A532a Análise da Competitividade da Cadeia Agroindustrial da Suína no Estado do Paraná / Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social do Paraná, Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade e Estudos Agroindustriais e Grupo de Pesquisa da UFSCAR. CARNE DE SUÍNO DO FAMÍLIA EM DESPESA TOTAL MÉDIA MENSAL DO FAMÍLIA COM ALIMENTAÇÃO SEGUNDO A FAIXA DE RENDA NA REGIÃO.
O CARÁTER SISTÊMICO DA ANÁLISE DE CADEIAS AGROINDUSTRIAIS
No entanto, outro modelo é mais adequado quando é necessário implementar medidas pelas empresas que fazem parte do sistema com o objetivo de melhorar suas posições competitivas: Supply Chain Management (SCM). A aplicação de conhecimentos relacionados à noção de SCM como forma de aumentar o nível de coordenação da cadeia ainda é pouco explorada no Brasil e no exterior.
COMPETITIVIDADE E AGRONEGÓCIO
Neste caso, trata-se de tentar medir o potencial de competitividade de um determinado setor ou empresa. A combinação de um conjunto de fatores resulta em certas condições competitivas para um dado espaço de análise.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Cada um dos drivers de competitividade também foi ponderado de acordo com sua contribuição para a competitividade da cadeia estudada. Por fim, há as reflexões finais sobre a competitividade global da cadeia produtiva e a apresentação de propostas de ações identificadas para o aperfeiçoamento do sistema.
SISTEMA AGROINDUSTRIAL DE CARNES NO MUNDO
Nos últimos anos, os principais fatores que afetaram o SAI global da carne foram:22 .. a) o aumento médio da renda da população mundial em cerca de 1% a.a. Em geral, a renda aumentou mais rapidamente nos países em desenvolvimento do que nos países considerados já desenvolvidos. Os efeitos do aumento da renda no processo de substituição das proteínas animais pelas vegetais são bem conhecidos e explicam, juntamente com outros fatores, o aumento do consumo de carne nos países mais pobres.
SISTEMA AGROINDUSTRIAL SUINÍCOLA
Complexo Agroindustrial Suinícola no Mundo
O comércio internacional de carne suína (incluindo animais vivos) representa tradicionalmente uma pequena parte da produção mundial (Tabela 5). Os Gráficos 1 e 2 apresentam os dados dos países e regiões maiores importadores e exportadores de carne suína.
Complexo Agroindustrial Suinícola no Brasil
No Brasil em geral, e na região Sul em particular, o segmento da suinocultura se diversificou e evoluiu significativamente. Vale ressaltar também que o principal consumo de carne suína no Brasil é na forma de produtos industrializados.
AMBIENTE INSTITUCIONAL
Comércio Exterior
Vale destacar que as exportações de carne suína cresceram 72,5% de um ano para o outro. No entanto, as entrevistas também revelaram que o sucesso de algumas pequenas e médias plantas de abate e processamento de suínos no Paraná depende do desempenho das empresas exportadoras.
Condições Macroeconômicas
Em 1992, foi assinado um convênio com o Confaz, que permitiu aos países reduzir a base de cálculo do ICMS para produtos da cesta básica. Para as empresas nacionais, a Lei Brandão estabeleceu redução da base de cálculo para animais em pé e produtos comestíveis derivados de abate, independentemente de estarem em estado natural, refrigerados ou congelados, de forma que a carga tributária também fique no percentual de 7 %. De acordo com o programa, o pagamento do ICMS incremental decorrente dos investimentos realizados poderá ser diferido por até 48 meses, observados os seguintes limites: .. a) 30% do valor do ICMS incremental para estabelecimentos situados no municípios de Curitiba, Araucária e São José dos Pinhais;.
Legislação Sanitária e Ambiental
Este sistema foi desenvolvido na Europa após a crise causada pelo surgimento generalizado da encefalopatia espongiforme bovina (BSE), conhecida como "doença das vacas loucas". Esse mecanismo, que deve ser aplicado em toda a cadeia produtiva, exige um controle rigoroso das condições de produção e sistematização das informações sobre o produto de origem animal. Além disso, espera-se que esse sistema gere um diferencial de preços que possa recompensar iniciativas voltadas para a melhoria do rebanho e das condições de criação.
Inspeção e Fiscalização
Deve haver, portanto, ações de vigilância constantes para controlar a situação de saúde dos animais de áreas de risco. Nesse sentido, o governo do estado atende às exigências do Ministério da Agricultura e da Organização Internacional de Doenças Infecciosas de Animais (OIE), referentes ao plano de controle da febre aftosa. Por exemplo, o sistema de vigilância sanitária do estado estava em estado de greve periódica, comprometendo o progresso na luta contra a febre aftosa e enfraquecendo os controles de saúde pecuária do estado.
