CAPÍTULO 2...................................................................................... 18
2.7 SUJEITOS
2.6.2.6Requisitos Não-Essenciais
Não é requisito essencial que o empregado possua apenas um emprego, ele pode laborar em mais de um emprego para aumentar sua renda mensal e será considerado como Empregados em todos os empregos que trabalhar.
O artigo 138, da CLT, permite a prestação de serviços pelo Emprego, em suas férias, a outro Empregador, mediante Contrato de Trabalho com aquele.
Outro requisito não-essencial é a não obrigatoriedade de escolaridade do Empregado, ou ainda, este ser profissional, para ser contratado.
Martins [2003, p. 145] prefere definir Empregado “como pessoa física que presta serviços de natureza contínua ao empregador, sob subordinação deste e mediante pagamento e salário.”.
Então, como foi visto a definição de Empregado se dá através de requisitos e esses requisitos, segundo Nascimento [2000, p. 152- 154], são: a pessoa física, a continuidade, a subordinação, o salário e a pessoalidade.
Empregado é pessoa física ou natural. Não é possível empregado pessoa jurídica. A proteção da lei é destinada ao ser humano que trabalha, à sua vida, saúde, integridade física, lazer. Não é preciso ressaltar que esses valores existem em função da pessoa natural. Não são bens jurídicos tuteláveis nas pessoas jurídicas. [Nascimento, 2000, p. 152- 153].
Caracteriza-se o Empregado pessoa física uma vez que deve prestar serviço de forma habitual e contínua; não sendo admitida a prestação de serviços de forma eventual e/ou esporádica.
Empregado é um trabalhador não eventual. Aqui as discussões são de duas ordens. Primeira, saber quais são os critérios que indicam quando o trabalho é não eventual, o que implica o estudo da diferença entre empregado e eventual, [...]. Em princípio, trabalhador não eventual é aquele que exerce uma atividade de modo permanente.
[Nascimento, 2000, p. 153].
Conclui-se, que a eventualidade ocorre quando se trabalha de forma contínua, mas em vários locais, caracterizando um trabalho transitório.
Abordar-se-á agora, o requisito da subordinação, o qual possui a denominação de dependência, consoante ao artigo 3º, da CLT.
Tem-se o elemento subordinação, que se consubstancia, na concepção tradicional, no elemento subordinação, tem-se que o empregador possui poder de determinar o que, como, quando e onde produzir, restando ao trabalhador, apenas, acatar suas ordens, salvo se manifestações ilegais.
[Dorneles, 2002, p. 77].
Esse requisito, o da subordinação, é um dos mais nítidos na relação Empregado/Empregador, pois ele caracteriza a hierarquia.
O quarto requisito é o salário, ou a onerosidade, pois para que exista um Contrato de Trabalho, deve haver um salário estipulado/acordado entre os contratantes, pois nos contratos trabalhistas, não existe a figura do Contrato gratuito.
Martins [2003, p. 144] com propriedade conceitua salário:
O empregado é uma pessoa que recebe salários pela prestação de serviços ao empregador. É da natureza do contrato de trabalho ser este oneroso. Não existe contrato de trabalho gratuito.
Assim, o empregado recebe a prestação de serviços por parte do empregador. Em contrapartida, deve pagar em valor pelos serviços que recebeu daquela pessoa. Se a prestação de serviços for gratuita, [...] não haverá a condição de empregado.
Observa-se que para a caracterização o vínculo empregatício é indispensável à presença do requisito salário/onerosidade.
E, o último requisito a ser abordado é o da pessoalidade. O Empregado tem exercer pessoalmente os serviços para o qual foi contratado.
A prestação do trabalhador é estritamente personalíssima, e o é em duplo sentido. Primeiramente, porque pelo seu trabalho compromete o trabalhador sua própria pessoa, enquanto destina parte das energias físicas e mentais que dele emanam e que são constitutivas de sua personalidade à execução do contrato, isto é, ao cumprimento da obrigação que assumiu contratualmente. Em segundo lugar, sendo cada pessoa um indivíduo distinto dos demais, cada trabalhador difere de outro qualquer, deferindo também as prestações de cada um deles, enquanto expressão de cada personalidade em singular. Em vista disso, o contrato de trabalho não conserva sua identidade se ocorrer qualquer alteração na pessoa do trabalhador. A substituição deste implica um novo e diferente contrato como substituto. [Olea, 1969, p. 167].
Finalizando Nascimento [2000, p. 155] conclui que o
“empregado é a pessoa física que presta pessoalmente a outrem serviços não eventuais, subordinados e assalariados.”.
2.7.2Empregador
A definição legal de Empregador está disciplinada no artigo 2º, da CLT, o qual reza que: “Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal do serviço.”.
E, mais, segundo o parágrafo 1º do mesmo dispositivo:
Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação de emprego, os profissionais liberai, as instituições de beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados.
Cavalcante [1999, p. 80], Carrion [2006, p. 27], Süssekind [2005, p. 290] definem, de forma sucinta o empregador como sendo a empresa.
Para Cavalcante [1999, p. 80], a pessoa do Empregador não tem nada a ver com a pessoa do sócio ou com o proprietário do empreendimento.
Empregador é o conjunto de bens ou serviços que tem como escopo a circulação e produção de bens ou serviços e que para esta finalidade contrata empregados. [...].
Empregador é a entidade, que tendo ou não personalidade jurídica, necessita de Empregados.
Süssekind [2005, p. 298] conceitua o Empregador como sendo “um dos sujeitos do contrato de trabalho, é a pessoa física ou jurídica, que, assumindo os riscos da atividade econômica, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços.”.
E, segundo [Cavalcante, 1999, p. 80], empregador apresenta como elementos característicos: pessoa física ou jurídica;
assume os riscos da atividade econômica; admite o Empregado; assalaria o Empregado pelo seu serviço e dirige a prestação de serviços do Empregado.
Ainda, o mesmo doutrinador [1999, p. 81], relaciona quem pode ser Empregado:
Em linhas objetivas, o empregado pode ser: a empresa; os profissionais liberais; as instituições de beneficência; as associações recreativas; outras instituições em fins lucrativos que admitam empregados; a pessoa física ou jurídica que explora atividades agrícolas, pastorais ou de industria rural; a União, os Estados, os Municípios, as autarquias e as empresa públicas que admitirem empregados; o espólio; a massa falida e o condomínio.
Conclui-se, então, que o Empregador é um ente dotado ou não de personalidade jurídica, tanto pessoa física, como jurídica, com ou sem fins lucrativos, que tiver Empregados.