• Nenhum resultado encontrado

A SUBJETIVIDADE INTERNACIONAL DO INDIVÍDUO - Univali

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "A SUBJETIVIDADE INTERNACIONAL DO INDIVÍDUO - Univali"

Copied!
80
0
0

Texto

CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES

No campo internacional, existem duas terminologias que não devem ser confundidas: atores no campo das relações internacionais e sujeitos de direito internacional público. Desta forma, este trabalho tenta apresentar a subjetividade internacional como tema central do direito internacional público e das entidades que constituem o seu rol de sujeitos.

SUJEITOS DE DIREITO INTERNACIONAL: considerações histórico-

O conceito de sujeito de direito é dado pelo ordenamento jurídico a todas as pessoas, indivíduos ou grupos, portadores de direitos e obrigações7. Deus deixa claro que não se pode confundir capacidade jurídica com personalidade jurídica, pois ambas são distintas e se confundidas podem levar à negação do indivíduo como sujeito de Direito Internacional.

HISTÓRICO DA SUBJETIVIDADE INTERNACIONAL

Posteriormente, iniciou-se um período de mais de trezentos anos, caracterizado pelo unitarismo e centralização estatal, durante o qual apenas os “Estados civilizados” foram admitidos pela escola positivista19 como sujeitos de direito internacional. Quanto ao positivismo jurídico, Macedo argumenta que este deu origem à teoria do objeto humano, ou seja, se a vontade cria o direito, então as pessoas são sujeitos de direito nacional e os Estados são sujeitos de direito internacional.

OS SUJEITOS DE DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO

  • Os Estados
  • As Organizações Internacionais
  • O S INDIVÍDUO COMO SUJEITO DO D IREITO I NTERNACIONAL NA DOUTRINA JURÍDICA
  • A CAPACIDADE JURÍDICA INTERNACIONAL DO INDIVÍDUO : FUNDAMENTOS JURÍDICOS

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos e seu papel central no sistema interamericano de proteção dos direitos humanos.

CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES

Inicialmente será analisado o processo de internacionalização dos direitos humanos, caracterizado pela proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, seguido de uma análise das convenções internacionais e de algumas convenções que tratam da proteção de classes específicas de indivíduos.

CONCEITO E CARACTERIZAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS

Portanto, o objetivo deste capítulo é destacar os principais instrumentos que visam proteger os direitos inerentes a todos os indivíduos. Sobre esse entendimento, ressalta-se que não é aceito por todos os autores, uma vez que a própria doutrina distingue os direitos humanos dos direitos fundamentais70. Após a criação da Organização das Nações Unidas (ONU), esta terminologia foi substituída por “direitos humanos”, uma vez que a expressão anteriormente adotada era preconceituosa, por não incluir a categoria das mulheres, razão pela qual sofreu tal mudança71.

Os direitos humanos, como preceitos fundamentais da própria natureza humana, existem antes da ordem positiva e possuem as características de inalienabilidade, irrevogabilidade, irrevogabilidade, inviolabilidade, universalidade, eficácia, historicidade, interdependência e complementaridade72. Após a conceptualização dos direitos humanos, resta apresentar o processo de internacionalização destes direitos e o caminho da sua efetivação e elevação a um nível global de proteção. 70 A autora Andrietta Kretz explica a diferença entre direitos humanos e direitos fundamentais e informa que esta questão terminológica e conceitual desses termos tem sido objeto de atenção acadêmica devido à sua heterogeneidade, ambiguidade, bem como à falta de consenso.

Afirma que os direitos fundamentais derivam das constituições, e esses direitos são internos, enquanto os Direitos Humanos são mais abrangentes, referindo-se à esfera internacional.” KRETZ, Andrietta.

O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS 25

  • A C ARTA DAS N AÇÕES U NIDAS DE 1945
  • A D ECLARAÇÃO U NIVERSAL DOS D IREITOS H UMANOS
  • O S P ACTOS I NTERNACIONAIS DE D IREITOS H UMANOS
    • O Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos
    • O Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais

CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES

Conforme estudado nos capítulos anteriores, a subjetividade internacional do indivíduo significa o seu reconhecimento de personalidade jurídica a nível internacional, representando o desenvolvimento do direito internacional público. Através destes contornos, foram criados mecanismos capazes de proteger os direitos de todos os cidadãos em todo o mundo. Juntamente com o sistema Universal, discutido no capítulo anterior, existem sistemas regionais que procuram proteger os direitos dos seres humanos num determinado território geográfico.

