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Condomínio de Empregadores

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Academic year: 2023

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A partir dessa experiência bem-sucedida, a Secretaria de Inspeção do Trabalho começou a difundir o modelo por todo o país, cabendo ressaltar que a Delegacia Regional do Trabalho do estado de Minas Gerais, por iniciativa do proprietário Dr. Gostaríamos de agradecer pela efetiva cooperação, sem a qual a publicação deste manual não teria sido possível, à Federação Agrícola do Estado de São Paulo - FAESP, aos colegas auditores do trabalho de Ivone Corgosinho Baumecker, Juarez Coelho de Oliveira , Luís Fernando Duque de Sousa, Rogéri Lopes Costa.

PRIMEIRA PARTE

ASPECTOS TEÓRICOS

I – DEFINIÇÃO

Condomínio de Empregadores Rurais”, também não se assemelha à figura jurídica do condomínio conforme Art. Condomínio de Empregadores Rurais” é a reunião de produtores rurais focados em atingir os objetivos comerciais de cada um considerado.

II – REQUISITOS

A constituição de um “Condomínio Rural Patronal” deve ter como suporte básico a relação de confiança existente entre os produtores do grupo, construída ao longo de anos de trabalho conjunto em associações, sindicatos rurais, cooperativas agrícolas, etc. Então, a criação de um “Condomínio Rural de Empregadores” deve se basear nesta relação de confiança, nesta história de ação coletiva.

Ao final da safra, os valores desse “fundo” poderiam ser utilizados para custear rescisões contratuais.

III – DIREITOS E DEVERES DO PRODUTOR- CONDÔMINO

IV – DIREITOS E DEVERES DO EMPREGADO DE UM “CONDOMÍNIO DE EMPREGADORES

RURAIS”

Por outro lado, o trabalhador inscrito no registo CEI (coletivo) é empregado de todos os produtores que integram o grupo, comprometendo-se, portanto, a prestar serviços a todos eles, conforme cronograma a ser elaborado. pelo gestor/administrador do "Condomínio". Este colaborador deverá cumprir as ordens de cada produtor a quem presta serviço, pois está - novamente - efectivamente ao serviço de todos os utentes do “Condomínio”.

V – VANTAGENS DO “CONDOMÍNIO DE EMPREGADORES RURAIS”

Para o trabalhador, segurança jurídica consiste em conseguir identificar perfeitamente seus verdadeiros empregadores, além de ter, com a formalização do contrato de trabalho, garantidos todos os direitos trabalhistas, como: salário mínimo, férias, 13º salário, descanso semanal pago, FGTS , respeito pela Convenção e/ou Acordo Coletivo de Trabalho. Sua prestação de serviço será segmentada, cada dia ou período de trabalho em uma fazenda, mas seu contrato de trabalho é um só, pois será registrado através do cadastro CEI (coletivamente). Outra vantagem a ser buscada com o “Condomínio” é a possibilidade de formar um grupo técnico para identificar o melhor aproveitamento da produção agrícola, com estudos de solo, clima e cultivo.

A contratação de profissionais especializados não representará custos elevados, pois serão divididos entre todos os produtores. Com a implantação dos “Condomínios Patronais” no meio rural é possível obter em pouco tempo um salto qualitativo nas relações de trabalho rural, atualmente baseadas na informalidade e no enriquecimento de intermediários que não trouxeram nenhum benefício para nenhuma das partes. diretamente envolvidos na produção rural.

VI – “CONDOMÍNIO DE EMPREGADORES RURAIS” X OUTRAS FORMAS DE

CONTRATAÇÃO

Isso porque em nosso ordenamento jurídico as relações de trabalho rural são regulamentadas pela Lei nº 5.889/73, que dispõe na lei o seguinte. As relações laborais no meio rural são regidas por esta lei e, na medida em que não sejam incompatíveis com ela, pelas regras de consolidação das leis trabalhistas aprovadas pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943.” Qualquer trabalhador rural que preste serviços a um empregador rural estará, portanto, sempre protegido pela referida Lei nº 5.889/73.

442 da CLT não se destina aos trabalhadores da zona rural, pois a condição de cooperativa implica renúncia aos direitos trabalhistas, que têm como base a Lei nº. Vemos então que há uma grande polêmica sobre a possibilidade de constituição de cooperativas de trabalho rural com o objetivo de prestar serviços aos produtores rurais.

