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Os testes do sistema foram feitos com duas categorias de usuários: professores (em um número de três) e alunos (em um número de 15). Os testes foram feitos em micros de diversas configurações, com navegadores dos mais variados.

Os especialistas da área (professores) realizaram iterações com o sistema, analisando cada função do sistema, a inserção de documentos no sistema, bem como sua navegação.

Também foram disponibilizados para usuários não especialistas (alunos), que também realizaram iterações com o sistema, consultando informações sobre os casos clínicos bem como realizando as atividades propostas e as simulações.

Como forma de avaliação do sistema, foi elaborado um formulário (Apêndice A) onde os usuários que realizaram os testes e validações informavam uma nota entre 0 e 10 para os critérios apresentados. Também ao fim do formulário foi delimitado um espaço para o usuário descrever as características relevantes que observou no protótipo e as possíveis melhorias para o mesmo.

No formulário todos os critérios foram apresentados com uma breve descrição, para que o usuário tivesse um auxilio em cada critério de avaliação, sendo definidas duas categorias de avaliação:

 Usabilidade: avalia a facilidade de uso de dispositivos de software interativo, com um total de treze critérios: a)Presteza; b)Agrupamento; c)FeedBack; d)Legibilidade;

e)Concisão; f)Ações mínimas; g)Densidade informacional; h)Ações Explícitas;

i)Controle do usuário; j)Flexibilidade; k)Experiência do usuário.; l)Significados; e m)Compatibilidade;

 Funcionalidade: avalia o funcionamento e a consistência do protótipo e sua base de conhecimentos, com um total de seis critérios: a)Consistência; b)Contexto; c)Qualidade;

d)Identificação; e)Apresentação; e f)Atendimento;

Para elaboração dos critérios de avaliação da usabilidade do protótipo foi tomado como base o projeto Ergolist (ERGOLIST, 2007) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que apresenta os principais critérios de avaliação de interfaces homem-computador disponibilizadas via Web/Internet.

Este formulário foi apresentado a um total de 18 usuários, sendo 3 usuários especialistas em estomatologia e 15 alunos. Com todas as avaliações realizadas, foram extraídas as notas e realizada uma análise estatística para chegar a nota final do sistema.

As notas informadas pelos usuários foram analisadas separadamente por categoria (Usabilidade e Funcionalidade) e também de maneira geral, sendo então calculadas as médias para cada avaliação realizada, definindo desta forma a amostra de notas para avaliação.

As notas foram divididas em classes. Na Tabela 5 são apresentados as classes de notas e as respectivas freqüências de cada categoria.

Tabela 5. Classes e freqüências

Categoria 5.01 a 6.00 6.01 a 7.00 7.01 a 8.00 8.01 a 9.00 9.01 a 10.00

Usabilidade 1 5 11 1

Funcionalidade 1 6 8 3

Geral 1 5 6 6

Na Figura 52 é apresentado os histogramas de cada categoria representando as classes e freqüências encontradas.

Figura 52. Histograma das notas de usabilidade , funcionalidade e geral.

Também se obteve as medidas de localização que apresentam o centro da amostra e também as medidas de dispersão que apresentam a variabilidade dos valores em relação as medidas de localização, conforme apresentados na Tabela 6.

Tabela 6. Medidas de localização e dispersão Categoria

Média Desv. Padrão

Usabilidade 8,28 0,0256

Funcionalidade 9,82 0,1280

Geral 8,5 0,9800

Pela análise da média em relação ao desvio padrão, os usuários fizeram uma avaliação homogênea do sistema.

Considerando o instrumento aplicado, os professores deram notas mais baixas que os alunos nos itens: Ações Explícitas e Experiência do Usuário. No que se refere as ações explícitas, a queixa se deu devido ao fato dos navegadores Internet Explorer com versões anteriores a versão 6 não estarem respondendo a contento a função de anexar conteúdos. Nestes navegadores tal função está instável, porém pretende-se rever a estrutura para solucionar o problema. No item Experiência do Usuário, a queixa se deve ao fato de haver necessidade em alguns casos de conversão do material

para PDF, o que não faz parte do cotidiano de muitos usuários. Para solucionar isto, há necessidade de um treinamento para a equipe de professores que utilizará o sistema.

Considerando as avaliações dos alunos, os itens com avaliação mais baixas (valores entre 6,5 e 7,3) referem-se a identificação e apresentação. Os alunos se queixaram que o sistema deveria apresentar os conteúdos e as variáveis e explicações em uma linguagem mais formal, ou seja, mais próxima da sala de aula. Tal fato é pertinente uma vez que já é sabido na área de Educação a Distância que o conteúdo disponibilizado deve ter uma linguagem diferenciada para se tornar mais atraente. Tal fato foi reportado aos professores que prepararam os conteúdos (professores estes, que cederam gentilmente seus materiais de aula para esta pesquisa) e sugerido que se houve interesse do curso, seja feita uma oficina sobre como confeccionar tais materiais para ambientes virtuais.

