This study aimed to evaluate the relationship between entrepreneurial orientation and organizational performance, influenced by the environment, of Senac's operating units in the southern region of the country. The data collection was done via electronic questionnaire, sent by email to the directors / managers, taken from a census, containing 72 units of Senac operating in the region of the south of the country (Santa Catarina-SC, Paraná-PR e Rio Grande do Sul-RS) .
Contextualização
Quanto ao fator moderador ambiental na relação entre OE e OD, Dess et al. 1997) comparou modelos condicionais e configuracionais em 96 gestores de alto escalão de 32 empresas norte-americanas e propôs testar o efeito moderador das variáveis estratégia de mercado/produto e condições ambientais externas na relação entre OE e DO. No Brasil, a relação entre OE e OD ainda é um tema pouco explorado nas pesquisas sobre OE.
Justificativa e definição do problema
Para Todorovic e Schlosser (2007), a relação entre OE e DO tem recebido atenção considerável na literatura organizacional nos últimos anos. identificação de fatores preditores de OE, do efeito do OE nas diferentes dimensões do DO, bem como de variáveis que moderam a relação entre OE e DO. 2009) comenta em sua pesquisa meta-analítica que houve mais de 100 estudos sobre OE que levaram à aceitação do significado e importância conceitual do conceito. Apoiam a ideia de que as dimensões da OE (inovação, assunção de riscos e proatividade) são igualmente importantes para explicar o DO; A relação entre OE e DO é igualmente intensa em diferentes contextos culturais.
Objetivos
Objetivo Geral
Considerando a relevância da OE no contexto da gestão organizacional e o fato de ser um tema pouco investigado nas pesquisas sobre empreendedorismo no Brasil, este estudo propõe a seguinte questão de pesquisa: Qual a relação entre orientação empreendedora e desempenho organizacional, que por meio do meio ambiente, nas unidades operacionais do Senac na região Sul do país.
Objetivos Específicos
Portanto, estudos de empreendedorismo, mais especificamente de orientação empreendedora, podem revelar qual tipo (inovação, proatividade ou assunção de riscos) gera maior impacto no desempenho, bem como mostrar se a variável moderadora ambiental intervém nesse processo. Este capítulo apresenta a base teórica para a condução deste estudo em pesquisas realizadas no âmbito do empreendedorismo, aqui definido como orientação empreendedora, bem como ambiente e desempenho organizacional.
Empreendedorismo
Em segundo lugar, a pesquisa foi realizada em revistas que publicam temas sobre empreendedorismo: Academy of Management Journal, Journal of Applied Psychology, Journal of Business Venturing, Journal of Small Business Management, Small Business Economics e Strategic Management Journal. Os autores Shane e Venkataraman (2000) definem o empreendedorismo como um processo de identificação e exploração econômica de novas oportunidades, que forma um encontro entre indivíduo e oportunidade. 2003) o estudo do empreendedorismo envolve o comportamento individual de criação e identificação de oportunidades, o surgimento e desenvolvimento da organização, a relevância de uma indústria, a iniciativa na formação de equipes, a criação destrutiva saudável e a transformação organizacional.
Orientação Empreendedora
Conceito
O conceito de orientação empreendedora decorre da identificação de atitudes ou comportamentos possuídos pela organização, que proporcionam maior ou menor capacidade de empreendedorismo. Estes autores associaram, portanto, a assunção de riscos, a inovação e a proatividade como dimensões da orientação empreendedora.
Dimensões da orientação empreendedora
Inovação
Inovação significa a tendência de uma organização em se engajar no apoio a novas ideias, novidades, experimentos e processos criativos que possam resultar em novos produtos, serviços ou processos tecnológicos, bem como a busca por criatividade ou novas soluções para problemas e necessidades (COVIN; SLEVIN , 1989; LUMPKIN; DESS, 1996). Corroborando o estudo de Moreno e Casillas (2008), Fernandes e Santos (2008), nos resultados de um estudo com 157 organizações de diferentes setores e portes, constataram que a orientação empreendedora teve grande influência no desempenho da organização, com o dimensão inovação sendo aquela que teve maior influência.