Informações Estatísticas
Outra fragilidade verificada no terreno diz respeito ao sistema de fiscalização sob responsabilidade do Estado (SIP). Diante da carência de recursos legalmente previstos para a fiscalização dos estabelecimentos de abate e beneficiamento no estado, o DEFIS/SEAB, órgão responsável por essa atividade no âmbito estadual, firmou convênio com a Cooperativa dos Veterinários do Paraná (UNIMEV-PR). , delegando as atribuições de fiscalização e fiscalização. Assim, quem presta serviços de fiscalização nas instalações do SIP são os médicos veterinários filiados, por meio de contrato firmado entre o frigorífico e a UNIMEV.
Sistema de Inovação
As informações públicas da esfera federal (IBGE, MAPA, MDIC, SECEX, entre outras) são mais dispersas e menos específicas da cadeia. Por outro lado, as informações públicas geradas em nível estadual, para os segmentos pecuário (SEAB) e industrial (SEFA), geralmente se referem a resultados de estrutura e desempenho e são mais voltadas para o planejamento público.
Coordenação dos Agentes
- Entidades de representação
- Programas especiais de apoio à atividade produtiva no Paraná
Com o objetivo de articular atores públicos e privados para agregar valor à produção agroindustrial do estado, o Governo do Paraná desenvolve programas específicos de apoio às atividades fabris. O estudo abrangeu as cadeias produtivas dos principais produtos agrícolas do Paraná: trigo, soja, milho, algodão, café, bovinos, leite, erva-mate, borracha natural, madeira, frutas cítricas, banana, suínos, piscicultura, frangos de corte, arroz, batata , feijão, cana-de-açúcar, seda e mandioca. Criar um sistema de informação para orientar os investimentos setoriais e regionais nas atividades agropecuárias do Paraná;
CONSUMO DE CARNE NO BRASIL
Comportamento dos Preços
Os dados do IBGE relativos ao INPC permitem analisar a evolução dos preços da carne suína. A queda relativa dos preços da carne suína é mais evidente quando comparada à evolução do INPC alimentação no domicílio. Até 1994 houve uma queda acentuada do preço relativo da carne suína em relação a esta última.
Consumo per Capita
Esses dados indicam que há potencial de crescimento da demanda por carne suína quando a renda por população está crescendo. O Gráfico 12 mostra que para a faixa de renda de 0 a 3 salários mínimos, o consumo de carne de frango supera o consumo de carne bovina e suína. O consumo de carne suína desossada e desossada é o menor entre esses tipos de carne.
Participação nas Despesas com Alimentação
O SEGMENTO DE DISTRIBUIÇÃO DE CARNE SUÍNA
Tecnologia
A cadeia de frio está relacionada com a qualidade do produto de duas maneiras diferentes, mas complementares. Segundo Dussauge e Ramanantsoa41, a tecnologia pode influenciar as decisões estratégicas de uma empresa em três pontos distintos: .. a) na área de negócios em que a organização atua (sua definição, limites, segmentação, crescimento, maturidade e valor); Na distribuição de carne suína, o uso da tecnologia da informação é diferenciado nos diferentes portes das empresas entrevistadas.
Insumos
O produto é processado parcialmente nos centros de distribuição (CD), no caso de redes de médio e grande porte que o possuem, ou na maioria das vezes nas próprias lojas. No caso de embutidos e produtos para processamento industrial, a embalagem também é considerada adequada, tanto em redes de autosserviço quanto em açougues e lojas especializadas. No caso de entrega em um centro de distribuição, esse prazo é reduzido para um quarto do prazo de validade.
Estrutura de Mercado
Até pouco tempo atrás, devido ao baixo grau de concentração e internacionalização das redes varejistas, os canais de distribuição eram considerados um elemento do mix de marketing das indústrias. A crescente concentração do setor varejista pode ser visualizada a partir dos índices de concentração dos cinco maiores supermercados apresentados na Tabela 22. Tradicionalmente, o baixo grau de concentração e internacionalização dos varejistas tem permitido aos processadores controlar estratégias relacionadas à comercialização de alimentos, decisão sobre novos produtos e preços.
Gestão Interna
- Formatos de pontos de venda
- Aspectos relevantes da gestão interna
Porém, no caso da carne suína, todas as empresas com as quais trabalhamos no Paraná têm acesso à compra direta do frigorífico. No caso das redes varejistas (pequeno, médio e grande porte), os pedidos de produtos são feitos diretamente nas lojas. No contexto atual da cadeia da carne suína paranaense, percebe-se que algumas empresas têm focado em estratégias específicas em termos de produtos e mix promocional.
