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1.Carne suína

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Academic year: 2023

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A532a Análise da competitividade da cadeia agroindustrial da carne suína no estado do Paraná: resumo executivo / Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social, Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade e Grupo de Estudos e Pesquisas Agroindustriais UFSCAR. Do ponto de vista metodológico, o estudo que inclui a análise da cadeia produtiva da carne suína no Paraná adota uma visão sistêmica do agronegócio e utiliza conceitos de abordagens conhecidas como abordagem de sistema de commodities (foco sistêmico no produto) e gestão da cadeia de suprimentos ( gerenciar cadeias de suprimentos), para gerenciar seus procedimentos e orientar referências analíticas.

PANORAMA MUNDIAL

O produto final consiste numa caracterização e análise desta cadeia produtiva, que permitiu identificar os principais drivers de competitividade em cada segmento constituinte e a nível sistémico. A identificação dos diferentes subfatores em que se divide cada gestor, por sua vez, possibilitou uma avaliação qualitativa que serviu como forma de subsidiar a proposta de medidas corretivas.

PANORAMA NACIONAL

A estrutura técnico-produtiva desta cadeia é construída a partir da existência de três sistemas produtivos traçados nas relações entre a atividade de criação e a estrutura de abate e processamento. O segundo, sistema de produção independente, é composto por criadores que possuem maior autonomia (embora limitada pelas características do rebanho) e uma organização interna clara.

AMBIENTE INSTITUCIONAL

Avaliação dos Direcionadores de Competitividade do Ambiente Institucional

Para o subsistema A ou exportador, a maioria dos fatores que determinam o ambiente institucional influenciam positivamente a competitividade, com destaque para a fiscalização e fiscalização, seguida da coordenação dos atores, da legislação sanitária e ambiental e, por fim, da informação estatística. As forças motrizes com avaliação desfavorável para o subsistema A são o comércio exterior, as condições macroeconômicas e os sistemas de inovação (C&T).

CONSUMO E DISTRIBUIÇÃO

Avaliação dos Direcionadores de Competitividade do Consumo e Distribuição

Na cadeia de distribuição de carne suína, as forças motrizes que têm maior impacto na competitividade são a governação interna e o consumo, seguidas do ambiente institucional e da estrutura de mercado. Insumos Tecnológicos Estrutura do mercado Gestão interna Ambiente institucional Relações de mercado Consumo Competitividade de consumo e distribuição. O subsistema A, apesar de uma classificação geralmente muito positiva, tem alguns factores que foram menos favoráveis.

Neste caso, observou-se que existe potencial para medidas de melhoria nas condições de mercado, no consumo e nos drivers ambientais institucionais. Não há praticamente nenhuma acção para melhorar a coordenação vertical, seja liderada pelo retalho ou por outros elos da cadeia. O Subsistema B perde pela menor disponibilidade de informações ao consumidor e pela pior aparência do produto e dos pontos de venda, que são condições favoráveis ​​e muito favoráveis ​​no Subsistema A.

No subsistema B, que tem avaliação negativa de competitividade em quase todos os itens, destacam-se os drivers gestão, ambiente institucional e consumo. As ferramentas de marketing e as políticas de aquisição de produtos também se destacam como subfatores desfavoráveis ​​ao subsistema B. No ambiente institucional, os aspectos mais desfavoráveis ​​são o fracasso da campanha de controle sanitário e a falta de condições de financiamento adequadas.

ABATE E PROCESSAMENTO

Avaliação dos Direcionadores de Competitividade de Abate e Processamento

SISTEMA DE PRODUÇÃO PECUÁRIA

Avaliação dos Direcionadores de Competitividade do Sistema de Produção

A eficiência competitiva do sistema de produção de suínos ainda padece de uma grande deficiência no controlo dos resíduos orgânicos nas explorações. Os drivers competitivos da cadeia produtiva da carne suína mostram que existe uma diferenciação marcante entre os subsistemas analisados ​​(subsistemas A e B, na distribuição e consumo e no abate e/ou processamento; e subsistemas A, B e C, na pecuária de produção). Esta diferenciação consubstancia-se em dois aspectos principais: dimensão e penetração no mercado e capacidade de coordenação da cadeia.

Para as empresas do subsistema A ou exportadoras, os principais destaques são os impulsionadores de insumos, principalmente resultado da integração com suinocultores; tecnologia, devido ao alto padrão tecnológico adotado; Para as empresas não exportadoras, a gestão interna e as relações com o mercado são vistas como os principais obstáculos à sua competitividade. Também vale a pena destacar a falta de um sistema de apoio à decisão para os trabalhadores independentes, que estão incluídos na cadeia sob formas precárias de coordenação e sujeitos a um sistema de remuneração instável.