Tomada de risco
Os autores Wiklund e Shepherd (2005), ao descreverem as três dimensões (inovação, proatividade e assunção de riscos) da OE, definem que a dimensão de assunção de riscos representa o aspecto da atitude estratégica de uma empresa que se refere à disposição e capacidade da empresa para dedicar mais recursos a projetos cujos resultados são difíceis de prever. O suporte teórico sugere que ambientes dinâmicos levarão a uma forte relação entre a assunção de riscos e o DO.
Proatividade
2006) Orientação empreendedora e habilidades de marketing no desempenho organizacional: Um estudo em empresas de base tecnológica. Correia (2009) Cultura e Orientação Empreendedora: Um Estudo Comparativo de Empreendedores Incubadores no Brasil e em Portugal.
Ambiente organizacional
As dimensões do ambiente classificadas por Dill (1958) foram: homogêneo, heterogêneo, estável, mudanças rápidas, unificador e segmentado. A pesquisa de Gulini (2005) utilizou a tipologia de Duncan (1972) para mensurar a percepção do ambiente dos gestores de 79 provedores de acesso à Internet de Santa Catarina.
Desempenho
Os autores utilizaram critérios subjetivos (P&D, Criatividade, Capacidade de realização, Exteriorização, Interatividade, Recursos físicos tangíveis, Aplicações tecnológicas, Lucro inovador das operações e Valor agregado) e critérios objetivos de indicadores tradicionais (investimento em P&D e percentual de toda a empresa). . empresa orçamentária), o número de doutores, o número de patentes aplicadas e o número de patentes concedidas para avaliação de desempenho. As medidas subjetivas utilizadas para medir o desempenho serão Pontuação Financeira (RF), Taxa de Crescimento de Matrículas (TCM), Taxa de Crescimento da Carga Curricular (TCCH) e Desempenho Geral (DG) e para o objetivo serão Pontuação Financeira em% (RF%) • taxa de crescimento de matrículas (quantidade) (TCM (quantidade)) e taxa de crescimento da carga horária (quantidade) (TCCH (quantidade)).
Orientação empreendedora, ambiente e desempenho
Em ambientes hostis, por exemplo, a empresa que apresentou melhor desempenho financeiro está associada à adoção de uma estrutura orgânica e a uma orientação empreendedora mais flexível. Portanto, fica claro que, dependendo das condições ambientais, o melhor desempenho financeiro de uma empresa pode resultar da adoção de uma orientação empreendedora mais flexível ou conservadora.
Tipo e estratégia de pesquisa
Este capítulo apresenta a base metodológica utilizada para estudar a orientação empreendedora, o ambiente e o desempenho organizacional nas unidades operacionais do Senac na região Sul do país. Por se tratar de uma coleta de dados por meio de questionário, Hair et al. 2005, pág. 159), afirma que “um questionário é um conjunto predeterminado de perguntas criadas para coletar dados dos respondentes.
Coleta de dados
Considerando que o autor desta dissertação é associado do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) de SC, antes do envio do questionário aos respondentes, o diretor regional do Senac naquele país foi contatado para entrar em contato com os diretores das regiões do Senac em PR e RS, para solicitar aos gestores de suas unidades operacionais que respondessem ao questionário. Após esse contato, foi disponibilizada uma lista de e-mails contendo os endereços eletrônicos de todos os gestores das unidades do Senac nos três estados.
População
Esses dados permitiram a descrição e caracterização da organização Senac, bem como sua criação, estrutura, missão e dados financeiros. Nesta pesquisa foram analisadas todas as unidades operacionais do Senac da região Sul do país.
Método e técnicas de coleta de dados
A mensuração da orientação empreendedora foi consistente com as três dimensões teóricas: inovação, assunção de riscos e proatividade. Quanto à pontuação das dimensões, utilizou-se o critério de que quanto maior a pontuação, maior a orientação empreendedora da unidade operacional.
