Na descrição do texto, explicam-se as fases do processo formativo na elaboração do plano individualizado do jovem (IAP). O processo educativo do jovem é considerado o caminho percorrido por ele desde a entrada na unidade até a alta. O tempo de permanência do jovem em cada uma das fases do processo formativo (exceto a fase 1) é definido com base nos seguintes critérios: violação.
Tendo em vista a organização teórica e metódica do trabalho, a equipa interdisciplinar elaborou um guia didático composto por quadro de orientação, previsão, registo e acompanhamento do percurso formativo do jovem. O Estatuto da Criança e do Adolescente (doravante Estatuto) e a Lei n.º que institui o Sistema Nacional de Assistência Sociopedagógica (SINASE) mencionam a educação escolar como um direito dos jovens privados de liberdade. Este procedimento ajuda a estabelecer o vínculo antes da partida do jovem e contribui para a não reintegração.
Sujeito à medida de internação, a responsabilidade da escola do adolescente passa a ser da equipe pedagógica da unidade.
INTRODUÇÃO
METODOLOGIA
INSTITUCIONALIZAÇÃO DO ADOLESCENTE EM CONFLITO COM A LEI
Desde o final do século XIX, as crianças aparecem nas estatísticas de criminalidade do país, porém, é nas primeiras décadas do século XX que elas ganham uma parcela maior, fruto do processo de industrialização do país. Voltando à atualidade, nas páginas seguintes apresentaremos alguns dados identificados no levantamento nacional de atendimento sociopedagógico a jovens em conflito com a lei nos anos de 2006 e 2009, o que reforça a tendência à prática secular de institucionalização. A partir de 2006, a Secretaria Especial de Direitos Humanos - SDH e a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente.
1 No início do século XX, essa terminologia era utilizada para representar o envolvimento de crianças e adolescentes na prática de atos ilícitos. Porém, por respeito à história, usaremos essa expressão ao nos referirmos ao período anterior ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Adolescentes - O SNPDCA iniciou a produção de informações, sistematizadas no documento Pesquisa Nacional de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente em Conflito com a Lei, sobre a implementação da prisão preventiva e medidas socioeducativas de internação e semiliberdade que estão em o país existe.
As violações de direitos por parte das unidades socioeducativas, o aumento da delinquência juvenil e a situação atual das crianças e adolescentes brasileiros mostram o quanto o modelo hegemônico (institucionalização) reproduz novas experiências de violência e falha em reduzir atos de violência. Mesmo com o advento do Estatuto da Criança e do Adolescente, continuamos a separar aqueles que criam divisões sociais, como aconteceu no final do século XIX e início do século XX. Foucault (1997) nos mostra em sua obra A História da Loucura na Época Clássica que o internamento foi uma criação institucional típica do século XVII e que sua função não era curar o que era considerado louco e imoral, mas sim excluí-lo para que a ordem social foi mantida.
Pelo exposto, observa-se que no Brasil a prática da institucionalização continua preservada, apesar da aprovação do Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária, aprovado pela Assembleia Geral dos Conselhos Nacionais dos Direitos da Criança e do Adolescente - Conanda e Assistência Social - CNAS em dezembro de 2006 (BRASIL, 2006), que reforça seus malefícios e propõe intervenções junto à comunidade.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O discurso atual que privilegia o cuidado na comunidade e esgota a possibilidade de reinserção familiar é contrário à prática secular: a institucionalização, embora a história tenha mostrado a ineficácia dessa medida. Apesar de a Lei da Criança e do Adolescente ser considerada um avanço no campo jurídico, a sociedade atual tem de fato apostado na internação para lidar com a violência cometida por jovens. De maneira geral, negamos e naturalizamos a íntima relação entre a violência e a forma de organização social, a alienação e o processo de adoecimento causado pela institucionalização, embora muitos estudos mostrem que a privação da liberdade está longe de ser uma garantia do desenvolvimento humano.
Nesse sentido, acreditamos que os rumos da Lei da Criança e do Adolescente ganharão concretude quando conseguirmos ir além da lógica de que a internação corrigirá comportamentos ou possibilitará a educação cívica. ANÁLISE DA POLÍTICA SOCIAL DO ESTADO DO PARANÁ DE ATENDIMENTO À JUVENTUDE DE ACORDO COM MEDIDAS SOCIAIS E EDUCACIONAIS. Ele também queria apresentar as políticas sociais de atendimento ao adolescente infrator do governo do estado do Paraná.
Nos dias atuais, com a vigência da Lei da Criança e do Adolescente, a criança e o adolescente são entendidos como sujeitos de direitos, com particularidades próprias (pelas quais se diferenciam dos adultos) e com diversas potencialidades, que a sociedade por vezes ignora, de forma injusta e excludente , então acaba negando sua cidadania. Assim, antes de considerarmos o atendimento aos jovens de acordo com a legislação vigente (ECA, SUAS), faremos um breve relato de como eles eram atendidos antes da referida legislação. Com base no ECA, SINASE e SUAS, discutiremos como são tomadas as medidas para ajudar os menores infratores.
A seguir, apresentaremos brevemente os programas sociais do governo do estado do Paraná para atender adolescentes infratores e suas famílias, visando à superação da vulnerabilidade social.
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
A Lei da Criança e do Adolescente - ECA é uma norma infraconstitucional que visa criar condições de efetividade para a efetivação dos direitos da criança e do adolescente, rompendo com a visão clientelista e repressiva que prevalecia em toda a legislação anterior. .no nosso país. A inovação também se refere à forma de atendimento a esse segmento, com o objetivo de ir além das ações sociais entendidas como sujeitos de direitos. Assim, desde sua implantação, a operacionalização da política de atendimento tem sido um grande desafio para os atores que compõem o sistema de garantia de direitos: família, organizações sociais (instituições sociais, associações comunitárias, sindicatos, escolas, empresas), conselhos de direitos , conselhos tutelares e diversas instâncias do poder público (Ministério Público Estadual, Vara da Infância e Juventude, Ministério Público Estadual e Secretaria de Segurança Pública).
