Tabela 11. Relação Resina/Fotoativador/Grupo/Tendência de Tonalidade
EX TPH QHL BS SL QHL BS SL
GHD
Verde-azulada Aumento de luminosidade
Verde-amarelada Aumento de luminosidade
Verde-azulada Aumento de luminosidade
Vermelho-azulada Aumento de luminosidade
Verde-amarelada Diminuição de
luminosidade
Vermelho-azulada Diminuição de
luminosidade
GCf Verde-azulada Diminuição de luminosidade
Verde-amarelada Aumento de luminosidade
Verde-azulada Aumento de luminosidade
Verde-azulada Aumento de luminosidade
Vermelho-amarelada Aumento de luminosidade
Vermelho-azulada Diminuição de
luminosidade
GCo Verde-azulada Aumento de luminosidade
Verde-azulada Aumento de luminosidade
Verde-azulada Aumento de luminosidade
Verde-azulada Aumento de luminosidade
Verde-azulada Aumento de luminosidade
Vermelho-azulada Diminuição de
luminosidade
GVT Verde-amarelada Diminuição de
luminosidade
Vermelho-azulada Verde-amarelada
Vermelho-amarelada Vermelho-amarelada
Vermelho-amarelada
Aumento de luminosidade Aumento de
luminosidade Diminuição de
luminosidade Aumento de
luminosidade Diminuição de
luminosidade
Tabela 12.
Percentual Médio de Sorção GHD
Fotoativador/Resina Amostras Média Desvio Padrão
QHL EX 5 0,21 A 0,81
BS EX 5 0,22 A 0,47
SL EX 5 0,22 A 0,30
0,24 A
QHL TPH 5 0,32
0,34 A
BS TPH 5 0,31
5 0,11 A 0,25
SL TPH
Coluna vertical com a mesma letra não diferem estatisticamente pelo teste de Kruskal- Wallis com 5% significância
Analisando-se os dados da tabela acima podemos notar valores médios percentuais de sorção bem próximos não havendo diferença estatística. O TPH fotoativado pelo BS apresentou maior valor médio de sorção e o EX fotoativado pelo QHL mostrou maior desvio padrão. Estes dados podem ser visualizados novamente no Gráfico 6.
Gráfico 6.
QHL EX
QHL TPH BS EX
BS TPH SL EX SL TPH
0,11 0,22 0,34
0,22 0,24
0,21
0 0,05
0,1 0,15 0,2
0,25 0,3 0,35
PERC ENTUAL DE SO RÇ ÃO
FO TO ATIVADO R/RESINA PERC ENTUAL MÉDIO DE SO RÇ ÃO EX E TPH GHD
Tabela 13.
Percentual Médio de Sorção GCf
Fotoativador/Resina Amostras Média Desvio Padrão
QHL EX 5 0,00 A 0,00
BS EX 5 0,09 A 0,20
SL EX 5 0,20 A 0,27
0,09 A
QHL TPH 5 0,20
0,33 A
BS TPH 5 0,31
5 0,20 A 0,44
SL TPH
Coluna vertical com a mesma letra não diferem estatisticamente pelo teste de Kruskal- Wallis com 5% significância
O compósito EX ativado pelo QHL mostrou valor de sorção zero. Neste grupo o maior desvio padrão foi do TPH fotoativado pelo SL e a maior média percentual de sorção foi TPH ativado pelo BS, como mostra o Gráfico 7.
Gráfico 7.
QHL EX
QHL TPH BS EX
BS TPH SL EX SL TPH 0,2 0,2
0,339
0,09 0,09
0
0 0,05 0,1 0,15 0,2
0,25 0,3 0,35
PERC ENTUAL DE SO RÇ ÃO
FO TO ATIVADO R/RESINA PERC ENTUAL MÉDIO DE SO RÇ ÃO EX E TPH GC f
Tabela 14.
