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Condicionadas do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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(1)

O Bolsa Família e Programas  Transferência de Renda 

Condicionadas do Rio de Janeiro

Marcelo Neri

(2)

Acompanhamento do cartão de  vacinação e do desenvolvimento  das crianças menores de 7 anos; 

mulheres entre 14 e 44 anos   gestantes ou nutrizes devem  fazer acompanhamento de sua  saúde e pré‐natal

Frequência de pelo menos 85% às  aulas nas escolas para crianças e  adolescentes entre 6 e 15 anos; 75% 

para estudantes entre 16 e 17 anos

Bolsa Família

Famílias cadastradas no  CadÚnicocom renda mensal  per capita de até meio salário 

mínimo

Condicionalidades Benefício básico

Educação  (faixa etária)

Saúde

Renda reportada

Benefício variável R$70 pago às 

famílias com renda  mensal de até R$70 

per capita

R$32 para famílias com  renda mensal de até  R$140 per capita e 5  crianças e adolescentes 

de  até 15 anos; R$38  para 16 e 17 anos

Benefícios temporários  para crianças de 0 a 6  meses e gestantes (6 e 9  meses, respectivamente), 

respeitando o limite de 5  benefícios por família  Brasil Carinhoso levando a 

renda per capita a  R$70 

(3)

Impactos do Bolsa Família sobre Objetivos Fim (Desenvolvimento Inclusivo Sustentável)

Igualdade

Olhar para distribuição entre  indivíduos e grupos da 

sociedade de fluxos de renda,  estoques de ativos e direitos. 

Prosperidade

Crescimento da média de renda  e consumo per capita.

Sustentabilidade

Possibilidade de manter os  padrões de vida conquistados. 

Estoques de recursos  humanos, ambientais,   físicos, culturais e sociais.

Felicidade (Percepções)

A dimensão subjetiva é  baseada na  percepção das pessoas sobre sua qualidade de vida.

(4)

1. Igualdade

Pobreza e Desigualdade

(5)

Fonte: IPEA a partir dos microdados da PNAD/IBGE

Crescimento acumulado da renda real 20012012(%)

Variação Anual Média por 

Décimos de Renda Per Capita  Brasil

120,22%

102,54%

92,09%

84,44%

77,33%

69,84%

58,90%

49,34%

36,69%

26,41%

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Crescimento (%)

Décimos da renda domiciliar per capita

(6)

Pobreza EXTREMA POBREZA* Com e Sem Bolsa Familia (EfeitoDireto)

10,0 9,7 9,8 8,6 8,1 7,0 6,7 6,2 6,1 5,7 4,9

9,8 8,8 9,0 7,4 6,8 5,6 5,5 4,6 4,5 4,2 3,6

0 2 4 6 8 10 12

2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012

Extrema pobreza sem o PBF (%) Extrema pobreza com o PBF (%)

Fonte: Ipea, a partir dos microdados da Pnad/IBGE *Linha de R$ 70 reais a preços constantes de 2011

(7)

Pobreza Impacto do Bolsa Familia sobre a Extrema Pobreza ‐ Variação (%) (EfeitoDireto)

2,41% 8,81% 7,26% 13,83% 16,03% 20,29% 18,70% 25,01% 25,72% 25,99% 28,12%

‐30%

‐25%

‐20%

‐15%

‐10%

‐5%

0%

2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012

O Bolsa Familia é responsável por 28% da queda da extrema pobreza  brasileira, quatro vezes mais que 10 anos antes quando o programa foi  criado. A miséria  subiria 36%, se não existisse o Bolsa Familia.

Fonte: Ipea, a partir dos microdados da Pnad/IBGE

(8)

Componente que Explica

Proporção de Extremamente Pobres

% da Queda  Total Crescimento da renda 50,5%

Queda da 

desigualdade 49,5%

Total 100

Decomposições dinâmicas da  Extrema Pobreza no Brasil, 

Entre 20022012

Fonte: IPEA a partir dos microdados da PNAD/IBGE

O que explica + a Inclusão?

Crescimento ou Equidade?

