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2.3 Psicologia social brasileira e a violência contra a mulher

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Academic year: 2023

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REDE INTERSETORIAL COMO AÇÃO DE APOIO E EMPODERAMENTO DE MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: UMA ANÁLISE. O trabalho final do curso intitulado: A REDE INTERSETORIAL COMO AÇÃO DE APOIO E EMPODERAMENTO DE MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: UMA ANÁLISE PSICOSSOCIAL, elaborado pelas alunas FRANCIELE ESTEVES SILVA e MARINA LIMADERA, foi aprovado por todos. Para tanto, o trabalho intersetorial realizado pelas redes de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica e pelas Políticas Públicas, buscou medidas preventivas e empoderadoras para essas vítimas de forma subjetiva e interna.

A violência doméstica na sociedade brasileira, aspectos sociais, históricos

A violência contra as mulheres está fortemente enraizada nos ambientes sociais, tanto no Brasil como no mundo, o que constitui um problema de saúde pública, pois envolve situações que afetam a saúde física e mental, e também o desenvolvimento humano dessas mulheres, levando a causas que considerada importante em aspectos de morbimortalidade feminina. A violência contra as mulheres envolve um grande conjunto de valores, símbolos culturais e normas associadas entre homens e mulheres, o que torna necessária a implementação de políticas públicas que visem a superação destas práticas. Através de uma cultura que domina um alto nível de patriarcado enraizado e erradicado há gerações, as pessoas acabam naturalizando a violência contra a mulher, chegando ao conceito de normalidade para os conflitos que ocorrem entre casais, e finalmente proibindo a visão de que é na realidade um problema.

A partir desses movimentos acima mencionados, o Estado brasileiro tomou a iniciativa de construir estratégias e políticas públicas voltadas para a promoção do combate à violência contra as mulheres. Em 1994, o Brasil foi palco de um importante evento organizado pelas Nações Unidas, que foi a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, chamada Convenção de Belém do Pará, que foi ratificada no ano de 1995. Esta A convenção buscou parâmetros para a criação de políticas em nível nacional de combate à violência contra as mulheres, representando assim um marco histórico-conceitual relevante para a violência contra as mulheres.

Por meio da SPM tem havido um investimento em políticas públicas para a criação de estratégias de combate à violência contra a mulher e consequentemente a criação de serviços como centros de referência para mulheres, promotorias especializadas, delegacias da mulher e o estabelecimento de redes de apoio às mulheres em situação de violência. 226 da Constituição Federal, da Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Violência contra a Mulher, da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher e outros tratados.

Gênero e violência doméstica contra a mulher na sociedade brasileira

Esta lei cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e doméstica contra a mulher, nos termos do § 8º do artigo. Assim, os estudos de gênero surgiram como forma de estudar e regular a relação entre homens e mulheres. A desigualdade de género está associada a um forte impacto na recorrência crescente da violência contra as mulheres, bem como na sua evolução cada vez maior.

Como a ideologia de género não consegue manter a obediência destas vítimas ao patriarcado que existe na sociedade, elas veem a necessidade do uso da violência. A sociedade impôs um estado de inferioridade e fragilidade às mulheres, que ao longo da história se tornou num processo de naturalização da violência contra as mulheres na família. A percepção das mulheres como personalidades vulneráveis ​​e subordinadas tem levado a casos cada vez mais frequentes de violência doméstica contra as mulheres, reduzindo-as de acordo com o seu género.

Para que a violência doméstica contra a mulher seja separada das relações sociais, é necessário quebrar a desigualdade de género e os padrões de patriarcado que a sociedade tem como base, com o objectivo de implementar a sensibilização contra a naturalização da violência. Ao longo do tempo, este conceito de violência baseada no género contra as mulheres ganhou terreno e progrediu significativamente nos últimos anos.

Psicologia social brasileira e a violência contra a mulher

Um conceito importante a ser abordado em relação às teorias da Psicologia Social é o das representações sociais. Então, é preciso pensar as representações como fenômenos sociais que devem ser compreendidos como resultado do contexto sociocultural em que o indivíduo está inserido, assim devem ser as representações sociais. Através das representações sociais é possível compreender como grupos sociais ou indivíduos pensam sobre a violência doméstica contra as mulheres e como a definem.

