Esta monografia de conclusão do curso de Direito da Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI, elaborada pela pós-graduanda Gabriela Gonçalves, sob o título Desafios atuais do exercício do poder familiar diante do poder do Eca, foi submetida ao ______banca examinadora composta pelos seguintes docentes: Prof. Maria Inês França Ardigó [Conselheira e Presidente do Conselho de Associados] e aprovada com nota. O objetivo desta monografia são os desafios atuais do exercício do poder familiar em relação ao ECA.
A CRIANÇA E A COLONIZAÇÃO DO BRASIL
- Os Portugueses
- A Igreja Católica
- Os JESUITAS
- Catequizar os índios e negros
- O CRISTIANISMO
- Roda dos expostos
- AMAS-DE-LEITE
- O internato de crianças
- A Disciplina escolar
- Abolição oficial da escravatura
- Século XIX
- Movimento higienista
Há também uma nostalgia da criança “pequena”, pequena e vulnerável, sobre a qual o menino Jesus poderia ser projetado. Manter o segredo da origem social da criança era resultado da relação entre o abandono infantil e o amor ilícito.
A constituição DE 1934
- Código de menores
- FEBEM
- CONSTITUIÇÃO DE 1988
- Estatuto da Criança e do Adolescente
A partir de 1980, no Brasil, surgiram muitas denúncias contra esses órgãos, por isso foi criado o Estatuto da Criança e do Adolescente. A Constituição Federal de 1988 não permite mais que se expresse a desigualdade entre homens e mulheres, ou seja, entre pai e mãe. Nessa nova perspectiva, o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA – foi aprovado pelo Congresso Nacional, aprovado pelo Presidente da República, que se tornou a Lei 8.069, de 13 de julho de 1990.
Com a criação de uma nova lei no país: a Lei da Criança e do Adolescente, os direitos garantidos às crianças e aos adolescentes pela família, pela sociedade e pelo Estado passaram a ter prioridade absoluta. Tendo delineado de forma apreciativa o estudo da história das crianças no Brasil, o próximo capítulo dedica tempo, desde vários aspectos, à compilação da instituição da descendência, ou seja, do vínculo sanguíneo entre pais e filhos.
PROCRIAR É UM ATO NATURAL
- Procriar gera efeitos jurídicos
VENOSA76 diz que a impregnação é, portanto, um ato natural e, do ponto de vista do direito, a filiação é um ato jurídico do qual decorrem muitos efeitos.
FILIAÇÃO
- Conceito de filiação
A filiação é o vínculo entre pais e filhos; é a relação de consanguinidade em linha reta de primeiro grau entre uma pessoa e aqueles que lhe deram a vida.77. Segundo definição de Maria Helena Diniz, “filiação é o vínculo que existe entre pais e filhos; é a relação de consanguinidade em linha reta de primeiro grau entre uma pessoa e aqueles que lhe deram a vida” 78. Segundo Maria Cláudia Brauner80 “o evento da reprodução significa algo mais como mera prova de maturidade sexual e fertilidade, instaura uma nova etapa na vida adulta, quando a responsabilidade pelo destino deste novo ser passa a ser um dever para com a família e a sociedade”.
DIREITO AO ESTADO DE FILIAÇÃO
O Jurisconsulto Miranda afirma que descendência é “a relação que estabelece o fato da procriação entre dois seres humanos, um dos quais nasce do outro, e se chama paternidade ou maternidade, quando considerada com referência ao pai, ou à mãe, e descendência . quando vai do filho para qualquer um dos pais.” 79. Sociologicamente falando, a descendência é o resultado das relações interpessoais na realização do desejo de eternidade da espécie. Toda pessoa humana tem direito ao estatuto de descendência, privilégio que se insere no âmbito da disciplina jurídica das relações familiares, e esta formação do estatuto de descendência pode dar-se ainda através do conhecimento das origens genéticas, se os laços da paternidade não se realiza por meio da afetividade (LÔBO, 2003, p. 153).
