Atualmente, a doutrina especializada do direito médico entende que o ato médico estético deve ser considerado como um ato médico abrangente, sem distinção de outros atos médicos. Essa visão dicotômica entre ação médica estética x ação médica não estética (“terapêutica”) é contrária aos atuais conceitos de saúde utilizados no Brasil e ditados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
CONCEITO DE RESPONSABILIDADE CIVIL E RESPONSABILIDADE MÉDICA
O professor Raul Canal (2014) relata que a cirurgia plástica ocupa o terceiro lugar em termos absolutos como a especialidade mais procurada nos tribunais. Porém, em números relativos, a cirurgia plástica ocupa o primeiro lugar, com aproximadamente 47% dos cirurgiões plásticos brasileiros respondendo a ações judiciais.
HISTÓRICO DA RESPONSABILIDADE MÉDICA
O Código de Ética Médica regulamenta a responsabilidade do médico ao proibi-lo em seu artigo 1º: “Causar dano ao paciente, por ação ou omissão, caracterizado como imperícia, descuido ou negligência”. (CFM, 2018). O desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná Miguel Kfouri Neto (2019) enfatiza a relevância da responsabilidade da profissão médica, e relata que os primeiros textos legais que sobreviveram até hoje referem-se à responsabilidade do médico em sua função.
CULPA MÉDICA
Pela natureza única e complexa do ato médico, os elementos de descuido e negligência ocorrem muitas vezes de forma simultânea e indissociável. Um exemplo seria o caso em que o médico esquece um material no corpo do paciente ou quando realiza um procedimento no lado errado do paciente.
O ATO MÉDICO COMO UMA RELAÇÃO CONTRATUAL E A OBRIGAÇÃO DE MEIO X OBRIGAÇÃO DE RESULTADO
A Organização Mundial da Saúde (OMS) associada à Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu um conceito internacional e mais amplo de saúde. Se levarmos em conta as visões mais modernas sobre o conceito de saúde, que vão muito além da visão limitada de que saúde é ausência de doença, podemos perceber que procedimentos que visam melhorar aspectos relacionados à autoestima, à sexualidade e ao sentimento de o bem-estar físico está diretamente relacionado à preservação e recuperação da saúde.
ENTENDIMENTO DOUTRINÁRIO NO BRASIL
O advogado especialista em direito médico Coltri (2007) questiona em seu artigo a obrigatoriedade da cirurgia plástica. O autor avalia o ato médico em sua integralidade, analisando critérios formais (qualificação), finalistas (resultado objetivo), legais (legalidade) e ético-morais (sujeição às prescrições do Código de Ética Médica).
ENTENDIMENTO JURISPRUDENCIAL BRASILEIRO
Parte da doutrina defende a indivisibilidade dos procedimentos estéticos e não estéticos, pois ambos têm o alcance inerente a qualquer intervenção no corpo humano. O reconhecimento da cirurgia plástica estética como procedimento de saúde integral teria implicações em outras áreas do direito, não apenas na esfera obrigatória.
LIBERDADE DE EXPRESSÃO E OS DISCURSOS DE ÓDIO NAS REDES SOCIAIS: A MATERIALIZAÇÃO DA BANALIDADE DO MAL?
Liberdade ou Abuso?
Coincidentemente, a conferência NETmundial15 aconteceu no Brasil, no mesmo dia em que o Marco Civil da Internet foi aprovado e assim ganhou vida jurídica. 14 Adaptação do termo Declaração de Direitos de 1689 para se referir aos 10 Princípios e Direitos da Internet.
Positivação – O Marco Civil da Internet
No entanto, o Marco dos Direitos Civis para a Internet não escapou às críticas da comunidade jurídica, nem dos integrantes do grupo de promotores dos portais. Outros, a grande maioria, repetem que o Marco Civil da Internet foi um avanço no mundo jurídico do Brasil, uma vez que as relações na Internet são uma realidade nova para o mundo e que a legislação brasileira tem se esforçado para acompanhá-la, fazendo com que a máxima seja confirmou “ubi societas, ibi jus”20.
Judicialização ou Censura?
Alguns argumentam que a lei deixou a desejar devido à vaga encontrada em alguns de seus artigos e não teve capacidade de fixar pontos para não permitir a possibilidade de dúvidas ou interpretações diferentes das previstas. Sem dúvida, com base nos fatos rotineiramente vistos e vivenciados nos portais digitais, vale afirmar que a conexão massiva às redes, aliada ao direito à liberdade de expressão, conduziu os internautas a um caminho marcadamente diferente das propostas primárias da Internet. , que trata da possibilidade de participação e interação entre aqueles conectados pela rede global de computadores.