Tornam-se importantes na busca de conhecimento sobre o complexo fenômeno da violência doméstica contra as mulheres e suas diversas causas. A autora Prosenewicz (2018) afirma que as representações sociais estão associadas à violência contra as mulheres porque estão relacionadas à desigualdade de poder, na qual justifica a estrutura de subjugação feminina. Segundo Vigário e Paulino-Pereira (2014), é de extrema importância realçar o conceito de identidade social, que está intimamente relacionado com o fenómeno da violência doméstica.

Com isso entende-se que a violência doméstica contra a mulher interferirá na construção da sua identidade social e individual, dado que o é. As reconstruções da identidade social e individual das vítimas de violência doméstica possibilitam a percepção de mudança nas suas experiências.

Psicologia Social Comunitária, possibilidades de intervenção e o processo

E para falar em violência doméstica contra a mulher é preciso compreender que não há apenas o envolvimento de um espaço territorial numa comunidade, mas de um grupo de indivíduos imbuídos de uma subjetividade que se constituiu a partir das diferentes representações sociais que alcançaram. . Para intervenções nos espaços sociais, especialmente na problemática da violência doméstica contra a mulher, é necessário, portanto, partir das condições reais da comunidade, procurar potencialidades e identificar os processos psicossociais envolvidos no fenómeno da violência. A ressignificação das mulheres vítimas de violência doméstica caracteriza-se como uma forma de intervenção para o problema e pode ser feita por meio do empoderamento, que se baseia no referencial de mudança social e pessoal, e também no desenvolvimento político dos indivíduos envolvidos e nas políticas públicas que vêm e apoiar as dimensões divergentes que existem entre as exigências apresentadas pelas vítimas e proporcionar a estas mulheres vítimas de violência doméstica e à sociedade uma consciência pessoal e social, um conhecimento crítico, uma consciência e uma possível mudança da realidade.

A psicologia social comunitária também pode contribuir significativamente para a reforma e prevenção da violência doméstica contra as mulheres, através do desenvolvimento da consciência destas mulheres e da comunidade, tendo em conta os seus aspectos históricos e comunitários, através de uma atenção interdisciplinar que vai muito além do desenvolvimento de grupos e a comunidade. É necessária também intervenções sociocomunitárias mais voltadas para a prevenção da violência doméstica contra a mulher, por meio de palestras e campanhas, realizadas nas redes de atenção, com o objetivo de ampliar seus conhecimentos. Para combater a violência doméstica contra a mulher, Bigliardi et al. 2016, enfatiza a necessidade de integrar conhecimentos de diferentes ciências através da multidisciplinaridade, pois este é um tema delicado que viola os direitos humanos e tem as suas raízes em vários factores sócio-históricos e culturais, além de relações de poder de género.

A psicologia social comunitária pode intervir na violência doméstica contra a mulher, proporcionando ações de empoderamento das vítimas. Ainda segundo os autores, os objetivos do trabalho do Psicólogo junto às vítimas de violência doméstica seriam: Fortalecimento de vínculos, promoção.

Políticas Públicas para o atendimento de mulheres em situação de

As mulheres vítimas de violência doméstica enfrentam inúmeras dificuldades em receber apoio e apoio do sector das políticas públicas. É necessário, portanto, que a rede intersetorial promova o acolhimento dessas mulheres vítimas de violência doméstica, valendo ressaltar que atualmente existe um longo caminho para a busca de ajuda e apoio, que muitas vezes não é atendido o que leva a uma série de revitimização e degradação emocional. Com a promulgação da Lei 11.340, intitulada Maria da Penha, em agosto de 2006, diversas regiões do país começaram a ampliar o atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica.

A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, o projeto de lei que propunha mudar a realidade brasileira, com a inclusão de diversos dispositivos cíveis, processuais e criminais, com a proposta de proteger essas mulheres vítimas de violência doméstica. A lei baseia-se em mecanismos que podem responder às demandas em casos de violência contra as mulheres. Foi resultado do trabalho conjunto do governo brasileiro, da comunidade internacional junto com o apelo de milhões de mulheres brasileiras vítimas de violência sexual.

