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Caderno de Debates do - NAAPA

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Academic year: 2023

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O Caderno de Debates NAAPA: Questões do Cotidiano Escolar - Volume 2 - tem como objetivo colaborar com estudos e planejamentos coletivos de grupos escolares para garantir o direito à educação a todos os alunos inseridos na rede municipal de ensino de São Paulo. Paulo. A escola no centro da rede de segurança social e a criação de novas possibilidades na cidade de São Paulo: o caso do NAAPA, texto escrito por Flávia Schilling e Biancha Angelucci, deu uma contribuição significativa ao NAAPA como uma proposta inovadora que atende às antigas demandas da comunidade escolar. Eles contextualizam o trabalho das equipes multidisciplinares no município de São Paulo e realizam uma revisão histórica da legislação com esse arcabouço de trabalho.

Escola no centro da rede de proteção social e a criação de novos

Este é o desafio da NAAPA: um possível encontro sobre o direito de ter acesso a tudo o que é patrimônio da humanidade. O trabalho da NAAPA considera o território como o espaço que habitamos, não como um contorno geográfico que limita o movimento. 2 Caderno de Debates NAAPA - vol. Grupos dispostos a mudar a escola e sua convivência podem ser ações pequenas ou humildes.

Bibliografia

Família e escola

Trabalho coletivo na escola

Meninas e meninos na escola

Isto equivale a dizer que as mulheres têm sido as principais beneficiárias da democratização do acesso à educação, de modo que no último século houve uma chamada “reversão de género” quando falamos de indicadores de acesso e progresso na educação. .. em todo o percurso educativo, em que a população feminina começou a ascender para uma posição melhor, em contraste com a sua exclusão histórica. Ainda em termos de indicadores educativos, segundo o estudo “Estatísticas de género: análise dos resultados do censo demográfico 2010”1, apesar da presença maioritária de mulheres no ensino superior, uma maior proporção também se encontra nas áreas educativas (83%) e Humanas e artes (74,2%)), áreas com menores rendimentos médios (R$ 1.810,50 e R$ 2.223,90, respectivamente). Compreender fenómenos complexos como as desigualdades educativas entre homens e mulheres e questões relacionadas com a violência baseada no género nas escolas não é uma tarefa simples.

Neste texto, nosso foco será nas relações de gênero na escola, com o objetivo de nos munirmos de ferramentas para abordar aspectos educacionais relacionados a meninos e meninas dentro desta instituição. Embora existam diferentes definições do conceito de género e formas de o compreender, dependendo dos autores que escolhermos, podemos considerar o género como um sistema simbólico de género. Pensemos por um momento nos rapazes e raparigas transgénero – aqueles que adoptam uma identidade de género diferente do seu sexo.

Mesmo nas crianças cisgénero – aquelas que assumem uma identidade de género de acordo com o sexo atribuído à nascença – podemos observar processos de rejeição e contradições. Se quisermos que a escola seja um local seguro e de aprendizagem para todas as crianças, precisamos de garantir que seja um local respeitoso e acolhedor para as mais diversas expressões de género. De que forma o conceito de género pode ajudar-nos a pensar sobre a produção de desigualdades entre raparigas e rapazes, mulheres e homens, no ambiente escolar?

Este é um exemplo de como as relações de género também estão permeadas por outras relações de poder, neste caso as relações raciais.

O corpo nosso de cada dia

É comum pensarmos na sexualidade como algo estritamente ligado ao ato sexual, algo que em nossa forma animal em algum momento levaria ao ato reprodutivo. Também é comum ver a sexualidade como um fenômeno natural que aparece com mais clareza em determinado momento do desenvolvimento – a puberdade, sob influência de hormônios – como resultado de um processo de maturação. Portanto, permanece a ideia de que a sexualidade se manifesta nas crianças como algo de fora para dentro.

Não se limita ao género ou à reprodução, é um acontecimento que atravessa o tempo e não é limitado, ou seja, não está pré-definido numa determinada forma. Esse encontro com atos de satisfação transforma a experiência prazerosa em algo que emerge e se registra no encontro com o outro, deixando o equilíbrio do desejo de prazer, do desejo da presença do outro, bem como o terceiro resultado fundamental: que de ter o corpo e que o corpo é a superfície dos prazeres. As crianças pequenas geralmente não encontram o prazer do orgasmo, não conhecem essa experiência, que só acontecerá a partir da adolescência.

A partir daqui é importante estabelecer uma ligação com outro importante conceito ligado à sexualidade, já anunciado quando falamos da importância do corpo na experiência prazerosa da sexualidade: o conceito de relações de género. Pelo que vimos até agora, é fundamental reconsiderar a questão dos padrões de normalidade existentes, questão particularmente difícil precisamente numa instituição como a escola, que se organiza com base na “Norma”. Por exemplo, hoje é quase normal que um homem dedique muito tempo para cuidar de um bebê, fato que há 50 anos seria considerado muito estranho.

Será que uma criança que não se conforma com os comportamentos esperados do seu sexo não pode experimentar, inclusive de forma lúdica, diferentes formas de estar na escola, que é um espaço privilegiado de convívio com os pares.

