Trata-se de uma pesquisa bibliográfica qualitativa exploratória utilizando a técnica de revisão de literatura. Os resultados desta pesquisa nos mostram que a rabdomiólise é uma doença patológica causada pela necrose das células musculares esqueléticas, com liberação de vários constituintes celulares na circulação, causando diversas consequências no organismo. A rabdomiólise é uma doença causada pela necrose das células musculares esqueléticas, a partir da liberação de componentes celulares na circulação.
A partir desse quadro ocorrem alterações laboratoriais e manifestações clínicas correlacionadas, com certo grau de gravidade, variando desde casos assintomáticos ou dominados apenas por elevação de enzimas musculares, sem consequências clínicas significativas, até episódios complicados de insuficiência renal grave ou mesmo arritmias ventriculares. alterações metabólicas e hidroeletrolíticas. Contudo, o primeiro relato moderno de um caso de rabdomiólise foi encaminhado a Bywaters & Beall em 1941, em vítimas de esmagamento durante o bombardeio de Londres na Segunda Guerra Mundial, que levou pessoas à morte uma semana depois com lesão renal aguda. Casos de rabdomiólise foram observados durante os trinta anos seguintes, com ou sem complicações de insuficiência renal, e no início dos anos setenta foram detectadas as primeiras enzimopatias com mioglobinúria.
Segundo Gil (2010), a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já publicado, seja em livros, jornais e revistas e, com o advento de novos formatos de informação, esse tipo de pesquisa passou a incluir novos tipos de fontes, como material disponível na Internet. Segundo Barros e Lehfeld (2000), é classificada como pesquisa pura de acordo com sua finalidade, pois, nesse tipo de pesquisa, a simples intenção do pesquisador é ampliar seu conhecimento sobre o assunto abordado. No primeiro momento é realizada a definição de rabdomiólise e abordada sua fisiopatologia, além da identificação de seus aspectos históricos e epidemiológicos.
O quarto momento deste estudo descreve o diagnóstico desta doença, enquanto o quinto momento foi para relatar casos de rabdomiólise.
RABDOMIÓLISE
- Casos de Rabdomiólise
É descrita por Reese et all (2012) como uma síndrome comum que pode ser assintomática, mas uma condição grave e com risco de vida. Segundo Carvalho et all (2002), a rabdomiólise é uma patologia causada pela necrose das células musculares esqueléticas com consequente liberação de diversos componentes celulares na circulação. Gabow et all (1982) definem rabdomiólise como uma lesão do músculo esquelético com liberação de constituintes celulares no plasma.
Martínez et alle (2012) caracterizam a rabdomiólise como uma “destruição maciça de tecidos que produz metabólitos tóxicos intracelulares no sistema circulatório”. Ainda, segundo Martínez et alle (2012), a possibilidade de desenvolvimento de IRA em casos de rabdomiólise associada à varicela não parece estar relacionada aos níveis de creatina fosfoquinase. Ainda para Carvalho et all (2002), outra alteração iônica menos importante e que geralmente não requer tratamento é a hipocalcemia.
Martínez et al (2012) mostram que a infecção primária pelo vírus Varicella-Zoster em crianças, adultos e indivíduos imunocomprometidos pode causar um quadro grave se associada a certas complicações. Ainda de acordo com Martínez et al (2012), a rabdomiólise é uma complicação rara da infecção primária pelo vírus Varicella-Zoster, e as taxas de morbidade e mortalidade relacionadas à varicela podem ser 10 a 20 vezes maiores em adultos do que em crianças adultas saudáveis. Segundo Reese et al (2012), a etiologia da rabdomiólise é ampla e inclui doenças hereditárias, medicamentos, toxinas, compressão muscular ou esforço.
Devbhandari et al (2006), apud Srinivasan e Kuppuswamy (2012), afirmam que o uso adequado do dispositivo de pressão não invasivo, principalmente no intraoperatório, pode prevenir a rabdomiólise. Entre alguns comportamentos que podem ser adotados estão: 1) evitar apertar o manguito; 2) evitar aplicar o introdutor através de proeminência óssea ou próximo ao nervo superficial; 3) inspecionar e girar periodicamente a localização do manguito; 4) controlar a pressão arterial; 5) escolher o tempo máximo de ciclo com acompanhamento satisfatório; 6) manter os alarmes dos dispositivos ativados; 7) considerar a possibilidade de um dispositivo não funcionar; e 8) considerar o uso de uma proteção entre o manguito e a pele. Carvalho et al (2002) observam que a rabdomiólise ocorre em indivíduos com musculatura normal quando o fornecimento de energia ao músculo é insuficiente para atender a demanda. Segundo Carvalho et al (2002), o tratamento da rabdomiólise consiste não apenas na eliminação dos fatores etiológicos subjacentes, mas consiste em,.
No caso descrito por Martínez et all (2012), o paciente de 29 anos, que foi diagnosticado com varicela e desenvolveu como complicação rabdomiólise, foi tratado com Aciclovir e hidratação salina intravenosa, sem necessidade de uso de manitol. , furosemida ou bicarbonato. Para Carvalho et all (2002), é fundamental o controle dos níveis séricos de potássio, se necessário com diálise, que está indicada na hipercalemia grave. Para confirmar que a rabdomiólise também pode ser provocada por causas não traumáticas, Morais et al (2005) revisaram 24 casos de envenenamento por picada de abelha, dos quais 11 evoluíram com rabdomiólise.
Segundo Morais et al (2005), a IRA, apresentada após ataques massivos de abelhas, é decorrente de mecanismos tóxico-isquêmicos com choque hipovolêmico e anafilático associado à lesão tubular por pigmentos devido a lesão muscular (mioglobinúria), hemólise (hemoglobinúria) e síndrome tubular aguda. necrose e devido ao efeito tóxico direto do veneno. Com os casos apresentados, Morais et al (2005) concluíram que a intervenção precoce, com suporte intensivo adequado, é crucial, pois o uso da hemodiálise traz benefícios na rabdomiólise traumática através da eliminação eficiente de produtos tóxicos demasiado tarde. No artigo de Carvalho et al (2002), foi realizado um estudo de caso com um paciente de 54 anos com diagnóstico de rabdomiólise secundária a medicamento hipolipemiante.
No caso apresentado por Carvalho et al. (2002), valores muito elevados de CPK impressionam e configuram as situações clínicas de pacientes com grandes traumas, como vítimas de esmagamento, nos quais a CPK atinge frequentemente valores desta ordem.
CONSIDERAÇÕES FINAIS