Ambiente Institucional
Como existem marcas fortes e com longa tradição no mercado, parte do esforço para construir rastreabilidade é menos necessário do que para, por exemplo, carne bovina. Nas grandes redes e na distribuição atacadista, há reclamações de que os impostos são muito altos e são repassados aos clientes. Nota-se que a maioria dos açougues é filiada, mas poucos consideram a associação atuante na defesa do setor.
Relações de Mercado
Por outro lado, há uma participação muito ativa em pequenas, médias e grandes redes varejistas de autosserviço, seja em nível estadual ou regional. Por outro lado, as grandes redes varejistas, como já discutido por Siffert Filho e Favaret,63 no caso da carne bovina, vêm se modernizando rapidamente para atender às novas exigências e criar novos hábitos de consumo. Em redes de médio e pequeno porte com atuação regional, observa-se que os aspectos referentes à coordenação vertical são semelhantes aos descritos anteriormente.
Consideração e Avaliação dos Direcionadores de Competitividade
Insumos tecnológicos Estrutura de mercado Gestão interna Ambiente institucional Relações com o mercado Consumo Consumo Competitividade e distribuição. Nesse caso, observa-se que há potencial para medidas de melhoria nos subfatores de mercado e relações de consumo. No subsistema B, que apresenta avaliação negativa da competitividade em quase todos os pontos, destacam-se os direcionadores gestão interna, ambiente institucional, mercado e condições de consumo (já comentados na análise do subsistema A).
O SEGMENTO DE ABATE E PROCESSAMENTO DE CARNE SUÍNA NO
Tecnologia
O segmento de P&D, para o setor como um todo, é incipiente tanto em termos de produto quanto de processo. Máquinas e equipamentos que incorporam inovações de processo estão disponíveis no mercado, embora a internalização dessas inovações sofra imprevistos, seja pela estrutura do mercado, seja pela rentabilidade do setor, mais presente nas empresas do subsistema A. Deve-se também ser notado. que fortes barreiras ao desenvolvimento da indústria de abate e processamento de suínos são impostas por restrições ao consumo interno; em competição com outros substitutos proteicos de origem animal;
Insumos
Para a atividade de beneficiamento, é necessária mão de obra mais qualificada, devido ao fato de operarem no processo produtivo equipamentos de maior nível tecnológico. As características da pecuária, que tem sido desenvolvida basicamente por produtores familiares, que também utilizam mão de obra familiar, por não constituir vínculo empregatício formal, dificultam a geração precisa de empregos diretos nessa etapa do processo produtivo. Porém, como visto na produção primária, é difícil mensurar com mais precisão os empregos gerados apenas pela cadeia suína nessas etapas do processo produtivo.
Ambiente Competitivo
Em termos de valor adicionado, o segmento da suinocultura apresentou aumento de sua participação no valor adicionado (VA) no período, passando de 8,01% para 14,43% do valor gerado pelos principais segmentos industriais de carnes paranaenses (Tabela 24). No que se refere ao valor das exportações ou vendas da indústria suína paranaense, observa-se nos últimos anos uma mudança significativa no faturamento, com aumento das vendas intra-estado (EUA), que já superam os 50%, e das vendas externas (VSE ) aumentaram consideravelmente. em contrapartida à queda nas vendas para os demais estados brasileiros (tabela 26). A produção industrial de carne suína passa por um crescente processo de diversificação de produtos e mercados.
Gestão Interna
Apesar das exigências técnicas, o transporte dos suínos até o matadouro não foi identificado como um grande problema, pois a norma de transporte é uma imposição da empresa contratante e se não for cumprida, o transportador sofre. As grandes empresas do subsistema exportador, embora coordenem todo o seu sistema logístico, operam com frota rastreada e terceirizada de empresas e/ou autônomos, pois a escala em que atuam permite contratos de exclusividade e de longo prazo. Por outro lado, a maioria das empresas de menor porte, independentemente do subsistema em que estão inseridas, opera com frota própria de veículos.
Ambiente Institucional
A preocupação com o conforto no ambiente de trabalho é crescente e está cada vez mais presente nas empresas do subsistema exportador. Enquanto o subsistema exportador avalia positivamente os mecanismos de fiscalização, principalmente os atributos de qualidade e credibilidade dos produtos, as empresas do subsistema não exportador, especialmente aquelas sob controle estadual ou municipal, questionam restrições de comercialização que inviabilizem a circulação indevida de produtos fora da jurisdição determinada por o sistema de inspeção adotado. Outro aspecto que afeta fortemente toda a cadeia é a deficiência do Sistema de Defesa Sanitária Animal (DSA-SEAB).
