Reinaldo Lindolfo Lohn A constituição de uma história contemporânea apontava para o chamado retorno do político. Os meios de comunicação são elementos importantes para escrever uma história sobre o presente.
A nova face do pentecostalismo revela um tipo de crente que, em geral, quer se integrar à sociedade, quer influenciar a esfera pública, que se preocupa muito mais com o bem-estar na vida "terrena". 1 Este capítulo aborda, com acréscimos e atualizações, algumas questões relacionadas à escrita da história do pentecostalismo discutidas em outras publicações (Fonseca; Farias, 2007; Fonseca.
Introdução
A divinização da memória e do esquecimento
E, ao criticá-lo, damos o próximo passo – esse próximo passo consiste no que hoje chamamos de escrita da história. A discussão realizada por meio da escrita da história é possível porque o resquício do que foi tornou-se uma memória que preserva um dado conteúdo por meio do qual todo o passado pode ser problematizado, apontando para diferentes devires.
Memória e esquecimento I
Memória e esquecimento II
É no momento em que ele cruza o portão do mundo dos vivos para o mundo dos mortos. Quando Miguel percebe as leis que levam o bisavô ao esquecimento para sempre, ele próprio já está condenado a não voltar ao mundo dos vivos.
Memória e esquecimento III
O artigo é claro e expressa com veemência que a "máquina de destruição criada durante a ditadura civil-militar não parou de funcionar com o fim do regime". Mas o texto diz que “não deixou de funcionar com o fim do regime”, do que podemos concluir que ganhou vida própria dentro do aparelho de Estado e agora prospera, quase 40 anos depois do fim do o regime. ditadura civil-militar.
Memória e esquecimento à guisa de considerações finais
Eles acham que têm o direito de decidir quem ganha e quem perde na política e na divisão da economia. Vamos disparar as armas", diz Bolsonaro durante campanha no Acre - falando em uma van de som, o candidato do PSL fingiu um tiroteio e disse que queria "botar essas picaretas na Venezuela".
Filme
No caso de uma produção midiática, são as formulações que se sobrepõem aos próprios acontecimentos. Nora, 1996, p. 183), o que pensar de um momento em que se disputa não apenas a formulação simbólica desses acontecimentos, mas sua escrita no tempo a partir de uma historiografia midiática.
Historiografia midiática – uma escrita de fronteira
Aqui sugiro que nos deparamos com uma escrita limítrofe que articula elementos de ambos os campos, destacando um produto muito marcante de nosso tempo. Aqui, somos confrontados com as implicações de uma história que se centra inteiramente na disputa política em detrimento da reflexão crítica.
As mudanças na historiografia e o GT Mundos do Trabalho
Em artigo publicado logo após, Batalha descreve um cenário bem mais otimista para a História Social do Trabalho realizada em nosso país. Desde 2003, o GT-MT organiza simpósios específicos sobre história do trabalho dentro do Simpósio Nacional de História (SNH), organizado pela ANPUH.
Escravizados, pós-abolição e racismo
O argumento deste texto é que a produção atual sobre a história do trabalho foi revivida justamente pela aposta na multiplicidade destacada na proposta do GT. Colocar a cor dos indivíduos como elemento fundamental para pesquisar os mundos do trabalho, como apontou Álvaro Pereira do Nascimento (2016), além de atentar para as relações raciais, é uma forma de enfrentar o racismo presente na academia de forma isso em geral e especialmente no campo da história do trabalho, que, como já foi dito, por muito tempo ignorou os trabalhadores negros.
Trabalhadores indígenas e o trabalho na Amazônia
Gênero e trabalho
Ela mostrou que os estudos históricos “produzidos sobre o trabalho doméstico no Brasil analisaram o tema por meio de uma associação direta entre trabalho doméstico e trabalho feminino” (Souza, 2015, p. 290).12. Examinados em outros campos,14 ainda são raros os estudos historiográficos que examinam as relações entre os mundos do trabalho e as diferentes identidades de gênero e orientações sexuais.15 A história social do trabalho tem muito a ganhar ao questionar a heteronormatividade vigente em sua produção . possível restaurar outras identidades, conflitos, solidariedades e níveis de opressão.
Política e história do trabalho
Se a relação dos trabalhadores com o direito já era bastante explorada para o pós-década de 1930, a partir dos anos 2000, um número crescente de estudos se dedicou a essa relação no período Imperial e na Primeira República. Junto com Cristiana Schettini Pereira, organizei um dossiê que reuniu artigos dedicados à investigação da relação entre trabalhadores e poder municipal.