Questionados de maneira informal sobre a motivação em usar um ambiente virtual de aprendizagem, os alunos colocaram que a idéia é interessante, porém ainda esbarra na disponibilidade da tecnologia em suas residências. Muitos alunos ainda possuem internet discada ou não possuem internet em casa, acessando somente na universidade. A maioria se mostrou bem interessado, até mesmo porque desconheciam este tipo de aplicação para a área de Odontologia.

4 CONCLUSÕES

Este trabalho consistiu no desenvolvimento de um projeto para criação de um ambiente virtual para simulação de casos clínicos em estomatologia. Um dos pontos chaves do trabalho foi na escolha da ferramenta a ser utilizada como motor de inferência da árvore de decisão do sistema especialista. Para isso foi feito uma análise de três ferramentas (CLIPS, JCLIPS e JEOPS) para saber qual delas se adequaria melhor para o desenvolvimento do sistema. Entendeu-se que o JEOPS foi a melhor escolha por possuir maior compatibilidade com o Java e principalmente por utilizar o conceito de orientação a objetos na criação de suas regras.

Inicialmente, na proposta do projeto, foi avaliado a necessidade de um fórum específico para discussão de novos casos clínicos que seriam gerenciados pelos professores. Com a modelagem do projeto e prévia implementação, viu-se que não era interessante manter esse recurso separado do próprio fórum a ser disponibilizado no sistema e decidiu-se integrar as duas ferramentas em apenas um fórum dentro do sistema.

Durante o desenvolvimento do sistema, espeficamente o uso da base de regras do JEOPS, notou-se que o JEOPS utiliza uma função (assert) de nome reservado nas versões atuais do Java.

Essa função é responsável pela inserção do objeto dentro da base de regras, fundamental para o funcionamento da simulação. Foi necessário escrever uma nova função com nome diferente (tell) para poder acessar a função sem ocasionar problemas de incompatibilidade com palavras reservadas do Java.

Em relação a aceitação do sistema para utilização por partes dos professores no ensino de Odontologia, os alunos se mostraram surpresos em saber da possibilidade de haver ambientes que ajudem no desenvolvimento de suas habilidades enquanto alunos da área, assim como os professores que consideram uma idéia válida para aplicação do ambiente no ensino.

Para desenvolvimento futuro pode-se citar alguns melhoramentos do ambiente como:

 Adicionar novas doenças na base de regras para que se possa simular uma gama maior de doenças;

 Melhorar a usabilidade para que alunos e professores tenham uma maior facilidade de usar o ambiente;

 Melhorar no que se refere a compatibilidade com navegadores inferiores ao Internet Explorer 6 para que o ambiente possa ser usado em computadores mais antigos que ainda são muito utilizados na maioria das casas dos alunos e universidades;

 Desenvolver uma interface adaptativa que se adeque conforme a necessidade e preferências do usuário; e

 Adicionar um módulo com gráficos de desempenho do aluno em relação a sua turma, para avaliação própria do rendimento na matéria, possibilitando que o aluno acompanhe seu desempenho.

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APÊNDICES

A QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO

Questionário da avaliação – EstomatoInfo

Métrica Avaliação

Nota de 0 a 10 Avaliação da usabilidade

Presteza:

A presteza diz respeito as informações que permitem ao usuário identificar o estado ou contexto no qual ela se encontra, e bem como o conhecimento das alternativas disponíveis e seu modo de acesso.

Agrupamento:

O critério de Agrupamento/Distinção por Localização diz respeito ao posicionamento relativos dos itens, estabelecido para indicar se eles pertencem ou não a uma dada classe. Também diz respeito às características gráficas (formato, cor, etc.) que indicam se itens pertencem ou não a uma dada classe..

Feedback:

Diz respeito às respostas do sistema às ações do usuário. As respostas do computador devem ser fornecidas, de forma rápida, com passo (timing) apropriado e consistente para cada tipo de transação..

Legibilidade:

Diz respeito às características lexicais das informações apresentadas na tela que possam dificultar ou facilitar a leitura desta informação (brilho do carater, contraste letra/fundo, tamanho da fonte, etc).

Concisão:

Diz respeito à carga perceptiva e cognitiva de saídas e entradas individiuas.

Ações Explícitas:

Refere-se às relações entre o processamento pelo computador e as ações do usuário.

Esta relação deve ser explícita, o computador deve processar somente aquelas ações solicitadas pelo usuário e somente quando solicitado a fazê-lo.