Percentual Médio de Sorção GCo
Fotoativador/Resina Amostras Média Desvio Padrão
QHL EX 5 0,20 A 0,28
BS EX 5 - 0,19 A 0,77
SL EX 5 0,10 A 0,23
0,19 A
QHL TPH 5 0,26
0,09 A
BS TPH 5 0,56
SL TPH 5 0,28 A 0,25
Coluna vertical com a mesma letra não diferem estatisticamente pelo teste de Kruskal- Wallis com 5% significância
Neste grupo chamou a atenção o valor médio de sorção obtido pelo compósito EX fotoativado pelo aparelho BS. O resultado foi negativo, isto é, houve solubilização dos componentes resinosos que se traduziu em perda de peso final. As médias de sorção encontram-se no Gráfico 8.
Gráfico 8.
QHL EX
QHL TPH BS EX
BS TPH SL EX SL TPH
0,28
0,1 0,09
-0,196 0,2 0,19
-0,2 -0,1
0 0,1 0,2 0,3
PERC ENTUAL DE SO RÇ ÃO
FO TO ATIVADO R/RESINA PERC ENTUAL MÉDIO DE SO RÇ ÃO EX E TPH GC o
Tabela 15.
Percentual Médio de Sorção GVT
Fotoativador/Resina Amostras Média Desvio Padrão
QHL EX 5 0,21 A 029
BS EX 5 0,34 A 0,31
SL EX 5 0,21 A 0,29
0,10 A
QHL TPH 5 0,22
0,11 A
BS TPH 5 0,25
0,18 A
SL TPH 5 0,25
Coluna vertical com a mesma letra não diferem estatisticamente pelo teste de Kruskal- Wallis com 5% significância
Para este grupo ( assim como nos outros ) também não foi apresentada diferença estatística. Novamente o EX ativado pelo BS mostrou a maior média de sorção e o maior desvio padrão O Gráfico 9 mostra os resultados do GVT e o Gráfico 10 o resumo de todos os percentuais obtidos neste experimento.
Gráfico 9.
QHL EX
QHL TPH BS EX
BS TPH SL EX SL TPH 0,21 0,18
0,11 0,34
0,1 0,21
0 0,05
0,1 0,15
0,2 0,25 0,3
0,35
PERC ENTUAL DE SO RÇ ÃO
FO TO ATIVADO R/RESINA PERC ENTUAL MÉDIO DE SO RÇ ÃO EX E TPH GVT
Gráfico 10. Resumo do Percentual Médio de Sorção EX e TPH
-0,2 -0,1
0 0,1 0,2 0,3
0,4
PERC ENTUAL DE SO RÇ ÃO
RESINA/FO TO ATIVADO R/MEIO IMERSÃO PERC ENTUAL MÉDIO DE SO RÇ ÃO EX E TPH
6 DISCUSSÃO
O presente estudo mostrou o problema da estabilidade de cor de dois compósitos modernos pela investigação de suas suscetibilidades a descolorações por agentes de imersão normalmente encontrados em nossos hábitos dietéticos: água, café, coca-cola e vinho tinto.
Diferentes métodos têm sido utilizados para avaliar a estabilidade de cor de compósitos resinosos. Uma das técnicas consiste em análise visual baseada em escalas de cores ou em análise fotográfica/diapositivo. Este tipo de análise incorre em muitos erros e gera uma baixa correlação entre os examinadores necessitando de calibração dos mesmos conforme citado por autores.31, Outros métodos, menos subjetivos e também muito utilizados para verificar as alterações de cor, são através do uso de colorímetros e espectrofotômetros. Os colororímetros, embora mais objetivos, dependem do tipo de iluminante. Já os espectrofotômetros os cdp são colocados no escuro com condições de iluminação padronizadas gerando resultados mais reprodutíveis. Dois tipos de sistemas de cores podem ser utilizados na mensuração das alterações de cor: o sistema de Munsell e o universalmente adotado CIE L*a*b*. No presente estudo foi utilizada associação de um espectrofotômetro com o sistema CIE L*a*b* corroborando com diversos estudos.12, 13, 30, 32, 34, 42
O número de cdp para cada grupo no experimento de estabilidade de cor foi de cinco o que foi de encontro com alguns trabalhos.9, 13, 14, 29, 40, 41
Um teste estatístico paramétrico foi escolhido para estabilidade de cor em função de os resultados mostrarem
um distribuição normal. A potência do teste estatístico gerada ficou acima de 90%, traduzindo-se em alta confiabilidade no teste, quando uma potência mínima de 80% é desejada.3
Investigações previas reportaram que a mudança de cor dos compósitos resinosos eram causadas pelos seguintes fatores: o ativador químico, iniciador e inibidor resinosos, qualidade do polímero, bis-GMA do monômero, tipo e quantidade de inibidor, tipo e quantidade de partícula, oxidação de ligações duplas de carbono não-reagidas, iluminação ultravioleta, calor e água.3, 9, 13 Estudos mostraram que as mudanças de cor de vários tipos de compósito foram proporcionais ao tempo decorrido.12, 13 Nesses estudos compósitos microparticulados apresentaram as maiores alterações de cor do que compósitos híbridos e microhíbridos.
