A proposta foi analisar a relação entre as informações disponibilizadas pela mídia na sociedade pós-moderna e seus reflexos na construção da autoimagem da mulher. Analisar como a informação disponibilizada através dos meios de comunicação social na sociedade atual afeta a autoimagem das mulheres.
A IMPORTÂNCIA DA IMAGEM PARA O SER HUMANO
- IMAGEM MENTAL
- IMAGEM X ILUSÃO PERCEPTIVA
- SOCIEDADE DAS IMAGENS
- IMAGEM MEDIÁTICA
- IMAGEM: PRODUÇÃO E PUBLICAÇÃO
- IMAGEM INCONSCIENTE
Uma vez identificada no espelho, podemos dizer que a criança aprende a linguagem ou a linguagem do ambiente em que é introduzida, o que não deixa de ser uma imagem interpretativa ou uma metáfora (comparação). Lacan, diferentemente de Freud, dá ênfase à palavra “outro”, suscitando a noção de um grande “O”, que nada tem a ver com o interior/exterior do sujeito.
IMAGEM CORPORAL FEMININA
A AUTOIMAGEM CORPORAL
- AUTOESTIMA
Autoestima é a aceitação ou não de si mesmo, de características físicas e mentais, atitudes, princípios e valores. A autoestima é um dos construtos mais importantes da personalidade porque tem a ver com a imagem que uma pessoa tem de si mesma com base no que os outros pensam e comentam sobre ela.
HISTÓRIA DO CORPO
Ele entendia que as ações humanas eram resultado de um processo contínuo entre corpo e alma. Na Idade Média, segundo Costa (2011), Tomás de Aquino valorizava o corpo, colocando-o no mesmo nível da alma.
CORPOS FEMININOS
Segundo Alves e Pitanguy (apud SOUZA & BRITO, 2014), até meados do século XIX, a vida das mulheres era conduzida de acordo com interesses. Disponível: https://eravitoriana.wordpress.com mitos-e-verdades-sobre-o-espartilhono-corpo-da-mulher-no-seculo-19/.
CORPOS MANIPULADOS
Segundo a autora, a entrada no mercado de trabalho foi um grande acontecimento histórico para as mulheres. Na Idade Média, a Igreja Católica começou a manipular as mulheres com o mito da criação para justificar a subjugação das mulheres.
MODELO DE CORPO
A mulher é filha, irmã, esposa e mãe, apenas um apêndice da raça humana. Esta frase do ensaísta Richard Steele (século XVIII) descreve perfeitamente o papel que a mulher desempenha na era moderna, independentemente da sua classe social.
BELEZA DO CORPO
Nesse contexto, seria possível afirmar que existe um padrão para agradar a beleza corporal, sim, para quem a percebe, desde que inserido na mesma cultura. Pretendo chamar a atenção para esta pesquisa, não para a conceituação de beleza de cada participante, mas para a conexão física/neuronal/cerebral que fazemos quando algo de fora estimula nossos sentidos e, portanto, desperta mais interesse.
O CORPO IDEAL
Às vezes parece um rascunho que pode ser retrabalhado ou melhorado de acordo com o desejo e o orçamento de cada um. Parece que o nosso corpo está se tornando um enorme laboratório no qual a própria condição humana está sendo transformada.
O PREÇO DO CORPO
Com a pesquisa já coletamos dados sobre o item prazer e satisfação ao olhar a beleza e pensar nela; agora podemos acrescentar outro adjetivo: gentileza, que se tornou sinônimo de beleza. Obviamente não importa, o corpo tem seu preço de beleza, não no dinheiro, mas na “perfeição”, o valor está naquilo que pertence ao corpo, naquilo que pode ser comprado/conquistado.
O CORPO NA PÓS-MODERNIDADE
- O CORPO E SUAS MUTAÇÕES
Em resposta à negação da raça negra, o cantor disse ter uma doença que afeta a pigmentação da pele. Protagonista de uma cena de terror, a modelo e vice miss bumbum de 2012 passou por diversas cirurgias plásticas e procedimentos estéticos para alcançar, em suas próprias palavras, o corpo perfeito como o de uma Barbie.
