ASPECTOS JURÍDICOS 2.1 CRIME
2.1.6 Penas
2.1.6.3 Tipos de Penas .1 Multa
Procurando atender aos princípios constitucionais, sem deixar de impor a obrigação de reparar o dano causado a outrem, em determinados crimes o legislador através do artigo 49, 50 e 51 do CP, estabeleceu a pena de multa, permitindo que a pena aplicada fosse paga por meio de multa
isoladamente:cumulativamente com pena restritiva de direitos ou concedida a suspensão condicional da pena.46
Art. 49 - A pena de multa consiste no pagamento ao fundo penitenciário da quantia fixada na sentença e calculada em dias-multa. Será, no mínimo, de 10 (dez) e, no máximo, de 360 (trezentos e sessenta) dias- multa. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 1º - O valor do dia-multa será fixado pelo juiz não podendo ser inferior a um trigésimo do maior salário mínimo mensal vigente ao tempo do fato, nem superior a 5 (cinco) vezes esse salário. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
46 http://www.planalto.gov.br/ccivil/decreto-lei/Del2848.htm Pesquisado em 07/02/2011
§ 2º - O valor da multa será atualizado, quando da execução, pelos índices de correção monetária. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Pagamento da multa
Art. 50 - A multa deve ser paga dentro de 10 (dez) dias depois de transitada em julgado a sentença. A requerimento do condenado e conforme as circunstâncias, o juiz pode permitir que o pagamento se realize em parcelas mensais. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 1º - A cobrança da multa pode efetuar-se mediante desconto no vencimento ou salário do condenado quando: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
a) aplicada isoladamente;
b) aplicada cumulativamente com pena restritiva de direitos;
c) concedida a suspensão condicional da pena.
§ 2º - O desconto não deve incidir sobre os recursos indispensáveis ao sustento do condenado e de sua família.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 51 - Transitada em julgado a sentença condenatória, a multa será considerada dívida de valor, aplicando-se-lhes as normas da legislação relativa à dívida ativa da Fazenda Pública, inclusive no que concerne às causas interruptivas e suspensivas da prescrição. (Redação dada pela Lei nº 9.268, de 1º.4.1996)
O artigo publicado conteudojuridico na internet
47procurou apresentar as previsões legais para a pena de multa e quando e como deve ser aplicada.
A pena de multa, na lei penal, pode ser prevista como punição única, a exemplo do que ocorre na Lei de Contravenções Penais (Decreto-lei nº. 3688/41), ou pode ser cominada e aplicada cumulativamente com a pena privativa de liberdade, a exemplo do artigo 155 do Código Penal, quando trata do crime de furto, prevendo em seu preceito secundário a pena de reclusão de 1 a 4 anos e multa, ou ainda de forma alternativa, com a pena de prisão, a exemplo do crime de perigo de contágio venéreo, previsto no Art. 130, cominando pena de detenção, de três meses a um ano, ou multa.
47http://www.conteudojuridico.com.br/?artigos&ver=2.21973
Quando a multa é punição única ou nos casos em que ela encontra-se cumulada com a pena de prisão, ao magistrado, no caso de condenação, será obrigatória a sua aplicação, sob pena de ferir o princípio da legalidade ou da inderrogabilidade da pena.
Já nos casos em que a pena de multa estiver cominada de forma alternativa com a pena privativa de liberdade, o magistrado, terá uma discricionariedade regrada pelo art. 59, inc. I, do Código Penal, para escolher entre uma ou outra, conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime.
Todas as vezes que o magistrado estiver fazendo a aplicação da pena de multa, seja ela isolada, cumulada ou alternativamente aplicada, deve seguir os limites legais, ou seja, a expressão ―multa‖ deve ser entendida como sendo de 10 a 360 dias-multas[2]. É o que se depreende do artigo 49, caput, do CP, quando dispõe: ―A pena de multa consiste no pagamento ao fundo penitenciário da quantia fixada na sentença e calculada em dias-multa. Será, no mínimo, de 10 (dez) e, no máximo, de 360 (trezentos e sessenta) dias-multa‖.
Quanto à execução da pena de multa, José Carlos Gobbis Pagluca,
48no seu livro Legislação Especial e Execução Penal, informa quem deve propor a ação executiva de cobrança, e quais juízos são competentes para execução.
. 2.1.6.3.2 Pena restritiva de direito
Em artigo publicado pelo Procurador de Justiça e Coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal do Ministério Público do Estado de Goiás o Procurador Edison Miguel DA Silva Jr., no I Ciclo de Palestras sobre Ciências Penais Goiânia (GO) - UFG
49, em 23 de novembro de 1999, abordou a Lei 9.714/98, conhecida como a Lei das Penas Alternativas, alterou os artigos 43 e seguintes do Código Penal, ampliando a abrangência das penas restritivas de direitos.
