A Reforma Sanitária e o SUS
A estratégia Saúde da Família
Capacitações oferecidas pelo ministério da saúde aos profissionais
Nos sistemas de serviços de saúde, a responsabilidade de decidir sobre as necessidades dos pacientes está ligada à categoria médica, que é formada na tradição hipocrática para oferecer todos os tipos de intervenções a todos; conflitando com a ética social ou utilitarista de oferecer serviços “medicamente” necessários e eficazes às pessoas que mais se beneficiarão dos escassos recursos dos sistemas de serviços de saúde (MENDES, 2001). Sugere-se que os profissionais que integram as equipes de atenção básica à saúde se conscientizem do seu papel em benefício da saúde da comunidade.
Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde: Pró-Saúde
O Pró-Saúde desempenha um papel estimulante na transformação da educação em saúde no Brasil, tanto para os três cursos inicialmente considerados, por serem os cursos que integram profissionais no âmbito da Estratégia Saúde da Família (enfermagem, medicina e odontologia), quanto para outros na área da saúde, pois criando modelos de reorientação pode-se construir um novo panorama na formação profissional em saúde. O Ministério da Saúde afirma que quando é oferecido atendimento parcial (de especialistas), os custos ultrapassam o que pode ser suportado pela sociedade, consequentemente um número cada vez menor de indivíduos é atendido e desta forma “contribuiremos para uma pior situação de saúde global” (BRASIL, 2007, p. 42).
A atenção à saúde com integralidade
Por fim, as equipes de saúde da família coordenam a atenção à saúde da população, com todo o sistema sob sua responsabilidade. Para fortalecer o conceito de “saúde” da Organização Mundial da Saúde (OMS), é importante ressaltar que a presença de saúde não está relacionada apenas à ausência de doença. A atenção primária ou atenção básica, como os brasileiros preferem chamar, é o que caracteriza (ou deveria caracterizar) a oferta nas unidades de saúde da família.
Segundo o Ministério da Saúde (2006), a atenção básica deveria ser a porta de entrada preferencial ao SUS, pois deveria ser o ponto de partida para a estruturação dos sistemas locais de saúde. O Agente Comunitário de Saúde (ACS) caracteriza-se como o elo entre a comunidade e a equipe responsável pela atenção primária à saúde de uma área designada. As ações dos Agentes Comunitários de Saúde são acompanhadas e orientadas. Podem ser encontrados em duas situações distintas da rede SUS: a) vinculados a uma unidade básica de saúde ainda não organizada na lógica da Saúde da Família eb) vinculados a uma unidade básica de saúde. O SUS de A a Z: atenção à saúde nos municípios/Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde.
Implantação do fisioterapeuta na equipe de saúde da família e no Sistema Único de Saúde: desafios na formação.
A proposta e implementação dos NAISFs
História da Fisioterapia e sua inserção na saúde coletiva
Além de ser um dever, é um direito humano participar no planeamento e implementação dos cuidados de saúde. A promoção da saúde inclui, mas não está limitada a: educação para a saúde; nutrição adequada; abastecimento de água e saneamento básico de boa qualidade; assistência médica. O Brasil ainda está muito necessitado, nossas necessidades de saúde são grandes e as condições de vida da população brasileira são muito ruins.
A formação do fisioterapeuta
Em seu artigo 1º assegura o exercício da profissão de fisioterapeuta; no artigo 2º o reconhece como profissional de nível superior; no artigo 3º afirma que tem como atividade exclusiva a realização de métodos e técnicas fisioterapêuticas com o objetivo de restaurar, desenvolver e preservar a capacidade física do paciente. O COFFITO aceitou o papel da legislação e estabeleceu o Código de Ética (Resolução nº 10/78) que normatiza a profissão e a atuação do fisioterapeuta. A formação do Fisioterapeuta deve obedecer ao sistema de saúde vigente no país, à atenção integral à saúde no sistema regionalizado e hierárquico de referência e contrarreferência e ao trabalho em equipe.
Pesquisa Qualitativa
A análise documental constitui uma técnica importante na pesquisa qualitativa, seja complementando informações obtidas de outras técnicas, seja descobrindo novos aspectos de um tema ou problema (LÜDKE, ANDRÉ; 1986). Avançando nesse caminho metodológico tendo como base a pesquisa qualitativa, chegaremos a outra técnica utilizada para a coleta de dados deste estudo: a entrevista. Segundo Duarte (2005), a entrevista é um recurso metodológico que busca coletar respostas com base na experiência subjetiva de um informante, selecionado por possuir informações que deseja saber.