CONSEQUÊNCIAS DOS PROCESSOS SOCIAIS PARA A MULHER
- EVOLUÇÃO SOCIAL
- CORPO SOCIAL
- ESTEREÓTIPO SOCIAL
- ESTIGMA SOCIAL
- SOCIEDADE PÓS-MODERNA
- LIQUIDEZ SOCIAL
É todo o trabalho vendido de uma sociedade, que globalmente se torna uma mercadoria total, cujo ciclo deve continuar. O século XVIII, porém, viu o início de uma mudança decisiva no significado da palavra “sociedade”.
Transtornos Psicológicos
IDENTIDADE E PERSONALIDADE
A psicologia entende a identidade como “a consciência de si mesma como individualidade, singularidade, dotada de uma certa firmeza e de uma certa singularidade”. Segundo Levisky (1998), a identidade como aspecto da personalidade pode ser entendida como o resultado de uma multiplicidade de identidades parciais.
TRANSTORNOS DE ANSIEDADE
Imagens de mulheres perfeitas são veiculadas o tempo todo, há duas alternativas: lidar com o medo e arriscar a insignificância e/ou o estigma social, ou ceder ao medo, inexistente, adoecer e se tornar um produto de consumo muito desejado. comercializado na pós-modernidade.
TRANSTORNO DE HUMOR
Em 1993, a CID-10 passou a adotar critérios para classificação da depressão, que foi classificada como “transtornos de humor”. O transtorno bipolar é uma doença caracterizada por alterações de humor: ora há episódios de euforia, ora de depressão.
TRANSTORNO DE PERSONALIDADE
Segundo o autor, uma das principais influências na “privatização” foram as novas formas de comércio capitalista. Na sua opinião, o conceito de poder está enraizado em todas as pessoas porque faz parte do que ele chamou de “disciplina” social.
TRANSTORNO DISMÓRFICO CORPORAL
O homem foi mandado embora com a advertência de que a sua presença não seria mais tolerada nos museus espanhóis. Apesar de ser apenas um conto, o autor Carlos Drummond levanta a ideia de que a perfeição corporal tão almejada hoje não existe.
TRANSTORNOS ALIMENTARES
Al (2009), as mulheres, em particular, desejam ser menores do que realmente são. Os conceitos alimentares saudáveis mudam em menos tempo do que as dietas recomendadas simultâneas ou sequenciais.
PSICOLOGIA NA PÓS-MODERNIDADE
CONSEQUÊNCIAS DOS PROCESSOS FÍSICOS PARA A MULHER
- EDUCAÇÃO FÍSICA
- ATIVIDADE FÍSICA E A MULHER
- MUSCULAÇÃO E A MULHER
- CIRURGIAS ESTÉTICAS
- LIMITES DO CORPO
- A INTERNET E O CORPO
- INTERIOR X EXTERIOR
Segundo Silva, Brunetto e Reichert (2010), a atividade física é a forma menos intrusiva de alterar o corpo. Muitos cirurgiões relatam que as mulheres tendem a ignorar a dor em favor da vaidade, do corpo perfeito.
METODOLOGIA
ANÁLISE DOS RESULTADOS
A própria tabela mostrava os resultados parciais no e-mail da pesquisadora, onde apenas ela possuía senha para edição. A apresentação dos resultados permitiu retornar às questões e questionamentos relacionados ao complexo objeto de nossa pesquisa: a autoimagem da mulher.