Liberdade de Expressão e Discursos de Ódio
Por fim, a aversão positiva às expressões de ódio na Internet é uma garantia do exercício pleno e equilibrado da liberdade de expressão, pois nenhum direito é absoluto. É por isso que a CADH23 afirma no Artigo 13 – que trata da liberdade de pensamento e expressão – que “é garantido a toda pessoa o direito à liberdade de pensamento e expressão, em toda a sua natureza, sem consideração de fronteiras, orais ou escritas. ”(COSTA RICA, 1978).
A materialização da Banalidade do Mal?
Disponível em:
A MULTIPARENTALIDADE SOB O ENFOQUE DAS FAMÍLIAS ECTOGENÉTICAS E O CONTRATO DE GERAÇÃO DE FILHOS
Surge então o problema: no caso de filiação múltipla na família ectogenética através de métodos domiciliares de reprodução assistida heteróloga, existe a possibilidade de o terceiro doador solicitar o reconhecimento da paternidade registrada. Artigo 226, Artigo 7º da Constituição, que estabelece que a filiação dos filhos nascidos por fecundação assistida permitia a admissão da filiação múltipla e o reconhecimento de mais de um vínculo parental. Ilustrativamente, é a hipótese de um casal de mulheres que planejam e alimentam o desejo de ter filhos, e para isso necessitam utilizar a reprodução assistida pelo método domiciliar.
8º O registro civil de pessoas físicas não poderá exigir a identificação do doador de material genético como condição para elaboração do registro de nascimento de criança gerada por meio de técnicas de reprodução assistida.
AS VEIAS ABERTAS DA AMÉRICA LATINA: COMENTÁRIOS E CONEXÕES COM O DIREITO INTERNACIONAL
As veias abertas da América Latina", inclui necessariamente a ligação do seu conteúdo com os referenciais teóricos do direito internacional (DI), especialmente do No geral, estes foram os vínculos mais fortes identificados entre as “veias abertas” e a ordem jurídica da sociedade internacional. Livros como Os cofres abertos da América Latina são imortais, tendo sido elevados à categoria de Patrimônio Mundial.
Da mesma forma, através da análise das “veias abertas” também foi possível a ligação entre a obra literária relevante e a ordem jurídica da sociedade internacional.
ADOÇÃO MULTIPARENTAL: A POSSIBILIDADE DE COEXISTÊNCIA ENTRE OS VÍNCULOS BIOLÓGICO E ADOTIVO À LUZ DO RE 898.060
O HISTÓRICO DA ADOÇÃO NO BRASIL
Com o Código Civil de 1916, a adoção passou a ser vista como uma forma de proporcionar aos casais a continuidade de suas famílias, com o simples objetivo de pôr fim ao casamento sem filhos. A finalidade da adoção passou a ser a proteção do melhor interesse da criança e os vínculos adotivos foram baseados no amor, da mesma forma que se tornaram irrevogáveis e irrevogáveis (FARIAS, ROSENVALD, 2015, p. 908). Em 1990, com a entrada em vigor do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a adoção tornou-se plena para todos os menores de 18 anos, continuando o Código Civil de 1916 a reger a adoção daqueles que não pertencem a esse grupo.
Portanto, desde 2009, a idade mínima para adoção passou a ser 18 anos, independentemente do estado civil, e foram criados registros nacionais de adoção para facilitar o processo.
DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA
O procedimento judicial foi necessário tanto para a adoção de menores de dezoito anos, que devem seguir os procedimentos estabelecidos pelo ZEK, quanto para os maiores. O princípio da dignidade está definido na Constituição como um dos fundamentos da república, e dele decorrem vários outros princípios e valores consagrados no nosso ordenamento jurídico, como a igualdade dos filhos e dos cônjuges, o afeto e a liberdade na criação de um família, o que você quiser, por ex. Disto podemos concluir que é essencial para o princípio da dignidade que todas as famílias sejam respeitadas na sua individualidade, liberdade e diferenças, bem como em todos os vínculos que se formam ao seu redor.
Neste sentido, podemos dizer que é indigno dar tratamento diferenciado às diferentes formas de filiação ou às diferentes formas de formação familiar.