Análise dos dados
Para medir a orientação empreendedora, foi realizada uma análise fatorial para identificar a unidimensionalidade das três dimensões (inovação, proatividade e assunção de riscos). Seguindo esse procedimento, as unidades operacionais tiveram seus escores fatoriais calculados, que serviram de base para mensurar a orientação empreendedora.
Senac - organização em estudo
No Paraná, o Senac chegou em julho de 1947 e conta com 17 Centros de Educação Profissional (CEPs), 12 Centros de Educação Profissional (NEPs) e sete postos de atendimento em diferentes municípios, oferecendo cursos, palestras e outras atividades nas áreas de Artes, Beleza, Comércio, Comunicação, Conservação e Habitação, Design, Gestão, Hotelaria, Idiomas, Informática, Graduação, Meio Ambiente, Moda, Saúde e Turismo. No Rio Grande do Sul, a organização foi instalada em 13 de setembro do mesmo ano de sua criação e conta com 4 faculdades – Faculdade de Tecnologia e Faculdade (em Porto Alegre), Faculdade de Tecnologia de Pelotas e Faculdade de Tecnologia de Passo Fundo, além de 36 escolas de ensino profissionalizantes distribuídas pelo estado e 21 agências Sesc/Senac.
Características das unidades operativas
Vale ressaltar que a maioria das unidades operacionais já está consolidada, caracterizada por empresas mais maduras no mercado. A Tabela 5 apresenta a caracterização do número médio de funcionários nas 57 unidades operacionais dos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.
Caracterização dos gestores
É claro que as unidades operacionais são em grande parte geridas por gestores do sexo masculino. Para finalizar as características dos gestores das unidades operacionais do Senac em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, verificou-se a variável faixa etária, conforme dados da Tabela 8.
Percepção do ambiente dos gestores das unidades operativas
Esses dados mostram o quanto os gestores das unidades operacionais do Senac estão preocupados com essas duas variáveis ambientais (tecnológica e concorrente). Tendo em vista que um dos objetivos específicos desta pesquisa é verificar a percepção geral do ambiente organizacional dos gestores das unidades operacionais do Senac nos três estados (SC, PR e RS), no período de 2007 a 2009, Tabela A Figura 9 e o Gráfico 4 apresentam dados consolidados segundo o modelo de Duncan (1972).
Análise da orientação empreendedora
Para classificar a medida de orientação empreendedora (OE Baixo, OE Moderado e OE Forte), os valores do. Com os dados das medidas de orientação empreendedora, verifica-se no Gráfico 5 que do total de unidades operacionais, 28 unidades apresentaram OE Moderado, 14 OE Baixo e 14 OE Forte.
Análise do desempenho organizacional
Portanto, como o desempenho foi caracterizado por um fator unidimensional, foi registrado o Factor Score para as unidades operacionais conforme tabela 15. Na tabela 17 observa-se que o coeficiente de regressão linear foi significativo, ou seja, o construto empreendedor a orientação causa um efeito positivo. no desempenho organizacional, enquanto quando a pontuação do fator EO aumenta em uma unidade, a pontuação do fator DO aumenta em 0,5298.
Percepção do ambiente
Os resultados refletem, portanto, o setor de educação profissional do Senac da região Sul do país e mostram que a percepção do ambiente não influencia a relação entre orientação empreendedora e desempenho organizacional. O alcance de metas específicas permitiu avaliar a relação entre orientação empreendedora e desempenho organizacional sob influência do ambiente nas unidades operacionais do Senac na região Sul do país. Orientação empreendedora e habilidades de marketing no desempenho organizacional: um estudo em empresas de base tecnológica.
Em relação às variáveis ambientais abaixo, referentes ao período 2007-2009, como você percebe a FREQUÊNCIA e INTENSIDADE das mudanças no seu ambiente.