Atualmente, existem três sistemas regionais de proteção dos Direitos Humanos, que são: o sistema africano, o sistema europeu e o sistema interamericano. Esta pesquisa se alinha com a funcionalidade dos órgãos jurisdicionais desses sistemas, ou seja, seus tribunais, e analisa como seus órgãos consolidam a tese da subjetividade internacional do indivíduo, foco deste trabalho monográfico. Dessa forma, apresenta-se a seguir a estrutura de ambos os sistemas, com foco na atuação de seus tribunais.

SISTEMA INTERAMERICANO DE PROTEÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS

Precisamente por utilizar mais de um documento orientador, este sistema torna-se mais complexo do que outros sistemas regionais. Esses dois importantes instrumentos são considerados os pilares do Sistema Interamericano e foram aprovados conjuntamente por ocasião da 9ª Conferência Interamericana de Estados, realizada em Bogotá, Colômbia, entre 30 de abril e 2 de maio de 1948. Ressalta-se que esta aprovação Cerca de seis meses se passaram antes que a Assembleia Geral da ONU aprovasse a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Portanto, neste contexto, segue a abordagem da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, que é de suma importância para este sistema.

A CONVENÇÃO AMERICANA DE DIREITOS HUMANOS: o Pacto de São

Conferência Intergovernamental em San José, Costa Rica, mas entrou em vigor quase dez anos depois, quando foi depositado o 11º instrumento de ratificação.114 Vale ressaltar que a Convenção Americana sobre Direitos Humanos também é resultado da influência exercida pelo Declaração Universal dos Direitos Humanos, ONU. Reiterando que, de acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, o ideal de um ser humano livre, livre do medo e da miséria, só pode ser realizado se forem criadas condições que permitam a cada pessoa usufruir dos seus direitos económicos, sociais e culturais, como . bem como os seus direitos civis e políticos; e considerando que a Terceira Conferência Interamericana Extraordinária (Buenos Aires, 1967) aprovou a inclusão na própria Carta da Organização de normas mais amplas sobre direitos econômicos, sociais e educacionais e decidiu que uma Convenção Interamericana sobre os Direitos do Homem para determinar os estrutura, competências e processo dos órgãos responsáveis ​​por esta matéria, acordaram o seguinte. Dever de adotar disposições de direito interno: Se o exercício dos direitos e liberdades referidos no artigo 1.º ainda não estiver garantido por disposições legislativas ou outras, os Estados Partes comprometem-se a adotar, de acordo com as suas normas constitucionais e as disposições destas Convenções, medidas legislativas ou outras medidas que sejam necessárias para dar efeito a esses direitos e liberdades.

118 Artigo 26 - Desenvolvimento progressivo: “Os Estados Partes comprometem-se a adotar medidas, tanto a nível interno como através da cooperação internacional, especialmente económica e técnica, para alcançar gradualmente a plena eficácia dos direitos resultantes das normas económicas, sociais e educacionais, da ciência e da cultura, contidos na Carta da Organização dos Estados Americanos, conforme reformada pelo Protocolo de Buenos Aires, na medida em que os recursos disponíveis estejam disponíveis, através de legislação ou outros meios apropriados." Disponível em: . Como resultado desta deficiência, foi concluído o Protocolo Adicional à Convenção Americana sobre Direitos Humanos sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais em El Salvador, conhecido como Protocolo de San Salvador. Deve-se notar que a Convenção Americana é um tratado multilateral que visa promover o intercâmbio entre os países membros.

Existem atualmente 24 Estados que aderem a ela, e nem todos aderiram prontamente ao sistema jurisdicional da Convenção.119 A Convenção Americana estabelece um aparelho para monitorar e implementar os direitos que enuncia.

A COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS

Portanto, cabe a ele123 responsabilizar seus signatários pelas violações dos direitos humanos consagrados na Convenção e na Declaração Americana.124. A primeira é em relação a todos os Estados membros da OEA, que têm o poder de: a) estimular a conscientização sobre os direitos humanos; b) recomendar medidas em favor dos direitos humanos no âmbito da legislação nacional e dos compromissos internacionais; 122 GALLI, Maria Beatriz, DULITZKY, Ariel E. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos e seu papel central no sistema interamericano de proteção dos direitos humanos.

