50
1945
A 16 de outubro é fundada a FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.
GLOBAL
UE
REGIONAL
1962
Criação da Política Agrícola Comum - PAC 1963
Criação do PAM – Programa Alimentar Mundial (Nações Unidas)
1970
Criação da Política Comum de Pescas 11/1974
Cimeira Mundial da Alimentação, Roma. Declaração Universal sobre a Erradicação da Fome e da Malnutrição
1978
Plano Regional Alimentar para África (FAO)
1981
Plano de Ação para combater a Fome no Mundo (Comunidade Europeia)
1990
Primeira Conferência sobre Políticas de Alimentação e Nutrição (OMS e FAO)
1996
Cimeira Mundial da Alimentação. Declaração de Roma sobre a Segurança Alimentar Mundial e Plano de Ação da Cimeira Mundial da Alimentação
11/2009
Declaração do Cimeira Mundial sobre Segurança Alimentar _ Princípios de Roma
2003 África
Declaração sobre Agricultura e Segurança Alimentar em África Criação do Programa Integrado de Desenvolvimento da Agricultura Africana (CAADP)
Protocolo da Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, sobre os Direitos das Mulheres (art.º 15: Direito à Segurança Alimentar)
2003
Lançamento do Plano de Ação para a Aplicação da Legislação, Governação e Comércio no Sector Florestal (FLEGT) – Programa FAO+UE
2002
Declaração da Cimeira Mundial da Alimentação:
cinco anos depois (Roma) 2004
Diretrizes Voluntárias sobre o Direito à Alimentação, FAO 2006
Fórum especial da FAO “Cimeira Mundial da Alimentação: dez anos depois” (Roma) 09/2006 África
Plano de Ação de Segurança Alimentar (assinado em Abuja)
2008
Plano de Ação para um Consumo e Produção Sustentáveis e uma Política Industrial Sustentável
2010
Quadro estratégico da UE para ajudar os países em desenvolvimento a enfrentarem os desafios no domínio da segurança alimentar Comunicação da Comissão Europeia sobre Ajuda Alimentar Humanitária Definição da Estratégia Europa 2020
1992
Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, “Cimeira da Terra”, Rio de Janeiro. Declaração final sobre Ambiente e Desenvolvimento e Agenda 21.
Adoção de 3 convenções:
- Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas - Convenção das Nações Unidas sobre Biodiversidade
- Convenção das Nações Unidas de combate à Desertificação Conferência Internacional da Nutrição
1999
Comentário geral n.º 12: O Direito a uma alimentação adequada (pelo Comité dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais) Convenção Relativa à Ajuda Alimentar (ratificada pela União Europeia em 2013)
2011
Agenda para a Mudança (Política de Desenvolvimento da UE) Roteiro para uma Europa Eficiente na Utilização de Recursos
2011
Parceria de Busan de 2011 para uma Cooperação para o Desenvolvimento Eficaz Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos (Conselho dos Direitos do Homem) Linhas Diretrizes da OCDE para as Empresas Multinacionais (atualização)
06/2011
Plano de Ação sobre a Volatilidade dos Preços dos Alimentos e a Agricultura (G20) 07/2011 CPLP
Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional (Parte 1 e Parte 2) – ESAN-CPLP 10/2011 Américas
Plano da Ação para a Segurança Alimentar e Nutrição, CARICOM
2012
A abordagem da UE em matéria de resiliência:
aprender com as crises de segurança alimentar 2012
Diretrizes Voluntárias para a Governança Responsável da Terra, dos Recursos Pesqueiros e Florestais no contexto da Segurança Alimentar Nacional (VGGT), FAO Marco Estratégico Global para a Segurança Alimentar e Nutricional, Comité Mundial de Segurança Alimentar, Nações Unidas (1ª versão)
Cimeira do Rio+20: O Futuro que Queremos.
Lançamento do Desafio Fome Zero.