Agora, a pena privativa de liberdade será substituída por penas alternativas quando atendido os seguintes pressupostos:
o – No crime doloso, pena aplicada não for superior a quatro anos (limite anterior: pena inferior a um ano), não ter ocorrido violência ou grave
48Pagluca, José Carlos Gobbis, Direito Penal: Legislação Especial e Execução Penal, , 2ª edição, São Paulo: Rideel, 2008, p 249
49 http://www.serrano.neves.nom.br/cgd/011901/1a029.htm
ameaça à pessoa e nem reincidência específica (anterior: reincidência genérica).
o – No crime culposo, qualquer que seja a quantidade da pena aplicada e mesmo que ocorra reincidência (anterior: exigia que o réu não fosse reincidente).
o – Culpabilidade, antecedentes, conduta social e personalidade do condenado, bem como motivos e circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente (não houve alteração).
Assim dispõe o artigo 43 do CP:
Art. 43. As penas restritivas de direitos são: (Redação dada pela Lei nº 9.714, de 1998)
I - prestação pecuniária; (Incluído pela Lei nº 9.714, de 1998) II - perda de bens e valores; (Incluído pela Lei nº 9.714, de 1998)
IV - prestação de serviço à comunidade ou a entidades públicas;
(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984 , renumerado com alteração pela Lei nº 9.714, de 25.11.1998)
V - interdição temporária de direitos; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984 , renumerado com alteração pela Lei nº 9.714, de 25.11.1998)
VI - limitação de fim de semana. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984 , renumerado com alteração pela Lei nº 9.714, de 25.11.1998)
Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando: (Redação dada pela Lei nº 9.714, de 1998)
I - aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo; (Redação dada pela Lei nº 9.714, de 1998)
II - o réu não for reincidente em crime doloso; (Redação dada pela Lei nº 9.714, de 1998)
III - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente. (Redação dada pela Lei nº 9.714, de 1998)
§ 2o Na condenação igual ou inferior a um ano, a substituição pode ser feita por multa ou por uma pena restritiva de direitos; se superior a um ano, a pena privativa de liberdade pode ser substituída por uma pena
restritiva de direitos e multa ou por duas restritivas de direitos. (Incluído pela Lei nº 9.714, de 1998)
§ 3o Se o condenado for reincidente, o juiz poderá aplicar a substituição, desde que, em face de condenação anterior, a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não se tenha operado em virtude da prática do mesmo crime. (Incluído pela Lei nº 9.714, de 1998)
§ 4o A pena restritiva de direitos converte-se em privativa de liberdade quando ocorrer o descumprimento injustificado da restrição imposta. No cálculo da pena privativa de liberdade a executar será deduzido o tempo cumprido da pena restritiva de direitos, respeitado o saldo mínimo de trinta dias de detenção ou reclusão. (Incluído pela Lei nº 9.714, de 1998)
§ 5o Sobrevindo condenação a pena privativa de liberdade, por outro crime, o juiz da execução penal decidirá sobre a conversão, podendo deixar de aplicá-la se for possível ao condenado cumprir a pena substitutiva anterior. (Incluído pela Lei nº 9.714, de 1998)
Conforme inciso XLVI, do artigo 5º da
CRFB/1988, nota-se, a intenção do legislador, no que tange a humanização das penas, principalmente em garantir a dignidade da pessoa humana.
Porém, o estabelecido na CRFB/1988 e na LEP no tocante a dignidade da pessoa humana, não é aplicado no tratamento dos indivíduos que estão sob a guarda do Estado. Os indivíduos encarcerados em prisões, não dispõem dos direitos estabelecidos na constituição sendo submetidos a torturas, maus tratos e tortura psicológica.
Além de desumanos, o encarceramento no Brasil não serve ao papel a que se propõe, pois o mesmo não tem caráter educativo, nem ressocializador, mas sim, torna o encarcerado uma pessoa agressiva e ofensiva, colocando a sociedade como culpado de sua situação e, certamente ao sair, cobrará desta a conta.
Segundo José Carlos Gobbis,
50essas penas traduzem a ideia de supressão ou redução de outros direitos da pessoa humana, tais quais o de exercer certas
50 Pagluca, José Carlos Gobbis, Direito Penal: Legislação Especial e Execução Penal, , 2ª edição, São Paulo: Rideel, 2008, p 249-251
atividades, profissões, funções etc. Têm o caráter de acompanhar uma pena car- cerária ou, na maior parte, substituí-las, que é a primordial missão. Podem ser aplicadas única, cumulativa ou alternativamente.
Pagluca,a Prestação pecuniária,Trata-se de inovação legal, trazida pela Lei nº 9.714/1998.
Trata-se de inovação legal, trazida pela Lei nº 9.714/1998, que visa reparar parcialmente ou completamente, ainda na esfera penal, o prejuízo (sem distinção entre danos materiais, pessoais ou morais) sofrido pela vítima ou seus dependentes.