Filiação, por se basear no fato da reprodução, que evidencia a condição do filho, indicativa da relação natural ou de parentesco estabelecida entre o filho e os pais. É a relação de parentesco entre pais e filhos, considerada em ordem crescente, destes para os primeiros, da qual derivam as condições do pai (paternidade) e da mãe (maternidade), em ordem inversa 81.
PRINCÍPIO DA IGUALDADE DE DIREITOS
Martins Neto82 menciona que o itinerário do princípio da igualdade contribui para a afirmação dos direitos humanos. O princípio da igualdade não é apenas um princípio do Estado de direito, mas também um princípio do Estado social. Independentemente do problema da distinção entre “igualdade factual” e “igualdade jurídica” e dos problemas económicos e políticos associados à primeira (por exemplo, políticas e teorias de distribuição e redistribuição de rendimento), o princípio da igualdade pode e deve ser considerado como um princípio da justiça social.84.
Segundo TEIXEIRA, o Código Civil abraçou o princípio87 da igualdade já formulado na Constituição, sem detalhes ou novas configurações. O princípio da igualdade pôs fim à distinção discriminatória entre crianças bem nascidas e crianças mal nascidas e privou o casamento de um dos seus efeitos tradicionais em relação às crianças: o estatuto privilegiado de legitimidade.”
CONCEITO DE FAMÍLIA
O Código Civil no capítulo da filiação explica explicitamente a transformação tácita que decorre do texto constitucional sob o horizonte normativo constitucional. Os filhos, existindo ou não relação conjugal ou por adoção, terão os mesmos direitos e qualificações, sendo proibida qualquer designação discriminatória em relação à filiação. O Código Civil Brasileiro trata de diversos capítulos como: filhos nascidos fora do casamento e filhos nascidos fora do casamento.
1.596 a 1.606, que cuida dos filhos nascidos dentro dos limites do casamento e dos filhos nascidos fora do casamento, encontra-se no capítulo “Sobre o reconhecimento dos filhos”, art. II - nascidos dentro de trezentos dias após a dissolução da união conjugal, por morte, separação judicial, nulidade e anulação do casamento;
CONCEITOS DE FILIAÇÃO
- Filiação legítima
- Prova da condição de filho legítimo
- Filiação legitimada
- Filiação ilegítima
- Filiação matrimonial
- Filiação extramatrimonial
A filiação legítima é aquela que provém da estabilidade do casamento dos pais, ainda que anulado ou inválido. Filho legítimo é aquele que adquire a legitimidade através do casamento posterior dos pais, uma vez que não foi concebido nem nascido durante o casamento. Beviláquia110, admite que o primeiro efeito do casamento é a criação de uma família legítima e a legitimação dos filhos anteriormente tidos por ela.
381], “é aquele que decorre da constância do casamento dos pais, ainda que anulado ou inválido CC, art. 282], a anulação do casamento não prejudica a legitimidade do filho concebido ou nascido antes ou durante o casamento.
Responsabilidade dos pais para com seus filhos
Pátrio poder
Este é o comportamento dos pais para com os filhos, monitorizando para conseguir neles uma abertura, o que acontecerá gradualmente à medida que progridem na idade e no desenvolvimento físico e mental, para levá-los a alcançar a sua própria capacidade de se liderarem e de gerirem os seus bens. Portanto, o poder Patronal era exercido apenas pelo pai (como o nome sugere) e significava um poder idêntico ao poder de propriedade, que incluía a esposa, os filhos, os escravos e afins141. É importante ressaltar que foi através da autoridade paterna que a disciplina se estabeleceu e assim consolidou a vida no lar e, portanto, na própria sociedade.
