No segundo capítulo será discutido o recurso especial, explicando os motivos do mesmo, sua finalidade dentro do ordenamento jurídico brasileiro, possíveis hipóteses e todo o seu tratamento, destacando os pontos essenciais. No segundo capítulo, discute-se o recurso especial, explicando as razões do mesmo, a partir da chamada “crise” do Supremo Tribunal Federal, sua finalidade dentro do ordenamento jurídico brasileiro, as hipóteses de cabimento, bem como os efeitos gerados pelo seu depósito.
CONCEITO DE RECURSO
Primeiramente, porque “o recurso não se aplica às hipóteses de decisões em que já tenha transitado o trânsito em julgado, uma vez que uma de suas consequências é justamente evitar o trânsito em julgado”.7. E em segundo lugar porque “o recurso não dá origem à instauração de novo processo, diferente daquele em que foi proferido o ato impugnado”8, ou seja, à reforma da decisão.
PRINCÍPIOS RECURSAIS NO PROCESSO CIVIL
- Duplo Grau de Jurisdição
- Taxatividade
- Singularidade
- Fungibilidade
- Proibição da Reformatio In Pejus
Nesse sentido, o princípio do duplo grau de jurisdição pode ser concebido, em termos gerais, como a possibilidade de permitir a revisão da decisão por um órgão hierarquicamente superior14. Superados os pontos polêmicos relativos à constitucionalidade do princípio do duplo grau de jurisdição, deverá prevalecer a sua importância no aprimoramento das decisões do caso “e a fé no valor da justiça”.
REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS
O Código de Processo Civil determina o direito de recurso apenas a determinadas pessoas, com previsão em seu art. 499, caput, que tem legitimidade para interpor recurso: a parte do processo em que é proferida a decisão, o representante do Ministério Público, quando atuar no caso e o terceiro lesado.47. Por exemplo, a Fazenda e o Ministério Público, quando saem, seus prazos são calculados duas vezes (art. 188, CPC), então.
JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE E JUÍZO DE MÉRITO
O interessado pode ter o direito de recorrer, mas esse direito pode ser impedido por uma causa externa, como a desistência da reclamação. Interposto o recurso, mas não houver mais interesse em continuar a avaliação da rebelião, o recorrente poderá desistir do recurso já interposto, mesmo sem o consentimento da parte contrária ou de suas partes, seguindo o curso normal de ação em o tribunal a quo (artigo 501.º do CPC)60.
EFEITOS RECURSAIS
ESPÉCIES DE RECURSO
- Apelação
- Agravo
- Embargos Infringentes
- Embargos de Declaração
- Recurso Ordinário
- Recurso Especial
- Recurso extraordinário
- Condições genéricas do cabimento do recurso extraordinário
- Condições específicas do cabimento do recurso extraordinário
É importante destacar isso, dada a alteração do art. 530, do CPC, alterado pela Lei n, não será mais admitida a apresentação de embargos violadores nos seguintes casos: a) se a decisão controvertida não for de mérito; b) se a sentença for confirmada quanto ao mérito pela sentença proferida no julgamento do recurso; c) se o pedido formulado na ação revogatória for julgado totalmente improcedente (pois a validade parcial autoriza embargos que violem a parte do pedido acatada, nos limites da divergência); e d) se a ação de retirada não for permitida95. É importante destacar que os embargos de declaração interrompem o prazo para interposição de outro recurso (no caso do Código de Processo Civil, em relação à Lei 9.099 que os suspende), aplicável contra a mesma decisão, ou seja, após o julgamento do embargos, recomeça todo o prazo para interposição de outro recurso, sendo de salientar que nos casos em que a apresentação dos embargos é aparentemente atrasada, o tribunal condena os embargos a uma multa a pagar, que não é do valor de 1 %. sobre o valor da causa, nos termos do art. 538, parágrafo único)108.
ORIGEM DO RECURSO ESPECIAL
O segundo capítulo visa tratar da reclamação especial, todo o seu processamento, as hipóteses de adequação, bem como os efeitos criados pela sua apresentação. A importância deste capítulo está caracterizada na proposta de estudo desta monografia, nomeadamente as fontes repetidas, que têm como objeto a fonte especial. Portanto, é inegável a importância do Supremo Tribunal Federal como tribunal responsável por zelar pela correta interpretação e aplicação das normas federais e garantir a uniformização dos entendimentos.