A prestação pecuniária consiste no pagamento em dinheiro à vitima, a seus dependentes ou ainda a entidade pública ou privada, que será igual ou superior a um salário mínimo e não será superior a 360. É de fixação discricionária do juiz. Não deve ser, em hipótese alguma, confundida com a pena de multa do art. 33 do CP, que é espécie de pena originariamente cominada. A multa reparatória tem natureza indenizatória, enquanto apena de multa tem natureza de sanção penal pura e é recolhida aos cofres públicos.
Perda de bens ou valores
A perda de bens ou valores obtidos como resultantes da prática de crime, antes considerada como efeito automático genérico da condenação a ser aplicada juntamente com a pena privativa de liberdade, agora ganhou autonomia.
Prestação de serviços à comunidade ou entidades
Institui a lei penal que a pena restritiva de direito de prestação de serviços à comunidade ou entidades é aplicável às condenações superiores a seis meses de privação de liberdade.
Destaforma, aprestação de serviços será cumprida à razão de uma hora de tarefa por dia de condenação e ainda fixada de forma a não prejudicar a jornada normal de trabalho do condenado.
Prestação de serviços à comunidade consiste no dever de prestar uma quantidade de horas no trabalho não remunerado e útil para a comunidade, durante o tempo livre, em benefício de pessoas necessitadas ou para fins comunitários.
Lembre-se de que a competência para afixação e especificação das regras é ato do juiz da execução penal (arts. 66, y e 149 da Leiny 7.210/1984).
Interdição temporária de direitos
A interdição temporária de direitos é a mais significativa dentre as penas restritivas de direitos, pois se trata da única que se traduz numa limitação da capacidade jurídica do condenado, destituindo-o de um ou mais direitos.
O Código Penal, com as alterações da Lei nº 9.714/1998, instituiu quatro modalidades de interdição temporária:
1. Proibição do exercício de cargo, função ou atividade pública, bem como de mandato eletivo;
2. Proibição do exercício de profissão, atividade ou oficio que dependam de habilitação especial;
3. Suspensão de autorização ou de habilitação para dirigir veículo;
4. Proibição de frequentar determinados lugares.
Limitação de fim de semana
A limitação de fim de semana consiste no recolhimento do condenado, em casa de albergado, ou em outro estabelecimento adequado, pelo tempo de cinco horas diárias, aos sábados e domingos.
Durante a permanência do sentenciado poderão ser ministrados cursos e palestras ou ainda atribuídas atividades educativas.
2.1.6.3.3 Pena Privativa de Liberdade
O Código Penal Brasileiro, estabeleceu no Título V, Capítulo I, precisamente na redação de seu art. 32, apenas três das penas inicialmente elencadas, quais sejam: I - privativas de liberdade; II -restritivas de direitos; III - de multa. Sua cominação, no entanto, poderá ser isolada, em conjunto ou alternativamente, como por exemplo, nos casos dos preceitos secundários dos crimes de homicídio (art. 121 do Código Penal Brasileiro), de furto (art. 155 do Código Penal Brasileiro) e de dano (art. 163 do Código Penal Brasileiro), respectivamente.
2.1.6.3.3.1 Características do regime
Segundo o Advogado Enéas de Souza Correia, em artigo publicado no . Jornal do Povo de Araçatuba/SP e disponível no site
51, no Brasil são adotados sistema de execução da pena privativa de liberdade na forma progressiva, de tal forma que o condenado, durante o cumprimento da pena, possa avançar do regime "mais rigoroso" para um "menos rigoroso".
51 http://www.eneascorrea.com/news/127/ARTICLE/1302/2007-10-13.html
2.1.6.3.3.1.1 Regime fechado
Se for o agente condenado à pena superior a oito anos, deverá iniciar neste regime (art. 33, § 2-, o), sendo cumprida em penitenciárias, com sujeição a trabalho diurno com isolamento noturno.
52Lorena Lima Nascimento
53,no seu livro intitulado O Livro de Direito Penal, Série Polícia Federal, apresenta as características do regime fechado, semi aberto e aberto de forma detalhada e fundamentada:
I - A execução da pena dar-se-á em regime de segurar.máxima, nos termos do art. 33, § 2°, alínea "b", do CPB;
II — submissão, no início de cumprimento da pena privativa de liberdade, ao exame criminológico "para a obtenção dos elementos necessários a uma adequada classificação e com vistas à individualização da execução" (art. 8° da LEP);
III - obrigação do condenado ao trabalho em comum dentro d:
estabelecimento penitenciário, de acordo com suas aptidões ocupações anteriores desde que compatíveis com a execução de pena (art. 41, VI da LEP). Não existindo oportunidade de trabalho no estabelecimento onde o condenado cumpre sua pena.
seja por falta de estrutura ou por problemas outros, entendem: que, mesmo assim, ele terá direito à remição, ou seja: a cada três dias de trabalho intra muros, corresponderá ao pagamento de (um) dia de pena;
IV - sujeição a isolamento durante o repouso noturno;
V - o condenado não tem direito a frequentar cursos;
VI — o trabalho externo é possível em obras ou serviços públicos, condicionado, todavia, ao anterior cumprimento pelo condenado de mais de um sexto de sua pena (art. 37 da LEP).