Lançamento da Nova Aliança para a Segurança Alimentar e Nutrição em África (G8)
Objetivos globais da Organização Mundial de Saúde para a Nutrição até 2025
2014
Plano de Ação em matéria de Nutrição 2014
Ano Internacional da Agricultura Familiar Quadro de Ação do G20 para a Segurança Alimentar e Nutrição (Plano de Ação aprovado em 2015) 10/2014
Princípios para o Investimento Responsável na Agricultura e Sistemas Alimentares, FAO 11/2014
II Conferência Internacional sobre Nutrição:
Declaração de Roma sobre Nutrição e Plano de Ação
06/2013
Lançamento da Rede Global para o Direito à Alimentação e Nutrição
2013
Melhorar a nutrição materna e infantil no âmbito da assistência externa: quadro estratégico da UE Reforma da Política Agrícola Comum para o período 2014-2020
Regulamento da nova Política Comum de Pescas 2015
Declaração de Sendai e Quadro para a Redução do Risco de Desastres 2015-2030
Agenda de Adis Abeba sobre o Financiamento do Desenvolvimento Fórum Mundial de Agroecologia
03/2015
Declaração de convergência global das lutas pela terra e pela água, Fórum Social Mundial (Tunísia)
09/2015
Agenda 2030 sobre Desenvolvimento Sustentável e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
10/2015
Quadro de Ação para a Segurança Alimentar e Nutricional em Crises Prolongadas
EXPO Milão: Feeding the Planet, Energy for Life. Adoção do Pacto de Milão sobre a Política da Alimentação Urbana.
12/2015
Acordo de Paris sobre Alterações Climáticas 2016
Década Global da Nutrição 2016-2025 05/2016
Cimeira Humanitária Mundial, Istambul 06/2017 CPLP
Diretrizes para o Apoio e Promoção da Agricultura Familiar nos Estados-Membros da CPLP
06/2017
Consenso Europeu para o Desenvolvimento (política de desenvolvimento da UE)
Uma abordagem estratégica em matéria de resiliência na ação externa da UE
09/2017
Lançamento do Plano de Investimento Externo da UE 11/2017
“O futuro da alimentação e da agricultura” – visão da Comissão Europeia para a reforma da Política Agrícola Comum pós-2020 2017
Marco Estratégico Global para a Segurança Alimentar e Nutricional, Nações Unidas (versão atual)
06/2018
Comissão Europeia apresenta as propostas legislativas para reforma da PAC pós-2020 02/2018 CPLP
Carta de Lisboa Pelo Fortalecimento da Agricultura Familiar
2019
Década Global da Agricultura Familiar 2019-2028
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A fome, a desnutrição e a insegurança alimentar são simultaneamente causas e efeitos da pobreza, comprometendo o desenvolvimento humano, as perspetivas de desenvolvimento das sociedades e o potencial económico dos países. Encontrar alimentos a preços acessíveis, que promovam a saúde e a boa nutrição, para uma população mundial em crescimento, permanece um grande desafio internacional. A promoção de sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes, responsáveis, competitivos, diversos e inclusivos é um imperativo de desenvolvimento, que requer a participação de todos.
Os dados dizem-nos que a humanidade dispõe hoje dos recursos necessários para erradicar a pobreza extrema no espaço de uma geração, para acabar com a fome e com todas as formas de subnutrição, tal como estabelecido nos novos Objetivos Globais de Desenvolvimento Sustentável. Mas estarão os modelos e políticas internacionais a contribuir para a segurança alimentar e nutricional, numa perspetiva de desenvolvimento e de direitos humanos? As políticas e medidas implementadas são coerentes e coordenadas, potenciam o contributo sustentável do setor agrícola para o desenvolvimento e protegem os mais pobres e vulneráveis? Como assegurar uma ligação mais efetiva e positiva entre segurança alimentar e desenvolvimento?
O estudo Segurança Alimentar e Nutricional e Desenvolvimento, de Patrícia Magalhães Ferreira, disponível em
www.coerencia.pt, apresenta uma resposta clara às questões suscitadas.
SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL E DESENVOLVIMENTO
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As mulheres constroem as suas hortas comunitárias em Motaze, Moçambique, lutando contra a falta de água, fracos inputs agrícolas e falta de meios para a educação dos filhos.
João Monteiro, OIKOS - Cooperação e Desenvolvimento, 2009
SABIA QUE…?
Ter acesso a alimentos a preços acessíveis, que promovam a saúde e a boa nutrição, para uma população mundial em crescimento, permanece um grande desafio internacional.
No entanto, vivemos num mundo com uma incoerência de base: 815 milhões de pessoas passam fome, numa população global de 7,8 mil milhões de pessoas, enquanto a totalidade dos alimentos produzidos atualmente dariam para alimentar quase 12 mil milhões de pessoas e 1/3 de todos os alimentos é perdido ou desperdiçado.
