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BETHANIA SILVA BELISARIO.pdf

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Academic year: 2023

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Attempts to analyze the acceptance of the politics of racial quotas for black persons with the end of entry into Brazilian higher education, under the perspective of the principle of equality. Through a deductive approach and bibliographic research, it works the following problematic: is the acceptance of the politics of racial quotas for black persons, with a view to the entry into the Brazilian higher education, an infringement of the principle of equality?.

CONSONÂNCIA DA DISCRIMINAÇÃO COM OS INTERESSES PROTEGIDOS NA CONSTITUIÇÃO

INTRODUÇÃO

Em especial, no tocante à questão da adoção de cotas raciais para negros ingressarem no ensino superior. 2Políticas de ação afirmativa na área da educação estão presentes em universidades públicas federais e estaduais e faculdades privadas em várias partes do país, por exemplo: UFPA - Universidade Federal do Pará (50% das vagas para alunos da rede pública: 40 %.

1 PRINCÍPIO JURÍDICO DA IGUALDADE

SOBRE A IGUALDADE

Os direitos sociais e econômicos vêm à tona e com eles o princípio da igualdade é entendido como um “[..] instrumento capaz de implementar, em termos reais, a igualdade efetiva, de acordo com outras diretrizes constitucionais previstas em cada caso concreto” MENEZES, 2001, p.25). Em outras palavras, dizer que o indivíduo deve ser tratado como igual não é o mesmo que dizer que ele deve ser tratado igualmente na distribuição dos encargos e recompensas sociais.

A IGUALDADE COMO PRINCÍPIO

Abrangem, portanto, tanto o campo da pesquisa jurídica pura quanto o de sua atualização prática. Disto decorre que os princípios desempenham um papel importante na construção, interpretação e aplicação do Direito.

O PRINCÍPIO DA IGUALDADE NAS CONSTITUIÇÕES BRASILEIRAS

Por exemplo: igualdade entre homens e mulheres nos termos da constituição (art. 5º, I CF/88); ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer coisa alguma, salvo em virtude da lei (art.5º, II CF/88), sufrágio igualitário, nas condições da lei (art.14 CF/88); acesso igualitário ao funcionalismo público por meio de concurso (art. 37, I CF/88) etc. 205 e 215 CF/88) e orientação no desenvolvimento econômico e social com vistas ao crescimento equilibrado e à erradicação da pobreza, da marginalização e das desigualdades sociais e regionais (art. 3º, III; 170, VII; art. 174 e art. 193, toda CF/88) e despacho final de ação afirmativa, ex. ao estabelecer a reserva percentual de cargos e empregos públicos para deficientes (art. 37, VIII CF/88) .

O ALCANCE E AS FACES DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE

  • Igualdade formal e igualdade material
  • Igualdade de oportunidades e igualdade de resultados

Para além das tradicionais faces formais e materiais, surgiram outras que servem a designação de igualdade de oportunidades e igualdade de resultados, ou, com base na doutrina portuguesa, igualdade de partida e igualdade de chegada respetivamente, com o objetivo de fundamentar a necessidade de concretizar a face material da igualdade. Deve-se, portanto, dizer que medidas que alcancem a igualdade de resultados devem ser tomadas em caráter subsidiário, a fim de fortalecer a possibilidade de alcançar bens quando for impossível alcançá-los, mesmo que não haja nenhum obstáculo real para isso.

2 PRINCÍPIO DA IGUALDADE E TRATAMENTO DIFERENCIADO: A DIFERENCIAÇÃO PELA ADOÇÃO DE POLÍTICAS DE AÇÃO

CONCEITO DE AÇÃO AFIRMATIVA

Hoje, a ação afirmativa é entendida como um conjunto de políticas, estratégias e mecanismos legais e administrativos, de caráter temporário, que podem existir tanto na esfera pública quanto na privada, e que são adequados para promover maior igualdade. A rigor, o termo ação afirmativa refere-se àquelas políticas que fornecem certos benefícios ou preferências baseadas especificamente no pertencimento a um determinado grupo definido por alguma característica transparente e imutável. É um termo amplo que denota o conjunto de estratégias, iniciativas ou políticas que visam favorecer grupos ou segmentos sociais em desvantagem competitiva em qualquer sociedade devido, na maioria das vezes, à prática de discriminação negativa, presente ou passada.