Neste estudo, para GHD os compósitos EX e TPH mostraram comportamentos diferentes. O compósito EX quando ativado pelos três tipos de aparelhos mostrou valores inesperados. Em se tratando de um compósito nanohíbrido esperávamos ter encontrado os menores valores de ΔE, porém em se tratando de materiais de composição resinosa diferentes resultados diferentes foram encontrados. Quando ativado pelo aparelho BS mostrou um ΔE elevado o que clinicamente seria facilmente detectável pelo paciente.32 Tal fato parece relacionar-se com a baixa densidade de potência do aparelho, já que em estudos onde se utilizaram aparelhos de densidade similar, baixos valores de propriedades foram encontrados.16, 17, 20
Este aparelho de acordo com as instruções do fabricante produz 200 mW/cm2 de densidade de potência, porém em nosso estudo revelou média de 120 mW/cm2, fator este devendo estar relacionado aos fracos resultados mostrados pelo aparelho de maneira geral. O compósito TPH ativado por este aparelho não mostrou ΔE tão elevado e quando ativado pelo QTH, em nosso estudo, apresentou valor médio de ΔE
( 0,9 ) menor que o encontrado por outros autores quando o mesmo compósito foi ativado por um aparelho QTH.31 Neste grupo os menores valores de ΔE relacionaram-se aos aparelhos de maior densidade de potência. Um outro caminho alternativo a metodologia utilizada na medição de cor, teria sido primeiramente deixarmos todos cdp sofrerem hidratação para depois realizar a medição de cor inicial como mostrado em alguns trabalhos.14,30,37,
Estes valores gerados poderiam ser classificados como grupo controle ou
“baseline”. Neste grupo houve tendência a aumento de luminosidade, ou seja, valores positivos para coordenada L.
No GCf pudemos observar valores bastantes tendenciosos a alterações cromáticas de clinicamente aceitáveis a facilmente visíveis,32 sem diferença estatística significativa entre os dois compósitos nos diferentes tipos de aparelhos. O EX ativado pelo BS mostrou altos valores de ΔE. Um achado surpreendente foi o fato do EX ativado pelo SL também ter revelar um elevado valor de ΔE. É sabido que quanto maior a densidade de potência do aparelho maior será o grau de conversão e conseqüentemente maior será a estabilidade de cor.38 O valor encontrado para o TPH ( compósito microhíbrido ) ativado com QHL vai de encontro com achados de outros autores que utilizaram compósitos híbridos.9 Neste grupo podemos explicar este comportamento mais estável do TPH frente as descolorações devido ao fato deste ser um compósito mais opaco. Neste grupo assim como no anterior, também houve tendência a aumento de luminosidade. Apesar desta tendência de aumento de brilho ( luminosidade ) houve mudança para um matiz mais escuro, ou seja, aumento de croma e saturação.
Para o GCo constatamos que o aparelho BS, igualmente aos grupos anteriores, continuou apresentando ΔE médios elevados. O EX revelou os menores valores médios de ΔE, o que provavelmente se deu devido matriz resinosa mais avançada do material. O TPH ativado por QHL mostrou um altíssimo ΔE. Este comportamento não era esperado em
função deste aparelho ter alcançado densidade de potência média de 900 mW/cm2. Alguns cdp neste grupo apresentaram as bordas esbranquiçadas e amolecidas sob a forma de crateras decorrente da ácido-erosão causada pela coca-cola. Este acontecimento pode ser explicado pela presença de ácido fosfórico e baixo pH na composição da coca-cola. Por se tratar de bebida gaseificante este efeito pode ser aumentado. Porém não podemos extrapolar este aspecto encontrado com a realidade clínica, já que a ingestão de coca-cola, ou de qualquer outro fluido, dura em média segundos ou fração de segundos. Mais uma vez, igualmente aos demais, aumento de luminosidade foi constatada. Observou-se também valores negativos para as coordenadas a e b. Os materiais neste grupo não apresentaram padrão uniforme de comportamento.