A insegurança alimentar e nutricional é simultaneamente uma causa e um efeito da pobreza:
se a malnutrição perpetua, por um lado, a pobreza e a privação, por outro, a pobreza agrava a malnutrição e gera insegurança alimentar. Os modelos insustentáveis de produção de alimentos, os desequilíbrios na distribuição e acesso, a degradação ambiental, a escassez dos recursos e as alterações climáticas, o desperdício alimentar e os padrões de consumo não sustentáveis estão entre a multiplicidade de fatores que afetam as perspetivas de desenvolvimento, sendo simultaneamente influenciados pelos modelos de desenvolvimento prosseguidos.
Os pequenos agricultores fornecem mais de 80% dos alimentos no mundo, mas mais de 70%
dos extremamente pobres estão nas zonas rurais, onde prevalece uma agricultura familiar ou de pequena dimensão. A necessidade de investimento num desenvolvimento rural integrado é comprovada pelo potencial da agricultura como um motor da redução da pobreza, de geração de emprego e de promoção do desenvolvimento para os setores mais pobres da população.
O enquadramento global para promoção da segurança alimentar e nutricional no mundo evoluiu particularmente após a crise alimentar de 2007-8, salientando-se as diretrizes da FAO nestas matérias, o trabalho do Comité Mundial de Segurança Alimentare a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável (em que o ODS 2, especificamente sobre a temática, é interdependente de quase todos os objetivos).
O enquadramento estratégico e institucional da CPLP tem registado uma evolução única no quadro das organizações regionais, embora com as inerentes dificuldades de implementação.
Apesar de a cooperação portuguesa nunca ter tido, na segurança alimentar e nutricional, um setor prioritário de atuação, nem em termos operacionais nem de recursos, tem conseguido desenvolver alguns projetos relevantes para o desenvolvimento de países parceiros prioritários. Nos últimos anos, a cooperação pública institucional perdeu capacidade e a massa crítica de conhecimento nesta matéria tem decrescido, verificando- se também uma aposta nos financiamentos externos e na cooperação delegada.
As incoerências identificadas na atuação internacional e europeia de interligação entre a segurança alimentar e o desenvolvimento dizem respeito ao desinvestimento do setor do desenvolvimento nesta área, à indefinição sobre o envolvimento do setor privado (incluindo a inadequação da regulação sobre empresas e direitos humanos), à tomada de medidas que reforçam uma concorrência menos livre e justa no setor agroalimentar, à política europeia de agrocombustíveis e aos efeitos da Política Agrícola Comum.
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MITOS VS REALIDADES
A REALIDADE
Segundo a FAO, os alimentos produzidos mundialmente dariam para alimentar entre 12 e 14 mil milhões de pessoas. Existe, portanto, comida suficiente no mundo para que todos possam ter a nutrição adequada para uma vida saudável e produtiva.
Entretanto, é preciso que a produção e a distribuição de alimentos sejam mais eficientes, sustentáveis e justas. Isso significa apoiar pequenos agricultores - que são maioria nos países em desenvolvimento - e assegurar que tenham acesso adequado aos mercados para que possam vender seus produtos. É preciso também combater o desperdício alimentar, que representa perdas enormes, quer em termos económicos, quer ambientais e sociais.
Existem ideias sobre a fome e a nutrição no mundo, que são propagadas e se tornam verdadeiros mitos. É preciso desconstruir esses mitos com os factos e dados que nos permitem ter uma perspetiva mais realista e abrangente, para agirmos de forma mais coerente.
MITO 1
Não há comida suficiente para alimentar a
população mundial
A REALIDADE
O aumento da produção de alimentos, que tem sido evidente ao longo das últimas décadas, não foi suficiente para erradicar a fome e resolver os problemas de insegurança alimentar. O enfoque no crescimento da produção gerou outros problemas, como a grande dimensão das perdas e desperdício alimentar, o aumento da pegada ambiental dos sistemas agrícolas e alimentares, ou a degradação de recursos naturais como os solos ou a água. Para além disso, o uso alargado de fertilizantes, pesticidas e químicos ameaçam cada vez mais alguns tipos de colheitas dependentes da polinização, afetam a biodiversidade e os ecossistemas, bem como a saúde humana. Assim, o enfoque terá de ser mais na transformação dos sistemas agrícolas e alimentares do que propriamente num aumento da produção. Por outro lado, as pessoas podem passar fome mesmo quando existe muita comida, já que o problema é frequentemente uma questão de acesso: falta de condições financeiras para comprar comida, impossibilidade de deslocação até os mercados locais, etc. Por fim, não é apenas a quantidade, mas também a qualidade dos alimentos que está em causa.