Tais diferenças são justificadas pelo objetivo da igualdade e não da desigualdade, mas da igualdade corrigindo o tratamento discriminatório [..] Refletem a ideia de tratamento desigual daqueles que são desiguais na sociedade.

O DESENVOLVIMENTO DAS AÇÕES AFIRMATIVAS NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA E NO BRASIL

Importantes projetos envolvendo políticas de ação afirmativa também foram aprovados pelo Congresso dos Estados Unidos durante o governo de Lyndon B. A partir de 1981 com o governo Reagan, "a atitude da Casa Branca passou a sugerir discretamente o esgotamento das medidas de ação afirmativa" (SELL, 2002 , p.11). Kaufmann (2007, pp.276-281) listou uma extensa lista de programas de ação afirmativa em andamento no Brasil por meio de leis destinadas a proteger esse grupo minoritário.

Finalmente, não há como negar que a adoção de políticas de ação afirmativa se expandiu para além das fronteiras dos Estados Unidos, visando diversas minorias.

FUNDAMENTOS DAS POLÍTICAS DE AÇÃO AFIRMATIVA

  • justiça compensatória
  • Justiça distributiva

Diante da percepção de que a desigualdade injustificada no presente pode ser fruto de discriminações passadas, propagadas e perpetuadas ao longo do tempo, em relação a diversos grupos sociais como negros, deficientes e mulheres, e sob o argumento de que é preciso eliminar efeitos causados ​​por essa discriminação, há quem justifique a adoção de políticas de ação afirmativa como postulado/tese de justiça compensatória. Se inserirmos a tese da justiça compensatória no universo das políticas positivas que têm a minoria negra como beneficiária, entendemos que o objetivo dessas ações seria o resgate da dívida histórica consubstanciada no passado escravista. Ele entende que “[..] não há nada de paradoxal na ideia de que o direito de um indivíduo à proteção igualitária pode às vezes entrar em conflito com políticas sociais desejáveis, incluindo aquelas voltadas para uma sociedade mais igualitária em geral.

No entanto, há aqueles que se opõem à ideia de que essa tese deva ser a base das políticas de ação afirmativa e se baseiam no entendimento dela.

FORMAS DE IMPLEMENTAÇÃO

Ou seja, podem ser implementados por meio de diversos mecanismos, como, por exemplo, o estabelecimento de preferências, sistema de bônus, oferta de treinamento especial, incentivos fiscais e alcance de metas (GOMES, 2007, p.25). Um exemplo nesse sentido ocorreu na Universidade Federal do Espírito Santo - UFES, e consiste em oferecer um cursinho preparatório gratuito, na própria universidade, para alunos carentes da rede pública de ensino, para melhor prepará-los para uma possibilidade de ingresso na universidade . O sistema de cotas consiste em reservar um percentual de bens escassos, especialmente vagas em empresas e universidades, para aqueles que se enquadram em categorias consideradas discriminatórias, como negros, mulheres, deficientes, homossexuais etc.

Como exemplo de aplicação de cotas, está a reserva de percentual das vagas da universidade pública para egressos da rede pública de ensino, devido à má qualidade do ensino a eles oferecido pelas escolas públicas de ensino fundamental e médio.

OBJETIVOS DAS POLÍTICAS DE AÇÃO AFIRMATIVA

Ou seja, no Brasil, a adoção de medidas de ação afirmativa socialmente mais agressivas e que beneficiam os negros acaba por levar ao aumento da consciência racial e ao declínio do equilíbrio da sociedade, causando insatisfação daqueles que se veem prejudicados pelas tensões sociais entre os indivíduos. Outro objetivo a ser alcançado com a adoção de ações afirmativas é aumentar a representatividade de minorias excluídas de diversos espaços sociais, especialmente do trabalho e da educação. O que, em última análise, mostra que os paradigmas escolhidos para a análise da adoção de ações afirmativas no Brasil - que têm como beneficiários os negros - devem estar atentos e corresponder à realidade brasileira, para que as medidas implementadas possam realmente remediar ou atender os motivos que impedem os negros de serem melhor representados, por exemplo, ocupando cargos em universidades brasileiras.