No GVT todos compósitos comportaram-se da mesma maneira com altos valores de ΔE, inclusive os aparelhos de maior potência. Este fato nos leva a crer que o problema estaria com o meio de imersão. Os valores se traduziram em alterações cromáticas grosseiramente identificáveis clinicamente. Isto também pode ser explicado pelo fato de se tratar de uma bebida fermentável ( normalmente apresentam maior quantidade de corante em sua composição ) que resulta em maior manchamento. Porém mais uma vez não podemos extrapolar estes resultados para realidade clínica, já que a ingestão de vinho é bem pequena quando comparada com água, café e coca-cola. Em média as pessoas tomam menos coca-cola, vinho e café do que água. Neste grupo não precisaria ter sido feito o tratamento estatístico, uma vez que os valores encontrados para o ΔE foram muito elevados. O aparelho BS mostrou a pior performance dentre os demais na ativação dos compósitos. O TPH ativado pelos aparelhos de mais alta densidade de potência revelou os menores valores de ΔE. A luminosidade neste grupo mostrou-se dividida entre valores positivos ( aumento da luminosidade ) e negativos ( diminuição da luminosidade ) com aumento da saturação nas coordenadas a e b.
De acordo com os resultados obtidos o compósito TPH mostrou-se mais estável frente às alterações cromáticas devido ao fato desta ser um material mais opacificado, isto é, há maior dificuldade de passagem de luz durante sua leitura de cor. O oposto ocorre com os materiais nanohíbridos, como o EX, que são mais translúcidos tendendo a sofrer maiores índices de manchamento corroborando com o estudo de UCHIDA et al. ( 1998 ).
Estes resultados de estabilidade de cor não podem ser transpostos para a realidade clínica, pois os cdp estiveram em condições extremas de exposição aos corantes refletindo anos de desafio. Servem de indicadores na seleção do material ideal para cada paciente de maneira individualizada. Cabe ao profissional avaliar, através de uma boa anamnese, os hábitos, perfil, exigência estética, expectativas do paciente para selecionar o material restaurador mais bem indicado para o caso. Por exemplo, pacientes que apresentam alta ingestão de café terão dentes provavelmente mais manchados, faz-se necessário nestes casos, quando do uso de compósitos nanohíbridos, da utilização da técnica estratificada dupla ( compósito opaco + compósito de corpo ) sem a utilização da camada de compósito de esmalte, extremamente translúcida podendo levar a manchamentos indesejáveis. Uma alternativa viável nestes casos para esses pacientes de hábitos dietéticos ricos em corantes seria a utilização de compósitos híbridos de simples camada ( compósitos de corpo e translúcido ou só de corpo ). Casos onde o profissional utiliza técnicas de multicamadas ( compósitos de diferentes graus de opacidade e translucidez ) onde posteriormente as restaurações vêem a manchar facilmente, devido aos hábitos do paciente, causarão frustações aos profissionais. Este tipos de restaurações demandam de bastante tempo por parte dos profissionais quando da utilização de camadas de opaco, corpo e esmalte.
Um aspecto de extrema importância não só para estes pacientes de hábitos viciosos como para todos os outros tipos é a manutenção periódica das restaurações. O paciente deverá retornar ao consultório para acabamentos e repolimentos periódicos que deixarão a
superfície do compósito constantemente lisa e polida, o que é de grande valor para a manutenção da estabilidade de cor. Quanto mais liso e polida a superfície do compósito maior será sua estabilidade de cor9.
