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AAE EXTREMO SUL - Lima

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Academic year: 2023

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Avaliação Ambiental Estratégica dos Planos de Extensão Florestal de Eucalipto e Biocombustíveis no Sul da Bahia – AAE Extremo SUL. A AAE dos Planos de Expansão da Silvicultura de Eucalipto e Biocombustíveis no Extremo Sul da Bahia (AAE Extremo Sul) foi realizada pela equipe técnica do Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente (LIMA), do Programa de Planejamento Energético (PPE), do Instituto Alberto Luiz Coimbra da Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tendo como responsável o Instituto Ambiental da Bahia (IMA), atualmente Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA).

Figura 1: Estrutura da AAE Extremo Sul  Nesta AAE, no seu horizonte de 14 anos, serão então considerados:
Figura 1: Estrutura da AAE Extremo Sul Nesta AAE, no seu horizonte de 14 anos, serão então considerados:

Fatores Determinantes do Desenvolvimento

Nesse sentido, são analisados ​​os fatores determinantes do desenvolvimento regional, bem como os fatores que determinam esse desenvolvimento e os fatores considerados mais críticos para a qualidade ambiental da região de estudo. A análise dos fatores críticos relacionados aos processos estratégicos é então vinculada a indicadores que mapearão a região de estudo e serão utilizados para orientar cenários futuros.

Silvicultura

A estratégia de negócios das empresas do setor de celulose e papel entrou no mercado mundial, com opção de integração vertical, desde a fase de plantio, e está relacionada à garantia de fornecimento de matéria-prima básica a preço de custo e confiabilidade no fornecimento. . Parece que esta distribuição e consequentemente a obtenção de matérias-primas florestais a preços competitivos permite que as indústrias continuem a posicionar-se, principalmente como exportadoras, sem garantir um aumento da sua participação no comércio internacional do sector.

Cana-de-Açúcar

As áreas de plantio de cana-de-açúcar são divididas em áreas próprias, arrendadas e de terceiros, predominando estas últimas. Impactos da agricultura familiar e mudanças nos padrões de produção agrícola têm sido observados em regiões de São Paulo especializadas na produção de cana-de-açúcar.

Figura 4: Área Plantada de Cana para Produção de Biocombustíveis – 2008  Fonte: LIMA/COPPE/UFRJ, com base em imagens Landsat e IMA (2008)
Figura 4: Área Plantada de Cana para Produção de Biocombustíveis – 2008 Fonte: LIMA/COPPE/UFRJ, com base em imagens Landsat e IMA (2008)

Agropecuária

Observa-se que o cacau, mesmo com sua redução de área, ainda é a principal cultura, ocupando 25% da área plantada com culturas temporárias e permanentes. Observa-se que a fruticultura juntamente com a cana-de-açúcar ocupa lugar de destaque entre as culturas temporárias e permanentes.

Figura 6: Relação Agricultura Familiar e Não Familiar  Fonte: LIMA/COOPE/UFRJ, com base em IBGE (2006)
Figura 6: Relação Agricultura Familiar e Não Familiar Fonte: LIMA/COOPE/UFRJ, com base em IBGE (2006)

Fatores Ambientais Estratégicos

Biodiversidade e Dinâmica dos Ecossistemas Terrestres

Recursos Hídricos

Solos

Dinâmica Socioeconômica

As regiões que se destacam negativamente são a canavieira – sudoeste (92,51%), a silvicultura norte (91,38%) e a pecuária (92,05%), cada vez mais dependentes de fontes externas do que a média regional. Em geral, a actividade florestal não melhorou a capacidade de investimento dos municípios em questão. Na verdade, vemos uma melhoria na capacidade de investimento dos municípios onde estão instaladas as unidades industriais, aumentando a desigualdade na região.

A fase industrial da cadeia da celulose cria empregos nos centros urbanos e perde para o turismo em capacidade de criação de empregos formais. Em 2000, a relação entre a população economicamente ativa (PEA) e a população economicamente ativa (PIA)5 atingiu 54%.

Governança

No período de 5 anos, o município de Prado, menor produtor de celulose em madeira em tora, apresentou taxa de crescimento significativa no IDH-M (29,3%). Em suma, o modelo de desenvolvimento económico da região fornece-nos provas de que o modelo de silvicultura intensiva e de pecuária extensiva está a despovoar o campo e a encorajar a migração rural-urbana. Todos os municípios perderam populações rurais e ganharam populações urbanas, com duas exceções: Porto Seguro ganhou populações rurais e urbanas em ambos os períodos, e Lajedão perdeu populações rurais e urbanas em ambos os períodos.