Compreender o presente e possibilidades futuras
Ainda há certa resistência à adoção da perspectiva do HGT pelos historiadores do trabalho no Brasil. Trabalho doméstico: reflexões sobre um tema recente para pesquisas em história social do trabalho no Brasil.
O crescimento da História das Mulheres, estudos de gênero e de sexualidade na ANPUH-Brasil
Da mesma forma, em 2007, Rachel Soihet e Joana Maria Pedro18 publicaram o artigo O surgimento da pesquisa em História das Mulheres e das Relações de Gênero, no qual chamam a atenção para a história do desenvolvimento desse campo no Brasil, mostram abordagens, mudanças na trajetória e na forma como as categorias “mulher”, “mulheres” e “relações de gênero” têm sido alvo de debates, apropriações e disputas. As transformações históricas apontadas por elas não deram visibilidade a outros estudos já existentes na época que retratavam a história das mulheres e do feminismo negro.
Nas margens: sexualidade e historiografia
O livro Além do Carnaval, do historiador James Green26 (2000), sobre a homossexualidade masculina no Brasil do final do século XIX ao início dos anos 1980, certamente contribuiu para a legitimação acadêmica do tema no Brasil, tornando-se bibliografia de obrigatoriedade em atos posteriores . Lampião da Esquina e a homossexualidade no Brasil por Paulo Roberto Souto Maior Junior31 (2015); Homossexuais em trânsito: representações homossexuais, militância e organização política na Bahia de Ailton José dos Santos Carneiro32 (2017); e as teses Homossexual respeitado: elaborações, dilemas e o modo de uma experiência subjetiva, de Eduardo Moreira Assis33 (2011) e Homoerotismo no Brasil contemporâneo: representações, ambiguidades e paradoxos, de Miguel Rodrigues de Sousa Neto34 (2011), revelam o interesse de historiadores em experiências homossexuais masculinas presentes nas primeiras pesquisas antropológicas, incluindo a pesquisa de Green.
Entre o dito e o não dito: pesquisas históricas na construção de políticas emancipatórias
A recente obra de Camillia Cowling44 (2018), Concebendo a liberdade: mulheres de cor, gênero e a abolição da escravidão nas cidades de Havana e Rio de Janeiro, promove o aprendizado sobre a comparação entre os processos de escravidão e liberdade em Cuba e no Brasil, percorre trajetórias de mulheres negras e se dedica a análises pontuais de como os processos de maternidade e luta pela liberdade em meio à escravidão nessas duas sociedades podem ser interpretados em termos de uma relação de "gênero". A incorporação das ideias de pacto, negociação e cultura política para pensar as relações de poder desconstrói a ideia de oposição rígida entre dominantes e dominados, abrindo novas possibilidades interpretativas para compreender as ações políticas dos grupos subordinados levando em consideração suas características culturais (Gomes , 2005; Kuschnir e Carneiro, 1999).
Etnicidade, grupos étnicos e política: processos de etnogênese na América
Segundo Sider (1994), os processos de destruição e construção de identidades em pessoas expostas a um poder dominante andam de mãos dadas com a destruição e construção de suas histórias. Foi em meio a diversos processos de ressocialização e amalgamento que os povos indígenas reconstruíram suas identidades.
Os desafios das abordagens interdisciplinares: teorias, fontes e métodos
Tais questões têm sido enfrentadas por historiadores e antropólogos que buscam avaliar os processos históricos como elementos explicativos e transformadores das culturas dos povos que estudam. Assim, embora antropólogos e historiadores priorizem um aspecto ou outro, ou seja, as trajetórias dos próprios índios ou os processos históricos nos quais eles se inseriram, é importante estabelecer as devidas conexões entre eles.
Considerações finais
Centro de Estudos Políticos e Constitucionais, n.179, p. História, historiografia e cultura política no Brasil:. org.), Culturas Políticas – ensaios sobre história cultural, história política e ensino de história. Os índios cearenses no período do Brasil Império - trabalho, terra e identidades indígenas em questão.
Considerações iniciais
Portanto, a leitura deste texto visa oferecer ao leitor uma série de reflexões e análises verticais sobre o protagonismo e a resistência indígena na Amazônia brasileira, mas sem deixar de lado o esclarecimento de um cenário mais amplo, onde o problema se introduz.
De escravizados a protagonistas: lideranças indígenas na Amazônia Colonial Portuguesa
Um dos índios mais importantes da época foi Antônio da Costa Marapião, que conseguiu obter apoio real oficial da coroa portuguesa. No que se refere aos índios do estado do Grão-Pará maranhense, pelo menos duas lideranças nativas, Antônio da Costa Marapião e Alexandre de Sousa, tentaram adquirir, ou conseguiram obter, o posto régio de oficial.