O Caminho do Meio

(9)

Determinantes das Variações da  Distribuição de Renda

Outras Previdência

Trabalho Efeito

Bolsa Familia

Rural,BPC

Qual é a combinação de políticas mais  efetiva em termos de Bem Estar Social?

(10)

Fonte: IPEA a partir dos microdados da PNAD

Qual fonte de renda explica o crescimento e  a queda da desigualdade de 2002 a 2012?

Fontes de Rendas

Queda do Gini (Benefício

Social)

Aumento da Média de  Renda (Custo Fiscal)

Benefício Social  por  R$ Fiscal Gasto

Contribuição relativa (%)

Trabalho 54,9 76,41

Bolsa Familia 12,2 2,35 5,2

Previdência acima Piso 11,4 8,53

Previdência= Sal Mínimo 9,4 10,88

Outras Rendas 6,5 ‐0,1

Benefício de Prestação 

Continuada (BPC) 5,4 2 2,7

ΔTotal 100

Decomposição das  Mudanças de Renda

1,07

Cada real adicional gasto com  o Bolsa Familia impacta a desigualdade 369% e 86% 

mais que na previdência social em geral e no BPC ,respectivamente. 

(11)

Mesmo sem levar em conta o pequeno tamanho do Bolsa Familia, ele domina o impacto de 

outros programas e é estável

0,006 0,006

-0,020 -0,015 -0,010 -0,005 0,000 0,005 0,010

2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

EfeitoTotal da Fontesobreo Gini(%)

Anos

Previdência BPC Bolsa Família Outras rendas

Fonte: Ipea, a partir dos microdados da Pnad/IBGE

(12)

A curva de concentração do Bolsa Familia difere das demais fontes de Renda

= Cada R$ gera mais Igualdade

0,00 0,20 0,40 0,60 0,80 1,00

0,00 1,00

Renda acumulada

População acumulada

Trabalho Previdência Outras rendas BPC Bolsa Família Renda per capita total

Fonte: Ipea, a partir dos microdados da Pnad/IBGE

(13)

‐0,020

‐0,010 0,000 0,010 0,020 0,030 0,040 0,050 0,060 0,070

0,000 0,200 0,400 0,600 0,800 1,000

Diferença na frão acumudada da renda

Fração acumulada da população

2012 ‐ 1992 2002 ‐ 1992 2012 ‐ 2002 2012 ‐ 2011

Diferença entre as Curvas de Lorenz

(14)

GINI X THEILL X 20+/20

0,65

0,60

0,55

93 94 95 98 99 00 01 2012

1992 0,70

0,50 96 97 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11

30

25

20

15

5 35

0 10

Fonte: Ipea, a partir dos microdados das Pnads 1992, 2002, 2011 e 2012

Desigualdade

Indicadores de desigualdade, 19922012

GINI, THEILL 20%+/20%

(15)

1992/2002 X 2011/2012

3 20

1 2 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19

Fonte: IPEA a partir dos microdados da PNAD/IBGE

Variação de renda

Variação % da Renda Domiciliar Per Capita Por Vintis

20

15

10

5

0

5.5 5.3 5.0 4.6 4.5 4.3 4.2 4.1 4.0 3.9 3.8 3.6 3.3 3.4 3.3 3.1 2.9 2.7 2.6 2.6

20.1 12.0 11.0 10.0 9.6 9.1 9.0 8.9 9.0 8.4 8.4 7.8 7.0 6.7 7.5 7.2 6.9 6.1 5.7 9.4

“O crescimento da renda real per capita de 20,1%

dos 5% mais pobres talvez seja a principal evidencia do viés pró‐pobre da política pública brasileira”

*

(16)

Social Welfare Function

 

     

0

dx x f x w x u x

u

W *

- Money-metric social welfare function is derived as:

where

- x* is the equally distributed equivalent level of income - u(x) is the utility function, increasing in x and concave

- w(x) is the weight given to the utility of individual with income x - should satisfy:

0

( ) ( ) 1

w x f x dx

(17)

( ) 2[1 ( )]

w x F x and u(x) = log(x)

 

     

0

* 2 1 log

log x F x x f x dx

- Social Welfare Function used is thus

where x* is the money-metric social welfare.