FINALIDADE DO RECURSO ESPECIAL
Esgotamento das vias recursais ordinárias
Conforme dito anteriormente, o Recurso Especial deverá ser “contra decisão, exclusivamente do Tribunal do Distrito Federal ou do Tribunal de Justiça do Estado ou do Distrito Federal”.142. Aliás, vale destacar a utilização de embargos infratores, conforme súmula 207, do STJ: “É inadmissível o recurso especial quando. Uma situação particularmente interessante pode ocorrer no caso de violação de embargos: como já vimos, este recurso é utilizado para tentar fazer prevalecer o voto da minoria, quando a decisão não é unânime; Contudo, quando esta diferença é verificada apenas em relação a uma parte da decisão, a proibição de infracção aplica-se apenas a essa parte.
Se neste caso os embargos infratores não forem utilizados, obviamente não será possível intentar uma acção especial [...] contra a parte não unânime147. Se o acórdão impugnado contiver embargos ilícitos e deles não for feito qualquer uso, o recurso especial será, portanto, inadmissível.
Prequestionamento da questão federal
Luiz Rodrigues Wambier151 segue o entendimento e enfatiza a necessidade de apresentação de embargo declaratório caso a questão federal, embora discutida durante o processo, não seja avaliada na decisão. Esse pedido decorre do artigo 105, III, da CRFB/88, que determina a necessidade de as causas terem sido discutidas em primeira instância, gerando esta decisão a revisão da lei federal ou da Constituição Federal153. Sobre este tema, Teresa Arruda Alvim Wambier faz uma observação pertinente ao afirmar que “o pedido de instrução preliminar é a essência do recurso especial, é reflexo da disciplina constitucional do próprio recurso”155.
Isso porque não se poderia pensar em ofensa à lei federal se a decisão não afetasse a questão federal em análise, no caso da alínea “a”, III, do art. 105, CRFB/88).
Condições específicas de cabimento do Recurso Especial
- Caracterização de questão federal
- Provimento que contraria ou nega vigência a tratado ou lei federal
- Provimento que julga válido ato do governo local perante lei federal
- Provimento que confere à lei federal interpretação divergente de outro
Portanto, trata da hipótese de existência de conflito entre a lei federal e os atos jurídicos do governo. Assim, quando se alegar que ato administrativo de autoridade estadual, ou municipal, constitui violação de alguma norma de direito federal, e a decisão recursal tiver considerado válido o ato da autarquia local, cabe recurso especial, em teoria, seja apropriado. Isso significa que quando houver conflito entre uma norma estadual ou municipal e uma norma federal e a lei do governo local for considerada válida, será interposto recurso especial.
Este caso está previsto no artigo 105, III, “c”, da CF e “considera admissibilidade de recurso especial contra decisão que dê à lei federal interpretação diversa daquela que lhe for dada por outro tribunal”165, isso significa que “para que o recurso especial seja procedente, o recorrente deverá atender aos diversos requisitos para demonstrar a divergência jurisprudencial”166. É importante ressaltar que não cabe recurso especial quando ocorre a divergência entre acórdãos de um mesmo Tribunal, conforme súmula 13 do STJ168.
EFEITOS DO RECURSO ESPECIAL
O mesmo autor sugere um terceiro entendimento doutrinário segundo o qual o “Supremo Tribunal poderia ouvir não com base em provas, mas sobre questões de ordem pública”173. O presente estudo utilizará a visão dominante em ambos os tribunais superiores de que “os tribunais de segundo grau são responsáveis por investigar os fatos e descrevê-los no julgamento. O recurso especial tem efeito obstrutivo,175 ou seja: “a disposição a que se aplica o recurso especial não se torna definitiva enquanto o recurso estiver pendente”176.
Da mesma forma, não fica impedida a execução provisória da sentença (ou despacho) recorrida, ainda que interposto recurso especial, nos termos do art. Contudo, para evitar danos irreparáveis ou de difícil reparação, Luiz Guilherme Marinoni tem ensinado que foi permitida a intervenção de procedimentos preventivos para suspender os efeitos das decisões impugnadas pelo recurso especial178.
PROCESSAMENTO DO RECURSO ESPECIAL
Vale ressaltar que se a decisão recorrida contiver uma parte unânime e uma parte não unânime e tiver sido interposto recurso contra a parte não unânime por violação de embargos, e contra a parte unânime um recurso separado, a revisão deste será ficará suspenso até o anúncio da decisão de embargo (art. 498, CPC)186. Contudo, caso não tenham sido apresentados embargos infratores, o prazo relativo à parte unânime da decisão terá início no dia em que a decisão tomar forma definitiva por maioria de votos (parágrafo único do artigo 498.º do CPC)187. Caso o Presidente ou o Vice-Presidente negue o recurso, o recurso será interposto ao STJ no prazo de 10 (dez) dias (artigo 544 do CPC).