A resistência indígena na Cabanagem
Patrícia Melo Sampaio, do Departamento de História da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), conta sobre a presença de outras importantes lideranças indígenas na região de Mariuá (atual Barcelos). Sobre a cabana e, portanto, a participação indígena, um texto de Leandro Mahalem de Lima, pesquisador do Núcleo de História Indígena e Indigenismo da Universidade de São Paulo (USP), explica como o início do conflito em meados de 1835 na c. a cidade de Belém.
Correrias e índios na Amazônia
Antes do final do século XIX, a extração da borracha não causava grandes rupturas com o método de colonização vigente desde o início do século XVII, com expedições de coleta de "drogas do sertão". A partir daí pude ver com mais clareza a real dimensão do território tradicional desse povo - habitantes da região do rio Jauapery - por volta do século XIX e início do século XX, além de aprofundar a questão do desmembramento territorial deliberado , tomada pelas seguintes decisões:.
O lugar do índio é onde ele quiser: o papel das lideranças indígenas contemporâneas
Formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), atuei por 3 anos como Secretária de Educação no município de São Gabriel da Cachoeira (AM), entre 1997 e 1999. Dissertação de mestrado defendida no Instituto de Letras e Letras da Graduação Programa de Licenciatura em História da Universidade Federal do Amazonas.
Sítios consultados
Princípios
A história seria um indicativo de nossas origens e projeção de nosso futuro, apontando os princípios ordenadores de nossa identidade e nossas noções de certo e errado na vida pública.3 Desde então, o ensino de história esteve vinculado à formação para a cidadania. Porque desde o acontecimento das duas instituições que deram origem à história que nos guiou, formou-se uma versão das nossas origens e do desenho da nossa identidade que tem a sua marca de exclusão.
Desafios
Os percursos curriculares dos cursos de formação de professores de história também sugerem que os problemas apontados pela introdução da história indígena no currículo do ensino fundamental serão alcançados por meio de uma formação centrada apenas no campo da historiografia relativa aos povos indígenas. A estratégia adotada pela literatura didática e pelos cursos de formação de professores tem sido a mera inclusão de referências aos povos indígenas.
Perspectivas
O princípio da legislação e o movimento da sociedade civil organizada exigem que os povos indígenas sejam considerados em perspectiva histórica. Também é imprescindível que os povos indígenas sejam vistos como autores de seus caminhos, problematizando suas alternativas e escolhas.
Expectativas
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Estabelece diretrizes curriculares nacionais para o ensino das relações étnico-raciais e para o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana.
Algumas palavras sobre o tempo e sobre o presente
Qual evento chave e conhecido deve ser aceito como ponto de partida da história do tempo de hoje? Em que dimensões um determinado objeto de estudo pode ser classificado como pertencente à história do tempo atual?
Usos do tempo e ensino de História
Currículo de história e políticas públicas: a história dos programas do ensino médio no Brasil. Formação histórica e narrativas: efeitos de sentido na aprendizagem da história e espaço escolar na prática supervisionada.
Fontes eletrônicas
Patrícia Rodrigues da Silva Neste texto procuro fazer uma reflexão, a partir de uma experiência adquirida no Programa Institucional de Iniciação à Docência (PIBID), da Universidade Federal do Amazonas, sobre as contribuições e a importância da história do tempo presente na no processo de ensino e aprendizagem de história e na formação de professores de história. Reconhecendo que a formação de professores e o ensino de história são temas interligados, procuro pensar o papel social do professor de história em uma época de tantos percalços, essa é a grande questão que nos norteia e nos desafia.
História do Tempo Presente – algumas considerações
Em diversos países do mundo, a história dos dias atuais se consolidou desde o final dos anos 1970. Compreendida por Hobsbawn (2005) como a história correspondente à vida do próprio historiador, este é o autor, que a aponta também no ideia de uma "história inacabada" como a principal característica da história dos dias atuais.
A consciência histórica evoca o passado como um espelho da experiência no qual se reflete a vida presente, revelando também suas características temporais. Portanto, a consciência histórica tem uma função cultural muito importante, que é contribuir para a formação da identidade.
Reflexões e desdobramentos das ações no PIBID
Breve contextualização da Lei 10.639/2003
Compreender isso também foi importante para percebermos o protagonismo negro na construção de sua história. Primeiramente, entendemos que o conceito de cultura deve ser problematizado e compreendido de forma a fugir da ideia de que a cultura está relacionada apenas às manifestações artísticas e estas acabam sendo muitas vezes esvaziadas de seus significados políticos.
A ação em si