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ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

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Academic year: 2023

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Texto

3 — O disposto no número anterior não valida as disposições dos instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho que sejam inválidas nos termos da legislação revogada. Isenção de certas formas de organização do tempo de trabalho para trabalhadores com deficiência ou doenças crónicas.

Formação do contrato

2 — Não é aplicável o disposto no número anterior quando a alteração decorra de lei, instrumento de regulamentação colectiva de trabalho ou regulamento interno da empresa. O contrato de trabalho não depende de cumprimento de forma especial, salvo disposição em contrário da lei.

Período experimental

2 — As indicações constantes das alíneas b) ou c) do número anterior podem ser substituídas por remissão para as disposições da lei, do diploma de regulamentação colectiva de trabalho ou dos regulamentos internos da empresa que regulem a área aí indicada. 3 — No caso de período experimental superior a 120 dias, a resolução do contrato pelo empregador depende de pré-aviso de 15 dias.

Actividade do trabalhador

2 — À lei que altera o contrato de trabalho nulo aplica-se o disposto no número anterior, desde que não afecte as garantias do trabalhador. 4 — Tratando-se de regulamentação colectiva de trabalho ou acordo individual, podem ser atribuídos subsídios para pagamento de despesas de formação até ao valor da retribuição do período de crédito utilizado.

Cláusulas acessórias

2 — Os contratos de trabalho intermitentes não podem ser celebrados por tempo determinado nem em regime de trabalho temporário. 1 — Compete ao utilizador a prova dos factos que justificam a celebração do contrato de utilização de trabalho temporário.

Prestação do trabalho

1 — A par da multa, a agência de trabalho temporário que contrate trabalhador em violação das regras da idade mínima ou da escolaridade obrigatória pode ser punida com a sanção acessória de interdição do exercício da atividade até dois anos. 3 — A agência de trabalho temporário, acrescida da coima aplicável à contra-ordenação pela celebração de contrato de utilização de trabalho temporário sem licença, é ainda punida com a decretação do encerramento do estabelecimento onde se exerce a actividade, até ao situação é corrigida. 4 — A sanção acessória referida nos números anteriores é inscrita no registo nacional das empresas de trabalho temporário, previsto em legislação própria.

Local de trabalho

5 - Constitui contra-ordenação grave a prática de horário de trabalho contrário ao disposto neste artigo. 2 — O instrumento de regulamentação colectiva de trabalho pode prever outras situações de admissibilidade de isenção de horário de trabalho. 3 — Se a duração do período normal de trabalho diário não for uniforme, considera-se a duração média para efeitos do disposto no número anterior.

Vicissitudes contratuais

Redução temporária do período normal de trabalho ou suspensão do contrato de trabalho por motivos relacionados com o empregador. 3 — O seguro de reforma antecipada goza das garantias dos créditos aos trabalhadores decorrentes do contrato de trabalho. 3 — A compensação referida no número anterior tem por base o valor do benefício de pré-reforma à data da cessação do contrato de trabalho.

Incumprimento do contrato

Com o regresso do trabalhador ao pleno exercício das funções, mediante acordo com a entidade patronal ou nas condições do n.º 3 do artigo anterior. 2 — Na situação a que se refere a alínea c) do número anterior, se a natureza da cessação do contrato de trabalho conferir ao trabalhador direito a uma indemnização ou a uma indemnização se cumprir integralmente as suas funções, tem direito a uma indemnização no valor do prestações de pré-reforma até à idade legal de reforma.

Disposições gerais

Poder disciplinar

4. Em caso de despedimento, o funcionário tem direito a escolher entre a reintegração e a indemnização calculada nos termos do n.º 3 do artigo 392.º. No crédito decorrente de contrato de trabalho, ou do seu incumprimento ou resolução, vencido há mais de três meses, o empregador e a empresa com a qual se encontre em relação de titularidade recíproca, de domínio ou colectiva, nas condições previstas nos artigos 481.º e cumprimento do Código das Sociedades Comerciais. 2 — O gerente, gerente de negócios ou administrador responde nas condições previstas no artigo anterior, desde que se verifiquem os pressupostos dos artigos 78.º e 79.º do Código Comercial e nos termos nele previstos.