Os professores e as cores da desigualdade

Em relação a eles, a cidade de São Paulo, que se pensa ser uma metrópole formada por descendentes de imigrantes europeus, vive uma ambiguidade. Se por um lado existe no imaginário dos moradores a ideia de que vivemos em uma democracia racial, por outro lado a mudança da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Lei 9.394 (BRASIL, 1996) pela Lei 10.639 (BRASIL , 2003)2 mostra outra coisa. Ao incluir, no currículo oficial da Rede Educacional, a disciplina obrigatória “História e Cultura Afro-Brasileira”, a lei enfatiza que é necessário enfrentar os preconceitos e as discriminações dirigidas aos descendentes de africanos.

Depois, na era republicana, as teorias racistas baseadas na falsa biologia procuraram incutir a crença de que os negros (assim como os nativos) eram inferiores aos brancos e que o cruzamento deveria ser evitado. Nas famílias negras essa demarcação, essa memória, muitas vezes é internalizada; Acaba-se transmitindo aos filhos a opinião de que as profissões de maior prestígio social, como a medicina, não são para negros, e essa constatação é muitas vezes vista como fatal. Muitas vezes os pais vêm procurar a diretora e não olham para ela, não a veem como diretora, porque já criaram na nossa cabeça uma ideia de que pessoas que têm cargos melhores, pessoas que estão melhor posicionadas. , são de cor branca.

Por exemplo, Patrícia Maria6, paulistana e identificada como negra, é formada em Pedagogia pela Universidade Santo Amaro. Todas as nossas bonecas são loiras, embora já tivéssemos bonecas pretas na escola. Existe a percepção de que falar sobre raça e racismo é em si uma expressão de racismo.

Por outro lado, a ideia de que vivemos numa sociedade onde as relações raciais são harmoniosas, sob o mito da democracia racial, é em certa medida confirmada por.

Integração escolar e acolhimento

Pontes entre a proteção social e a educação escolar

Analisar uma cena é construí-la

O termo ‘pessoa’ aqui configura uma forma de agir, de pensar, de fazer, de ser – algo que está sempre em construção – e por isso seria apropriado, ao invés de utilizá-lo, falar em ‘processos’. 'de subjetivações que se constituem permanentemente', isto é, num campo de relações de força em que as formalizações (práticas, pessoas) não apenas se constituem, mas também se tornam forças. A questão e o modo de pensar precisavam de uma grande dose de normalização para torná-los possíveis. Os livros de Maria Helena Souza Patto, publicados na década de 1980, tornaram-se requisitos em concursos públicos de ensino e demonstram o processo de culpabilização das vítimas, onde as crianças passam a se identificar como incapazes para as atividades escolares.

Maria Aparecida Moysés e Cecília Collares - uma médica, outra professora - publicam trabalhos desde a década de 1990 denunciando as formas como se criam diagnósticos e doenças em relação à indústria farmacêutica e a uma forma de trabalhar que busca o rápido e o imediato , sem intervenção, que não requerem tempo, como fast food. Portanto, a composição de um sentimento, de uma forma de pensar está ligada a muitos elementos. A sensação de esperteza, a sensação de dependência está ligada à rua, à liberdade de caminhar, ao lugar onde você mora.

Em segundo lugar, uma certeza: criamos práticas onde muitos alunos são considerados inferiores. Poderíamos ter escolhido outros: a criação curricular e a criação de atividades que desconstruam essa cristalização, onde Isabela é aquela que “não-sabe-como-os-outros”. Participo (como membro do Serviço de Psicologia Escolar da USP) de reuniões mensais com um grupo de professores da Rede Municipal de Ensino de São Paulo há cerca de quatro anos, para que, a partir do relato de situações, possamos ampliar a análise do campo em que situações, como estas – um aluno que não está aprendendo e que ficou nervoso – estão conectadas.

O ensino da matemática, processo histórico em que se formula a política de educação inclusiva, é ensinado na forma como as atividades são apresentadas em um determinado dia.

Sobre as Autoras e os Autores

Ele completou seu doutorado. (2004) e livre docência (2010) em psicologia social pelo Departamento de Psicologia da Universidade de São Paulo. Professor do Departamento de Filosofia da Educação e Ciências da Educação - EDF da Faculdade de Educação - FE da Universidade de São Paulo - USP. Possui graduação em psicologia pela Universidade de São Paulo (1997); mestrado em psicologia escolar e desenvolvimento humano pela Universidade de São Paulo (2002); Doutor em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo (2009).

Doutor em Administração Educacional pela Universidade de São Paulo desde 2001, com graduação em Pedagogia e mestrado em Administração Educacional pela mesma universidade. Mestranda em Ciências da Educação pela Universidade de São Paulo (FEUSP) e formada em Pedagogia pela mesma universidade. Graduada em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas de São José dos Campos - UNIVAP - SP, pós-graduada em Psicopedagogia pelo Instituto Sedes Sapientiae SP.

Atualmente é professora da UNIAN – Universidade Anhanguera de São Paulo, onde ministra o mestrado em juventude profissional em conflito com a lei. Professor titular do Departamento de Filosofia da Educação e de Ciências da Educação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Em 2013, recebeu o prêmio Odara/patrimônio e história da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Cidade de São Paulo em reconhecimento ao seu trabalho como professora e pesquisadora.

Foi bolsista do Programa de Formação de Professores da Comissão de Licenciatura da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (COC-FEUSP.

Caderno de Debates do

NAAPA

Referências

Documentos relacionados

Em 1961, foi promulgada a primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação LDB,[.] O Conselho Federal de Educação CFE, atualmente Conselho Nacional de Educação CNE, por meio do Parecer nº