A lei também previa a criação de conselhos tutelares; órgãos autônomos e permanentes de natureza não jurisdicional, cujos membros são eleitos diretamente pela população e que, dada sua relevância no Sistema de Garantia de Direitos, devem receber do executivo municipal, que o mantém, toda a infraestrutura necessária para o desempenho de suas funções. suas tarefas. Previa a criação de varas especializadas e exclusivas para crianças e jovens proporcionalmente ao número de habitantes da localidade, cabendo ao judiciário estabelecer e prover infraestrutura em sua proposta orçamentária e em sua execução - prever sua presença, inclusive na forma de trabalho por turnos -, bem como disponibilizar recursos para a manutenção da equipe interprofissional que assessora o Juiz1.
Discutindo a política de atendimento ao adolescente infrator proposta pelas Legislações (ECA, SINASE, SUAS)
A implementação do ECA está, portanto, inserida em um quadro programático mais amplo de políticas que podem ser classificadas como políticas sociais. No que se refere ao atendimento a menores, verificada a prática do delito, o artigo 112 do ECA dispõe que devem ser aplicadas as seguintes medidas: advertência; obrigação de reparar o dano; prestação de serviços à comunidade; liberdade assistida; inserção em regime de semiliberdade; admissão em uma instituição de ensino. A prestação de serviços à comunidade consiste na realização gratuita de tarefas de interesse geral, por um período não superior a seis meses, junto de unidades de socorro, hospitais, escolas e outras instituições congéneres, bem como em programas comunitários ou públicos.
As tarefas serão atribuídas de acordo com as habilidades do adolescente, devendo ser cumpridas no máximo oito horas semanais, aos sábados, domingos e feriados ou dias úteis, de forma a não atrapalhar a frequência escolar ou a jornada normal de trabalho. O regime de semiliberdade pode ser determinado desde o início, ou como transição para um ambiente aberto, que permita a execução de atividades externas, independentemente de autorização judicial. No que diz respeito à Política de Assistência Social, a Política Nacional de Assistência Social (2004) e a Norma Operacional Básica do Sistema de Assistência Social (2005) entendem que a pobreza se manifesta em uma dimensão complexa, por meio da exclusão social.
Assim, em relação ao atendimento de menores da Política de Assistência Social, tal legislação determina que seja referido no âmbito da Proteção Social Especial. Este é entendido como um tipo de atendimento dirigido a famílias e indivíduos que se encontram em situação de risco pessoal e social, por abandono, maus-tratos físicos e/ou psicológicos, abuso sexual, uso de substâncias psicoativas, cumprimento de medidas socioeconômicas. - a situação educacional, a estrada, a situação laboral dos filhos, entre outros. Realizam Serviço de Orientação e Apoio Sociofamiliar, Medidas Socioeducativas em ambiente aberto (Prestação de Serviços Comunitários – PSC e Liberdade Assistida – LA), considerados esses serviços de Média Complexidade.
Atendendo aos artigos 52, 53 e 54 do Sinase, que prevê a criação de um Plano Individual de Atendimento (IAP) para jovens sujeitos a medida socioeducativa, a equipe técnica do CREAS trabalhou em conjunto.
Programas Estaduais do Paraná de Atendimento ao Adolescente Infrator e sua Família
Este programa prevê cofinanciamento para que os municípios, mais especificamente para o CREAS, ofereçam atendimento a adolescentes infratores por meio de medidas socioeducativas em ambiente aberto, visando estruturar, orientar, qualificar e fortalecer programas de Liberdade Assistida e Prestação de Serviços ao comunidade. As ações cofinanciadas devem beneficiar o atendimento direto ao adolescente e sua família por meio de: qualificação profissional do adolescente, apoio psicopedagógico ao adolescente, promoção da família (através do atendimento psicossocial individual e grupal, identificação de necessidades e encaminhamento à rede de atendimento) e atividades recreativas/esportivas. I – Acompanhamento intersetorial da família para sua promoção nas áreas de qualificação, transporte, educação, saúde, assistência social, cultura, lazer e esporte, alimentação, profissionalização e economia solidária.
II – Escola de Pais como coletivos que estimulam atividades intergeracionais, conhecimento do cumprimento da medida socioeducativa do adolescente pelos familiares, com o objetivo de fortalecer o respeito e a solidariedade entre os familiares. A partir dos dados apresentados, podemos verificar que antes da entrada em vigor do ECA, crianças e adolescentes de famílias carentes e infratores eram tratados como “bandidinhos”. A política de atendimento proposta pelo ECA busca garantir o direito de cidadania a todas as crianças e adolescentes, com atenção especial àqueles privados de condições essenciais para o pleno desenvolvimento físico, mental e emocional.
No que se refere aos adolescentes infratores, a Política Nacional de Assistência Social confirma as diretrizes estabelecidas pelo ECA, e determina atendimento específico, como proteção social especial, para eles e suas famílias. O SINASE determina atendimentos específicos, o que expressa a necessidade de maior conhecimento das relações estabelecidas pelo adolescente e sua família por meio do Plano Individual de Atendimento (IAP). Os programas sociais desenvolvidos pelo estado do Paraná estão em consonância com o disposto na legislação vigente, preconizam o atendimento aos adolescentes e suas famílias, por meio da inserção social, garantia de direitos sociais e desenvolvimento das potencialidades dos meios, por meio de ações socioeducativas e brincalhão.