Os primeiros socorros que uma mulher vítima de violência doméstica costuma procurar é a atenção da polícia, pois ela busca justiça, para que essas ações sejam preventivas e punitivas, com o objetivo de punir o agressor. A Defensoria da Mulher é um serviço que tem como objetivo prestar assistência jurídica, orientação e encaminhamento a essas mulheres em situação de violência.

Desafios e perspectivas da intersetorialidade e trabalho em rede no

Suas principais ações são a elaboração de boletins de ocorrência, a investigação de crimes, a solicitação de medidas protetivas emergenciais ao juiz; Os centros de atendimento à mulher ou postos nas esquadras comunais, são espaços de atendimento às mulheres em situação de violência doméstica, que encaminham para a sua própria equipa nas esquadras comunais; O conceito de rede de combate à violência contra as mulheres relaciona-se com a acção coordenada entre instituições/serviços governamentais e não governamentais e a comunidade, visando o desenvolvimento de estratégias e políticas de prevenção eficazes que capacitem e garantam a construção da autonomia das mulheres. seus direitos humanos, a responsabilização dos agressores e a assistência qualificada às mulheres em situação de violência. O Conselho Federal de Psicologia postula em seus referenciais técnicos para atuação de psicólogos em programas de atendimento a mulheres em situação de violência (CFP, 2012), que é necessário se fortalecer para o desenvolvimento de trabalhos de atendimento a mulheres em situação de violência. as redes de serviços que precisam articular saberes, práticas e políticas, buscando estratégias que.

A atuação do psicólogo junto às mulheres em situação de violência doméstica deve ter sua prática pautada pelo código de ética profissional, além disso o reconhecimento e a valorização do trabalho em equipe são de extrema importância. A rede de serviços também se configura como uma área de atuação dentro da psicologia social, Guimarães (2014) afirma que a Psicologia Social Comunitária é uma área de conhecimento que tem mostrado que tem muito a contribuir para a prática interdisciplinar, e como vários apontam os manuais. que Esses profissionais devem fazer parte da equipe de cuidados mínimos em caso de violência. Além disso, os autores citados acima afirmam que há outros desafios envolvidos no problema, como dificuldades e ambiguidades para que as vítimas de violência doméstica consigam falar sobre o problema que sofreram, o que as limita.

Entende-se que em todas as formas é evidente a importância da realização de ações que visem apoiar e proteger as mulheres vítimas de violência. Contudo, pode-se ressaltar a importância do trabalho assistencial realizado na rede de atenção às mulheres em situação de violência.

Classificação da Pesquisa

Coleta dos dados

Análise dos dados

Atenção integral a mulheres e adolescentes em situação de violência doméstica e violência sexual: uma matriz pedagógica para o trabalho em rede. Referências técnicas para atuação de psicólogos em programas de atendimento a mulheres em situação de violência. Disponível em: https://site.cfp.org.br/publicacao/referencias-tecnicas-para-atuacao-de-psicologas-os-em-programas-de-atencao-a-mulher-em-situacao-de-violencia / Acessado em: 11 de setembro de 2019.

Referências técnicas para atuação de psicólogos em programas de atendimento a mulheres em situação de violência. Pós-Graduação (Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas), Universidade Federal do Maranhão, p. http://www.joinpp.ufma.br/jornadas/joinpp2015/pdfs/eixo6/acoes-intersetoriais-no-confrontation-da-violencia-contra-a-mulher.pdf. Violência contra a mulher: facilidades e problemas relacionados ao atendimento multidisciplinar. http://periodicos.uefs.br/index.php/saudecoletiva/article/view/2094/2921.

Intervenção psicossocial com mulheres em situação de violência doméstica. http://www.en.wwc2017.eventos.dype.com.br/resources/anais FIL O_Intervencaopsicossocialcommulheresemsituacaodeviolenciadomestica.pdf. Intersetorialidade no cuidado às mulheres em situação de violência: uma metassíntese. https://www.researchgate.net/publication/334247027_Intersetorialidade_na_Atencao _as_Mulheres_em_Situacao_de_Violencia_Uma_Metassintese_Intersectoriality_in_.

Referências

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