Quanto à avaliação do fator ambiente institucional, observa-se uma situação desfavorável para todos os subsistemas produtivos (independente, integrado e cooperativo). Conclui-se que, para aumentar a competitividade da cadeia produtiva da carne suína no Paraná, é necessário inicialmente que o subsistema B seja gradativamente reconvertido para os padrões de eficiência do subsistema A. Propostas que visam a melhoria do desempenho e o aumento da competitividade da cadeia suína no estado do Paraná.

AMBIENTE INSTITUCIONAL

  • Criação de Agência Reguladora do Sistema Agroalimentar Paranaense
  • Redimensionamento do Quadro de Profissionais dos Órgãos Responsáveis
  • Prevenção do Abate Irregular/Informal
  • Desenvolvimento e Implantação de Selo de Certificação de Qualidade
  • Utilização dos Créditos de ICMS em Investimentos na Atividade
  • Adequação de Linhas de Crédito e Constituição de Fundo de Aval
  • Implantação de Tributação Unifásica
  • Reestruturação dos Sistemas de Inovação
  • Coordenação da Cadeia e Relações de Troca
  • Apoio à Promoção e Formação de Alianças Mercadológicas entre Varejistas,
  • Realização de Campanha Institucional para a Promoção de Produtos com
  • Intensificação das Políticas de Promoção às Exportações

Agentes Executivos: Secretarias Estaduais e Municipais de Agricultura, Fazenda e Saúde; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; e entidades privadas, governamentais e não governamentais. Fontes de financiamento: FAT/PROGER, FINAME/BNDES, BRDE, governo estadual (FDE e Fundo Paraná), prefeituras e Banco do Brasil. Nesse sentido, é fundamental garantir a participação efetiva dos representantes da cadeia produtiva nos órgãos de decisão no que diz respeito à definição das políticas de pesquisa e desenvolvimento.

No caso da carne suína, é necessário estimular, incentivar, priorizar e divulgar pesquisas voltadas ao desenvolvimento de produtos e processos relacionados à produção pecuária e aos segmentos de abate e/ou processamento, especialmente para áreas consideradas essenciais pelos participantes do presídio. Agentes Executores: Programa Agroindustrial do Paraná, Paraná Tecnologia, entidades representativas de diferentes segmentos da cadeia suína, IAPAR, TECPAR, fundações de desenvolvimento tecnológico existentes nas universidades e centros tecnológicos estaduais, estaduais e federais, EMBRAPA e FINEP. Fonte de Recursos: Dotações determinadas em orçamentos públicos, financiamentos e recursos de empresas interessadas, Fundação Araucária e Fundo Verde Amarelo.

O objetivo do acesso público e da divulgação dessas informações é melhorar a eficiência de todo o processo produtivo com consequências positivas para a competitividade da cadeia no país. Fontes de recursos: Governo do Estado, associações comerciais e empresas de todos os segmentos da cadeia produtiva da carne suína. Agentes implementadores: Governo Federal (Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Agricultura e Ministério do Desenvolvimento) e associações profissionais.

CONSUMO E DISTRIBUIÇÃO

  • Promoção da Profissionalização e Modernização do Pequeno Varejo
  • Capacitação na Área de Controle Gerencial para Pequenos e Médios Varejistas
  • Criação de Linhas de Crédito para Modernização dos Pontos do Pequeno
  • Indução de Atividades de Pesquisa sobre Embalagens para Transporte e
  • Mobilização das Assessorias Jurídicas das Associações de Classe dos

É preciso diversificar a oferta de produtos e serviços e se diferenciar das grandes redes de supermercados que oferecem comodidade aos clientes. Fundamentação: O trabalho destacou a necessidade de desenvolver embalagens mais resistentes e menos dispendiosas para determinados produtos específicos, tais como produtos vendidos a granel e distribuídos em quantidades menores. Deve ser incentivado o desenvolvimento de embalagens para quantidades menores do produto acabado, a custos inferiores aos praticados atualmente.

Agentes implementadores: Paraná Agroindustrial, TECPAR, FIEP, fundações de desenvolvimento tecnológico, universidades e centros tecnológicos, empresas interessadas. Fontes de recursos: Fundo Paraná, Fundação Araucária, FINEP/Ministério da Ciência e Tecnologia e Fundo Verde Amarelo. Justificativa: A conduta das grandes redes varejistas nas relações comerciais com o setor de carnes, verificada por meio de contratos com as cláusulas mencionadas.

No presente trabalho, o excessivo poder de barganha das grandes redes foi identificado como um fator limitante na manutenção da competitividade, o que ameaça a sobrevivência dos pequenos e médios varejistas e demais empresas do elo industrial e produtivo. À medida que este processo de concentração prossegue, torna-se necessária uma acção do sector público para garantir a concorrência. Agentes executivos: Associações Comerciais, Governo do Estado, Programa Agroindustrial do Paraná, Assembleia Legislativa, Ministério Público e CADE/Ministério da Justiça.