Se o recurso especial e o recurso extraordinário forem interpostos ao mesmo tempo, ambos serão tramitados e os autos, se admitidos, serão remetidos primeiro ao STJ e depois ao STF para decisão do recurso extraordinário, caso não seja preconceituoso190. O recurso especial pode chegar ao STJ de três maneiras: a) quando admitido no tribunal de origem; (b) em decorrência do provimento do recurso contra a decisão de negação de origem;
Introdução
Para o ministro reformado Humberto Gomes de Barros, a lei representa uma carta de liberdade para o STJ, pois garantirá o cumprimento do seu papel constitucional, nomeadamente o de uniformizar a lei federal200. Após 19 anos de existência, o Supremo Tribunal Federal dispõe do mais poderoso instrumento processual que pode auxiliá-lo no cumprimento de seu papel constitucional de normatização da legislação federal. A Lei 11.672/08, aprovada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 8 de maio, libertará o STJ de milhares de repetidos recursos ao acrescentar o artigo 543-C ao Código de Processo Civil.
Análise crítica da decisão do “atacado” no STJ. Revista de Processo – Re Pro, São Paulo, n. A Lei 11.672/08 coroa as medidas já vigentes no Supremo para agilizar a decisão dos processos.
Processamento dos Recursos Repetitivos
- A seleção dos recursos especiais Paradigmas pelo Tribunal de Origem 50
- Intervenção de terceiros e atuação do ministério Público
- Preferência de julgamento
- Efeitos do julgamento do Recurso Representativo
- Da necessidade de regulamentação
- Da vigência da Lei 11.672/2008
- Do agravo de instrumento
Inclui também a suspensão de outros recursos especiais que tratem da questão jurídica abordada na reclamação representativa. 1º da resolução 8, do STJ, o ministro relator escolherá o(s) paradigma(s) particular(is) de reiterado(s) dentre aqueles encaminhados pelo tribunal de origem, e os recursos especiais idênticos serão distribuídos conforme dependência ,213. Marco Aurélio Serau Junior e Silas Mendes do Reis entendem que a grande inovação trazida pela lei reside nos efeitos derivados do julgamento do recurso, representando a polêmica desdobrada e a diversidade de recursos especiais”219.
Cada tribunal de origem, no âmbito da sua jurisdição, deverá regular o tratamento dos recursos especiais recorrentes, nos termos do n.º 9 do artigo. Pelo paralelismo entre recursos especiais e agravos interpostos com vistas ao conhecimento de recursos especiais que não foram admitidos no tribunal a quo226, consta no art.
Aspectos polêmicos da Lei 11.672/2008
A inconstitucionalidade da Lei
O fundamental é que sejam respeitados os limites previstos na lei: somente recursos que tratem da mesma questão jurídica poderão ser julgados improcedentes – e somente a eles se aplicará o que for decidido no julgamento do recurso modelo. A lei modificará as hipóteses e a aplicabilidade do recurso especial, ainda que de forma discreta, e mais que isso o órgão competente para o seu julgamento. 105 da Constituição Federal, introduz naquele dispositivo um § 3º segundo o qual: 'A lei determina os casos de inadmissibilidade do Recurso Especial229.
O recurso especial, diferentemente do recurso extraordinário, não tem respaldo constitucional, uma vez que o recurso extraordinário pelo § 3º do art. 105, III, aec, não confere ao Superior Tribunal de Justiça competência para limitar a admissibilidade do recurso especial e, portanto, considera a lei inconstitucional.
Da desistência de recurso repetitivo
543-C da lei nº. 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil, que define o procedimento para julgamento de recursos reiterados no Supremo Tribunal de Justiça. O sistema de “protocolo integrado” não se aplica aos recursos dirigidos ao Supremo Tribunal de Justiça. Na proposta que apresento a Vossa Excelência, pretende-se proporcionar um mecanismo semelhante para o Supremo Tribunal de Justiça conhecer de recursos especiais.
543-C da Lei nº. 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil que estabelece o procedimento para julgamento de recursos reiterados no Supremo Tribunal Federal. I – será rejeitado caso o acórdão do recurso esteja de acordo com as instruções do Tribunal Superior; ou II – serão reexaminados pelo tribunal de origem caso o acórdão do recurso divirja das orientações do Tribunal Superior.
O PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, no uso das atribuições que lhe confere o artigo.