Prescrição e prova

4 — O pagamento de honorários, créditos em atraso e devidos por cessação do contrato de trabalho deve ser efectuado até ao termo do aviso prévio. O despedimento por inadequação é considerado a cessação do contrato de trabalho, promovida pela entidade patronal e com fundamento na posterior desajustamento do trabalhador ao posto de trabalho. O incumprimento dos critérios de criação de postos de trabalho a eliminar a que se refere o n.º 2 do artigo 368.º;

Direito colectivo

Sujeitos

1 — Os membros da estrutura da representação coletiva dos trabalhadores não podem divulgar aos trabalhadores ou a terceiros as informações que tenham recebido no quadro. 2 — O dever de sigilo mantém-se mesmo após o termo do mandato de membro da estrutura representativa coletiva dos trabalhadores. 1 — Os membros da estrutura de representação coletiva dos trabalhadores não podem pôr em causa o normal funcionamento da empresa no exercício dos seus direitos ou no desempenho das suas funções.

Comissões de trabalhadores

1 — A comissão de trabalhadores adquire personalidade jurídica pelo registo dos seus estatutos pelo serviço competente do ministério responsável pela área do trabalho. 2 — O empregador que proibir a reunião de trabalhadores no local de trabalho comete contraordenação gravíssima. O número, duração dos mandatos e regras de eleição dos membros dos conselhos de trabalhadores e o modo de preenchimento das vagas;

Convenção colectiva

5 — Os critérios de preferência previstos no n.º 1 podem ser afastados por instrumento regulador do funcionamento das negociações colectivas, ou seja, por cláusula articuladora entre convenções colectivas de diferentes níveis, nomeadamente interconfederais, sectoriais ou empresariais. 2 — Em caso de concurso entre portarias de prorrogação, aplica-se o disposto nos n.ºs 2 a 4 do artigo anterior, relativamente aos contratos coletivos que sejam objeto de prorrogação. A entrada em vigor do instrumento de regulação coletiva do trabalho com negociação afasta a aplicação, no objeto relevante, do anterior instrumento de regulação coletiva do trabalho sem negociação.

Contratação colectiva

Celebração e conteúdo

3 — Se o acordo coletivo não tiver prazo de validade, os trabalhadores estão abrangidos pelo período mínimo de um ano. 2 — Findo o prazo da cláusula referida no número anterior, ou tratando-se de acordo que não preveja a sua renovação, aplica-se o disposto nos números seguintes. 4 — No caso previsto no número anterior, a nova convenção prejudica os direitos dela decorrentes.

Acordo de adesão

3 — A revogação viola os direitos decorrentes do contrato, salvo quando expressamente protegidos pelas partes. 4 — O serviço competente do ministério responsável pela área do trabalho publica aviso no Boletim do Trabalho e Emprego da data de cessação do contrato colectivo, nos termos do artigo anterior. 3 — Os direitos decorrentes de convenção só podem ser reduzidos por nova convenção, cujo texto contenha expressamente o seu carácter mais favorável globalmente.

Arbitragem

4. Decorrido o prazo referido no número anterior, o contrato vigora por 60 dias após notificação de uma das partes ao ministério responsável pela área do trabalho e à outra parte de que as negociações terminaram sem acordo, cessando então Ser válido. . 5 — Não havendo acordo prévio sobre os efeitos do acordo em caso de rescisão, o ministro da tutela do trabalho informa-o no prazo previsto no número anterior, para que, querendo, possam chegar a acordo sobre os mesmos efeitos em 15 dias. 7 — Para além dos efeitos do número anterior, o trabalhador goza de outros direitos e garantias decorrentes da legislação laboral.

Arbitragem voluntária

1 — A convenção colectiva posterior anula integralmente a convenção colectiva anterior, salvo nas matérias expressamente salvas pelas partes. 3 — As partes informam o departamento competente do ministério responsável pela área dos trabalhos sobre o início e o termo do procedimento. 4 — Os árbitros podem ser assistidos por peritos e têm o direito de obter das partes, do ministério responsável pela área de trabalho e do ministério responsável pela área de actividade, as informações disponíveis de que necessitem.

Arbitragem obrigatória

5 — A falta de nomeação de árbitro nos termos do n.º 2 constitui contraordenação gravíssima e a violação do disposto no n.º 3 constitui contra-ordenação.

Arbitragem necessária

O regime da arbitragem obrigatória e da arbitragem necessária, no que não estiver regulado nos artigos anteriores, consta de lei própria.

