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Academic year: 2023

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Adicionalmente, a pessoa jurídica adquirente deverá apresentar declaração com projeções sobre a expectativa de rentabilidade futura. A definição de ativo intangível requer que seja identificável, para diferenciá-lo do ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill).

também estabelece a composição do preço de compra em qualquer aquisição de participação acionária avaliada pelo MEP, como resultado da qual o escopo de aplicação do tratamento fiscal do ágio lucrativo futuro difere da sistemática geral do ágio reconhecido em combinações de negócios . o caso Mann+Hummel"), o CARF não reconheceu a amortização de ágio decorrente de operação realizada dentro do grupo econômico sem intervenção de partes independentes e pagamento de preço a terceiros.

Mensuração

A rigor, a irregularidade deve ser verificada na ausência de alteração da situação jurídica e da estrutura patrimonial das partes envolvidas, independentemente da relação comercial entre as entidades. que agora proíbe o uso de ágio e ganhos de capital sobre ativos em transações interdependentes25 será examinado a seguir. Assim, no regime anterior, o goodwill correspondia à mera diferença entre o valor dos capitais próprios da participada e o custo do investimento e podia ser justificado com base em três critérios diferentes (valorização dos activos, rentabilidade futura esperada e goodwill, activos intangíveis e outras razões econômicas).

apenas a diferença entre o custo de aquisição e o justo valor dos ativos e passivos investidos será reconhecida como goodwill de rentabilidade futura28. Portanto, o valor agregado dos ativos, quando existentes, deve ser alocado diretamente aos ativos que os geraram, enquanto os ativos intangíveis devem ser reconhecidos e avaliados com base no valor justo. Somente ao final do processo de adjudicação, se ainda houver diferença, o valor correspondente poderá ser contabilizado como ágio por rentabilidade futura29.

Alocação

A Lei nº 1.598/77 passou a prever expressamente que o preço pago na aquisição das ações do capital social será registrado na seguinte ordem: (i) o valor do patrimônio líquido no momento da aquisição de acordo com a legislação societária; (ii) mais-valia ou menos-valia em ativos, que corresponde à diferença entre o justo valor dos ativos líquidos (ativos identificáveis ​​adquiridos e passivos assumidos) da investida relativamente à percentagem de participação adquirida e o valor referido no ponto acima; e (iii) valor residual, que pode ser ágio por rentabilidade futura (se positivo) ou ganho em compras vantajosas (se negativo). Conforme já mencionado, a adoção de uma nova lei estabelecendo critérios específicos para a alocação do preço pago pela aquisição do investimento confirma que anteriormente não havia autoridade para impor critérios contábeis.

Aproveitamento do ágio

o resumo do relatório a ser arquivado no cartório deverá conter, no mínimo, as seguintes informações: (i). 1.700/2017 não definem explicitamente essas patologias que permitem ignorar o auto de infração lavrado pelo contribuinte, o que acarreta certa insegurança jurídica. Ao apreciar a matéria, o júri, após analisar as considerações apresentadas pelo contribuinte quanto aos critérios de cálculo utilizados, concluiu pela validade do ágio por rentabilidade futura, sob o fundamento de que a legislação tributária não especifica expressamente o método de avaliação que deve ser incluído no laudo técnico, nem as exigências a serem cumpridas pelo contribuinte.

Poderia ter apresentado um laudo diferenciado para contestar os valores de rentabilidade futura, ou mesmo descaracterizar todo o trabalho com um laudo específico e detalhado de avaliação patrimonial. As decisões acima representam importantes precedentes nessa área, pois demonstram a necessidade de a fiscalização desmascarar e provar por que a metodologia de avaliação ou as premissas utilizadas no relatório técnico são inadequadas. O laudo de avaliação deve conter as assinaturas e identificação dos profissionais responsáveis ​​pela avaliação, bem como do representante da empresa responsável pela avaliação.