Uma boa nutrição significa ter a combinação certa de nutrientes e calorias necessárias para um desenvolvimento saudável.
MITO 2
A fome e subnutrição podem ser resolvidas com um aumento da produção de alimentos
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A REALIDADE
É verdade que a fome afeta principalmente os países em desenvolvimento, particularmente na África Subsariana e na Ásia do Sul. No entanto, a escassez alimentar e a malnutrição são problemas relevantes nos países desenvolvidos, onde as desigualdades estão a aumentar e a exclusão social agrava problemas de insegurança alimentar. Uma a cada nove pessoas no mundo não tem o que comer, e isso afeta a humanidade como um todo. A fome diminui os progressos em áreas importantes que conectam nações e compromete o desenvolvimento global.
Por outro lado, outros problemas nutricionais tornaram-se também, cada vez mais, globais. Hoje a obesidade é um problema global, que agrava desigualdades sociais e retira rendimentos e capacidade de trabalho aos mais pobres da sociedade.
A REALIDADE
As emergências são responsáveis por apenas 8%
da fome mundial, segundo a FAO. Por isso, ações e projetos de longo prazo, como programas de refeições escolares, ou ações estruturantes que transformem os sistemas agroalimentares e que melhorem a resiliência das comunidades são tão importantes para combater a fome de forma sustentada. A natureza é apenas um dos fatores que influenciam a fome. A proporção das crises alimentares que está ligada a causas humanas é cada vez maior, incluindo fatores ligados a conflitos violentos, às dinâmicas dos mercados mundiais e outros. Na verdade, a fome é na sua essência um problema político, que deve ser combatido com respostas políticas, económicas e sociais.
MITO 3
A fome é um problema exclusivo dos países mais pobres
MITO 4
A fome deriva de situações de emergência e catástrofe. Tem como causas os desastres naturais
A REALIDADE
A fome, a subnutrição e a desnutrição têm efeitos não apenas na saúde das pessoas, mas também impactos alargados e multidimensionais nas sociedades e nas economias. Uma grande prevalência de fome e carências nutricionais afeta o desenvolvimento humano, prejudica a economia, fomenta tensões sociais e conflitos, afeta a produtividade e o crescimento, reduzindo significativamente as potencialidades de desenvolvimento. Está provado, por exemplo, que o acesso a alimentação adequada é fundamental para a educação e aprendizagem das crianças, influenciando também mais tarde as qualificações, as condições de trabalho e os salários e o contributo dessas mesmas pessoas para as economias dos seus países. O combate à fome é, assim, uma condição de base essencial para que seja possível resolver questões ambientais, económicas e de segurança.
A REALIDADE
O crescimento económico não resolve, por si só, problemas de subnutrição crónica ou de insegurança alimentar. Na verdade, um crescimento económico que não seja inclusivo, que não englobe uma redução das desigualdades e que não inclua preocupações com os setores mais vulneráveis da sociedade pode mesmo exacerbar problemas de insegurança alimentar e malnutrição.
Já a (in)segurança alimentar influencia de forma considerável o crescimento económico. Os países com altos níveis de pobreza e desnutrição crónica enfrentam grandes limitações ao desenvolvimento humano, que é necessário para ter um crescimento sustentável.
MITO 5
A fome é um problema de saúde
MITO 6
O crescimento económico gera segurança alimentar
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PRECISA DE MAIS DADOS…?
Veja os dados mais recentes sobre segurança alimentar e nutricional:
www.fao.org/state-of-food-security-nutrition
Tenha informação científica e atualizada sobre as crises alimentares no mundo:
www.ipcinfo.org
Saiba como cada país do mundo reconhece o direito à alimentação (mapa interativo):
www.fao.org/right-to-food-around-the-globe
A pegada humana do desperdício alimentar (vídeo):
www.youtube.com/watch?v=Md3ddmtja6s
Pop up
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Entrevistas temáticas
Francisco Sarmento
Chefe do Escritório da FAO em Portugal
Na entrevista a Francisco Sarmento, Chefe do Escritório da FAO em Portugal e junto da CPLP, fique a conhecer quais as principais dificuldades no apoio internacional à segurança alimentar e nutricional (SAN) nos países em desenvolvimento e os projetos e ações da FAO que se destacam como exemplos de boas práticas.