Portaria de extensão

1 — Constitui infração grave a violação de disposição de instrumento de regulamentação coletiva de trabalho relativa à generalização dos trabalhadores. 2 — A violação do disposto no instrumento de regulamentação colectiva de trabalho constitui, para cada trabalhador relativamente ao qual se verifique a infracção, infracção de menor gravidade. 3 - Não é aplicável o disposto no n.º 1 se, com fundamento no n.º 2, forem aplicadas ao empregador multas cujo somatório dos valores mínimos seja igual ou superior ao montante mínimo da coima aplicável nos termos do art. parágrafo. 1. 1.

Princípio de boa fé

Conciliação

Mediação

7 — O mediador deve enviar a proposta às partes no prazo de 30 dias a contar da data da sua designação, podendo, no prazo referido no número seguinte, contactar cada uma das partes separadamente, se entender conveniente chegar a acordo. 8 — A aceitação da proposta por uma das partes deve ser comunicada ao mediador no prazo máximo de 10 dias após a sua recepção. 3 — Caso a mediação não seja realizada pelo serviço competente do ministério responsável pela área laboral, esta deve ser informada pelas partes do respetivo início e fim.

Arbitragem

9. Recebidas as respostas ou decorrido o prazo previsto no número anterior, o mediador comunica em simultâneo a cada uma das partes a aceitação ou rejeição da proposta no prazo de dois dias. 1. As partes podem requerer ao ministro da tutela, por requerimento conjunto, a utilização de pessoa da lista de presidentes de árbitros para o exercício das funções de mediador. 2. Se o ministro estiver de acordo e a pessoa escolhida aceitar ser o mediador, as despesas correspondentes ficam a cargo do ministério responsável pela obra.

Greve

1. Numa empresa ou instituição destinada a satisfazer necessidades sociais prementes, o sindicato que convoca a greve, ou a comissão de greve no caso referido no n.º 2 do artigo 531.º, e os trabalhadores filiados, durante a mesma prestação dos serviços mínimos essenciais para atender a essas necessidades. 2. Na falta de previsão em instrumento de regulamentação colectiva de trabalho ou acordo sobre a definição dos serviços mínimos previstos no n.º 1 do artigo anterior, o serviço competente do ministério responsável pela área do trabalho, assistido sempre que necessário pelo O serviço competente do ministério responsável pelo sector de actividade insta as entidades referidas no número anterior a negociarem um acordo sobre os serviços mínimos e os meios necessários para os assegurar. 5 — A definição dos serviços mínimos deve respeitar os princípios da necessidade, suficiência e proporcionalidade.

Lock-out

1. É nulo qualquer acto de coacção, lesão ou discriminação contra um trabalhador devido à adesão ou não à greve. 1. Considera-se falta injustificada a falta do trabalhador por adesão a greve declarada ou praticada em violação da lei. 3 — O trabalhador não pode ser responsabilizado pela adesão a greve declarada em violação da restrição referida no n.º 1.

Responsabilidades penal e contra -ordenacional

2 — O disposto no número anterior não prejudica a aplicação dos princípios gerais em matéria de responsabilidade civil. 3 — Em caso de incumprimento da obrigação de prestação de serviços mínimos, o Governo pode determinar a requisição ou mobilização, nos termos previstos em legislação própria. 1 — A convenção colectiva pode, para além das matérias referidas na alínea g) do n.º 2 do artigo 492.º, regular os procedimentos de resolução de conflitos susceptíveis de determinar o recurso a greves, bem como a limitação do seu uso de greve à quota sindical, durante a vigência do referido sindicato, para efeitos de alteração do seu conteúdo.

Responsabilidade penal

2 — Tratando-se de vários agentes responsáveis ​​pela mesma prática criminosa, é aplicada a coima correspondente à empresa com maior volume de negócios. 1 — Em caso de crime muito grave ou de reincidência de crime grave cometido com dolo ou culpa grave, é aplicada ao agente a sanção acessória de publicidade. 4 — O público do número anterior é atendido pelo tribunal competente, no âmbito de contraordenação que seja objecto de decisão judicial, ou do serviço do mesmo número, nos demais casos.

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

Referências

Documentos relacionados

1) Seja dado início ao procedimento de elaboração do Regulamento de Ocupação da Via Pública do Concelho da Nazaré, nos termos do n.º 1 do artigo 98.º do Anexo