usaram outras empresas como referência para a adoção e o uso dos artefatos gerenciais.
Questão 6 – Há em vista a adoção de novos artefatos gerenciais?
Gráfico 9 – Resultados apresentados questão 6 (seis)
Fonte: Dados da pesquisa
Todas as empresas entrevistas disseram quem elas não pretendem utilizar novos artefatos gerenciais, ou pelo menos não há em vista necessidade de adoção de novos por agora.
Questão 7 – Em caso afirmativo, o que levou a empresa a buscar essa nova prática?
Gráfico 10 - Resultados apresentados questão 7 (sete)
Fonte: Dados da pesquisa 0,00%
100,00
%
Sim Não
0,00%
100,00
%
Sim Não
0,00%
100,00
%
Sim Não
Sendo assim, todas as empresas entrevistas não receberam nenhum tipo influência e não adotaram nenhum novo artefato.
Questão 8 – Você considera que os atuais instrumentos de gestão estão em pleno funcionamento na organização?
Gráfico 11 – Resultados apresentados questão 8 (oito)
Fonte: Dados da pesquisa
E todas as empresas consideram que os artefatos que são utilizados atualmente estão em pleno funcionamento e estão satisfeitos com o resultado gerado para a organização.
Após a análise dos dados coletados pelos questionários, foram extraídas as informações das demonstrações contábeis que apresentaram os seguintes resultados:
Gráfico 12 – Margem Bruta
Fonte: Dados da pesquisa
100,00
%
0,00%
Sim Não
42,47%
21,06%
13,81%
30,75%
1,69%
42,67%
23,26%
20,79%
30,73%
8,83%
44,21%
23,14%
30,08% 32,53%
11,50%
0,00%
5,00%
10,00%
15,00%
20,00%
25,00%
30,00%
35,00%
40,00%
45,00%
50,00%
Arezzo Direcional Engenharia
Energisa Magnesita Usiminas
2013 2014 2015
Conforme Gitman, margem de lucro bruta tem o objetivo de medir a porcentagem para cada unidade monetária das vendas após a dedução dos custos.
Sendo assim, quanto maior a margem bruta, melhor é o resultado da empresa.90 Assim podemos observar que a margem bruta de todas as empresas aumentou de 2013 a 2015. Sendo de forma mais significativa da Usiminas e da Energisa, que aumentaram mais de 100% dentro do período. As outras obtiveram um resultado menos significativo.
Tendo em vista que os métodos de sistema de custeio mais utilizados pelas empresas é custeio por absorção e atividades, podemos concluir que o controle e identificação dos gastos com os custos, trás vantagem no resultado da empresa, pois sua identificação permite a redução dos mesmos.
Gráfico 13 – Margem Operacional
Fonte: Dados da pesquisa
A margem operacional calcula a porcentagem de cada unidade monetária das vendas, após a dedução dos custos operacionais (todos os custos e despesas, exceto juros, imposto de renda e dividendos). Sendo assim, quanto mais alta for a margem operacional, melhor é o resultado da empresa.91
90 GITMAN,Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 12 Ed. Person Prentice Haal, São Paulo, 2010.p.58
91 GITMAN,Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 12 Ed. Person Prentice Haal, São Paulo, 2010.p.58
14,69%
9,95%
-1,52%
-22,23%
-36,18%
15,34%
12,65%
3,96%
-4,82%
1,78%
16,21%
13,56%
7,59%
3,09%
0,13%
-40,00%
-30,00%
-20,00%
-10,00%
0,00%
10,00%
20,00%
Arezzo Direcional Engenharia
Energisa Magnesita Usiminas
2013 2014 2015
Conforme o gráfico, as empresas prosseguiram em obter aumento em seus resultados no período. Nesse índice, a Energisa, Magnesita e Usiminas iniciaram o período de análise apresentando resultados negativos, sendo a Usiminas com o maior prejuízo apresentado, e a Energisa com o menor, porém todas conseguiram alavancar seus resultados.
A Direcional e a Arezzo prosseguem em apresentar aumentos positivos, porém menos expressivos do que as outras. Então podemos concluir que a identificação dos custos pelos métodos de sistema de custeio continuam se apresentando como uma ferramenta importante, para a identificação e redução dos custos.
Gráfico 14 – Margem Líquida
Fonte: Dados da pesquisa
A margem líquida mede a porcentagem de cada unidade monetária das vendas após a dedução de todos os custos e despesas, incluindo juros e impostos.