Como a entidade sindical, no caso em discussão, é responsável por fornecer mão de obra ao mutuário, é certo que seus associados poderão ser favorecidos quando o trabalho for recomendado, o que significa que a adesão é forçada a outros trabalhadores, sob pena de não serem prestigiados. . Por outras palavras, não se pretendia isentar o empreiteiro de trabalho ocasional das suas obrigações. Como se não bastassem todas estas considerações, notamos que as principais etapas da produção agrícola que requerem mão-de-obra são o preparo da terra, o plantio e a colheita.

Em todas essas fases, as atividades acontecem dentro da criação do domínio do produtor e são conhecidas suas especificidades para planejar a necessidade da quantidade de trabalho a ser utilizada, ao lado de todos os esforços empreendidos com a finalidade de rentabilizar um produto agrícola. Do exposto, parece que o modelo denominado “Condomínio de Empregadores Rurais” se apresenta como a forma mais segura, do ponto de vista jurídico e econômico, para o emprego da mão de obra necessária aos empreendimentos rurais em períodos de curto prazo.

VII – SEGURANÇA E SAÚDE NO “CONDOMÍNIO DE EMPREGADORES RURAIS”

Disposições Gerais – estabelece as responsabilidades e direitos do empregador, no caso o “Condomínio de Empregadores Rurais”, dos

Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural – CIPATR – no caso, o “Condomínio” deverá ser considerado para todos os fins

A responsabilidade pelo fornecimento do equipamento, que deve ser gratuito ao colaborador, é do “Condomínio”, pois é ele o responsável pelo cumprimento desta norma. Atendendo ao risco que representam estes produtos, o “Condomínio” deverá dispor de um inventário das substâncias utilizadas nas diversas atividades, até para apoio à realização de exames médicos. Neste caso, o “Condomínio de Empregadores Rurais” deverá ser responsável pela implementação do PCMSO, envolvendo todos os seus colaboradores.

É importante que o “Condomínio” avalie atividades que possam ser insalubres ou perigosas, pois os trabalhadores rurais podem reivindicar os respectivos benefícios adicionais. Deve ficar claro também que em caso de acidentes ou doenças de trabalho, o “Condomínio Rural de Empregadores” deverá ser responsável por toda comunicação necessária, conforme previsto na Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, art.

VIII – ENQUADRAMENTO PREVIDENCIÁRIO DO

Especial atenção deve ser dada à proteção de máquinas e equipamentos, inclusive motosserras para as quais exista dispositivo de segurança regulamentado pelo Ministério do Trabalho e Emprego e constante da NR 12.

28 da Lei nº. 8.212/91 (a referida tabela não será reproduzida neste Manual pelo fato de seus valores estarem sempre sujeitos a alterações). Portanto, a forma de cálculo do imposto de renda de cada produtor não muda com a adoção do “Condomínio de Empregadores Rurais”, devendo o resultado ser calculado de acordo com as normas editadas pela Secretaria da Receita Federal. 21, estarão sujeitos ao Imposto de Renda na fonte (Lei nº 7.713/88, art. 7º, inciso II), cuja obrigação de retenção e transferência será de responsabilidade do empregador.

É aconselhável que o gestor ou administrador do “Condomínio de Empregadores Rurais” faça a contabilidade individual de cada produtor, indicando seus gastos individuais com a mão de obra que lhe é disponibilizada, além, é claro, da apresentação da contabilidade do grupo. Por fim, o gestor ou administrador do “Condomínio”, responsável pela gestão da contratação de trabalhadores rurais, deverá zelar para que as obrigações perante o Fisco Federal sejam devidamente cumpridas pelos empregadores, sob pena de ser considerado solidariamente responsável com eles no leis. em que intervêm ou pela negligência pela qual são responsáveis, especialmente no que se refere ao imposto de renda retido na fonte dos empregados quando devido (Lei nº 5.172/66, Art. 134, incisos I a IV).

SEGUNDA PARTE

ASPECTOS PRÁTICOS

I – REGRAS DE FUNCIONAMENTO DO

CONDOMÍNIO DE EMPREGADORES RURAIS”

II – CUSTO DE UTILIZAÇÃO DA MÃO-DE-OBRA

III – A ADMINISTRAÇÃO DO “CONDOMÍNIO DE EMPREGADORES RURAIS”

Além destas duas regras, outras, a critério do grupo de produtores, deverão ser determinadas para o bom desempenho das funções do “Condomínio”. Para gerir o “Condomínio”, o gestor ou administrador funcionará como “responsável por um departamento de pessoal – PD” comum ao conjunto de produtores que o compõe. O número de funcionários necessários para auxiliar na administração do “Condomínio” dependerá do grau de informatização e.