O importante é que o laudo de avaliação seja elaborado por profissionais competentes e com qualidade técnica, de forma a cumprir sua função de fornecer informações confiáveis ​​quanto ao valor agregado dos ativos.

O reconhecimento de ativos intangíveis na operação de combinação de negócios

Essa ressalva é importante porque a questão do reconhecimento de ativos e passivos em combinações de negócios, embora envolta em aspectos técnicos, também é influenciada pelo subjetivismo responsável do contador. Entretanto, o reconhecimento do patrimônio também depende da análise pessoal do contador à luz da atividade econômica exercida pelo contribuinte. Como visto, o reconhecimento de um ativo identificável e separável é questionável nos casos em que a transferência de ativos intangíveis e ativos relacionados afeta a própria atividade econômica da empresa.

O ativo intangível que depende da operação da empresa para geração de benefícios econômicos futuros deve ser considerado como ágio por rentabilidade futura, uma vez que sua substância econômica está diretamente ligada à existência de uma empresa em andamento49. Por fim, deve-se acrescentar que, em caso de incorporação, fusão ou cisão, o ganho de capital decorrente do patrimônio líquido recebido da sociedade investida pode ser considerado parte integrante do preço de custo do bem ou do direito que deu ocasião para isso. Na verdade, nada mais é do que a expectativa de rentabilidade que alguém pagou para adquirir essa cota de ações; um agregado de benefícios econômicos futuros, ou seja, um conjunto de ativos intangíveis que não podem ser identificados no processo de aquisição (incluindo a sinergia de ativos e a capacidade de gestão de novos administradores), para os quais não é objetivamente possível realizar uma contabilidade separada” ( IUDÍCIBUS, Sérgio de; MARTINS, Eliseu; GELBCKE, Ernesto Rubens; SANTOS, Ariovaldo dos.

Com efeito, a valorização dos bens pode ser reconhecida pelo contribuinte para apuração do lucro real e da base de cálculo da CLL nas seguintes hipóteses: (i) apuração de ganhos ou perdas de capital, em caso de alienação ou reincidência em investimentos; (ii) redução, amortização ou exaustão do bem que lhe deu origem, após incorporação, fusão ou cisão; ou (iii) determinação de ganho ou perda de capital, na alienação do ativo subjacente, após incorporação, fusão ou cisão.

As contraprestações contingentes

Entretanto, o valor referente à contraprestação contingente somente deve ser reconhecido no momento da combinação de negócios, se o evento futuro e incerto for provável de ocorrer e sua mensuração for confiável56. Se eventos futuros não ocorrerem ou se a estimativa precisar ser revisada, o custo da combinação de negócios deve ser ajustado adequadamente. tratando-se de obrigações contratuais subordinadas a evento futuro e incerto, incluídas em combinação de negócios, prevê que as contraprestações contingentes devem afetar o lucro real e a base de cálculo da CSLL (i) quando da implementação, quando a condição for suspensiva; ou (ii) a partir do momento em que o ato é praticado ou o negócio é concluído, sendo a condição resolutiva.

Outro aspecto a destacar, no contexto da contraprestação contingente, é o período de mensuração da combinação de negócios para fins contábeis. 15 estipula que o período de avaliação da combinação de negócios não pode exceder um período de 12 meses a partir da data de aquisição. O período de mensuração é o período após a data de aquisição durante o qual o adquirente pode ajustar os valores provisórios reconhecidos para uma combinação de negócios.

1.700/2017 estipula que “a composição do preço de compra [..] avaliação da combinação de negócios.

