6 DESENVOLVIMENTO DO PROJETO
6.3 Seqüência Detalhada De Funcionamento
Para se iniciar o processo deve-se energizar o painel na chave geral, que fornecerá 24 VDC que alimentará a rede de controle. Deve-se acionar manualmente a válvula de 3 vias e 2 posições com trava 0V1, que alimentará com 8 Bar de ar comprimido o sistema pneumático.
Observando o diagrama da figura 15 pode-se verificar o funcionamento de todo o circuito.
Caso todos os cilindros estejam na posição recuada os sensores 1S1, 2S1, 3S1, 4S1, 5S1 e 6S1 estarão atuados, e esta é a condição inicial de funcionamento. A botoeira de PARADA DE EMERGÊNCIA também deve estar na posição destravada.
No caso de um ou mais cilindros não estarem recuados deve-se acionar a botoeira RESET. Esta botoeira energiza o relé K5 na linha 7 que energizará os solenóides Y3, Y5, Y7 e Y9 que fará retornar todos os cilindros que estiverem avançados.
Pressionando-se a botoeira LIGA o relé K6 será energizado, fará selo no contato NA k6 na linha 10 mantendo o relé K6 energizado, que fechará o contato NA K6 na linha 11, que alimentará o relé K0, fazendo selo no fechamento do contato NA K0 na linha 12, e alimentará toda a rede através do fechamento do contato NA K0 na linha 14.
Na linha 13 o relé K9 será energizado fechando o contato NA K9 na linha 1, que energizará o solenóide Y4 fazendo o cilindro 4 A avançar. Quando o cilindro 4 A avançar acionará o sensor 4S2 energizando o solenóide Y8, que avançará o cilindro
6 A. Ao mesmo tempo será energizado o relé K1 na linha 16, que fará um selo no contato NA K1 na linha 17, e energizará o solenóide Y1, que avançará os cilindros 1 A e 2 A. Os cilindros 1 A e 2 A avançando atuarão os sensores 1S2 e 2S2, que desligarão os circuitos alimentados pela linha 15, excetuando-se o circuito da linha16 que ficará energizado pelo selo no contato NA K1 na linha 17, mantendo o solenóide Y1 energizado, que manterá os cilindros 1 A e 2 A avançados.
Com os cilindros 1 A e 2 A avançados os sensores 1S2 e 2S2 ficam atuados e energizam o relé K2 na linha 18. O contato NA K2 na linha 19 fecha, e quando os sensores 5S1 e 6S2 atuam energizam o relé K3, que faz selo com o contato K3 na linha 20, sobrepondo os sensores 5S1 e 6S2 e o contato K2, mantendo o relé K3 energizado. Isso dá início ao ciclo de funcionamento dos cilindros 3 A, 4A, 5 A e 6 A.
Este circuito que alimenta o relé K3 na linha 19, composto pelos contatos NA K2 e pelos sensores NA 5S1 e 6S2, somente faz iniciar o primeiro ciclo e é desativado logo após o início do ciclo, e só será de novo utilizado quando houver condição como esta dos dois sensores ativados, o que só ocorre na partida do sistema.
O relé K3 mantém-se energizado através do selo da linha 20 e só será desenergizado pela abertura do contato NF K4.
O contato NA K3 na linha 23 fecha alimentando os circuitos que acionam a primeira fase do ciclo, que é composto por avanço do cilindro 3 A pela energização do solenóide Y2 e recuo do cilindro 4 A pela energização do solenóide Y4 simultaneamente, seguido do avanço do cilindro 5 A pela energização do solenóide Y6 pelo fechamento dos contatos NA 3S2 e 4S1,e por último do recuo do cilindro 6 A pela energização do solenóide Y9 pelo fechamento do contato NA 5S2. Os sensores de fim de curso de cada um dos quatro cilindros desativarão os respectivos solenóides que os movimentaram.
O contato NA 6S1 é ativado pelo recuo do cilindro 6 A, alimentando na linha 21 o relé K4, iniciando a segunda e última fase do ciclo. O relé K4 mantém-se energizado através do selo da linha 22. O contato NF K4 da linha 19 abre, desenergizando o relé K3, desativando a primeira fase do ciclo, evitando assim a incidência de sinais contíguos em solenóides opostas na mesma válvula direcional.
O contato NA K4 da linha 30 fecha energizando os circuitos da segunda fase do ciclo, que é composto pelo recuo do cilindro 3 A pela energização do solenóide Y3 e avanço do cilindro 4 A pela energização do solenóide Y4 simultaneamente, seguido do avanço do cilindro 6 A pela energização do solenóide Y8 pelo fechamento dos
contatos NA 3S1 e 4S2, e por último do recuo do cilindro 5 A pela energização do solenóide Y7 pelo fechamento do contato NA 6S2. Os sensores de fim de curso de cada um dos quatro cilindros desativarão os respectivos solenóides que os movimentaram.
Neste ponto o contato NF 5S1 da linha 21 abre, desenergizando o relé K4, desativando a segunda fase do ciclo, evitando assim a incidência de sinais contíguos em solenóides opostas na mesma válvula direcional.
Com o relé K4 desenergizado o contato NF K4 da linha 19 volta a fechar, e como o contato NA 6S2 já estava fechado, e com o fechamento do contato NA 5S1 na linha 19, reinicia-se o primeiro ciclo com a energização do relé K3. O início do primeiro ciclo é interrompido pelo acionamento da botoeira com trava PARADA NORMAL. Para reiniciar o ciclo é necessário somente destravar a botoeira.
O circuito dispõe de uma botoeira sem trava de PARADA DE EMERGÊNCIA.
Quando esta botoeira é acionada o sistema para com os cilindros 3 A, 4 A, 5 A e 6 A nas posições em que estiverem, e recua os cilindros 1 A e 2 A. Para reiniciar o processo basta acionar a botoeira sem trava LIGA, que energizará o relé K6 na linha 9, e que ficará energizado pelo selo na linha 10. O contato NA K6 da linha 8 fecha energizando o relé K5 da linha 7. O contato NA K5 da linha 24 fecha energizando o solenóide Y5 na linha 25 para recuo do cilindro 4 A. O contato NA K5 da linha 27 fecha energizando o solenóide Y9 na linha 28 para recuo do cilindro 6 A. O contato NA K5 da linha 29 fecha energizando o solenóide Y3 na linha 30 para recuo do cilindro 3 A. O contato NA K5 da linha 33 fecha energizando o solenóide Y7 na linha 34 para recuo do cilindro 5 A. Com todos os cilindros recuados e com o contato NA k6 da linha 11 fechado inicia-se o processo. Caso se queira só recuar todos os cilindros e manter o processo parado basta acionar a botoeira RESET que energizará o relé K5, mas não energizará o relé K6.
Todo este processo pode ser visualizado no esquema eletro-pneumático mostrado na figura 11 feito com o auxílio do software FluidSIM – P 3 versão Demo:
Figura 11 – Esquema Eletro-pneumático