MELHOR INTERESSE DA CRIANÇA
Isto inclui, por sua vez, o direito de amar e ser amado na família que cada pessoa escolheu formar e fazer parte, seja ela adotiva, natural ou multiparental. Tudo isso significa que quem quiser ter mais de um sobrenome no registro de nascimento tem esse direito, desde que esta seja a opção que melhor proteja seus interesses, ainda que o nome seja um dos direitos de personalidade que refletem a identidade do indivíduo. . . Pretende-se, portanto, garantir que essa criança ou adolescente chegue à idade adulta sob as melhores garantias morais e materiais (Vilela apud Pereira, 2004, p. 92).
Ter mais de um parentesco inscrito na certidão de nascimento, conforme posição do STF sobre a possibilidade de multiparentalidade, significa ter uma rede ainda maior de proteção, afeto e apoio, mas não uma forma discriminatória de distinguir os filhos naturais dos adotados, uma realidade que serve bem aos propósitos sociais que perseguem este princípio.
AFETIVIDADE
Diante disso, pode ser que antigamente a continuação do sobrenome dos pais biológicos no nome do adotado significasse uma forma de distinção diante da nova família, não de integrá-los totalmente a ela, mas hoje perdeu completamente o sentido .
PLURALIDADE DAS ENTIDADES FAMILIARES
SOLIDARIEDADE FAMILIAR
PATERNIDADE RESPONSÁVEL
No entendimento do IBDFAM, o ministro Luiz Fux decidiu que não há necessidade de falar em hierarquia entre as diferentes formas de filiação, pois merecem igual proteção jurídica. Portanto, tanto nessas situações quanto na decisão RE 898.060, busca-se o mesmo: a coexistência de vínculos biológicos e socioafetivos. Portanto, deve-se garantir a liberdade de autodeterminação para que cada um possa moldar sua família de acordo com seus objetivos, de modo que não cabe ao Direito tentar enquadrá-la em modelos pré-concebidos.
Quando se estabelece a dupla parentalidade na vida do filho adotivo, como nos diversos casos aqui apresentados, pode-se concluir, pelos mesmos fundamentos utilizados no RE 898.060, que o filho adotado deve ter oportunidade de convivência entre relações socioafetivas/ parentalidade afetiva, adotiva e biológica, sem que a adoção constitua dissolução da mesma.
A VIABILIDADE JURÍDICA DA ADOÇÃO DE IDOSOS
O tema em questão é resultado de uma interdisciplinaridade entre o direito de família e o direito do idoso. Após expor os conceitos básicos da legislação que regulamenta a adoção e proteção do idoso, a viabilidade de ampliação dos direitos garantidos ao idoso, previstos no Estatuto do Idoso (Lei nº e os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana ), a partir da adoção de idosos. A partir da exposição desses dois microssistemas, o capítulo defende, portanto, a possibilidade legal de adoção de idosos.
Portanto, a viabilidade jurídica da adoção de idosos vincula o superior interesse dos idosos às disposições legais que devem ser cumpridas, da mesma forma que acontece com as crianças e os jovens.
A TEORIA DA PERDA DE UMA CHANCE NA OMISSÃO DA PATERNIDADE
O objeto de estudo será a teoria da perda de uma chance, na perspectiva do direito de família. O acervo bibliográfico utilizado para elaboração desta revisão é baseado em livros, periódicos e sites relacionados ao tema: “teoria da perda de uma chance”. Diante do exposto, a teoria da perda de uma chance é sistematizada na compreensão das circunstâncias inestimáveis em que a responsabilidade civil não abrangia.
A Teoria da Perda de Oportunidade: Critérios de Aplicação e Breve Análise da Recente Adoção Doutrinária e Judicial no Ordenamento Jurídico Brasileiro.
A DESJUDICIALIZAÇÃO DO RECONHECIMENTO DA FILIAÇÃO
SOCIOAFETIVA: UMA ANÁLISE CRÍTICA À LUZ DO PRINCÍPIO DO MELHOR INTERESSE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
DEJUDICIALIZATION OF THE RECOGNITION OF SOCIAL-AFFECTIVE AFFILIATION: A CRITICAL ANALYSIS IN THE LIGHT OF THE PRINCIPLE OF THE BEST. It is studied using the deductive method and bibliographic review, the development of the recognition of equality between children due to the emergence of the federal constitution from 1988, in accordance with the constitutional principles of human dignity as well as the principle of human dignity. best interests of the child and adolescent. In this way, the work aims to analyze the extent to which recognition of socio-affective belonging provides the greatest benefit to children and adolescents.
Este Código Civil de 1916, entre muitas características, preservou o direito de família e o direito sucessório, considerando que o núcleo familiar era a base naquela época (GOMES, 2006).