O nível de governança alcançado pelo setor se resume à relação direta entre o governo estadual e os empresários privados, baseada na pactuação de compromissos e na orientação do investidor pelo governo. Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social, Conselho da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, Comitês da Bacia Hidrográfica do Extremo Sul, Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável, Casas de Recursos Naturais e Áreas de Proteção Ambiental e Unidades de Proteção Integral, Zoneamento Econômico - Ecológico, Programa de Gestão Compartilhada (INEMA/SEMA), ações de comando e controle já desenvolvidas pelo INEMA e SEAGRI e INCRA e pelo Núcleo Mata Atlântica (NUMA), instituído pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Dinâmica Territorial

A inadequação de recursos nos governos municipais leva a tensões políticas importantes que colocam os gestores municipais numa situação delicada face aos seus eleitores, partidos e agências governamentais. Em alguns municípios do Extremo Sul, onde a população é mais pobre, as redes de educação e de saúde são precárias, duas das razões mais poderosas para a migração de famílias rurais e urbanas para outras cidades. As áreas com melhores condições edafoclimáticas para culturas temporárias e permanentes são ocupadas pela silvicultura.

A região vive diversos conflitos pela falta de um processo de ordenamento e desenvolvimento que valorize a diversidade no sentido mais amplo da palavra. Este parece ser o único ponto onde forças podem ser unidas para minimizar quaisquer conflitos latentes na região.

Questões Estratégicas – Interações dos Fatores Críticos

A cadeia da carne representa estruturas tradicionais de produção, industrialização e distribuição, com alta concentração de terras e baixa capacidade produtiva. Maior capacidade de geração de divisas (recursos de exportação) da cadeia produtiva de celulose em comparação com outras atividades agrícolas. Predominância da classe de risco “muito baixo” de erosão do solo em áreas florestais, com pequena percentagem de “risco baixo” no Leste e Leste.

A Tabela 15 mostra, portanto, qualitativamente as interações entre os fatores estratégicos de acordo com a situação atual da região estudada. Por outro lado, a fruticultura e a cana-de-açúcar, praticadas em menor escala, têm pouca interação com os fatores críticos discutidos.

Desenvolvimento dos Cenários

Estas análises ajudaram a consolidar os processos estratégicos previamente identificados através do diagnóstico, destacando fatores críticos e ajudando a selecionar indicadores que representem esses processos e que serão utilizados como referência na próxima fase de análise de cenário. Observa-se que a maior interação ocorre nas duas principais atividades da região, a silvicultura e a pecuária. Quanto ao fator que condiciona o desenvolvimento “dinâmica territorial”, percebe-se que seus efeitos nocivos, devido à falta de gestão para o planejamento do território da região, provocam uma grande interação com os fatores ambientais.

Este item descreve a estrutura para construção dos cenários propostos: Cenário de Referência, Cenário de Desenvolvimento e Cenário de Sustentabilidade. Para avaliar os cenários, foram propostas inicialmente a visão futura e os objetivos de sustentabilidade para a região, que, após consulta aos atores envolvidos na AAE, serviram de indicação para os próximos passos da pesquisa.

Visão de Futuro e Objetivos de Sustentabilidade

A simulação de cenários é baseada em análises de tendências desses fatores críticos, tanto externos (ou exógenos) – relacionados a condições sobre as quais o setor agroflorestal tem pouca ou nenhuma influência – quanto internos (ou endógenos) – fatores que são considerados controles, ou seja, que podem ser adaptados e adaptados às realidades do Extremo Sul. Qual modelo deverá servir de base para a expansão da silvicultura de forma sustentável no Extremo Sul da Bahia. Na AAE Extremo Sul são considerados três cenários para descrever os possíveis desenvolvimentos e histórias futuras para a região de estudo, dentro do horizonte previsto (2024): Cenário de Referência (CR); Cenário de desenvolvimento – com variantes 1 e 2; e Cenário de Sustentabilidade.

Vale ressaltar que no extremo sul, grande parte das áreas consideradas pouco atrativas (“regular”, “limitada” e “marginal”) é resultado de um relevo acentuado, o que dificulta a mecanização, o que afeta diretamente a rentabilidade da produção. Cada um dos cenários reflete a ocupação territorial das florestas de eucalipto e cana-de-açúcar em hectares por município da área de estudo.