A invalidade da restrição completa ao aproveitamento do ágio em operações entre partes dependentes

Elidie Palma Bifano acrescenta que a restrição à utilização do goodwill e da mais-valia patrimonial nas transações entre dependentes não respalda o princípio da isonomia, uma vez que impõe cargas tributárias diferenciadas aos contribuintes nas mesmas situações. baseia-se no pressuposto a priori e enviesado de que as atividades societárias desenvolvidas no seio do grupo económico, pela própria existência de um interesse comum e centralizado, são destituídas de efetivo conteúdo e são exercidas apenas para a utilização fiscal do goodwill. Entretanto, há que se reconhecer que a suposição está completamente equivocada, pois desconhece o universo de possibilidades e as diversas circunstâncias que podem justificar o reconhecimento do ágio em transações realizadas entre pessoas jurídicas integrantes de um mesmo grupo econômico.

O exame da proporcionalidade exige, assim, a presença de três elementos: (i) a regra constitucional dos direitos fundamentais (direito à liberdade e à livre iniciativa); (ii) uma norma infraconstitucional (art. 22 da Lei nº. e (iii) uma interferência (a limitação ao uso fiscal de ágio de rentabilidade futura gerado em operações entre "partes dependentes")69. uso do ágio como " regra antielisiva específica”75, ou como uma “regra de prevenção”76 que, neste aspecto, a limitação da dedução fiscal do goodwill de rentabilidade futura implica uma tributação do rendimento superior ao acréscimo patrimonial experimentado pelo contribuinte, na medida em que uma vez que proíbe a dedução de um custo efetivo que represente uma redução no patrimônio líquido (ou seja, uma diminuição real).

Visto isoladamente, o vínculo entre pessoas jurídicas não pode servir como prova suficiente da simulação90, assim como não pode ser utilizado pelo legislador para proibir de forma geral e abstrata o uso do goodwill.

A ausência de caráter interpretativo na alteração legislativa

Como se vê, a utilização do verbo “esclarecer” parece destinada a atribuir um caráter interpretativo ao dispositivo legal aqui examinado. não confere expressamente caráter interpretativo à vedação à tributação do ágio de rentabilidade futura apurado entre “dependentes”. Pelo contrário, a explicação do motivo, da autoria do Ministério das Finanças, limita-se a sugerir que a nova lei tem aqui um carácter interpretativo.

O que não se pode permitir, porém, é o agravamento de seu valor interpretativo, de modo a superar os limites decorrentes da estrutura objetiva decorrente do sentido unitário e congruente dos veículos legislativos, que constitui limite objetivo do processo hermenêutico101. De qualquer forma, o caráter explicativo é exigido pelo art. Como se não bastassem as considerações anteriores, cabe observar que não faz sentido atribuir caráter interpretativo à proibição da “benevolência interna”, uma vez que o art.

Assim, a tentativa de atribuir um caráter interpretativo à proibição do "ágio interno" não procede à luz da interpretação histórica e sistemática da legislação tributária brasileira, especificamente no que se refere ao regime jurídico do ágio por rentabilidade futura, conforme discutido acima.

Conclusão

Dessa forma, pode-se dizer que o padrão contábil não está vinculado a nenhuma forma jurídica específica, podendo ocorrer a alienação de uma empresa, de uma unidade operacional ou de um ágio sem que seja necessário adquirir a pessoa jurídica proprietária do respectivo ativo. . No entanto, a legislação tributária sempre exigiu a divisão do ágio em qualquer aquisição de participações societárias apuradas pelo MEP. A Lei Fiscal permite a divisão do ágio em eventual aquisição de ações do capital apurado pelo MEP, enquanto o Pronunciamento Técnico CPC n.

somente a diferença entre o valor do investimento e o valor justo dos ativos e passivos da investida será reconhecida como ágio de rentabilidade futura. esclarece que qualquer teste de imparidade posterior não deverá ter efeitos fiscais adversos, uma vez que o valor do goodwill a amortizar é o que existe nas contas no momento da aquisição da participação. O ágio por rentabilidade futura não deve ser incluído no laudo técnico, devido ao seu claro caráter residual, que atualmente resulta de um simples cálculo aritmético.

afastando-se da regulamentação anterior, passou a vedar a utilização de ágio e mais-valia patrimonial em transações entre dependentes.

Referências

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