Outro requisito importante para os bons resultados do “Condomínio” é a elaboração de uma conta detalhada, que dê transparência aos associados em todas as suas receitas e despesas. Por fim, salienta-se que o gestor do “Condomínio de Empregadores Rurais” deve racionalizar a prestação de serviços com o planejamento da colheita.

IV – PASSOS PARA A CONSTITUIÇÃO DE UM

CONDOMÍNIO DE EMPREGADORES RURAIS”

É verdade que, principalmente no início, um número reduzido de produtores facilita a administração e gestão da “produção Bash”. Porém, a existência de uma cooperativa de produtores pode facilitar a formação de um “Condomínio”, pois demonstra interesse e organização para atingir um objetivo comum, elementos essenciais para a constituição do grupo de produtores. Os sindicatos patronais ou associações de produtores também podem desempenhar um papel importante no incentivo e apoio à formação de grupos de produtores interessados ​​em regulamentar o emprego dos trabalhadores rurais.

Essa confiança é necessária para a formação do grupo e deve ser um critério respeitado na hora de definir e limitar o número de produtores que compõem o grupo.

Determinado o “chefe” do grupo e assinado o “Pacto de Solidariedade”, os produtores solicitarão ao INSS o registro (coletivo) do CEI, conforme condições da referida circular INSS nº 56, de outubro. 25. , 1999. O campus nº 16 deverá conter o endereço da sede da “Baskeprodhim”, onde a documentação deverá estar disponível para fiscalização. Todos os produtores deverão assinar o pedido de registro (alínea “b” da circular INSS nº 56/99), que deverá vir acompanhado de: .. a) cópia autenticada do CPF e do documento de identidade do produtor.

Quando for concedido o registro coletivo, o nome do “Condomínio” será o nome do produtor “líder” do grupo seguido da frase “e outros”, por exemplo. Será neste cadastro que todos os funcionários serão cadastrados pelo “Apartamento do Proprietário”: isso constará da sua Carteira de Trabalho, contratos, recibos de pagamento, condições de rescisão contratual, etc.

TERCEIRA PARTE

Como qualquer empregador, o “Condomínio de Empregadores Rurais” está sujeito à fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (art. 626 da CLT e art. 50 do Regulamento de Inspeção do Trabalho – RIT, aprovado pelo Decreto nº 55.841, de 15 de março, 1965). Documentação referente ao “Condomínio de Empregadores Rurais”. Deve ser centralizado no local de gestão do pessoal contratado. Procurações outorgando poderes ao “principal produtor” do grupo e, se for o caso, o instrumento de subincorporação ao profissional responsável pela gestão da contratação de trabalhadores.

I – CONSTATAÇÃO DE IRREGULARIDADES

Sempre que possível, deverá ser anexada ao Auto de Infração cópia do CEI (coletivo) e do “Acordo Solidário” com a relação de todos os produtores, incluindo nome completo e GPF, para garantir a perfeita identificação de todos os empregadores. áreas e cobrança judicial, se necessário.

DEZEMBRO DE 1999 (DOU DE 2 DE DEZEMBRO DE 1999)

Consórcio de Empregadores Rurais” associação de produtores rurais, pessoas físicas, com a finalidade exclusiva de empregar empregados rurais. 2. O Auditor-Fiscal do Trabalho, ao fiscalizar as propriedades rurais onde for prestado trabalho aos produtores agrícolas do consórcio, realizará exame físico com o objetivo de identificar os trabalhadores encontrados em atividade, distinguindo entre os empregados diretos do produtor e os comuns ao consórcio do grupo. . I – Inscrição Coletiva – Inscrição Específica no INSS – CEI – homologada pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS;.

III – documentos relativos à governança do Consórcio, inclusive a outorga de poderes dos produtores a um deles ou a um gestor/administrador para contratar e gerir a mão de obra a ser utilizada nas propriedades do grupo; 1º O nome mencionado no cadastro de que trata o inciso I deverá constar como empregador no cadastro do empregado e em todos os documentos decorrentes do contrato único de trabalho entre cada empregado e o consórcio de produtores rurais.

Referências

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