Cette recherche s'inscrit dans le domaine de l'histoire de l'éducation, avec un accent sur les matériaux culturels et académiques, et traite de la relation entre l'image visuelle et le texte présent dans les livres adoptés pour la discipline de langue française au Brésil au XXe siècle. On suppose que le fait de dépendre de la relation entre le texte et l'image visuelle peut faciliter le processus d'interprétation textuelle globale dans le contexte scolaire ici, dans le cas de l'acquisition et de la maîtrise de la langue française.
DENTRO DO LIVRO, MAS ONDE?: A IMAGEM NO ENSINO DE FRANCÊS NO SÉCULO XX
Atracando no porto: institucionalização do ensino de francês no Brasil Para compreender melhor as políticas públicas que institucionalizaram o
Desde a institucionalização do ensino da língua francesa, diversas políticas públicas foram desenhadas para abrangê-lo e regulamentá-lo. Em relação às vagas oferecidas e à abrangência do ensino do francês, o crescimento do ensino da língua francesa pode ser observado na tabela abaixo.
O início dos “oui” nas terras tupiniquins: panorama da disciplina de língua francesa
- As aulas avulsas e seus materiais didáticos
- As aulas regidas dentro dos estabelecimentos de ensino e seus materiais didáticos
Portanto, a preferência pelo texto levou à ausência de imagens nos textos de língua francesa no século XIX. Nesse contexto, com a institucionalização do ensino do francês no Brasil em 1809, surgiu a necessidade da criação de materiais didáticos para aulas de língua francesa.
Encontros e desencontros: relação entre imagem visual e texto no livro didático
- Fora dos livros, mas dentro do ensino: imagens externas
Assim, as aulas de francês no Brasil do século XIX utilizavam imagens visuais fora do livro didático. Quanto ao uso de imagens visuais e de texto nos livros didáticos no século XIX, isso aconteceu de forma remota.
- Reforma Francisco Campos e Capanema: o apogeu da língua francesa e do livro didático
- Leis de Diretrizes e Bases e a crise do ensino e seus reflexos sobre o livro didático
As políticas públicas de educação influenciaram a forma como a língua francesa foi ensinada no século XX; foi decisivo para o cenário atual da disciplina de língua francesa. A LDB de 1971 e 1996 também trouxe mudanças no cenário educacional no que diz respeito ao ensino de línguas estrangeiras. A LDB de 1971 reintroduz o ensino obrigatório de língua estrangeira, mas deixa isso ao critério dos secretários de educação na escolha do idioma.
Este decreto muda a visão do ensino da língua francesa, que no século XIX era voltado para o ensino superior e pré-requisito essencial para o vestibular. Essa valorização ampliou o mercado editorial de livros didáticos, que privilegiou o ensino da língua francesa devido à riqueza de materiais didáticos disponíveis no mercado, outra situação do século XIX. Embora os recursos gráficos ainda fossem limitados nesse período, a funcionalidade das imagens no ensino do francês foi alcançada.
Dessa forma, a reforma Capanema foi a mais significativa em relação ao ensino de línguas estrangeiras, conferindo-lhes valorização e diversificação no ensino. Nesse período, o ensino da língua francesa deu preferência às edições brasileiras de livros didáticos em língua francesa.
O universo do livro e a evolução gráfica
- Modos, tipos, expressões: as imagens visuais do livro didático
- Descobrindo relações: imagem visual e texto
Essas mudanças na diagramação do livro foram influenciadas pela metodologia audiovisual e instrumental, essas metodologias privilegiaram a imagem como auxílio à compreensão do texto. Desde então, o aprendizado de línguas estrangeiras tornou-se mais dinâmico e o uso de imagens dentro do livro tem garantido isso. Portanto, com a evolução gráfica, diversos tipos de imagens visuais foram disponibilizadas para compor o design gráfico do livro.
Porém, essa variedade não serve para decorar o livro como discutem Ribeiro (2003) e Mayer (2005), ela serve para compor harmoniosamente o conteúdo do livro. No caso do texto, sua função é auxiliar no processo ensino-ensino e quando essa relação não existe e/ou se apresenta como exceção, causa dificuldades de compreensão, prejudicando o sentido da mensagem. No século seguinte, a imagem ganhou espaço no livro didático facilitada pelo desenvolvimento gráfico.
Somente com a mudança na metodologia de ensino de 1928, regulamentada pela Reforma Francisco Campos (1937), é que as imagens passaram a fazer parte do livro didático. A análise do livro foi realizada utilizando a abordagem metodológica de Trinchão (2008). Dentro desta abordagem metodológica destaco a relação entre imagem e texto, como os itens de análise qualitativa, escopo, autor e conteúdo.
Abrindo caminho para analise Cours de Français
Através destes artigos procurei compreender as edições e publicações, os interesses e formação dos autores e principalmente, onde me concentrei na análise, o conteúdo do livro. Primeiramente procurei descrever todas as características dos livros, analisando sua estrutura, o conteúdo apresentado e as imagens visuais e o texto exibido, bem como a relação entre a imagem e o texto. Nesta tentativa de leitura e compreensão das imagens, concentro-me nesta análise com o objetivo de observar a relação entre a imagem visual e o texto, partindo da minha perspectiva como professora de francês.
Refletindo o objetivo desta pesquisa de identificar a relação entre imagem visual e texto, percebi que existem três pilares de relacionamento (exclusão, interação e complementação), como diz Joly (1996), "é raro que a relação entre imagem visual e o texto é complementar, deixando o predomínio da exclusão ou da interação". Com base nas contribuições de Chervel (1998), o estudo dos livros pode se dar em três casos: na análise dos textos, na história do livro e na estudo das práticas relacionadas a esse objeto. Foi por meio dessa concepção de livro didático que discuti nesta pesquisa que parti do pressuposto de seu universo, do tempo e das práticas escolares para compreender a estrutura do livro do Cours de Français.