ABATE E PROCESSAMENTO

  • Realização de Investimentos em P&D
  • Criação de Linhas de Crédito para Reestruturação de Unidades de Abate
  • Implantação Gradual do Sistema APPCC nas Unidades de Abate e/ou
  • Promoção da Qualificação da Mão-de-Obra e Capacitação Gerencial
  • Incentivo à Implantação de Programas de Ergonomia
  • Melhoria das Condições e Manutenção das Estradas Vicinais
  • Difusão da Adoção de Equipamentos e Procedimentos de Controle de
  • Promoção de Atividades de Treinamento sobre Logística de Produtos Perecíveis
  • Promoção e Fortalecimento de Iniciativas de Comercialização Conjunta da

Fontes de recursos: Paraná Agroindustrial, Paraná Tecnologia, IAPAR, TECPAR, fundações de desenvolvimento tecnológico existentes no país, universidades e centros tecnológicos estaduais e federais, EMBRAPA, FINEP e Fundo Verde Amarelo. JUSTIFICAÇÃO: O cumprimento da legislação sanitária, especialmente dos decretos que exigem a venda de carne desossada, ampliou os deveres e responsabilidades dos matadouros. É necessário, portanto, disponibilizar linhas de crédito para a reestruturação das unidades de produção de abate e/ou processamento de carne suína, especialmente unidades que fazem parte do subsistema B (não exportável).

JUSTIFICAÇÃO: A investigação revelou deficiências na utilização de técnicas modernas de gestão (gestão da qualidade, análise e controlo de custos, logística, planeamento e controlo da produção, etc.) nas unidades de abate e/ou transformação de suínos, em especial em empresas dos países não exportadores subsistema. . Observou-se também que as pessoas que trabalham em unidades de abate e/ou processamento são treinadas por trabalhadores mais velhos no chão de fábrica, ou seja, na gestão quotidiana da empresa. Com base no que esta pesquisa mostrou, é fundamental promover a formação de mão de obra e a formação gerencial no frigorífico e/ou nas empresas.

A falta de uma gestão adequada, com técnicas de gestão modernas, limita o desenvolvimento e a competitividade das empresas do setor. Justificativa: Algumas funções do processo de trabalho nas atividades de abate e processamento de carnes são extenuantes e repetitivas, impactando a saúde do trabalhador, colocando em risco a produtividade do trabalho e, portanto, a estrutura de custos da empresa. JUSTIFICAÇÃO: A introdução de equipamento para controlar e monitorizar a temperatura necessária para o transporte de carne poderia ajudar a reduzir a prática de desligar os equipamentos de refrigeração durante o transporte.

SISTEMAS DE PRODUÇÃO PECUÁRIA

Fortalecimento do Sistema Cooperativo na Relação com os Produtores de

Fundamentação: Os suinicultores envolvidos no sistema de produção independente carecem de uma estrutura mais activa de representação e de apoio à gestão para os ajudar a gerir o seu negócio. Agentes Implementadores: Fundações de desenvolvimento tecnológico, organizações ambientalistas governamentais e não governamentais, associações industriais e de produtores rurais. Fundamentação: Com o objetivo de homogeneizar o padrão tecnológico existente e recuperar o papel disseminador da Emater entre os suinocultores, é necessário revitalizar o sistema público de assistência técnica e de extensão rural, especialmente entre os produtores independentes.

Esta medida também poderia ser estendida aos produtores cooperativos, uma vez que as cooperativas não realizam necessariamente atividades de assistência técnica de acordo com as necessidades dos produtores. JUSTIFICAÇÃO: Uma das principais deficiências do sistema de produção está relacionada com a incapacidade dos criadores de desenvolverem as suas atividades com um critério mínimo de eficiência. Neste sentido, esta proposta visa melhorar a gestão interna, nomeadamente o controlo dos custos de produção e a eficiência das operações.

Fundamentação da petição: A adopção de práticas e técnicas de produção mais sofisticadas requer um nível de qualificação da força de trabalho operacional que não existe actualmente na maioria dos países. Justificativa: Embora o mercado à vista atue como um mecanismo de equalização de preços para o mercado final de suínos, há uma discrepância entre os níveis de pagamento ao produtor para os três sistemas de produção identificados nesta seção. Nesse sentido, o pagamento diferenciado de acordo com a qualidade da carcaça exige uma coordenação da cadeia dentro do sistema produtivo, o que pode garantir maior estabilidade de preços aos suinocultores.

Referências

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