A sorção de fluidos pelos polímeros se traduz num processo complicado e alguns fatores incluindo hidrofilia na superfície e a densidade das ligações cruzadas estão envolvidos. Estudos indicam que os coeficientes de difusão da matriz baseados em metilmetacrilato são mais elevados do que matrizes baseadas em dimetacrilatos devido à ausência de ligações cruzadas. Por outro lado, estudos mostraram que aumento na
quantidade de TEGDMA aumenta a sorção de água nos compósitos resinosos baseados em bis-GMA.14 A presença de fluido é de importância crucial na deterioração dos compósitos resinosos e o tipo e volume de partícula também afetará a sorção de fluidos pelo compósito.25 Observando resultados de alguns estudos notamos que a sorção é diretamente proporcional ao tempo de imersão, ou seja, quanto maior o tempo de imersão maior será a sorção.14, 25 Ativação inadequada do material também aumentará a sorção.39 Fato este que pode ser notado em nosso estudo. O aparelho BS denotou os maiores percentuais médios de sorção. Este aparelho apresenta baixa densidade de potência o que resulta em grau de conversão mais baixo aumentando a sorção.
O teste estatístico empregado em nosso estudo para sorção foi o de Kruskal-Wallis com 5% de significância devido ao fato da distribuição dos dados não ter sido normal, houveram grandes variações.2 Embora o teste de potência estatística tenha-se revelado baixo, número de cdp para cada grupo no experimento de sorção foi de encontro a dois trabalhos publicados na literatura.15, 39 Nesses casos recomenda-se aumentar o número de cdp3, porém em nosso estudo essa medida não foi tomada. Seria necessário confeccionarmos o triplo de cdp para cada grupo, já que em média dois cdp eram confeccionados com uma seringa de compósito. Seriam necessárias noventa seringas de
compósito, o que tornaria o estudo economicamente inviável. Analisando os dados de sorção do presente estudo pudemos notar não haver diferença estatística significativa para os três grupos testados o que pode ter se traduzido numa resposta falsa-negativa. Falso- negativos são mais difícies de acontecer quando nos deparamos com poucas amostras, ou seja, em grupos com poucos cdp a probabilidade maior seria de termos um falso-positivo ( existe diferença estatística ).2
Outro fator relacionado à sorção consiste no pH do meio de imersão. Meios ácidos ( como o da coca-cola ) causam ácido-erosão do material levando a solubilidade do mesmo, o que se traduz em perda de peso pelo material, como mostra a Figura 19. No GVT esta solubilização também poderia ter ocorrido. Vinhos tintos apresentam teor médio de álcool em sua composição de 13% e este é solvente de matéria orgânica, no caso,
bis-GMA que se constitui da matriz resinosa da maioria dos compósitos resinosos disponíveis no mercado. Estes achados de solubilização em função do pH corroboram com achados de outros autores.25
Figura 19. Borda do corpo-de-prova solubilizado pela coca-cola
Cabe ressaltar ainda que no GCo todos cdp apresentaram aumento de sorção com aparelhos de baixa e alta densidade de potência. No GCo o EX ativado pelo BS mostrou valor médio negativo de sorção corroborando com os estudos de ÖRTENGREN et al.
( 2001 ), TOLEDANO et al. ( 2003 ) e PEARSON & LONGMAN ( 1989 ).
Por fim, sugere-se a realização de novos estudos de estabilidade de cor
relacionando todas as classes de compósitos ( microparticulados, microhíbridos e nanoparticulados ), já que a maioria dos estudos relaciona as propriedades mecânicas dos compósitos com as diferentes fontes de ativação. Sugere-se também a associação da verificação da estabilidade de cor após repolimento dos compósitos depois de imersos nos agentes corantes.
7 CONCLUSÕES
Com base nos resultados obtidos concluiu-se que:
• rejeitamos a Hipótese Nula 1, ou seja, existe diferença de estabilidade de cor clinicamente perceptível em compósitos fotoativados por luz halógena e luz de diodo em diferentes meios de imersão;
• os meios que mais provocaram alterações cromáticas em ordem decrescente, respectivamente, foram: vinho tinto, coca-cola, café e água destilada;
• os cdp fotoativados pelo BS apresentaram uma menor estabilidade de cor quando comparados com os demais;
• ambos compósitos EX e TPH mostraram acentuadas alterações cromáticas quando imersos em vinho tinto e coca-cola;
• o compósito TPH mostrou-se mais estável frente às alterações cromáticas e
• aceitamos a Hipótese Nula 2, ou seja, não existe diferença de sorção em compósitos fotoativados por luz halógena e luz de diodo em diferentes meios de imersão.
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