- is the mean income

- ( - x*) is a loss of social welfare caused by inequality.

0

dx ) x (

xf

- Define

(18)

Decomposition a la Atkinson (1970)

  x log   log   I

log

*

  

0

log( )I  2 [1

F x( )][log( ) log( )] ( )  x f x dx

Derived Inequality Measure) has a log utility a la Theil and Weights a la Gini = Thini:

Inequality Measure

(19)

Growth rate

Per capita labor income 6,7

Per capita non labor income 8,22

Total per capita income 7,05

Minimum wage 7,59

Per capita labor income 8,81

Per capita non labor income 12,06

Total per capita income 9,7

Per capita labor income 2,11

Per capita non labor income 3,84

Total per capita income 2,65

Per capita real labor and non-labor income Growth 2011-12 Actual per capita real income

Per capita social welfare

Gain/loss in welfare

(20)

2. Prosperidade?

(21)

Vazamentos

Governo

Renda De  fatores

Efeitos indiretos

Importação de bens e serviços Impostos indiretos Efeito direto

Impostos  diretos

Matriz de Contabilidade Social e o Fluxo Circular da Renda  obtido com a expansão de uma transferência monetária

Produção

Renda das  famílias

Transferência Conta Capital

Resto do  Mundo

(22)

Fonte: Neri, Vaz e Ferreira (2013) a partir da MCS de 2009

Programa Bolsa Família (PBF)

Benefício de Prestação Continuada (BPC) Seguro Desemprego

Abono Salarial

Regime Geral de Previdência Social (RGPS) Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)

Prosperidade Efeitos multiplicadores 

das transferências sociais sobre:

PRODUTO INTERNO BRUTO

Multiplicadores

1,78 1,19

1,06 1,06 0,53

0,52 0,39 PBF

BPC SegDesem Abono RPPS RGPS FGTS

0 2,700

Total

(23)

3. Felicidade

Dê uma nota de 0 a 10

para sua satisfação com a vida:

Há 5 anos (Felicidade Passada) Hoje (Felicidade Presente)

(24)

Fonte: SIPS/IPEA Outubro de 2012

Felicidade: Transferências Sociais 

e Mudanças de Satisfação com a Vida

Felicidade Passada X Presente 

Total Previdência Seguro Desemprego Bolsa Família 10

0 20 30 60 10

40 50 90 80 70

“Os beneficiários do Bolsa Família são os que apresentavam menor nota de felicidade

passada  (5 anos antes), refletindo a maior pobreza pregressa dos beneficiários do programa*”. 

5,96 6,25

5,41 5,28

7,04 6,99

6,19 6,86

A Bolsa e a Vida

Ranking  Gallup de 129 paises que ia da Dinamarca (7.3) a Angola (2.6) , os beneficiarios (5,28)  estão entre Paquistão e Paraguai e os não beneficiários (6,1) entre Inglaterra e EUA (em 2006)

“A felicidade presente é mais próxima entre  beneficiários e não beneficiários“

(25)

Fonte: SIPS/IPEA Outubro de 2012

Felicidade: Transferências Sociais e  Mudanças de Satisfação com a Vida

Aumento de Felicidade  Presente  em relação a Passada

14,418%

Total Previdência Seguro Desemprego Bolsa Família 10%

0%

20%

30%

60%

70%

40%

50%

“Os beneficiários do Bolsa Família apresentaram o maior salto de felicidade em relação a cinco anos antes (29,9% contra 18,1% do conjunto da população) levando a mais equidade quanto a satisfação presente com a vida”

29,924%

11,840%

18,121%

“Comparando pessoas com a mesma renda hoje (além de  sexo, idade, estado civil ), receber a Bolsa Família está associado a ganho na sua satisfação presente de 0,41 pontos em

relação a satisfação passada com a vida*.”

* Vis a vis não beneficiários, não implica causalidade

(26)

4. Sustentabilidade

(27)

Benefício de  Prestação  Continuada 

(BPC) (2) 

Brasil (2009)

Fontes: (1) Ministério da Previdência Social. Anuário Estatístico da Previdência Social 2010. Brasília: MPS/Dataprev, 2011;  (2) Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação (SAGI/MDS). 