í - a execução da pena em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar (art. 33, § 1° do CPB e 91 da LEP);
II - exame criminológico facultativo para o início de cum primento da pena no regime semi-aberto, com vistas à obtenção dos elementos necessários a uma adequada classificação e com vistas à individualização da execução (art. 8°, parágrafo único da LEP);
52 Pagluca, José Carlos Gobbis, Direito Penal: Legislação Especial e Execução Penal, , 2ª edição, São Paulo: Rideel, 2008 p 232
53NASCIMENTO, Lorena Lima, Direito Penal Parte Geral – Doutrina, Jurispudencia e Exercicios , Porto Alegre, Verbo Jurídico, 2009, p 468
III - ausência de previsão para o isolamento durante o repouso no turno;.
2.1.6.3.3.1.2 Regime semi-aberto
Se for o agente primário, condenado a pena superior a quatro anos e não exceda a oito, poderá iniciar neste regime (art. 33, § 2º,
b),devendo cumpri-la em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento congênere. Também é cabível ao reincidente, condenado nesses parâmetros, se favoráveis as circunstâncias judiciais (Súm. Nº 269 do STJ)
54IV - o condenado em regime semi-aberto possui o direito a frequentar cursos profissionalizantes, de instrução de 2° grau (médio) ou superior (art. 122, II da LEP);
V - sujeição ao trabalho em comum durante o período diurno, em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar.
Possibilidade de remiçào (art. 126 da LEP);
VI - o trabalho externo é permitido, "...uma vez demonstradas ... as condições pessoais favoráveis ao paciente; deve ser permitido, ao condenado ao regime semi-aberto, o trabalho externo, indepen dentemente do cumprimento de 1/6 (um sexto) da pena (STJ,RHC 15345/RS, 5a Turma, Min. Felix Fischer, DJ de 07.06.04);
VII - Enunciado 269 do STJ: "é admissível a adoção do regime prisional semi-aberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a quatro anos se favoráveis as circunstâncias judiciais."
2.1.6.3.3.1.3 Regime aberto
Se for o agente primário, condenado a pena igual ou inferior a quatro anos, poderá iniciar neste regime ou se o crime for cometido sem violência ou grave ameaça à pessoa, poderá a pena ser substituída por restritiva de direito, ou ainda, qualquer quantidade de pena em crime culposo poderá haver substituição por pena restritiva de direito (arts. 33, § 2º,
c,e 44,1). No regime
54Pagluca, José Carlos Gobbis, Direito Penal: Legislação Especial e Execução Penal, , 2ª edição, São Paulo: Rideel, 2008 p 232
aberto o condenado poderá exercer atividade externa, recolhendo-se ao estabelecimento durante o período noturno e dias de folga (prisão albergue)
55I - o ingresso do condenado em regime aberto supõe a aceitação de seu programa e das condições impostas pelo Juiz (art. 113 da LEP);
II - a execução da pena ocorre em casa do albergado ou estabelecimento adequado (art. 33, § 1° do CPB e 93 da LEP);
II - tem por fundamento a auto disciplina e o senso de responsabilidade do condenado;
III - o recolhimento na casa de albergado só será necessário durante o repouso noturno e nos dias de folga;
IV - o apenado deverá trabalhar, frequentar cursos ou exercer outras atividades autorizadas fora do estabelecimento e sem vigilância;
V - com responsabilidade e disciplinadamente o condenado deverá demonstrar o merecimento e preparo para o cumpri mento da pena em regime aberto, sem frustrar os fins da execução penal, sob pena de ser transferido para outro regime mais rigoroso (art. 36, § 2° do CPB);
VI - o regime aberto proporciona ao apenado a continuidade no convívio familiar, na sociedade e no de trabalho.
Por derradeiro, no presente capítulo procurou-se destacar alguns aspectos referentes ao conceito de crime, como também a imputabilidade, semi- imputabilidade e inimputabilidade do psicopata infrator e pena a ele destinada.
Contudo, ocorrendo um delito, tendo como agente um psicopata, quais sanções, ou pena deve aplicar-se ao caso, a qual será alvo de estudo do próximo capítulo
55 Pagluca, José Carlos Gobbis, Direito Penal: Legislação Especial e Execução Penal, , 2ª edição, São Paulo: Rideel, 2008 p 232