Sujeitos da Pesquisa
A partir da análise documental, selecionamos assuntos relevantes para o estudo e a partir desta seleção entramos em contato novamente com os coordenadores (desta vez por e-mail) para informar quem eram os professores envolvidos nessas disciplinas. Foram eleitos os professores que atuavam nas seguintes disciplinas: fisioterapia preventiva; Fisioterapia na infância e adolescência; saúde pública; Fisioterapia em saúde pública; A ergonomia e a história da fisioterapia são ensinadas nos três primeiros anos do curso. Além destes, elegemos docentes para disciplinas da prática curricular denominada estágio supervisionado: Supervisão de estágio em saúde coletiva; Supervisão de Estágio de Fisioterapia Comunitária; Supervisão de estágios em cuidados de saúde primários; Supervisão de estágios em saúde pública/PSF; Supervisão de estágios na área de saúde mental.
Coleta de Dados
Com base na análise de conteúdo e nas entrevistas, foi possível desvendar o que conhecemos como currículo oculto. Lampert (2001) afirma que foi Philip Jackson quem, em sua obra Vida em sala de aula, provocou uma ruptura no sentido do currículo, surgindo a expressão ‘currículo oculto’ para enfatizar a existência de determinados fatores que não estão prescritos no currículo e juntos dão um sabor específico à vida na sala de aula.
Dimensão ética
Método de análise
Inclui a escolha das unidades de gravação (corte); a seleção das regras de contagem (enumeração) e a escolha das categorias (classificação e agregação). Os dados encontrados são analisados a seguir na forma de subcategorias e categorias, organizadas e definidas a partir do agrupamento de unidades de registro. Durante esta análise são apresentadas as unidades de registro que melhor representam as subcategorias e categorias.
A rotina dos docentes
A carga horária
As dificuldades encontradas
A visão do SUS
- O SUS de ontem e o SUS de hoje – visão positiva
- Como se apresenta o SUS – dificuldades percebidas
- A quem se destina o SUS?
- Visando a melhora do SUS
Eu acho que essa é a população do SUS, porque hoje em dia quem tem renda mínima, quem consegue tirar algum recurso de algum lugar para servir, está fugindo do SUS (Plc). Os achados de nossa pesquisa vão ao encontro das afirmações de nossos palestrantes sobre o conhecimento e a conscientização da população sobre os princípios e funcionamento do SUS. Eu acho que a população deveria ter maior consciência e conhecimento sobre o SUS [...] os programas são destinados a dar apoio e realmente é para ser assim, o ideal seria que fosse 100% eficaz, mas isso a gente só terá se todos sabe fazer (SUS) funciona [..] e se realmente abrisse para outras áreas as coisas melhorariam ainda mais, muito mais, porque eu tenho as equipes de base, mas nada impede o gestor de [.. ] ( Pmcc) contra.
A boa estratégia
Concepções sobre a Estratégia Saúde da Família
No Brasil, existia um modelo de saúde voltado para a cura de doenças e enfermidades. Hoje, as unidades básicas de saúde tentam despertar o significado mais amplo de saúde na população; a importância da sua participação nesse contexto, do autocuidado, da cidadania, da busca contínua por condições de vida dignas. Se eu consigo atendimento de emergência lá, atendimento básico na minha porta, com hora marcada, por que esperar ficar muito doente para ir ao pronto-socorro?
O funcionamento da ESF – as equipes básicas e o papel dos profissionais
Os cuidados de enfermagem e a monitorização das condições de saúde fazem, por exemplo, parte das competências essenciais do enfermeiro; O campo de competências para atuar no SUS permeia os princípios básicos do sistema, as diretrizes do PSF, a humanização do atendimento e o vínculo entre profissionais e usuários e seus familiares. Esse é um medo que eu tenho, que essas fisioterapeutas que não tiveram essa formação básica sejam saltadas para o PSF e se tornem, sei lá, meras empregadas domésticas, sabe. Nosso trabalho dentro de uma equipe do PSF não se limita a isso, claro que não.
As dificuldades no cotidiano da ESF
Portanto, imagino que uma estratégia de saúde da família seria muito mais completa se houvesse outros profissionais além do médico e enfermeiro (PCJ). A realidade nos mostra que não há sequer reuniões dentro de algumas unidades básicas de saúde. Embora a autonomia dos municípios seja um desejo do SUS, ela depende em grande parte da competência do gestor local de saúde e de suas secretarias.
O básico da atenção
O entendimento de atenção básica à saúde
A atenção básica é vacinação, orientação, grupos que são formados para orientação [..] é orientação e conscientização sobre determinados temas, doenças [..] tirar dúvidas, oferecer orientações. Para que a atenção primária seja eficaz, os profissionais devem integrar os princípios dos agentes comunitários de saúde, utilizando a premissa do agente comunitário de saúde. A atenção básica se confunde com a estratégia saúde da família, que por sua vez se confunde com a atenção à saúde.