Matriz de informação social.; Secretaria de Gestão Pública (SEGEP/MPOG). (4) Ministério do Trabalho e Emprego. Caixa Econômica Federal. Demonstrações Contábeis do FGTS

0,4%

6,1%

4,1%

0,2%

1,7%

0,6%

Transferências sociais do governo 

Programa  Bolsa  Família (PBF) 

(2) 

Regime Geral  de Previdência 

Social (RGPS)  (1) 

Regimes  Próprios de  Previdência  Social (RPPS) 

(3)

Abono  salarial 

(4) 

Fundo de  Garantia por 

Tempo de  Serviço  (FGTS) (6) 

Seguro  Desemprego (4) 

0,6%

0 1 2 3 4 5 6 7

Assistência Social Previdência Social Outras Transferências

Relativo (% do PIB)

(28)

... mas o programa permanece pequeno como percentual do PIB,  o que é um de seus méritos: faz muito gastando pouco.

Fonte: SAGI/MDS. Dados estimados para 2013.

Sustentabilidade fiscal

0,195 0,265 0,318 0,337 0,350 0,384 0,381 0,528

2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011

Ano

2013 2012

0,419 0,481

Programa Bolsa Família como % do PIB

(29)

No Brasil, o Bolsa e o BPC gastam,  juntos, cerca de 1% do PIB. 

Na Europa, maior parte dos  países gasta mais do que isso.

Em 2012, o governo federal 

americano desembolsou US$ 315  bilhões – cerca de 2% do seu PIB  – nesses programas. 

00 00

00 01

01 01

01 01 01 01 01 01 01 01

01 01

02 02 02 02 02

02 03

03 03

04 04

04 04

04

0 1 2 3 4 5

Estônia Letônia Lituânia Luxemburgo Rep. Tcheca Bulgária Suécia Romênia Dinamarca Eslováquia Polônia Noruega Bélgica Finlândia Itália Hungria Suíça Grécia Áustria Eslovênia Chipre Portugal Espanha Malta Alemanha Islândia Holanda Reino Unido França Irlanda

Benefícios focalizados/PIB (%) ‐ 2007

Fonte: OIT. World Social Security Report 2010/11: Providing coverage in times of crisis and beyond. Genebra: OIT, 2010.

Sustentabilidade fiscal

(30)

7 6 5 4 3 2

0 8

1 100

15 14 13 12 11

9 10

Source: IPEA, from microdata by PNAD/IBGE

Educação

Médias de anos de estudo por centésimos da renda do trabalho 

Média de anos de estudo

Centésimos da renda do trabalho

2002 X 2012

2012

2002

“A escolaridade das 25% menores rendas avança 40,8%  

contra 22,8%  da média e 9,42%  das 25% mais altas.”

(31)

“Na década em que o Bolsa Familia foi lançado a proporção de  municípios com IDH muito baixo cai de 41% para 0,6%” 

(32)

Família Carioca

&

O Rio e o Federalismo Social 3.0

Renda Melhor

540 mil Cariocas

+

1 milhão Fluminenses

(33)

Frequência de pelo menos 90% às  aulas nas creches e escolas 

municipais;

Frequência dos pais ou 

representantes legais às reuniões  bimestrais das escolas municipais,  mesmo que seus filhos não esteja,  matriculados.

Frequência de pelo menos 85% às  aulas nas escolas para crianças e  adolescentes entre 6 e 15 anos; 75% 

para estudantes entre 16 e 17 anos

Família Carioca

OBS: melhora do desempenho a partir de 7,5 para 1º a  5º anos e 6,5 para 6º a 9º anos; Escolas do Amanhã 7,0  e 6,0 respectivamente.