123 Artigo 41 - “A comissão tem como função principal promover o respeito e a proteção dos direitos humanos e, no cumprimento do seu mandato, tem as seguintes funções e atribuições: a) estimular a consciência dos direitos humanos entre os povos da América; b) fazer recomendações aos governos dos Estados Membros, quando julgar apropriado, para que adotem medidas progressivas em favor dos direitos humanos no âmbito de suas leis e princípios constitucionais internos, bem como disposições apropriadas para incentivar o respeito adequado a esses direitos ; A Comissão Interamericana de Direitos Humanos é composta por sete membros eleitos a título individual pela Assembleia Geral da OEA, a partir de uma lista de candidatos proposta pelos Estados membros, em conformidade com o artigo 36 da Convenção Americana. Na terceira e última categoria, em relação aos Estados Partes da Convenção Americana, o Estatuto define as seguintes competências adicionais da Comissão: a) atuar em petições e outras comunicações; b) comparecer perante a Corte Interamericana de Direitos Humanos;

130 Com base no artigo 46(1)(b) da Convenção Americana: "1) Para que uma petição ou comunicação apresentada em conformidade com o artigo 44 ou 45 seja aprovada pela Comissão, será necessário: (b ) que seja apresentado antes, no prazo de seis meses a contar da data em que a pessoa que se presume ter sofrido perda dos seus direitos foi notificada da decisão final.» Convenção Americana sobre Direitos Humanos.

A CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS

  • D AS SENTENÇAS DA C ORTE I NTERAMERICANA DE D IRETOS H UMANOS E SEUS

Quanto à capacidade postulatória, o artigo 61 da Convenção Americana enumera quem tem o direito de peticionar diretamente à Corte,136 afirmando que somente os Estados Partes e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos têm direito a tal conduta, cabendo às demais entidades a única opção seria apelar à Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Os Estados membros da Organização poderão consultar a Corte sobre a interpretação desta Convenção ou de outros tratados relativos à proteção dos direitos humanos nos Estados Americanos. 136 Artigo 61 da Convenção Americana: “1) Somente os Estados Partes e a Comissão têm o direito de submeter um caso para decisão à Corte.

137 Com base no novo regulamento da Corte Interamericana de Direitos Humanos, aprovado pela resolução de 24 de novembro de 2000 e em vigor desde 1º de junho de 2001, o artigo 23 regula a cooperação das supostas vítimas. 140 A primeira condenação do Estado brasileiro perante a Corte Interamericana de Direitos Humanos ocorreu em 4 de julho de 2006, no caso de Damião Ximenes Lopes, vítima de abusos de direitos humanos em novembro de 1999, quando estava internado na Casa de Reposo Guararapes. Por exemplo, a revogação da lei, a obrigação do Estado de promover formação e cursos de formação para promover o respeito pelos direitos humanos.142.

A eficácia das sentenças proferidas pela Corte Interamericana de Direitos Humanos: considerações no nível interno dos países que se submeteram à sua jurisdição.

O SISTEMA EUROPEU

  • D A C ONVENÇÃO E UROPÉIA
  • A C ORTE E UROPÉIA DE D IREITOS H UMANOS

Disponível em: .. 145 Note-se que o Protocolo n.º 14 ainda aguarda assinatura pela Rússia . A autora Gabriela Daou acredita que: “a aceitação obrigatória da jurisdição supranacional, que impõe a observância dos direitos humanos sobre as leis, práticas e sistemas jurídicos estatais, representa um marco sem precedentes no direito internacional.”149. 11 foi aberto para assinatura em 1º de novembro de 1998 e passou a permitir o acesso direto aos indivíduos sem a necessidade de passar pela triagem anteriormente imposta pela Comissão Europeia de Direitos Humanos.

Este protocolo substituiu as ações da Comissão e do tribunal anterior por um tribunal permanente de direitos humanos. Para que um indivíduo possa processar o Tribunal contra o Estado infrator, este último deve ser vítima pessoal e direta de uma violação dos direitos humanos protegidos por este sistema. Ficou também evidente que muitas convenções regionais e globais para a protecção dos direitos humanos foram ratificadas nas últimas décadas com o objectivo de reforçar a protecção dos direitos inerentes a todas as pessoas.

Neste estudo, observou-se que o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, ao aceitar a postulação direta dos indivíduos, reforça a tese da subjetividade internacional do indivíduo e, com isso, fortalece o próprio direito internacional público. BRANDÃO, Marco Antônio Diniz & BELLI, Benoni, O Sistema Interamericano de Proteção dos Direitos Humanos e seu Aperfeiçoamento na Virada do Século. A emancipação do homem versus o próprio Estado: o homem como sujeito do direito internacional dos direitos humanos.

Referências

Documentos relacionados

Com o propósito de fortalecer o novo organismo internacional, elaborou-se a Declaração dos Direitos do Homem, em 1946: [...] reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da