Controle do Usuário:

Se refere ao fato de que os usuários deveriam estar sempre no controle do processamento do sistema. Cada ação possível do usuário deve ser antecipada e opções apropriadas devem ser oferecidas.

Flexibilidade:

Se refere aos meios implementados que permitem personalizar a intreface a fim de levar em conta as exigências da tarefa, de suas estratégias ou seus hábitos de trabalho.

Experiência do usuário:

Diz respeito aos meios implementados que permitem que o sistema respeite o nível de experiência do usuário.

Significados:

Diz respeito a adequação entre a informação apresentada e seu respectivo valor de referência. Códigos e denominações significativas possuem uma forte relação semântica com seu referente.

Compatibilidade:

Refere-se aos procedimentos e as tarefas que são organizadas de maneira a respeitar as expecitativas.

Avaliação da funcionalidade Consistência:

As informações apresentandas pelo sistema são considerados consistentes de acordo com os dados fornecidos

Contexto:

As respostas apresentadas pelos casos clínicos corresponderam as saídas desejadas quando o caso foi devidamente analisado

Qualidade:

As informações apresentadas pelo sistema são adequadas as exepectativas do usuário Identificação:

As caracteristicas apresentadas pelos casos clínicos são compatíveis com as carateristicas analisadas no dia a dia da clínica odontológica

Apresentação:

O sistema apresenta de maneira clara as respostas as solicitações do usuário Atendimento:

O sistema simula adequadamente os casos apresentados.

B ARQUIVO DE BASE DE REGRAS – JEOPS

public ruleBase BaseDeRegrasDasDoencas { rule DoencaPeridontalDeProgressaoRapida {

declarations

CasoClinico caso;

conditions

!caso.ehMaiorQue36Anos();

!caso.temAids();

caso.temSangramentoGengival();

caso.temBolsa();

caso.temPerdaOssea();

caso.temPerdaOsseaLocalizadaEmMaisDe2Dentes();

caso.temExudato();

!caso.temDor();

!caso.temCarie();

!caso.temCarieGeneralizada();

!caso.temHiperplasiaGengival();

!caso.temHipertensaoArterial();

!caso.temDiabetes();

!caso.temProteseAntiga();

!caso.temProteseMalAdaptada();

!caso.temHiperplasiaRelacionadaAProtese();

!caso.temFungosRelacionadosAProtese();

actions

caso.setRespostaAluno("Doença Periodontal de Progressão Rápida");

}

rule Gengivite { declarations

CasoClinico caso;

conditions

!caso.ehMaiorQue36Anos();

!caso.temAids();

caso.temSangramentoGengival();

!caso.temBolsa();

!caso.temPerdaOssea();

!caso.temPerdaOsseaLocalizadaEmMaisDe2Dentes();

!caso.temExudato();

!caso.temCarie();

!caso.temCarieGeneralizada();

!caso.temHiperplasiaGengival();

!caso.temHipertensaoArterial();

!caso.temDiabetes();

!caso.temProteseAntiga();

!caso.temProteseMalAdaptada();

!caso.temHiperplasiaRelacionadaAProtese();

!caso.temFungosRelacionadosAProtese();

}

rule GengiviteUlcerativaNecrosante { declarations

CasoClinico caso;

conditions

!caso.ehMaiorQue36Anos();

!caso.temAids();

caso.temSangramentoGengival();

caso.temBolsa();

!caso.temPerdaOssea();

!caso.temPerdaOsseaLocalizadaEmMaisDe2Dentes();

!caso.temExudato();

caso.temDor();

!caso.temCarie();

!caso.temCarieGeneralizada();

caso.temHiperplasiaGengival();

!caso.temHipertensaoArterial();

!caso.temDiabetes();

!caso.temProteseAntiga();

!caso.temProteseMalAdaptada();

!caso.temHiperplasiaRelacionadaAProtese();

!caso.temFungosRelacionadosAProtese();

actions

caso.setRespostaAluno("Gengivite ulcerativa necrosante");

}

rule PeridontiteUlcerativaNecrosante { declarations

CasoClinico caso;

conditions

!caso.ehMaiorQue36Anos();

caso.temAids();

caso.temSangramentoGengival();

caso.temBolsa();

caso.temPerdaOssea();

caso.temPerdaOsseaLocalizadaEmMaisDe2Dentes();

caso.temExudato();

caso.temDor();

!caso.temCarie();

!caso.temCarieGeneralizada();

!caso.temHiperplasiaGengival();

!caso.temHipertensaoArterial();

!caso.temDiabetes();

!caso.temProteseAntiga();

!caso.temProteseMalAdaptada();

!caso.temHiperplasiaRelacionadaAProtese();

!caso.temFungosRelacionadosAProtese();

actions

caso.setRespostaAluno("Peridontite ulcerativa necrosante");

}

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