Condicionalidades do  Bolsa Família  continuam em vigor

Condicionalidades adicionais  Benefício básico

Educação – 6 a 17  anos (estudantes de 

16 e 17 anos das  escolas municipais)

Educação – 0 a 6 anos Renda Imputada

Renda que falta para  cada membro, em  média, chegar à linha 

da pobreza

Amostra  aleatória de 

95,5% do  CadÚnico Benefício variável

(34)

Principais Direções:

Sistema de Pagamento

Gerido a partir do Cadastro Social Único e da Folha do  Bolsa Familia.

Incentivos Educacionais (agora saúde também)

Aprofundar condicionalidades educacionais  

Instituir prêmio por performance dos estudantes.

(35)

Metas Sociais ‐ Assistência

% POBRES x % BENEFICIÁRIOS entre Capitais Brasileiras

Fonte: CPS/FGV a partir dos microdados da PNAD 2008/IBGE e do Cadastro Único 2010/MDS  começo do ano

Rio

y = 0,344x + 0,7649 R² = 0,6365

0,00 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 12,00

0,00 5,00 10,00 15,00 20,00 25,00 30,00

O Rio é, dados pelo cadastro social, ponto fora da curva do Bolsa Familia da taxa de acesso  na população (e não por famílias)

(36)

Propostas de Metas de Pobreza

Buscar metas internacionais (Metas do Milênio)

Vantagens:

Já conhecidas (não precisa conquistar credibilidade).

Possui farta referencia comparativa para países.

Campo neutro entre entes federativos  e atores sociais.

Campo neutro entre mandatos.

Indicador P2 ‐ dá mais peso a quem tem menos

Planejamento Estratégico: Nova Classe Média

36

(37)

Programa de Transferência de Renda:

Princípio de Complementação de Renda

10

Renda per capitafamiliar mensal média (R$)

15 5

0

População

Os benefícios variam para cada família: 

quanto mais pobre, maior o benefício

R$ 70,00 – US$ 1,25 PPP dia

Hiato de pobreza Linha pobreza

Linha pobreza extrema BSM/BF

US$ 2 PPP dia

(38)

Conceito de Renda Permanente:

A renda familiar será estimada a partir de informações contidas no  CADÚNICO:

configuração física da moradia;

acesso aos diversos serviços públicos (água, esgoto, luz);

nível de escolaridade das pessoas no domicílio;

inserção no mercado de trabalho de marido e esposa;

presença de grupos vulneráveis (como pessoas com  deficiência, idosos, crianças);

acesso a transferências federais de renda.

Identifica quem é pobre, não quem está (ou  diz que está) pobre 

(39)

Resultados do Sistema de Pagamentos Crescimento real Per Capita Entre 2011 e  2012 Décimos Município do Rio de Janeiro

12,8

3,9

4,9

6,3

3,2 3,5 4,3

2,8 2,9

1,7

0 2 4 6 8 10 12 14

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Décimos de renda domiciliar per capita

2012 foi decisivo pois a renda dos 5% mais pobres do Rio cresceu 21,5% contra 2,9% da media geral da cidade e 1,7% dos 10% mais ricos.

Fonte: Ipea a partir do processamento dos microdados da PNAD/IBGE

(40)

Resultados do Sistema de Pagamentos 

• a meta da cidade é a da ONU (U$2 PPP dia que é 120 hoje) entre 2007 e 2012 sendo queda de 26,7% entre 2011 e 2012. O municipio do Rio adotou em seu planejamento a meta da ONU de redução de pobreza a metade em um quarto de século. Fez quase 25 anos em 5. Desde 2007 a população com renda até 120 reais mês caiu 44,6%.

• extrema pobreza  Linha 75 reais por pessoa i)Brasil :  Queda de 15,9% entre 2011 e 2012. cidade do Rio: 

queda de 25,8% entre 2011 e 2012. 

• A prosperidade dos pobres relacionada  ao Famiíia Carioca de combate a pobreza que complementou a  renda de todos até a linha da ONU ao custo de 130  milhões anuais dados a 540 mil cariocas desprovidos  (cerca de 0,07%  do PIB.

(41)

Fonte: NERI, M. C. Desenho e diminuição da pobreza associada ao Programa Cartão Família Carioca da Cidade do Rio  de Janeiro & Impactos de incentivos na vida escolar. Rio de Janeiro: CPS/FGV, dez. 2011.