Os difíceis significados da promoção da saúde para os fisioterapeutas
E a promoção da saúde aparece sempre, em todos os conceitos, em todas as definições práticas do modelo de saúde. Está descrito no terceiro objetivo da Política Nacional de Promoção da Saúde: “Promover a compreensão do conceito ampliado de saúde entre os profissionais de saúde, tanto em termos de atividades intermediárias quanto finais”. Compreender o fisioterapeuta como personagem importante neste cenário de esforços de promoção da saúde ainda é uma tarefa difícil.
O fisioterapeuta e a promoção da saúde
E não precisamos só de formação voltada para o sistema de saúde e para a atenção primária à saúde, mas de formação [..] também de como lidar com as pessoas, entender as pessoas, o ambiente que elas vivem [..] você tem que ter esse conhecimento se você só tem conhecimento da unidade médica, do sistema médico; mas se você não tem compreensão da vida cotidiana, da comunidade, da vida cotidiana de uma família assim, dos problemas que ela enfrenta, etc. Não sei se falta alguma coisa aos fisioterapeutas, acho que falta apenas em termos de publicidade, o que a fisioterapia pode fazer de divulgação. Não creio que ainda esteja claro para os alunos o que eles podem fazer para encorajar ou prevenir isso.
Das partes (que se somam) ao todo
Significados e sentidos para o princípio da Integralidade
A questão da prevenção ou promoção, eu ainda acho que tem uma certa dificuldade [...] acho que é preciso divulgar o fisioterapeuta para a sociedade, e o fisioterapeuta saber o que é promover saúde, o que é evitável. saúde e o que ela é orienta as pessoas (Prt). Então a integridade de cada profissional que atende, mas isso se relaciona ou se correlaciona com a integridade de todos [..] (Pcj).
O princípio da Integralidade e sua apresentação na realidade de atenção básica
Eu vejo isso como uma visualização do indivíduo como um todo [...] outras áreas que se unem; é que você verá o indivíduo integrado, como um todo, em todos os aspectos, psicológico, nutricional, físico, todos. Eu acho que esse é o caminho para a saúde, caminha nessa direção, porque todo mundo que trabalha em equipe [..] os profissionais devem se unir para prestar o cuidado juntos (Pdc). Trabalhar juntos, no mesmo lugar, pela mesma coisa; nem mais, nem menos, e a gente tem que se ajudar, dar a mão um ao outro (Pit).
Integralidade na formação acadêmica
Acho que as pessoas vão ter que aprender a trabalhar assim [...] o nosso objetivo é que as coisas se unam e interajam, não apenas se juntem; aí o indivíduo vai receber um cuidado integral que o beneficia, ele é o foco. Cutolo, médico, reforça a necessidade de proporcionar oportunidades de interação entre estudantes e medicina e outras áreas da saúde. Acho que um passo para a formação são as novas estratégias, de não trabalhar mais em rede, mas sim com o núcleo das disciplinas (Pcj).
Somos importantes!
Sentimentos em relação à participação do fisioterapeuta na atenção básica
Depois de me formar, quando eu já trabalhava aqui na [...], comecei a ver que as coisas podiam acontecer mesmo [...] tudo que fosse possível, dentro de uma unidade básica de saúde como fisioterapeuta, e para mim foi tão , revelador. Acho que o fisioterapeuta tem um papel muito importante na comunidade porque tem muito idoso; muitos pacientes ficam acamados [...] em conexão com doenças crônicas, consequências de acidente vascular cerebral, diabetes, trabalho com pé diabético, em conexão com gestantes, exercícios, relaxamento durante o parto, mastectomias, eu acho muito importante. Cutolo defende que agora é o momento de valorizar o generalista, não só em termos de propinas (para atrair também estudantes), mas também pela capacidade que tem para resolver problemas de saúde comuns e pela sua “personalidade que define os padrões de promoção da saúde”. (CUTOLO, 2003, p. 25).
O que falta para a Fisioterapia?
Saar e Trevisan (2007) afirmam que os membros de uma equipe de saúde são interdependentes e que todos colaboram para a realização das tarefas diárias. A falta de interação entre acadêmicos de diferentes cursos de graduação da saúde contribui para o desconhecimento sobre os papéis e competências desses profissionais nas equipes de saúde. Os estudos envolvendo esse tema não param por aqui; e que são movidos pela esperança de que os nossos cuidados de saúde continuarão a aumentar.
Declaração de Alma-Ata – Conferência Internacional sobre Atenção Primária à Saúde – Alma-Ata, URSS, 6 a 12 de setembro de 1978. Projeto de Integração: Avaliação da Implementação de Serviços Integrados de Saúde no Município de Vitória, ES.