Com isso, se o que se deseja na sociedade brasileira, com a adoção de políticas positivas em favor do negro, é uma inclusão que gere mudanças positivas no imaginário social, aumentando a representatividade negra para dar exemplos positivos e maior diversidade e , que promova maior igualdade geral reduzindo ou eliminando desigualdades injustificadas, é importante saber se as políticas que adotam a raça como critério ou fator de discriminação e são adotadas na forma de cotas são as medidas adequadas, necessárias e se trazem mais vantagens do que desvantagens para alcançar este objetivo.

3 PRINCÍPIO DA IGUALDADE E TRATAMENTO DIFERENCIADO

OS LIMITES DA PRODUÇÃO NORMATIVA E SUAS IMPLICAÇÕES NA ADOÇÃO DE COTAS RACIAIS PARA NEGROS NO ENSINO

PARÂMETROS DE AVALAÇÃO

  • Fator de discriminação
  • Correlação lógica entre o fator de discriminação e a desequiparação procedida
    • Discriminação racial: real obstáculo de acesso dos negros ao ensino superior brasileiro?
    • A proporcionalidade na utilização de cotas para o acesso de negros no ensino superior brasileiro
    • b Exame da necessidade
    • c Exame de proporcionalidade em sentido estrito
  • Consonância da discriminação com os interesses protegidos na Constituição

Em síntese, viu-se que a verdadeira causa do problema de acesso e sub-representação de negros no ensino superior brasileiro não é "raça": seja qual for. No tópico anterior ficou provado que a “raça” não pode ser considerada fator de discriminação para a adoção de cotas raciais para o ingresso de negros no ensino superior brasileiro, o que, por si só, prejudica o exame da matéria. Em última análise, na ausência dessa possibilidade, não se pode cogitar a existência de correlação lógica entre sua utilização como fator de discriminação e o tratamento diferenciado oferecido por meio da reserva de vagas. Portanto, existem outros mecanismos que podem funcionar como uma alternativa para atingir o objetivo do ingresso de negros no ensino superior.

Fica claro, portanto, que a adoção de cotas raciais para negros ingressarem no ensino superior brasileiro não é medida necessária, pois, entre outras coisas, não é a mais adequada nem a menos gravosa para os direitos fundamentais da parte que não beneficia. . Portanto, a adoção de cotas raciais para o acesso de negros ao ensino superior não passa pelo crivo da necessidade, ou seja, mesmo que a medida seja adequada, não é a mais adequada nem a menos prejudicial. Em outras palavras, a escolha da cota racial para ingresso no ensino superior brasileiro é inconstitucional porque também fere o preceito constitucional previsto no art.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Traçou-se um paralelo entre esses objetivos nas realidades norte-americana e brasileira e, enfatizando a adoção de cotas raciais para negros ingressarem no ensino superior brasileiro, concluiu-se que são realidades distintas. Assim, aceitou-se a hipótese argumentativa de que, uma vez que a "raça" pode ser considerada como causa de tratamento diferenciado dispensado aos negros, para fins de ingresso no ensino superior, pode ser utilizada como critério selecionado para a adoção de um sistema de cotas. Concluiu-se que a aceitação de cotas raciais para negros terem acesso ao ensino superior brasileiro é aprovada quando passa no exame de elegibilidade.

Por exemplo, notou-se que a adoção de cotas raciais para negros no acesso ao ensino superior brasileiro não passa pelo crivo da necessidade, pois não é a medida mais adequada entre outras possíveis, nem a menos onerosa para os direitos fundamentais. não se beneficiou da parte anterior.

Regulamenta o regime jurídico dos servidores da União, dos Municípios e das fundações da União. O direito à diferença: ação afirmativa como mecanismo de inclusão social de mulheres, negros, homossexuais e pessoas com deficiência. Dispõe sobre o regime jurídico único dos servidores da administração direta, autarquias e fundações do Estado do Espírito Santo, de todos os seus poderes, e dá outras providências.

Referências

Documentos relacionados

Todos os tributos submetem-se ao princípio da capacidade contributiva (precedentes), ao menos em relação a um de seus três aspectos (objetivo, subjetivo