Frequencia dos pais as escolas, Frequencia dos  alunos

Impactos 

Condicionalidades – Rio de Janeiro

Engajamento dos pais Reuniões aos sábados Transmite importância  escola déficit geracional

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Impactos do Programa sobre Notas

• Regressões com alunos que fizeram todas as  provas bimestrais desde início de 2010

• Efeito do Programa é:

Positivo

Significante

Crescente com o tempo

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Impactos sobre Notas

Fonte: CPS/FGV a partir de dados da SME

Impacto do Cartão Família Carioca sobre as Notas dos Alunos

Modelo 1: Tempo*CFC

Modelo 2: ~ + Características do Aluno : Sexo, Cor e Atraso Escolar.

Modelo 3: ~ + Características dos Pais Modelo 4: ~ + Controle Espacial (CRE)

Modelo (1) (2) (3) (4)

CFC Sim x 2011.1 0,080 0,093 0,091 0,091

(0,022) (0,022) (0,021) (0,021)

CFC Sim x 2011.2 0,176 0,189 0,186 0,186

(0,022) (0,022) (0,021) (0,021)

CFC Sim x 2011.3 0,209 0,222 0,219 0,219

(0,022) (0,022) (0,021) (0,021)

Estimativas dos Estimadores DD

43

(44)

Impacto do Cartão Família Carioca sobre as Notas dos Alunos

Regressão MQO de Notas Médias sobre CFC

Fonte: CPS/FGV a partir de dados da SME

Estimate Std. Error t value Pr(> |t|) (Intercept) 6,5567 0,003 2205,54 0

CFCSim ‐0,1817 0,0075 ‐24,2 0

Estimate Std. Error t value Pr(> |t|) (Intercept) 6,8073 0,0039 1752,73 0

CFCSim ‐0,2482 0,0098 ‐25,29 0 PROGRAMA2011.1 ‐0,7722 0,0087 ‐88,92 0 PROGRAMA2011.2 ‐0,5296 0,0087 ‐60,98 0 PROGRAMA2011.3 ‐0,4525 0,0087 ‐52,1 0 CFCSim:PROGRAMA2011.1 0,0801 0,0219 3,65 0,0003 CFCSim:PROGRAMA2011.2 0,1759 0,0219 8,02 0 CFCSim:PROGRAMA2011.3 0,2089 0,0219 9,52 0

Modelo 0

Modelo 1

44

(45)

Proficiência em Matemática e Português – Provas Bimestrais de 2011

M é d i a s 2 0 1 1

5 . 5 1 3 - 5 . 8 1 2 5 . 8 1 2 - 6 . 1 1 6 . 1 1 - 6 . 4 1 6 . 4 1 - 6 . 7 1 6 . 7 1 - 7 . 0 1

Source: Bi‐Monthly Exams from SME‐RJ (Secretary of Education from Rio Municipality) 

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Impactos das UPPs em Matemática

Trimestres depois da Ocupação Policial

(47)

Fonte: BRUNS, B; FERRAZ, C.; RODRIGUEZ, J. Paying teachers to perform: the effects of bonus pay in Pernambuco,  Brazil. Washington: World Bank, Dec. 2011.

Impactos de bônus para  professores e gestores – Pernambuco

Apenas 61% do tempo de aula usado para ensinar em Pernambuco (contra 85% na OCDE): 

70% nas escolas do melhor décimo do Ideb e 54% nas do pior.

Notas de português e matemática aumentaram.

(48)

0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20

0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75

Extrema pobreza (%)

Idade

Extrema pobreza por idade: Brasil, 2009

Média nacional

Fonte: Estimativas produzidas com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2009.

Uma das motivações apontadas pela SAE/PR para  o Brasil Carinhoso

Extrema pobreza entre  crianças de 0 a 6 próxima  ao 

dobro da média nacional 

(49)

Taxa Interna Retorno de Programas é maior na Infância

Idade

(50)

Importância relativa da proteção aos direitos negativos e  promoção dos  direitos positivos segundo o nível de desenvolvimento do país 

Direitos negativos  Direitos positivos 

Pobre Rico 

Mediano  Muito 

pobre

Muito  rico 

(51)
(52)

Condição Taxa de ocupação (% )

Porcentagem frequentando

creche1

Impacto da creche

Total 43.2 74.7

Selecionado 45.2 93.9

Lista de espera 41.1 55.0

10.7

(4.1)

Nota 2: O valor apresentado entre parenteses é o erro padrão da estimativa de impacto.