A vertente romana do Pátrio Poder encontrou refúgio nos decretos do reino e foi assim transferida para o Brasil pela lei de 20 de outubro de 1823, o que significa que foi concedido ao pater familia completo poder e supremacia. O homem era o chefe da comunidade conjugal, o “chefe do casal”, enquanto a mulher, relativamente incompetente, precisava do seu apoio e autorização para praticar os atos da vida civil144.
Declaração universal dos direitos
Poder familiar
Devido ao princípio constitucional da isonomia, que significa direitos iguais para todos, o termo patria oblast mudou para autoridade familiar. A tabela comparativa abaixo representa o poder parental para exercer os direitos parentais no Código Civil Brasileiro de 1916 e os direitos familiares no Código Civil Brasileiro de 2002. IV - Designá-los como tutores por testamento ou documento autêntico se o outro genitor não sobreviver ou tiver sobreviveu incapaz de exercer a autoridade do seu país;
Nota-se claramente que o atual Código Civil Brasileiro apenas alterou a expressão “Do exercício do poder nacional” para “Do exercício do poder familiar”. Nesta última sequência, como já visto, os poderes dos pais aparecem sob a designação de poder patria (art. 21), também mencionado no Código Civil (art.
Funções sociais da família
Contudo, é possível que os próprios pais, dadas as necessidades materiais da família, num ato de extremo altruísmo, concordem em colocar o filho em família substituta (art. 166, parágrafo único do CME). Em qualquer caso, se não houver abusos ou privações extremas que ponham em perigo a própria integridade física e mental do menor, não há necessidade de falar em retirada ou suspensão do poder da família. Uma das funções sociais da família, pela sua relevância ao longo do processo civilizatório, é a transmissão das orientações culturais dos grupos étnicos.
Segundo este ponto de vista, a dinâmica da família recai sobre aqueles que exercem as funções parentais e que seriam os responsáveis pela formação biopsicossocial da prole, segundo um modelo que vem das gerações anteriores e que só seria modificado com base das mudanças que lhe foram introduzidas pelo trabalho das idiossincrasias dos executores da ação parental166.
Funções dos pais
Em 1990 surgiu o ECA, que passou a reconhecer o valor das crianças e dos adolescentes, que eram então considerados pessoas que exerciam plenamente seus direitos. Todos os alunos do ensino fundamental já sabem que os pais não podem bater excessivamente, mas não sabem disso BB. À medida que os filhos adquirem discernimento e responsabilidade, os pais devem reconhecer certa autonomia, respeitando a personalidade da criança e do adolescente, para que possam ser protagonistas de suas vidas.
Pais podem perder o poder familiar
Sua interpretação aparentemente se baseia no artigo 1.638, I do Código Civil, que trata da perda do poder nacional, incluindo a “punição indevida ao filho” como um dos motivos dessa perda. Por outro lado, a pena moderada (art. 1.638, I do Código Civil) segundo Santos Neto (apud ISHIDA, 2006, p) faz parte da capacidade de correção do pai e é aceitável como instrumento de educação e garantia de respeito e respeito. obediência devida ao filho.”
Compete aos pais amoldarem o caráter do filho
Pais educadores
Na educação assumem simultaneamente a responsabilidade pela vida e pelo desenvolvimento da criança e pela continuidade do mundo. Portanto, independente da forma e do contexto, com diálogo e carinho, ou com repressão e agressão, os resultados serão diferentes para a educação da criança. Alimentar, lavar, trocar, curar, proteger, confortar, todas atividades que são parte integrante da educação.” Isso inclui todas as atitudes e procedimentos que visam atender às necessidades da criança em seu processo de crescimento e desenvolvimento.
Segundo Weber178, a falta de cuidados ou simplesmente cuidados em famílias consideradas de risco pode estar intimamente ligada a fatores como a má distribuição de renda no país, o desemprego e o consequente esgotamento, o que acaba por dificultar o próprio processo de cuidado e desenvolvimento. . . O advento da Constituição de 1988 e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que estabelece proteção integral e direitos como cidadãos.