Sendo assim, quanto maior for sua margem líquida, melhor é o resultado da empresa.92
Conforme observamos no gráfico, novamente todas as empresas aumentaram seus resultados nos períodos analisados. A Magnesita e a Usiminas terminaram 2013 com resultados de em média pouco mais de 30% de prejuízo, o
92 GITMAN,Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 12 Ed. Person Prentice Haal, São Paulo, 2010.p.59
10,68% 9,95%
2,94%
-31,37%
-36,18%
10,71% 12,65%
3,68%
-3,38%
1,78%
11,48% 13,56%
7,23%
2,20%
0,13%
-40,00%
-30,00%
-20,00%
-10,00%
0,00%
10,00%
20,00%
Arezzo Direcional Engenharia
Energisa Magnesita Usiminas
2013 2014 2015
que representou um resultado altamente negativo, porém terminaram 2015 de forma positiva. A Usiminas prosseguiu com um valor relativamente baixo, mas ambas saíram do prejuízo anteriormente apresentado.
A Energisa apresentou um aumento de quase 5%, a Arezzo e a Direcional seguiram com resultados pouco abaixo, mas ainda assim satisfatórios. O que se conclui que a identificação e mensuração dos custos por meio dos métodos de sistemas de custeio, contribuem para a melhoria dos resultados.
Gráfico 15 – Giro do ativo
Fonte: Dados da pesquisa
O giro do ativo representa a eficiência dos ativos das empresas em gerar receitas. Apresentando assim, a porcentagem das suas receitas com relação ao ativo total. De modo que quanto maior o giro do ativo maior é a eficiência, indicando se as operações foram financeiramente eficientes. 93
Conforme os resultados apresentados no gráfico identifica-se que as empresas tiveram aumento na eficiência dos seus ativos, com a exceção da Energisa que teve queda de 20% em 2014, recuperou pouco em 2015, mas não o suficiente para cobrir a queda em 2014. No entanto a Arezzo se destaca com um retorno de mais de 130% do seu ativo, o que mostra uma grande eficiência de suas operações.
93 GITMAN,Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 12 Ed. Person Prentice Haal, São Paulo, 2010.p.54
131,22%
40,38%
64,51%
51,93%
36,69%
132,19%
46,41% 44,51% 43,46% 38,52%
136,81%
50,79% 50,75%
41,03% 40,91%
0,00%
20,00%
40,00%
60,00%
80,00%
100,00%
120,00%
140,00%
160,00%
Arezzo Direcional Engenharia
Energisa Magnesita Usiminas
2013 2014 2015
Tendo em consideração os métodos de avaliação e medidas de desempenho, pode-se concluir que ao se analisar o desempenho com uso desses métodos, pode trazer um resultado satisfatório para as empresas, tendo em vista que ao identificar o desenvolvimento de suas operações, medidas para a melhoria dos resultados possam ser tomadas.
Gráfico 16 – Retorno dos investimentos (ROA)
Fonte: Dados da pesquisa
Também chamado de ROA (Retorno sobre o ativo total), o retorno sobre o investimento (ROI), identifica a eficiência geral dos ativos em gerar resultados.
Quanto maior o índice de retorno sobre o ativo, melhor é o resultado da empresa.94 Conforme o gráfico, podemos observar que novamente a Energisa, Magnesita e Usiminas apresentaram valores negativos no início do período, porém conseguiram recuperar e terminaram 2015 com um pequeno valor positivo. A Magnesita foi a empresa que apresentou a melhora mais significativa, já que seu prejuízo foi o maior demonstrado. A Arezzo e a Direcional seguem aumentando seus resultados nos períodos.
Sendo assim conclui-se que o uso dos métodos de avaliação de desempenho podem ser uma ferramenta muito importante para a alavancagem dos resultados das empresas.
94 GITMAN,Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 12 Ed. Person Prentice Haal, São Paulo, 2010.p.60
19,27%
4,62%
-0,98%
-16,30%
-13,28%
20,27%
6,46%
1,76%
-1,45%
0,68%
22,18%
7,58%
3,85%
0,86% 0,05%
-20,00%
-15,00%
-10,00%
-5,00%
0,00%
5,00%
10,00%
15,00%
20,00%
25,00%
Arezzo Direcional Engenharia
Energisa Magnesita Usiminas
2013 2014 2015
As filosofias e modelos de gestão podem ser uma importante ferramenta para auxiliar os gestores. Pois ao utilizar indicados financeiros para mensurar seus resultados monetários, a utilização de novos meios e filosofias para a gestão podem ser ferramentas para novas medidas a fim de melhorar os resultados.