FAIXA ETÁRIA
A partir destes dados podemos constatar que mais de metade da amostra tem entre 27 e 38 anos, idade em que as mulheres normalmente já são financeiramente independentes, por vezes casadas e com filhos. Como o maior grupo tem entre 27 e 38 anos, sugerimos que a percentagem de mulheres solteiras nesta faixa etária hoje, na pós-modernidade, é maior do que no passado, porque as mulheres casavam muito cedo, como vimos em Bassanezi. (2008) que até meados da década de 1950
ESTADO CIVIL
Hoje, as mulheres optam por não casar ou casar em idade mais avançada, e não parecem ser socialmente estigmatizadas por esta opção. As mulheres mais velhas tinham maior número de filhos e aparentemente as mulheres com menos filhos frequentam mais as academias.
FILHOS
ATIVIDADE FÍSICA
A opção de não ter filhos parece ser uma tendência ainda maior na pós-modernidade do que não casar. O estudo de Tucker & Maxwell confirma a análise de que as mulheres que praticam atividade física tendem a estar mais insatisfeitas com a sua aparência do que as mulheres que não o fazem.
ATIVIDADE FÍSICA PRINCIPAL
Não foi o foco da pesquisa, mas podemos questionar se a motivação das mulheres para optarem pelos esportes coletivos seria o fato de terem uma companhia, alguém como um professor ou um colega que as incentive a não desistir da prática. O gráfico acima mostra que 47% das mulheres começaram a praticar recentemente, há menos de 1 ano, 33% têm entre 1 e 2 anos de prática, 20% de 3 a 4 anos e não houve percentual para mais de 4 anos de prática. .
TEMPO EM QUE PRATICA
Conclui-se, portanto, que embora haja um aumento no número de mulheres nas escolas de musculação, a maioria não pratica há nem um ano; parece que quando os resultados de meses de suor estão prestes a aparecer (na sua aparência, na foto), há uma pausa na prática. Mas segundo Gianolla (2003), a prática da musculação não é bem aceita pelo público feminino. socialmente e a influência do meio ambiente pode se tornar o fator determinante. 2005) disse que as mulheres preferem um corpo mais magro e mais longo.
OBJETIVO NA PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA
Quanto à percepção das influências que as mulheres sofrem, o gráfico 08 mostra que a maioria, um total de 37%, relatou que não houve nenhuma influência externa que as fizesse praticar atividade física, 30% relataram influência do marido/namorado, 13% das amigos, 10% dos irmãos e 10% dos pais. Se analisarmos criticamente, as mulheres anteriormente também não tinham ideia das muitas influências que o ambiente tinha na sua autoimagem.
INFLUÊNCIA PARA A PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA
Depois, com o poder nas mãos do Estado, a vida das mulheres parecia tornar-se mais independente, mas veremos, de acordo com pesquisas e análises, que as influências podem não vir diretamente de uma pessoa, da igreja ou do Estado, mas sim de muitas fontes de comunicação/informação. Se no passado as mulheres tinham poucas fontes de informação, até porque muitas não existiam e algumas eram de difícil acesso, hoje podemos dizer que é cada vez maior o número de meios de comunicação criados e expostos ao mercado consumidor.
MÍDIAS PARA ACESSO ÀS INFORMAÇÕES
O Gráfico 10 mostra uma representação dos diferentes tipos de sites, e pedimos às mulheres que escolhessem aqueles que acessam com mais frequência, pois podem escolher mais de um. O racionalismo da modernidade começa a tornar as mulheres “conscientes” de que seus corpos devem ser bonitos para apresentarem uma boa imagem.
SITES MAIS VISITADOS
Esta resposta coincide com a pesquisa MEDIA CONSULTING nos EUA, que mostrou um acesso significativo das mulheres às redes sociais. Entre os links estão: acesso ao e-mail, busca de informações em geral, compras e, o que concorre, 73% das mulheres acessam a internet para frequentar suas redes sociais.
REDES SOCIAIS MAIS UTILIZADAS
A questão apresentada no gráfico 12 mostra que a maioria das mulheres, 77%, nunca realizou nenhum procedimento estético, mas os motivos para isso não foram levantados. O mais interessante foi a seguinte resposta onde apenas 3% disseram que não gostariam de se submeter a nenhum procedimento.