Através da explanação teórica desta pesquisa, chego à análise do livro com uma visão não só de educador, mas também de pesquisador, com o objetivo de solucionar meu problema de estudo que se refere à relação entre a imagem visual e o texto dentro do livro Didática da língua francesa. Pretendo, portanto, observar se a relação entre imagem e texto apresentada nas edições do livro Cours de Français auxilia ou não na interpretação e compreensão textual.
Elementos estruturais: ferramentas de compreensão
Os autores abordam as deficiências do ensino do francês em termos de proficiência linguística e dão uma breve explicação sobre as competências que os alunos não conseguem adquirir no final do ensino secundário em relação ao processo de ensino-aprendizagem da língua. Os autores também orientam os professores sobre os estudos da língua e a abordagem oral do método, que deve ser uma prática no ensino do francês. Durante a descrição do livro, os autores discutem a autoria dos textos que compõem o livro, que foram escritos pelos próprios autores, com exceção dos textos que se referem à última parte do livro.
Os autores discutem o uso dos tempos verbais, e que cada lição apresenta um tema a ser estudado. Ao final do prefácio, os autores também discutem os símbolos adotados, que remetem ao uso da letra “O” para exercícios orais e da letra “E” para os exercícios escritos que acompanham todo o livro. Os autores encerram esta seção falando sobre a escolha dos exercícios e suas finalidades para o aprendizado do idioma.
Em termos de variações, os autores recomendam focar na oral; em repetição; todo o conteúdo deve ser ministrado sem ênfase nas regras e que os exercícios sejam definidos desde o início da aula para serem um hábito frequente na sala de aula. Nota-se que os autores estão preocupados com a formação dos professores e com o caráter linguístico oral da obra.
Edição 1968: As primeiras descobertas
Quanto à relação entre a imagem visual e o texto nas aulas, ela se apresenta como uma interação, a imagem que é apresentada no centro superior da página refere-se ao texto apresentado, que neste caso aborda o gênero diálogo. Na quinta aula é apresentada a imagem visual da cidade, já que o texto trata das distâncias. Nesta primeira parte notei que a relação entre a imagem visual e o texto está presente em todas as páginas e que essa relação não é exclusiva, pelo contrário, as imagens visuais apresentadas interagem com o significado do texto.
No oitavo tema, o desenho apresentado é dividido em quatro planos (Figura 28), aumentando a compreensão e a relação entre a imagem visual e o texto. Na décima segunda aula, a imagem visual apresentada é uma paisagem chuvosa e o texto discute as estações do ano (Figura 30). Pouco podemos dizer sobre a relação entre imagem visual e texto nesta terceira parte, pois segue a lógica das duas primeiras partes.
Quanto à relação entre a imagem visual e o texto, na última parte do livro eles continuam principalmente o diálogo. Concluo que nesta última parte do livro, embora exista uma relação entre a imagem visual e o texto, nem sempre ela é harmoniosa.
Edição 1970: Mudanças relevantes
Na última parte do livro, porém, há ênfase no texto, deixando a imagem visual em segundo plano. Nesse caso, o aluno associa a imagem visual ao título, mas o corpo do texto o confunde. Na terceira aula, a imagem visual apresentada é de um menino com os braços estendidos (figura 45), o texto aborda partes do corpo humano.
A imagem utilizada na segunda edição é mais simples e atinge o objetivo de conectar a imagem visual e o texto. Quanto à relação entre a imagem visual e o texto nesta segunda parte, às vezes não dialogam e prejudicam a compreensão e interpretação do aluno e prejudicam o processo de ensino e aprendizagem. Na quarta aula é apresentada a imagem visual de uma mulher triste com caixas de sapatos (Figura 49).
Na primeira aula, a imagem visual apresentada é a de um carro (Figura 53) e o texto discute os costumes dos parisienses, onde o uso da imagem visual é completamente incoerente. Dessa forma, a relação entre imagem visual e texto é em parte de interação, pois a imagem se refere ao texto, de forma interativa.
Edição 1972: Estagnação
Com a mudança de ilustrador, toda a dinâmica do livro muda, o que deixa clara a importância da imagem visual na composição do livro didático. Porém, no corpo do livro, algumas imagens visuais estão desarticuladas e não dialogam com o texto, diferentemente da segunda edição, que, embora utilize imagens visuais mais simples, cumpre sua função de auxiliar a interpretação textual. Os motivos dessa divisão do livro mostram a influência da política pública de educação, que no ano desta edição remete à LDB de 1971, na qual se excluem o ensino obrigatório de língua estrangeira e o surgimento do inglês.
Os autores do livro concluem o prefácio dizendo que esta edição em nada prejudica o aprendizado do francês. As demais edições que se seguem seguem a mesma estrutura, desde a capa até a tabela de conjugação no final do livro. Ao final do livro apresenta uma tabela de conjugações verbais e um índice do material/aulas do livro.
Portanto, as relações entre imagens e texto no livro didático de língua francesa tornam-se importantes para o conhecimento do professor, uma vez que o livro é a principal ferramenta didática disponibilizada pelo professor. Esta investigação cumpre, portanto, o seu propósito, nomeadamente investigar a relação entre imagem e texto no livro didático de língua francesa, e dá um contributo académico para a formação de professores franceses, porque agora podem olhar para o livro didático a partir de uma esfera diferente. .