Figura 18: Estrutura dos Cenários da AAE Extremo Sul  Fonte: Elaboração própria
Figura 18: Estrutura dos Cenários da AAE Extremo Sul Fonte: Elaboração própria

Cenário de Referência (CR)

Para os biocombustíveis, a expansão estará vinculada à conclusão do projeto da empresa Infinity (capacidade instalada de 1,5 milhão de toneladas), além da ampliação da planta de Santa Maria, que moerá 1,5 milhão de toneladas. A expansão se dará basicamente por meio de terceirização e arrendamento, aumentando a participação de áreas terceirizadas por ha) e áreas arrendadas por ha). O resumo da ocupação florestal e de biocombustíveis no CR, por município, pode ser visto na Tabela 16.

Cenário de Desenvolvimento (CD)

Cenário de Desenvolvimento – Variante 1: Silvicultura (CD-1)

Cenário de Desenvolvimento – Variante 2: Silvicultura de Eucalipto + Pólo de Biocombustíveis (CD-2)

Pressão antrópica moderada a alta na APCB devido à presença da cana-de-açúcar e principalmente da silvicultura. Pressão antrópica moderada a alta na APCB devido à presença de cana-de-açúcar e silvicultura. Os municípios com expansão de áreas florestais ou de cana-de-açúcar apresentam um forte aumento do PIB, enquanto noutros o aumento será muito lento.

Os municípios com elevadas áreas plantadas com eucalipto também deverão apresentar um aumento do PIB agrícola. A ampliação do fomento à produção de celulose ou ao arrendamento da cana-de-açúcar pode aliviar a informalidade e a taxa de desemprego.

Figura 19: Áreas com Aptidão para a Cana-de-Açúcar (ZAE)  Fonte: Elaboração própria, com base em informações do Zoneamento
Figura 19: Áreas com Aptidão para a Cana-de-Açúcar (ZAE) Fonte: Elaboração própria, com base em informações do Zoneamento

Cenário de Sustentabilidade (CS)

Reduzir a pobreza e melhorar a qualidade de vida na região

Perda de competitividade da cadeia da carne bovina em relação ao mercado interno e externo devido à perda de escala e qualidade genética do rebanho, consequência do declínio. Comércio exterior A maior vulnerabilidade da região às oscilações do mercado internacional, devido à consolidação do processo de verticalização da produção de celulose, com pequena participação do desenvolvimento florestal, minimiza o potencial de integração da população local nas atividades florestais, o que reduz o potencial para criar empregos no sector e aumentar a taxa de emprego informal.

Manter a tendência de declínio da população rural, pois desestrutura a agricultura familiar, que continua a ocorrer a um ritmo superior ao ritmo de criação de produtores/fornecedores de matérias-primas. Deterioração dos indicadores de infraestrutura social caso não haja inclusão da população mais pobre nas cadeias produtivas e implementação de políticas sociais, tanto públicas como privadas.

Recuperar a qualidade ambiental Biodiversidade

Promover a estruturação da governança local

Programa de linhas de ação para fortalecer a economia florestal e os agentes do mercado madeireiro. Subprograma de linha de ação para fortalecimento da cadeia produtiva da carne e do leite. Ações Programáticas Linha Prioritária Programa de Ação Responsável para apoiar a manutenção/ampliação da área de vegetação nativa e biodiversidade.

Linha de ação Subprograma de controle de espécies exóticas invasoras e melhoria da qualidade da vegetação nativa. Ações Programáticas Linha de Ação Prioritária Responsável Programa de Regulação Fundiária dentro da UC.

CRÉDITOS

Giovannini Luigi, Biólogo, Doutor em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com ênfase em Sistemas de Informações Geográficas (SGI). Pesquisador do Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente atuando na coordenação de estudos e pesquisas na área de meio ambiente. Especialista em Metodologia de Pesquisa pela Universidade Federal de Roraima e Mestre em Economia Ambiental e de Recursos Naturais pela Universidade de Londres, Inglaterra.

Mestrando em planejamento energético pela Universidade Federal do Rio de Janeiro/Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pesquisas em Engenharia (COPPE). Selena Herrera, engenheira agrônoma pela Universidade Politécnica de Madrid (Espanha), mestre em bioenergia pela nova Universidade de Lisboa (Portugal) e doutoranda em planejamento energético pelo programa de planejamento energético da COPPE/UFRJ.

Imagem

Figura 1: Estrutura da AAE Extremo Sul  Nesta AAE, no seu horizonte de 14 anos, serão então considerados:
Figura 2: Região de Abrangência da AAE
Figura 4: Área Plantada de Cana para Produção de Biocombustíveis – 2008  Fonte: LIMA/COPPE/UFRJ, com base em imagens Landsat e IMA (2008)
Figura 5:  Aptidão Agrícola para as Pastagens e Áreas de Pastagens – 2007  Fonte: LIMA/COPPE/UFRJ, com base em imagens Landsat (2007)
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Referências

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