Avaliando o impacto da creche sobre os responsáveis pela criança

Fonte: Estimativas produzidas com base no Questionário da Família - Município do Rio de Janeiro, 2008.

Nota 1: Nesta tabela utilizou-se para os cálculos a variável de exposição tipo 1, em que considera-se todas as crianças que declararam estar matriculadas em alguma creche.

Diferencial 4.2 38.9

Taxa de ocupação (%)

(53)
(54)
(55)
(56)

Impactos de 1 ano de  creche – Rio de Janeiro

(57)

Conclusões I 

Inovações do Sistema de Pagamentos 

• Complementos Locais ao Bolsa Família Federal

• Metas de Cadastramento (falta qualidade)

• Uso de Referencias Internacionais (ODMs)

• Renda estimada pelas informações do Cadastro Social Único

• Completa a renda até a linha de pobreza

• Priorizar os mais pobres no acesso a Creches

• A Busca Ativa dos “Sem Mãe”

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Conclusão II Inovações nas Condicionalidades

– Engajamento dos pais (Reuniões na escola  aos sábados)

– Educação na Primeira Infância

• Impacto cognitivo e não cognitivo

• Oferta: Prioridade aos mais pobres – Investimento nos filhos

• Prêmio por melhora de desempenho

‐ Alinhamento de Incentivos (Professores,  Pais e Alunos)

Também constrói em cima do Bolsa Família 

(59)

Canais de Impacto de Políticas de Combate à Pobreza

ALÍVIO DA  POBREZA SUSTENTÁVEL

INVESTIMENTO EM EDUCAÇÃO

TRANSFERENCIAS  NÃO MONETÁRIAS

CONSERVAÇÃO DO  MEIO‐AMBIENTE,

CASA PRÓPRIA APOIO AOS 

NEGÓCIOS NANICOS

DINHEIRO NA  MÃO DA MÃE

TRANSFERENCIAS  MONETÁRIAS

TRIBUTAÇÃO (DESONERAÇÃO)

SUAVIZAR CICLOS POLÏTICOS CRÉDITO E 

SEGURO

GERAÇÃO DE RENDA Função de Produção

de Longo Prazo

INFRAESTRUTURA (OBA) Output based Aid

COMUNICAÇÃO ESGOTOS CISTERNAS

ALAVANCAR  OPORTUNIDADES E AMORTECER CHOQUES

Mercados

EFEITO DIRETO BEM‐ESTAR EFEITO

DIRETO RESTRIÇÃO

(60)

Referências

1. Efeitos macroeconômicos do Programa Bolsa Família: uma análise comparativa das  transferências sociais”, Neri, Vaz e Souza

http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/131015_bolsa_familia_cap11.pdf Publicado em: Programa Bolsa Família: uma década de inclusão e cidadania, Tereza Campello e Marcelo Côrtes Neri (Org.) ‐Brasília, 2013 

2. Duas décadas de desigualdade e pobreza no Brasil medidas pela Pnad/IBGE

Comunicado do Ipea nº 159 Outubro de 2013    

http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/comunicado/131001_comunicado159.pdf

3. O Rio e o novo federalismo social, Marcelo Neri

Publicado em: Rio de Janeiro: um estado em transição,Armando Castelar Pinheiro e  Fernando Veloso (Org) ‐Rio de janeiro, 2012

4. Income policies, income distribution, and the distribution of opportunities in Brazil 

Marcelo Neri –http://www.fgv.br/cps/docs/acad/BF_Livro_Scanner.pdf

Publicado em: Brazil as an economic superpower? : understanding Brazil's changing 

role in the global economy.‐ Washington, DC : Brookings Institution Press ‐2009, p. 221‐269 

Referências

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