Relações de Mercado
Vale ressaltar também que no Paraná a etapa de beneficiamento da carne suína costuma estar associada a um abatedouro industrial (Tabela 38). Como mencionado anteriormente, a coordenação dos diferentes níveis da cadeia é realizada pelo setor industrial, sendo mais direta nos segmentos de genética, pecuária, abate e industrialização, e indiretamente ou em parceria com o sistema de distribuição. As relações comerciais do segmento de abate e processamento com o sistema de distribuição de carne suína in natura são predominantemente com distribuidores/atacadistas e também com a rede de autosserviço e açougues.
Considerações e Avaliação dos Direcionadores de Competitividade do
Insumos tecnológicos Ambiente competitivo Gestão interna Ambiente institucional Relações com o mercado Abate e competitividade de processos. O ambiente competitivo também confere posição favorável ao segmento de abate e processamento, principalmente pela escala de atuação e alternativas e diversificação de mercado das empresas desse subsistema. Mostram também que os principais problemas da concorrência estão nas chefias da Gestão Interna e das Relações com o Mercado.
SISTEMA DE PRODUÇÃO DA SUINOCULTURA SEGUNDO OS
- Processo de Produção
- Insumos
- Estrutura Produtiva
- Ambiente Institucional
- Relações de Mercado
- Considerações Finais e Avaliação dos Direcionadores de Competitividade
A adoção de tecnologia é um dos subfatores mais importantes para a competitividade da cadeia suína dentro do sistema produtivo. A competitividade da cadeia da carne suína foi satisfatória em função do nível de motoristas dentro do sistema produtivo. TABELA 10 - DIRETORES DE CONCORRÊNCIA DO SISTEMA DE PRODUÇÃO PECUÁRIA NA CADEIA PRODUTIVA DE SUÍNOS, PARANÁ - 2002.
AMBIENTE INSTITUCIONAL
- Criação de Agência Reguladora do Sistema Agroalimentar Paranaense
- Redimensionamento do Quadro de Profissionais dos Órgãos Responsáveis
- Prevenção do Abate Irregular/Informal
- Desenvolvimento e Implantação de Selo de Certificação de Qualidade
- Utilização dos Créditos de ICMS em Investimentos na Atividade
- Adequação de Linhas de Crédito e Constituição de Fundo de Aval
- Implantação de Tributação Unifásica
- Reestruturação dos Sistemas de Inovação
- Coordenação da Cadeia e Relações de Troca
- Apoio à Promoção e Formação de Alianças Mercadológicas entre Varejistas,
- Implantação de um Sistema Centralizado de Informações
- Realização de Campanha Publicitária de Caráter Institucional para a
- Realização de Campanha Institucional para a Promoção de Produtos com
- Intensificação das Políticas de Promoção às Exportações
Agentes afetados: Estabelecimentos de abate e/ou processamento sob fiscalização estadual ou municipal e sistema de fiscalização/fiscalização. Justificativa: O desenvolvimento de atividades de abate e/ou beneficiamento com inspeção estadual ou municipal, no estado, sofre com a concorrência de produtos com inspeção federal, que, na percepção da distribuição e do consumidor final, possuem imagem de qualidade superior. Justificativa: A atividade de abate no estado tem gerado créditos de ICMS decorrentes de exportações, os quais são esterilizados pela impossibilidade legal de utilizá-los.
CONSUMO E DISTRIBUIÇÃO
Promoção da Profissionalização e Modernização do Pequeno Varejo
Capacitação na Área de Controle Gerencial para Pequenos e Médios
Indução de Atividades de Pesquisa sobre Embalagens para Transporte e
Mobilização das Assessorias Jurídicas das Associações de Classe dos
ABATE E PROCESSAMENTO
Realização de Investimentos em P&D
Criação de Linhas de Crédito para Reestruturação de Unidades de Abate
Implantação Gradual do Sistema APPCC nas Unidades de Abate e/ou
Promoção da Qualificação da Mão-de-Obra e Capacitação Gerencial
Incentivo à Implantação de Programas de Ergonomia
Melhoria das Condições e Manutenção das Estradas Vicinais
Difusão da Adoção de Equipamentos e Procedimentos de Controle de
Promoção de Atividades de Treinamento sobre Logística de Produtos Perecíveis
Promoção e Fortalecimento de Iniciativas de Comercialização Conjunta da
SISTEMAS DE PRODUÇÃO PECUÁRIA
Fortalecimento do Sistema Cooperativo na Relação com os Produtores de
Fortalecimento das Organizações Representativas, como a APS, no Papel
Aperfeiçoamento do Sistema de Avaliação dos Impactos Ambientais
Melhoria dos Serviços de Assistência Técnica aos Criadores, Especialmente
Promoção de Capacitação dos Criadores de todos os Sistemas de