PROCEDIMENTO ESTÉTICO CIRÚRGICO
Apontamos para os estudos de Lacan sobre a dessubjetivação do corpo através do uso de “órgãos plásticos”, como silicones e próteses. Soler (apud STERNICK, 2010), argumentou que os procedimentos estéticos cirúrgicos se comparam à história de uma “escrava”/mulher que deseja produzir um “objeto”.
GOSTARIA DE REALIZAR PROCEDIMENTO CIRÚRGICO ESTÉTICO
Relativamente à satisfação com a sua aparência, a partir do gráfico 14 é possível verificar que 33% das mulheres sentem-se ligeiramente satisfeitas, seguido de 20%. Se dividíssemos esta tabela, com apenas duas opções de resposta, satisfação e insatisfação, teríamos a seguinte conclusão: As mulheres sentem-se insatisfeitas com a sua aparência e 33% (1/3) sentem-se satisfeitas.
SATISFAÇÃO EM RELAÇÃO À APARÊNCIA
Conforme relata Gilman (apud RISCADO & PERES, 2010), quem procura a cirurgia plástica o faz por acreditar que está excluído do meio social e se sente insatisfeito. O que penso de mim mesmo está intimamente relacionado com o que as pessoas veem e esperam de mim.
SATISFAÇÃO EM RELAÇÃO AO QUE OS OUTROS FALAM SOBRE SUA APARÊNCIA
Vimos com vários teóricos que abordam o tema da identidade e da personalidade que ao mesmo tempo que as outras pessoas precisam ser diferentes, existe uma justaposição e um desejo de “tornar-se iguais”. A pergunta 16 (diagrama) pretendia revelar qualquer existe uma figura mediática que tem maior influência na imagem das mulheres.
SEGUE FAMOSOS EM SUA REDE SOCIAL
E revelou que a maioria das pessoas não segue os moldes de um famoso, embora esse percentual não tenha sido tão prevalente. O Gráfico 17 mostra claramente que o sexo oposto é o que mais contribui para a influência da autoimagem das mulheres.
QUEM MAIS INFLUENCIA SUA AUTOIMAGEM
Então, se por um lado acreditamos que o padrão do corpo feminino na pós-modernidade mudou drasticamente com a ideia de um corpo fitness, mais musculoso e forte, esta resposta revela que não; as mulheres acreditam que deveriam perder peso. Chama a atenção o fato de as mulheres relatarem que os homens têm grande influência na sua autoimagem e.
JULGA NECESSÁRIO QUANDO SE OLHA NO ESPELHO
Não realizamos pesquisa com homens, mas um estudo de Campana, Ferreira e Tavares (2012) mostra que eles preferem um corpo de mulher com curvas cheias, com seios grandes, ousados e firmes e bumbum bem modelado. Haveria um conflito de interesses entre o que um homem quer ver numa “mulher” e o que uma “mulher quer ver nela” inspirada em modelos de outras mulheres.
JÁ TEVE ALGUMAS DAS DOENÇAS RELACIONADAS
Quanto ao uso de medicamentos para o manejo de determinadas doenças, o gráfico 20 revelou que 50% das mulheres afirmaram nunca ter usado nenhum medicamento; 28% afirmaram ter utilizado inibidores de apetite e 22% ansiolíticos. 1/3 das mulheres já tomava inibidores de apetite e 1/4 já tomava ansiolíticos.
FEZ USO DE ALGUMA SUBSTÂNCIA PARA TRATAMENTO
Não foi possível concluir a correção de uma doença mental, seja antes ou depois dos sintomas apresentados, ou seja, se a busca desenfreada pela imagem e pelo corpo ideais ocorre devido a um distúrbio emocional pré-existente ou se o distúrbio ocorre no decorrer do desejo de adquirir o corpo “perfeito”. As informações criadas, distribuídas em um ambiente totalmente aberto e acessível que é a internet, abrem um precedente para você se tornar quem quiser e se adaptar à moda (combinação de opiniões) do corpo atual na sociedade pós-moderna: bonito, magro e jovem.