“Um fator cada vez mais importante para fazer face aos desafios da segurança alimentar é o acesso à água, sobretudo para os mais carenciados e as populações mais vulneráveis. Num contexto de mudanças climáticas, a água assume um papel cada vez mais relevante, e não podemos continuar a assistir à necessidade de percorrer muitos quilómetros para se ter acesso a um balde de água, o que nos países do Sul continua a sobrecarregar especialmente as mulheres e assim afetando todo o agregado familiar. Neste âmbito, deve existir acesso a água de qualidade e a preços adequados, sendo necessário ter cuidado com os fenómenos de privatização do acesso à água.”
www.coerencia.pt/entrevista-coerente-com-francisco-sarmento/
Manuel Correia
Professor no Instituto Superior de Agronomia
Como combater a incoerência num mundo que produz alimento para todas as pessoas, mas em que 800 milhões passam fome diariamente? A entrevista a Manuel Correia dá-lhe uma pista.
“O real problema dos 800 milhões (que se encontram nas regiões mais pobres) é a falta de acesso e não a falta de alimentos.
É preciso também ter em conta que, globalmente, mais acesso não se resolve com mais produção e menos desperdício. O desperdício nos países desenvolvidos está mais ligado ao excesso de comida confecionada, devido a questões de “food safety”, e aqui sim, o (re)aproveitamento da comida tem sido uma das armas contra a minoração da fome nos países mais ricos enquanto que, nos menos desenvolvidos, se prendem essencialmente com questões do pós-colheita, quer por isolamento e/ou falta de tecnologia adequada”.
www.coerencia.pt/entrevista-coerente-a-manuel-correia/
Avelino Bonifácio Consultor, Cabo Verde
A leitura na íntegra da entrevista a Avelino Bonifácio permite identificar os principais desafios da segurança alimentar em Cabo Verde e como é que estes se interligam com o desenvolvimento do país.
“A segurança alimentar e nutricional das regiões e países mais afetados e em risco só poderá ser uma meta alcançável numa sinergia de esforços internos, regionais e internacionais, de menor egoísmo e maior disponibilidade para a partilha, numa escala cada vez mais global, não só dos prejuízos, mas também dos benefícios, de maior equilíbrio na adoção de políticas mais sustentáveis e de maior justiça na redistribuição dos rendimentos gerados. A cooperação para uma verdadeira segurança alimentar requer que o enfoque seja colocado na adoção de políticas que permitem maximizar as potencialidades de produção de todas as regiões e países, introduzindo, obviamente, correções que o mercado, por si só, não regula, mas nunca num egoísmo, exacerbado, de maximização de uns, à custa do aniquilamento de outros”.
www.coerencia.pt/entrevista-coerente-com-avelino-bonifacio/
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Um desenho,
para ser mais claro?
Let’s look at the trailer
“Escola de Verão 2017 - Testemunho de Margarida Alvim”
www.youtube.com/watch?v=QtvyLoyT9WE
“Coerência.pt - Alfredo Cunhal Sendim”
www.youtube.com/watch?v=oo9lRtjLUnA
“Coerência.pt - Micro Filme Agricultura”
www.youtube.com/watch?v=ZCPXjD6tR8o
“Coerência.pt - Documentário ‘O impacto dos Biocombustíveis’”
www.youtube.com/watch?v=Q1XSsiqAClQ
“This video will change the way you see food”
www.youtube.com/watch?v=7SqLz4O32vc
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Links úteis
Desenvolvimento Sustentável e Agenda 2030
www.un.org/sustainabledevelopment
FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura
www.fao.org
Comité Mundial de Segurança Alimentar (Nações Unidas)
www.fao.org/cfs/en
Relator Especial das Nações Unidas sobre o Direito à Alimentação
www.righttofood.org
PAM – Programa Alimentar Mundial (Nações Unidas)
www.wfp.org
PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
www.undp.org
Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA)
www.ifad.org
União Europeia – Agricultura
ec.europa.eu/agriculture
The European Alliance on Agricultural Knowledge for Development
agrinatura-eu.eu
Rede Global para o Direito à Alimentação e à Nutrição
www.righttofoodandnutrition.org/ International
Land Coalition
www.landcoalition.org